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A concepção de formação apresentada pelas gestoras nas entrevistas se fundamenta na ideia da formação continuada. As questões da formação inicial dos profissionais não são abordadas por nenhuma das entrevistadas.

Embora vindas de formações iniciais muito diferenciadas, duas delas da Pedagogia, mais duas da História, duas da Biologia, uma da Educação Física e outra da Psicologia e do Serviço Social, há aproximações em suas considerações sobre a importância da formação continuada como constituinte do profissional de educação e da necessária ampliação de sua competência como educador da primeira infância.

Há unanimidade entre as gestoras sobre a importância de suas participações em todas as formações oferecidas pela rede municipal paulistana, o que tomam como atitude fundamental para suas respectivas carreiras. Afirmam que sempre participaram de todas as oportunidades de formação oferecidas pela SME/SP ao longo de suas ações profissionais. A diretora do CEI A assim define a importância da formação em serviço:

De todas as formações desde que estou na prefeitura eu procurei participar. Tudo. E eu considero um privilégio poder participar. Então eu nunca deixo de participar. [...] Eu acho que esse é um ponto positivo na rede e que eu valorizo muito - a possibilidade da formação. É por isso que desde lá de trás fiz a minha opção pela rede pública, que eu acho que é uma opção de vida que a gente faz ao escolher a rede pública para trabalhar e, então, eu vejo que tem sim possibilidade de formação na rede. (Diretora do CEI A)

Nas palavras da coordenadora da EMEI A, pode-se inferir que esse processo de formação na rede paulistana teve períodos nos quais foi amplamente oferecido aos educadores, e em outros períodos, o foi com menor intensidade, embora nunca tivesse deixado de existir ao longo das últimas três décadas. As considerações dessa profissional confirmam os dados levantados na pesquisa junto à MTD da SME/SP sobre a história da formação da rede paulistana:

Comecei a fazer formação desde que entrei na rede, em 1986. Houve épocas que tiveram menos. Eu lembro que teve uma época, do governo Maluf, que a gente teve que pagar a própria formação e aí nós formamos um grupo de coordenadores e diretores aqui na região. Na verdade nós contratamos e pagamos a nossa formação porque não tinha realmente nada estruturado nessa época. Mas sempre quando tinha as formações eu participava e, nessa rede, eu participei de muitas: formação do Rede em Rede, do Instituto Avisa Lá, formações que eram parcerias com a USP, Filosofia para Crianças [...] cursos, fiz muitos cursos. (Coordenadora Pedagógica da EMEI A)

Ao aferir as ideias do que deve compor o processo de formação continuada e em serviço, as gestoras trazem indicativos de aspectos que não podem deixar de ser considerados nesses processos. O primeiro, são as condições necessárias para que aconteça, tanto estruturais como técnicas; o segundo, diz respeito às formas como esses processos devem ser organizados, tanto nas ações formativas oferecidas pela rede municipal, quanto aquelas propostas no interior das unidades e, o terceiro, é a prevalência da ambiguidade no discurso de quem deve ser responsável pela formação no cotidiano da unidade educacional.

No que diz respeito às condições necessárias para a ocorrência de formação continuada aos educadores, dois fatores são destacados pelas entrevistadas.

O primeiro deles pode ser classificado como questões de ordem estrutural e de organização da própria rede municipal e da equipe gestora de cada unidade. Segundo as entrevistadas, é preciso a garantia de que haja uma regulamentação de ordem legal e

formalizada pela SME/SP para a ocorrência dos processos de formação em horário de serviço, o que já é garantido aos professores, mas ainda não é aos demais funcionários dos CEI e EMEI. Também indicam aspectos do cotidiano das unidades que são fundamentais para a garantia da formação, como a presença ininterrupta do coordenador pedagógico (incluindo as possibilidades de substituição desse profissional em todos os seus afastamentos42) e a construção de espaço físico nas unidades para as reuniões de formação43. A coordenadora da EMEI A aponta também a necessidade de que se destinem verbas e condições materiais reais para que os educadores participem de atividades de enriquecimento cultural ao longo dos processos formativos. Afirma que é necessário o acesso “a questão cultural – ao museu, ao parque, a uma exposição, a uma biblioteca, a atividades culturais”. Essas condições estruturais são, segundo as entrevistadas, fundamentais para a ocorrência da formação continuada, juntamente com as condições técnicas.

