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ESCOLA DOMINICAL E A INTELIGÊNCIA BRASILEIRA

Até o presente momento esta pesquisa demonstrou que a Escola dominical tem contribuído no processo de crescimento da igreja local usando meios e métodos próprios de ensino, além disso, ela tem levado o educando a se encontrar como pessoa e este descobrimento é parte importante neste processo de ensino e aprendizagem. Ao desenvolver a tese de que a Escola dominical é a melhor ferramenta integrada de crescimento da igreja no mercado, Hemphill fala das conferências realizadas e, da reação dos ouvintes à medida que expunha o assunto; afirmava:

Comecei inúmeras conferências em vários ambientes denominacionais com esta asserção. Minha afirmativa ousada provocou reações que variavam do riso leve, à incredulidade, à franca zombaria, à concordância entusiástica. Os educadores religiosos quase sempre aplaudiam, por sentirem uma certa satisfação e segurança em seu emprego. Muitos, porém eram cautelosos na aprovação, por não considerarem o seu ministério em termos de crescimento da igreja. Outros educadores se mostravam hostis, por temerem que a ênfase no crescimento da igreja mediante a Escola dominical pudesse colocar em risco seu compromisso com a excelência educacional. Muitos pastores mantiveram um expressão impassível. Se a Escola dominical é uma ferramenta para o crescimento da igreja, alguém desligou a minha. (HEMPHILL, 1977, p.9).

É possível que esses líderes ao longo da caminhada, não tenham visto a Escola dominical funcionar auxiliando a igreja no crescimento espiritual e numérico, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos e depois no Brasil.

A escola dominical não pode ser vista como algo que só serviu para o propósito quando foi criada se não, o seu uso na atualidade seria desnecessário. Ela não é uma

ferramenta sem utilidade, mas, algo que deixou de ser usado como deveria ser, pois, se ela realmente é algo ultrapassado, então, porque milhares de igrejas ainda estão apostando neste empreendimento? Se ela é ferramenta ultrapassada, porque recursos financeiros são aplicados no sentido de melhorar as suas instalações proporcionando à membresia um ambiente favorável ao ensino? Respondendo esses questionamentos, Hemphill afirma que “está convencido de que a escola dominical não perdeu a sua eficácia como ferramenta de crescimento, mas, o que acontece é que nós não mais fazemos uso dela com o seu propósito original” (HEMPHILL, 1977, p.11). O que se percebe na tese de Hemphil é que a escola dominical pode auxiliar a igreja no crescimento valendo-se da evangelização e da missão para alcançar estes objetivos.

A evangelização precisa ser usada de forma correta na Escola dominical, para poder contribuir com o crescimento da mesma. Ao abordar a importância da evangelização na escola dominical notou-se que quando a estratégia evangelística é discutida entre muitas igrejas reformadas e presbiterianas, a importância da Escola dominical é geralmente esquecida (...). ele afirma que poucas escola s são saudáveis por terem esquecido ou negligenciado os fundamentos do crescimento da escola dominical. Esqueceram de usar a escola dominical como um elemento de evangelismo (HEMPHILL, 1977, p.83).

Por meio da evangelização, a escola dominical pode alcançar crianças, jovens e adultos reunindo-os num ambiente de aprendizagem fazendo com que os mesmo se envolvam na sociedade. Cathryn Smith ao discorrer a respeito da importância da evangelização na escola dominical afirma que ela é a “agência evangelizadora por excelência na igreja, devido ao seu livro-texto – a Bíblia, ao seu corpo de obreiros

instruídos na Palavra, aos seus alunos, à sua metodologia e aos seus propósitos”. Falando a respeito do livro-texto ele diz que “o livro-texto da Escola Bíblica Dominical contém a mensagem que é o poder de Deus para a salvação dos perdidos. Uma decorrência natural do ensino da Bíblia é a evangelização e os obreiros constituem o maior grupo de pessoas salvas interessadas...”. Por isso, ele afirma que “os objetivos da escola dominical exigem que ela seja evangelística.” Portanto, “alcançar as multidões com a ação vivificadora da igreja; ensinar a Bíblia; ganhar os perdidos para Cristo e levá-los a serem membros ativos da igreja, são as três funções básicas da escola dominical, que tornam o seu trabalho altamente eficaz na evangelização (SMITH, 1995, p.53). Valendo-se da evangelização na escola dominical, a igreja estará cumprindo com eficácia a Grande Comissão. A evangelização por meio da Escola dominical tem alcançado e influenciado a vida de muitas pessoas que tiveram uma ascensão profissional por terem tido a oportunidade de colocar em prática seus dons e talentos na escola dominical.

O propósito deste terceiro capitulo é procurar mostrar que a escola dominical contribuiu de forma direta ou indireta, na evangelização bem como na vida de grandes intelectuais, por esta razão este capitulo recebe o título de a escola dominical e a inteligência brasileira. Num primeiro momento, verificar-se-á a importância desta escola na vida de algumas pessoas que com o passar dos anos tornaram-se conhecidas. No segundo momento, será apresentado o resultado de uma entrevista feita com pessoas que passaram pela Escola dominical ou tiveram suas vidas influenciadas por esta escola .

