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3.5 Results

4.1.2 Snow water equivalent

O objetivo deste capítulo é apresentar uma análise dos dados produzidos na escola investigada. Serão discutidos os resultados obtidos a partir do corpus produzido durante o período de maio a outubro de 2012. Entre as reuniões/aulas coletadas, por meio de gravações em áudio e vídeo, selecionaram-se cinco para análise.

As análises realizadas estão fundamentadas em Orsolini (2005 p.122), Mosca (2007, p.8), Leitão (2011, p.13), Damianovic (2011, p.275), Pontecorvo (2005, p.65) e Liberali (2013). A discussão sobre a forma como os dados se revelam, nos diferentes contextos pesquisados, ocorre à luz das teorias que embasam este trabalho, fundamentadas em capítulos teóricos.

Foi feito um recorte dos dados obtidos durante este processo investigativo. Esse recorte se orientou pela análise enunciativa, discursiva e linguística dos diálogos realizados tanto nos momentos de formação contínua (HC), quanto na sala de aula.

Nessa seleção, pretende-se destacar os excertos que melhor evidenciaram as marcas linguístico-discursivas que responderam às perguntas de pesquisa: (1) Que modo de gestão da formação contínua de professores, no HC, pode contribuir para a transformação do significado da leitura na sala de aula? (2) Que sentidos e significados são atribuídos, no HC da escola e na sala de aula, ao ensino de leitura?

Para isso, foi importante a classificação dos dados de acordo com a presença de marcas enunciativas e discursivas de: (1) ação: caracterizadas por verbos que indiquem formas de participar ou coordenar o trabalho no HC e na sala de aula; (2) reprodução: que refletem a concepção estruturalista de ensinar a leitura, conforme já descrita na fundamentação teórica deste trabalho, na qual o ensino de leitura se caracteriza pela repetição, para internalizar o significado “correto” do texto, consentindo respostas únicas, sem espaço para outras leituras. A reprodução pode ser marcada no modo positivista de gerir a formação contínua e a aula, ou seja, transmissiva e pouco dialógica; e (3)

intervenção: caracterizadas por expressões que visam a manutenção das concepções vigentes, ou a construção de novas compreensões teóricas e práticas.

Isto é, os modos como os interlocutores dos diálogos expressam suas ações próprias, ou reproduzem ações de outrem, ou realizam intervenções que confirmam a manutenção da interação, ou asseguram a transformação das ações em curso.

Os diálogos que apresentaram essas marcas foram selecionados e organizados nos anexos 1, 2, 3, 4 e 5.

4.1 Momento 1 – Contexto enunciativo

O momento 1 representa o início da pesquisa, nele ocorrem duas situações comunicativas relevantes para este trabalho:

 (1) Horário coletivo: primeira reunião coletiva de formação contínua dos professores na escola, na qual a coordenadora pedagógica discute e orienta os professores encaminhando o trabalho de leitura compartilhada de jornal com os alunos.

 (2) Sala de aula: primeira aula da professora P3, a qual realiza a leitura de jornal com os alunos do quarto ano do Ensino Fundamental I.

Em uma entrevista inicial, em que a pesquisadora (Pe) e a coordenadora pedagógica (CP) conversaram sobre as atividades de leitura realizadas na escola, a CP informou que os professores desenvolviam um trabalho de leitura pautado nas orientações didáticas da Secretaria Municipal de Educação (SME) e que, entre várias leituras, havia na escola a prática de leitura compartilhada. Informou ainda que os objetivos dessa prática consistiam em ensinar a ler, uma vez que o desempenho dos alunos, em geral, nesse quesito, não estava no nível adequado.

Após ficarem esclarecidos os objetivos desta investigação e como seria feita a produção de dados na escola, a Pe solicitou que a CP elaborasse uma pauta de Horário Coletivo (HC). Essa pauta de reunião tinha como objetivo conhecer as práticas de leitura desenvolvidas pelos professores, sobretudo, as práticas de leitura compartilhada, por ela citadas.

Em decorrência disso, foi proposto que a CP orientasse e encaminhasse a realização de uma atividade de leitura compartilhada pelos professores, na sala de aula. O objetivo dessa proposta era entender o modo de gestão realizado no HC, assim como, compreender os sentidos e significados atribuídos ao ensino de leitura, tanto no HC, como na sala de aula.

4.1.1 Breve relato da formação no HC

O excerto do Anexo 1 revela um diálogo entre a CP e as professoras (P), reunidas na sala de leitura da escola, durante o encontro de formação contínua no HC. Na ocasião, a pesquisadora registra em vídeo a reunião, na qual os professores, sentados em círculo, falaram sobre suas práticas de ensino de leitura na sala de aula. A intenção da CP era orientar e combinar coletivamente, com as professoras, a prática da leitura compartilhada com os alunos do quarto ano do Ensino Fundamental I (EFI). Essa pauta foi elaborada pela CP, a partir do combinado com a pesquisadora, para conhecer o trabalho que a escola já desenvolvia com a leitura.

O grupo docente era constituído de 12 professoras, sendo que uma delas atuava no quarto ano PIC, uma classe de recuperação intensiva dos alunos com defasagem nos conhecimentos relativos ao ano do ciclo. Todas eram efetivas e com mais de cinco anos de experiência nessa escola.

4.1.2 Modo de Gestão no HC

O excerto do diálogo transcrito a seguir mostra o momento em que a CP solicita às professoras que socializem, com o grupo, as práticas de leitura realizadas na sala de aula e os modos como os alunos interagem nesse processo. Cada professora relata as atividades que desenvolvem às colegas da escola.

Na medida em que esses relatos eram realizados, sobre o trabalho desenvolvido com a leitura, a CP ouvia e organizava as falas de modo a garantir a participação de todas as professoras. A pesquisadora registra em vídeo a reunião.

TURNOS DIÁLOGOS: 1º HORÁRIO

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