O segundo fator diz respeito às condições técnicas daqueles que assumem a formação continuada nos espaços da rede municipal. As gestoras apresentam suas ideias do que seja um bom formador, de maneira clara e sem divergências em seus discursos. Para elas, um formador precisa ter um plano de formação claro, estruturado e com planejamento dos conteúdos a serem tratados. Também precisa saber escutar, argumentar e fazer seu grupo de formação avançar. A coordenadora da EMEI B assim resume a competência do formador:

Não pode faltar é essa condição da gente ter argumentos, da gente ter conhecimentos. Não só saber o conteúdo que aquela pessoa deveria estar trabalhando ali, mas poder ajudá-la com estratégias, poder fazer uma intervenção que realmente a pessoa se sinta segura para fazer e que não se sinta só punida se não o fizer. (Coordenadora Pedagógica da EMEI B)

Nos discursos das gestoras também se pode depreender as formas como essas profissionais entendem que esses processos devem ser organizados, tanto nos níveis mais centralizados da SME/SP, quanto no interior das unidades. Elas apontam tanto os conteúdos a serem tratados, quanto as metodologias a serem priorizadas no processo de formação.

No nível mais centralizado, é destacada a importância de que os profissionais das equipes gestoras participem juntos das ações de formação. Todas as entrevistadas tratam dessa importância, mas duas gestoras apresentam esse aspecto de forma mais incisiva. A diretora do CEI A afirma que “a equipe gestora deve estar junta na formação porque em se falando da

42 As substituições dos coordenadores pedagógicos na rede municipal paulistana só podem acontecer se o

afastamento ultrapassar trinta dias, dificultando a continuidade do trabalho de formação nas unidades em casos de licenças médicas e férias que, na maioria das vezes, não alcançam essa quantidade de dias.

43 Especialmente nos CEI e nas EMEI com construções feitas há mais de vinte anos, não há sala destinada aos

professores, dificultando à unidade a garantia de um espaço adequado para que aconteçam as reuniões coletivas de formação dos educadores.

formação de gestor não pode faltar uma formação que fortaleça a equipe como um todo” e a coordenadora da EMEI A complementa com a forma que entende poder garantir que os gestores participem da formação enquanto equipe:

Os gestores devem estar juntos até para a inscrição, em muitas formações. Precisaria estar [junto] porque eu acho que a parceria é primordial. [...] Os temas ou conteúdos devem abarcar a situação dos dois gestores porque querendo ou não o coordenador é mais pedagógico que o diretor. Então precisa tratar das coisas da gestão de forma compartilhada. (Coordenadora Pedagógica da EMEI A)

As considerações das gestoras confirmam uma das hipóteses dessa pesquisa de que a formação dos gestores em equipes pode dirimir a dificuldade em articular os discursos e as práticas cotidianas nas instituições de educação infantil. O destaque para a formação dos gestores em duplas, proposta pelo programa A Rede em rede, pode indicar que as entrevistadas tenham encontrado um diferencial nesse processo de formação do programa e que pode ter contribuído para diminuir a dificuldade de articulação da dupla gestora.

Continuando nas considerações sobre a formação em nível central, há indicação nas entrevistas de que sejam pensados processos formativos para os profissionais recém-chegados aos cargos de gestão. A coordenadora do CEI B enfatiza a necessidade de se antecipar questões da função do coordenador pedagógico antes que este assuma suas funções, pois segundo ela:

Quando você sai da sala de aula e vai ser gestor, qual é a sua identidade? Qual é a contribuição do coordenador? O que é do diretor? O que é do assistente? O que é que a gente vai realmente, de fato fazer? E antes de começar no cargo é importante saber como funciona a rede para o gestor. (Coordenadora Pedagógica do CEI B) Reiterando a perspectiva de conhecer as especificidades da gestão na rede municipal, a coordenadora da EMEI B sugere que o gestor “tem que ter conhecimento da rede à qual pertence e do espaço que ele tem e, dentro do que dispõe de recursos, de que maneira pode direcionar esse recurso para que as ações pedagógicas aconteçam”.