O escritor Elian Alabi Lucci12, a respeito desta escola registrou:

Tudo que hoje preciso saber – sobre como viver, o que fazer e como ser – eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo da montanha da pós- graduação, mas no montinho de areia da escola dominical13. A seguir, indico as coisas

que lá aprendi.

Compartilhar tudo. Jogar dentro das regras. Não bater nos outros. Colocar as coisas de volta ao seu lugar. Arrumar a bagunça. Não pegar as coisas dos outros. Pedir desculpas quando machucar alguém. Lavar as mãos antes de comer. Dar descarga. “Biscoitos quentinhos e leite frio fazem bem para você”. Levar uma vida equilibrada. Aprenda um pouco e pense um pouco e desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco todos os dias. Quando sair, cuidado com os carros! Dar as mãos e ficar junto. Reparar nas maravilhas da vida. “Lembre-se da sementinha no copinho plástico: as raízes descem, a planta sobe e ninguém realmente sabe como ou por que, mas somos todos assim”. O peixinho dourado, o hamster, os camundongos brancos e até mesmo a sementinha no copinho plástico – todos morrem. Nós também. “E lembre-se da sua cartilha e da primeira palavra que você aprendeu – a maior de todas.

Este testemunho reforça o argumento da importância que a Escola dominical teve na vida de algumas pessoas, que mesmo com o passar do tempo, não esquecem o que lá aprenderam.

12 É licenciado e bacharel em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP),

professor da rede particular de ensino do estado de São Paulo, especialista em História, Geografia e Turismo pela Faculdade e Colégio Dom Bosco (FAECA-SP), diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) em Bauru (SP) e professor de Geologia nos cursos de Geografia e Biologia no ensino superior.

É diretor da revista Arvo Comunicación, da Universidade de Salamanca, na Espanha, secretário do conselho editorial dos Cadernos Personalistas do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), membro fundador da Società Internazionale Tommaso d’Aquino (SITA), além de editor da Revista Ciência Geografia AGB Bauru / CNPQ e autor de livros didáticos. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Elian_Alabi_Lucci. Acesso em 11 de Janeiro de 2013.

13 A Escola do Século XXI – Vender Sonhos para Colher Resultado. Disponível em:

Segundo Fernando de Azevedo, a religião teve no período colonial, uma influência sem dúvida preponderante e quase exclusiva na organização do sistema de cultura que aponta essas estreitas relações de dependência entre a cultura e a religião. Azevedo ao discorrer a respeito da obra de evangelização das igrejas mais antigas como, por exemplo, batista, luterana e presbiteriana e a metodista afirma que elas tiveram um notável crescimento, principalmente com relação a obra cultural o que o faz concluir que as igrejas contribuíram para o crescimento intelectual e espiritual. Na contribuição dos protestantes presbiterianos, Fernando Azevedo registra o surgimento dos colégios Mackenzie em São Paulo,e o Instituto Gamon em Minas Gerais. Além disso, Azevedo informa que os protestantes presbiterianos incentivaram:

A literatura didática que se enriquece com trabalhos de primeira ordem, no seu tempo, como a gramática de Júlio Andrade Ribeiro e de Eduardo Carlos Pereira, a aritmética e a álgebra de Trajano, as obras de Otoniel Mota e os livros de leitura de Erasmo Braga, e colaboram eficazmente na difusão do ensino popular, pelo sistema de escola s dominicais, cujo número, em 1934, já orçava por 3912, disseminadas com cerca de 15 mil professores oficiais, no largo campo de ação ao alcance de suas igrejas. Á medida que se multiplicaram os seus adeptos pelo trabalho pastoral, em que se destacaram figuras de relevo, como Álvaro Reis e Erasmo Braga, o protestantismo desenvolve e alarga a sua atividade social, criando hospitais, creches e orfanatos (AZEVEDO, 2010, pp 297-298).

Fernando de Azevedo nesta obra a Cultura Brasileira, destaca um capítulo para falar da contribuição das igrejas, o que o faz com sabedoria e domínio de causa. Destaca o crescimento das igrejas evangélicas, os grandes intelectuais da Igreja Protestantismo

bem como o crescimento e importância das escola s dominicais. Ele afirma que a obra educativa realizada nos grandes colégios e nas escola s dominicais foram importantes elevando o número de matrículas para 180.991 alunos em 1934.

Pela Escola dominical tem passado pessoas que se tornaram conhecidas devido ao desenvolvimento de suas habilidades, artísticas e culturais, como é o caso do presbítero Ouvídio Gomes Spínola que tornou-se conhecido na região de Governador Valadares-MG, pelas suas esculturas. Relembrando a época da infância vivida na escola dominical o Brasil Presbiteriano informa que “foi ainda na infância que o presbítero Ovídio descobriu, graças a uma professora da escola dominical, que tinha aptidões artísticas. "A professora Agazinha ou Agá, (ela ainda leciona na Nona IP de Governador Valadares), que era muito criativa, nos fazia declamar poesias, participar de pequenos teatrinhos, trabalhar com as mãos e fazer artesanato, e eu fui me destacando e gostando" (BRASIL PRESBITERIANO,ANO 45/Nº 592 JAN 2004, p.8).

