3.6 Warburg Impedance as a Transmission Line
4.1.2 Some Results for Langmuir and Tafel Kinetics
Muitas salas partilham dos mesmos materiais ou espaços, sendo adaptados os equipamentos necessários para o decorrer da sessão, no entanto, existem também algumas salas com características específicas, como por exemplo as que utilizam o método TEACCH, para alunos com perturbação do espectro do autismo. Estas são
166 espaços estruturados com diferentes áreas bem divididas que criam rotina e ordem, fatores muito importantes para a pessoa com autismo.
Este método foi apresentado nos anos 60, na Universidade da Carolina do Norte, por Eric Schopler e a sua equipa, com o intuito de desenvolver técnicas comportamentais e métodos de educação especial, que auxiliassem na educação de crianças autistas, promovendo a aquisição de autonomia para a criança autista através de ambientes estruturados, reduzindo os níveis de ansiedade.
O autismo compreende dificuldades em três áreas específicas: relacionamento e interação social; comportamento inadequado, repetitivo e obsessivo; e dificuldade no desenvolvimento da linguagem
Os estudos de Schopler demonstram que estes comportamentos poderiam melhorar através de intervenção. Mostram também que a aprendizagem pela criança autista é mais célere se os estímulos forem visuais em vez de estímulos auditivos e que um ambiente estruturado promove melhor comportamento, em comparação com ambientes mais livres (Lima, 2012, apud https://incluiragir.wordpress.com/porque- visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/).
Este método foi introduzido em Portugal em 1996 em escolas do ensino regular e jardins-de-infância, tendo-se revelado muito eficaz, (DGIDC - Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2008, apud https://incluiragir.wordpress.com/porque-visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/).104
As salas seguindo o método TEACCH devem ser construídas dentro da escola, recomendam-se escolas de ensino regular, para que o aluno possa estar integrado numa turma regular, ausentando-se apenas por curtos períodos ao longo do dia, para ali realizar atividades específicas.
Ensino estruturado
O ensino estruturado divide-se habitualmente em quatro componentes:
Estruturação Física, Informação visual, Plano de trabalho, Pistas facilitadoras de desempenho.
104
167 A Estruturação física diz respeito ao espaço físico que pode ter diferentes organizações consoante as crianças e a faixa etária que está a ser trabalhada, mas por norma se divide em sete espaços distintos: Aprender, Trabalhar, Brincar,
Computador, Trabalhos de grupo, Reunião e Área transitória.
Em cada uma destas áreas a criança desenvolve trabalho diferente adquirindo competências para ‘funcionar autonomamente’ na sociedade. Todos estes espaços estão dotados de regras e imagens/quadros/listas, expostos para que a criança saiba o que fazer e possa seguir um determinado horário, ou rotina, algo que resulta muito bem com autistas (rotinas no dia-a-dia). O espaço de trabalhos de grupo, por exemplo, desenvolve a relação e interação social com o próximo, em todos os espaços é trabalhada a comunicação e a componente comportamental.
A Informação visual diz respeito à informação relativa ao espaço e ao aluno que neste se encontra, com as direcções a seguir em relação a uma determinada actividade e os horários em que esta deve ser feita.
O Plano de trabalho, tal como o nome indica trata-se de uma lista de tarefas presente em cada área, para que o aluno possa seguir uma ordem ao executar a atividade proposta.
As Pistas facilitadoras do desempenho, adaptadas à condição e à faixa etária de cada criança, auxiliam a seguir instruções e perceber aquilo que se pretende em cada espaço.
Exemplos de espaços TEACCH
Fig. 26 E Fig. 27 Aprender / Trabalhar, imagem de Carla Gikovate consultado a 2.05.2017 in: http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm apud https://incluiragir.wordpress.com/porque-visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/
168
Fig. 28 Brincar, imagem de Carla Gikovate consultado a 2.05.2017
in: http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm apud
https://incluiragir.wordpress.com/porque-visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/
Fig. 29 Computador, imagem de Carla Gikovate consultado a 2.05.2017
in: http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm apud
169
Fig. 30 Fig. 31 Trabalhos de grupo / Reunião, imagem de Carla Gikovate consultado a 2.05.2017
in: http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm apud
https://incluiragir.wordpress.com/porque-visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/
Fig. 32 Área transitória, imagem de Carla Gikovate consultado a 2.05.2017 in: http://www.carlagikovate.com.br/index_arquivos/Page790.htm apud
https://incluiragir.wordpress.com/porque-visitar-nos/o-que-e-o-modelo-teach/
Estas salas não se destinam só a alunos com PEA, qualquer aluno as pode utilizar, tendo apenas atenção para não execeder o número de 6 alunos ao mesmo tempo no mesmo espaço, para evitar demasiado barulho ou focos de distração. Assim como em outras salas de terapia, também as salas com método TEACCH devem
170 promover um espaço seguro e adaptado às necessidades de todos os alunos que neste realizem atividades de qualquer natureza.
O ensino e as escolas inclusivas / escolas de referência, como os exemplos apresentados neste capítulo, pretendem a inclusão de todos os alunos em turmas regulares, sempre que possível, promovendo a diversidade física, mental, social e cultural com o intuito de uma reeducação da sociedade e aceitação das diferenças.
O Centro Helen Keller destaca-se como escola de referência no domínio da visão, tendo, no entanto, hoje em dia, uma vasto número de alunos com outras patologias não ligadas ao sentido da visão, mas que encontram nesta escola uma inclusão na sociedade.
Foram feitas breves descrições do espaço sala de aula, sala de terapia (espaço de intervenção), espaço multissensorial, bem como dos espaços para terapias Snoezelen e TEACCH. Foram apresentados exemplos de observação, com registo fotográfico a salas de terapia: American Therapy House e Sem Barreiras, e ainda a relação de materiais presentes na sala.
Por fim foi explorado o espaço de ensino estruturado, sala TEACCH, em que consiste, as suas características e a quem se destina, apresentando registos fotográficos da APPDA como exemplo.
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CAPÍTULO 6
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6. COR
Este capítulo analisa a cor e a sua importância no espaço terapêutico e no espaço escola, bem como em equipamentos e materiais existentes nos mesmos. Propõe ainda algumas escolhas de esquemas cromáticos já analisados e apresentados por autores como Durão (2002), Durão (2011), Meerwein, Rodeck, Mahnke (2007), Miller (1997), Mahnke (1996), e também Mahnke & Mahnke (1993) para espaços idênticos. Investiga também a importância da cor em conjunto com os sentidos, fazendo referência à sinestesia, cor em terapia, cor no espaço terapêutico, relação da cor com terapeutas e utilizadores do espaço e ainda ensino da cor.
Para esta análise foram entrevistados terapeutas e especialistas em áreas tão distintas quanto: 2 terapeutas da fala, 2 terapeuta ocupacional, 1 musicoterapeuta, 1 psicomotricista, 1 cromoterapeuta, 2 psicólogos clínicos, 1 diretor de enfermagem na área da saúde mental e psiquiatria e 3 professores do ensino especial. Todos os técnicos entrevistados têm experiência de trabalho com o grupo de foco da presente investigação: cegueira, neurodiversidade e necessidades educativas especiais. Foram também consultados três especialistas na área de construção de espaços de terapia Snoezelen: da Forbrain Snoezelen Room – Francisco Alvernaz, da Sem Barreiras – Guido Van Vroenhoven (responsáveis pela empresa Rompa em Portugal) e um dos fundadores da terapia Snoezelen - Ad Verheul.