A formação continuada para gestores, oferecida pela rede municipal deve contemplar questões dessa ordem e, para isso, deve organizar-se em conteúdos e metodologias que, segundo as entrevistadas, favoreçam essa competência dos gestores.

Ao serem perguntadas sobre quais os conteúdos não podem faltar na formação de gestores da educação infantil, as entrevistadas relacionaram: concepção de criança, infância e educação infantil (indicada por 75% das gestoras) e questões pertinentes aos saberes curriculares da educação infantil (indicada por 50% das gestoras). A indicação desses conteúdos por grande parte das gestoras pode ter sido influenciada não somente pelas ações do programa, mas principalmente pelo discurso majoritário desses aspectos na legislação e

nos documentos produzidos no Brasil, nos últimos vinte anos, que regulamentam a educação infantil brasileira. Os aspectos voltados à gestão compartilhada também aparecem como conteúdos importantes para todas as entrevistadas e, especificamente por parte das coordenadoras pedagógicas, conteúdos específicos sobre a documentação pedagógica, os registros da prática docente, os instrumentos metodológicos de formação e as estratégias formativas a serem utilizadas nos espaços de formação que coordenam na unidade.

Quanto às metodologias mais validadas pelas gestoras nos programas de formação, as respostas indicam a necessidade das entrevistadas de que a fundamentação teórica, nos processos de formação, estabeleça relações com a prática ou com as situações reais vividas no cotidiano das unidades.

Embora a fundamentação teórica já fosse estratégia metodológica largamente utilizada anteriormente nos programas de formação da rede, as entrevistas apontam que a articulação desta com a ação direta das gestoras, através da tematização de práticas, foi uma novidade metodológica do programa A Rede em rede, na opinião das entrevistadas. Essa perspectiva, presente nas pautas dos encontros a partir da tematização das práticas, problematizando o trabalho cotidiano dos CEI e EMEI, encontra respaldo na ideia defendida por Schön (1992) de que a escola pode se tornar um local de exercício da prática reflexiva ao trazer, para o trabalho conjunto de professores e gestores, a construção de significados através da reflexão

na e sobre a prática.

A diretora do CEI B exemplifica essa ideia ao afirmar que é preciso “qualificar o trabalho do gestor; então essa parte da teoria deve estar ligada à prática e à rotina diária com as crianças porque a formação [do gestor] vai refletir na ação lá com as professoras”. Complementarmente, a diretora do CEI A acrescenta que a relação da formação com as práticas dos gestores, de modo reflexivo, ganha o apoio dos formadores porque:

As coisas que os formadores trazem e falam ajudam a gente a olhar e a tocar em alguns aspectos que às vezes, sozinho, a gente não consegue. Os formadores, principalmente quando são da própria rede, tocam em algumas coisas importantes porque, como são da rede, nos ajudam a olhar o nosso dia a dia, o nosso fazer, a nossa prática. Coisas que às vezes eu falo: “poxa vida, tem toda razão; tem que olhar para isso mesmo; tem que mexer com isso”. (Diretora do CEI A)

Outro destaque das gestoras é a necessidade de haver espaço para a troca de experiências nos momentos de formação. A diretora da EMEI B declara que:

A gente precisa na formação ter este tempo garantido de que a rotina de cada escola apareça: como que se dão as coisas lá? Como é que você faz isso? Como é a entrada? Como são as reuniões? Quem é que faz? Quem é que participa? Como você garante que todos estejam? [...] Eu acho fundamental que tenha esse tempo de você falar da sua rotina, que tenha esse tempo de você enquanto grupo ter uma

cumplicidade de analisar e propor mudanças [...] e ver como o outro [gestor] faz. (Diretora da EMEI B)

Ao tratar das formas de organização da formação no interior das unidades percebe-se, no discurso das gestoras, a indicação de homologia no modo como se propõe a organização dos processos formativos em relação àquele sugerido e que fora oferecido aos gestores.

A necessidade de apresentação de uma proposta estruturada de formação é uma das principais ideias das gestoras para que se garanta uma ação formativa eficiente. A jornada de trabalho garantida aos professores e a forma como essa jornada se organiza em torno dos Projetos Especiais de Ação (PEA)44 e que, de certa forma estrutura a formação dos professores, é enfatizada pela diretora da EMEI B:

O PEA, que é projeto de formação dos horários coletivos das professoras, é muito importante. As professoras que estão na maior jornada que é JEIF45, trazem uma

diferença muito grande para o trabalho. A presença da coordenadora pedagógica como formadora e a possibilidade dos professores terem mais horas na escola – horas de estudo, horas de refletir a nossa prática, ter uma conversa mais aproximada, atender os pais... faz toda a diferença. (Diretora da EMEI B)

Entretanto, quando se trata dos demais profissionais de educação da rede paulistana, não há regulamentação para a organização da formação continuada em horário de serviço. Por esse motivo justifica-se um discurso recorrente, por parte das gestoras, da importância de que essa formação aconteça e seja organizada no cotidiano de trabalho desses profissionais. A coordenadora do CEI A manifesta essa importância quando afirma que:

Há necessidade dessa formação pontual com os agentes [de apoio], só que dentro da estrutura da escola isso ainda está muito restrito ao grupo de professores, o que fere um pouco essa concepção porque nós falamos que todos são educadores da unidade. Deveria ser regulamentado. Assim como é para os professores, deveria ser para os ATEs [auxiliares técnicos de educação] e demais profissionais de apoio porque a gente também incorre nessa questão da discrepância de atitudes, porque todos são educadores, mas a formação só é garantida aos docentes. (Coordenadora Pedagógica do CEI A)

Ainda que não regulamentada pela rede municipal paulistana, 50% das equipes gestoras entrevistadas apresenta uma proposta de formação com periodicidade regular para o grupo de profissionais de apoio. Os outros 50% apresentam preocupação em garantir uma

44 Projeto Especial de Ação (PEA) – planos de formação elaborados anualmente pelas equipes escolares da rede

municipal paulistana e que regulam as atividades a serem desenvolvidas nos horários coletivos de formação dos professores, coordenados por um dos membros da equipe gestora, preferencialmente o coordenador pedagógico. Sua elaboração é regulamentada atualmente pela Portaria da SME/SP n.º 901/2014.

45 Jornada Especial Integral de Formação (JEIF) é a jornada de trabalho à qual os professores da rede municipal

podem optar anualmente e que garante oito horas semanais de trabalho coletivo de formação, articulados preferencialmente pelo PEA ou outros planos de formação que contemplem o projeto político pedagógico da escola. A regulamentação das jornadas de trabalho dos professores da rede municipal paulistana consta na Lei Municipal n.º 14.660 de 26/12/2007.

conversa constante com esse grupo profissional para afinamento das posturas a serem adotadas por todos no trato com as crianças e com a comunidade escolar.

No que diz respeito aos conteúdos a serem abordados nesses espaços de formação com os profissionais de apoio, as gestoras indicam que a concepção de criança, infância e educação infantil deve permear a formação de todos os grupos de profissionais, assim como nas ações destinadas aos gestores. Para os professores devem ser acrescidos conteúdos da ordem do currículo para a educação infantil, das formas de organização do trabalho nas turmas de crianças e da especificidade de ser professor de crianças na primeira infância. A diretora do CEI B resume esse bloco de conteúdos para os docentes:

Para o professor, além das suas próprias atribuições, devem ser tratados assuntos sobre o que desenvolve com as crianças: as condições para o brincar, as experiências, as diversas linguagens. Rever o papel também enquanto educador de criança pequena. Os conteúdos ligados ao dia a dia com as crianças. Ampliar os repertórios das professoras. (Diretora do CEI B)

Para os profissionais de apoio, os conteúdos específicos devem abordar o entendimento sobre os fazeres das professoras junto às crianças e as concepções que pautam o projeto político pedagógico da unidade. A diretora do CEI A exemplifica, explicitando que “para os demais funcionários, o foco [da formação] é no projeto pedagógico da unidade, para construir consenso, mas também o embasamento teórico do fazer de cada um. Trazer também a visão de criança e de infância” e a diretora do CEI B complementa afirmando que são imprescindíveis discussões que tragam “a questão das atribuições de cada um, da convivência no coletivo e do entender o trabalho das professoras com as crianças”.

Para a abordagem desses conteúdos na formação dos profissionais, as metodologias apontadas pelas gestoras como adequadas também passam pelo uso de fundamentação teórica, discussão e tematização das situações práticas do cotidiano de trabalho dos professores e demais funcionários. Entretanto, as aprendizagens profissionais pautadas nas experiências não aparecem explicitamente dentre as entrevistadas como estratégia metodológica destacada para o trabalho de formação local do CEI/EMEI. Essa ausência denota uma inconsistência, por parte das gestoras, quanto ao declarado por elas como importante e fundamental na formação dos gestores, na qual essa estratégia de troca de experiências foi enfaticamente referendada.

No que tange ao discurso sobre qual profissional deve ser responsável pela formação no cotidiano dos CEI e EMEI, é consenso entre as gestoras que o coordenador é o responsável pela organização dos processos de formação dos profissionais da unidade. Essa função é a ele atribuída pelo conjunto de regulamentações legais da rede municipal paulistana e assumida pelo coletivo de profissionais como fato.

A coordenadora do CEI A entende que “o formador local é o coordenador sim; ele tem essa atribuição, só que se o diretor não estiver em comum acordo, a coisa não vai, a coisa não caminha, ele não realiza”. Então, embora seja do coordenador a função de fazer acontecer a formação da unidade, o apoio do diretor é fundamental para que a mudança aconteça, segundo essa coordenadora.

Desse modo, o discurso revela que a responsabilidade pela formação é aqui compreendida como a execução dessa tarefa e não, de maneira mais ampliada, como todo o complicado processo de atividades e ações que compõem a ação formativa no interior da unidade. O diretor aparece com uma forte imagem de provedor e alguém que garanta que o trabalho do coordenador de fato aconteça. Nas palavras da diretora da EMEI B o papel de formador é de todos, mas o diretor “tem um papel fundamental de sistematizar e garantir que a formação ocorra”. Entende-se aí porque a participação do diretor nas ações de formação do programa A Rede em rede foi solicitada pelos coordenadores pedagógicos nas duas fases iniciais do programa. Sua rubrica se apresenta como fundamental para que as ações de formação realmente se efetivem nas práticas pedagógicas das unidades.

Permanece, a partir das entrevistas, a incoerência entre o que seja a gestão pedagógica e sua relação com a ação formativa conjunta da dupla gestora e, em como essa concepção de gestão, embora amplamente discutida no programa de formação A Rede em rede ainda se apresenta fracionada e fragilizada nos cotidianos de trabalho dessas gestoras, pois a formação dos professores, entendida como obrigatória pela normatização legal da rede municipal, é atribuição exclusiva das coordenadoras nos discursos coletados nas entrevistas. Nenhuma das diretoras declara que coordena diretamente ações formativas desse grupo profissional. Já a formação das equipes de apoio, facultativa do ponto de vista legal, quando realizada na unidade, o é pelo diretor ou assistente de diretor.

Ressalte-se que apenas uma equipe gestora declarou nas entrevistas que tem uma rotina semanal sistematizada de reuniões entre seus membros para tratar do planejamento da escola e dos encaminhamentos da gestão, embora mais uma dupla declara que o faça, mas