Outro que teve o privilégio de passar pela escola dominical e nela atuar como professor, foi o artista Edilson Élio Barbosa14, que teve a oportunidade de presentear na época o Presidente da Republica Federativa do Brasil Luis Inácio Lula da Silva.

Figura nº 03 Edilson, ao lado da esposa, Helena, presenteia o presidente Lula com uma de suas obras

A escola dominical como demonstrado tem cumprindo a sua função evangelística, formando pessoas para a obra da evangelização. Falta ressaltar ainda que a Escola dominical também tem formado liderança para a igreja bem como para a nação. Com relação à igreja, a Escola dominical “deve estar atenta às múltiplas

14 Presbítero e professor da Escola Dominical da IP de Poços de Caldas, Edilson iniciou sua carreira artística aos 12 anos e, desde então,só tem sido objeto de elogios de críticos de arte do mundo todo: "Sinto que Deus já tinha um propósito, pois me lembro de tentar desenhar aos 4 anos de idade, impressionado com os quadros da casa de meu avô", conta. "Talvez o apoio de meus pais tenha me permitido, já aos 12 anos, ter uma visão bem definida de que aquela era minha opção profissional. Tudo o que Deus me tem dado é para que Seu nome seja glorificado em mim" (Jornal Brasil Presbiteriano, 2004, p.13).

possibilidades de manifestações das diferentes vocações de seus estudantes. Desde a infância, a escola dominial propicia oportunidades para que sejam manifestas as aptidões intelectuais e tendências artísticas de seus alunos, assim, como a capacidade para liderança, pregação e o ensino” (JOSÉ, p. 38). A liderança da igreja é descoberta e preparada pela Escola dominical para o desempenho dos seus dons e talentos.

Quanto à formação de líderes para a nação, se a escola dominical cumprir seu papel, nela serão também formados os futuros lideres da nação, pois a igreja tem como objetivo discipular os liderados para que sejam úteis não somente no âmbito da igreja, sobre tudo, preparar lideres maduros, que com suas habilidades atuarão nas mais diferentes áreas profissionais, deixando com todo esforço e dedicação, as marcas de Cristo em seus locais de influência (JOSÉ, p. 38).

Saindo um pouco do mundo das artes para o da escrita, ou seja, dos livros é possível perceber que outras pessoas foram dotadas de uma certa habilidade para escrever e interagir no tempo determinado. Dentre tais pessoas encontram-se os ilustres: Erasmo Braga, Vicente Lessa, Mário Barreto França e Lázaro Lopes de Arruda.

Erasmo de Carvalho Braga contribuiu de forma espetacular para a educação brasileira. Filho de pais crentes, nasceu em Rio Claros-SP no dia 23 de maio de 1877. Foi pastor presbiteriano e um intelectual na educação. A respeito da sua vida e influência, Mattos comenta:

Durante a sua infância e juventude, Erasmo Braga foi profundamente influenciado tanto por seus pais quanto pelos missionários norte-americanos com os quais conviveu. O seu lar era um local em que se atribuía grande importância ao estudo, à devoção e à participação na sociedade. O menino recebeu toda a sua educação primária e

secundária por meio de missionários presbiterianos em excelentes escola s que estes haviam fundado no Estado de São Paulo. Erasmo nasceu e foi criado no próspero interior desse Estado, que naquela época experimentava um rápido crescimento em virtude das riquezas geradas pelo cultivo do café. O jovem concluiu os seus estudos teológicos em são Paulo, na época a segunda maior cidade do Brasil e o seu principal centro agrícola e industrial.

Quando estava com apenas 21 anos de idade, Erasmo foi ordenado pastor e iniciou o seu ministério em Niterói, nas proximidades do Rio de Janeiro, então a capital e o grande centro intelectual do Brasil. O ambiente estimulante da metrópole lhe ofereceu muitas oportunidades para expandir os seu interesses, particularmente na área do jornalismo. Três anos mais tarde, o jovem ministro estava novamente em São Paulo, tendo sido convidado para lecionar no Seminário Presbiteriano e no Mackenzie College, a maior e mais conceituada escola missionária norte-americana no Brasil. Mais tarde ele fixou residência em Campinas, quando o seminário foi transferido para essa cidade paulista. (MATTOS, 2008p.16-17).

O início da trajetória deste dedicado jovem já dava sinais de quem ele seria. Destaca- se neste ponto, que o estilo de vida dos pais influenciou muito a vida do jovem Braga, bem como a educação que recebeu na escola americana. Braga foi um educador que fez história e que durante o seu tempo de vida, tentou torná-la útil à causa do evangelho por meio da educação.

É importante analisar a contribuição de Braga na educação, primeiro pelo que ele representou como ministro presbiteriano e segundo, como um intelectual que se destacou ao longo dos anos através da educação. Roseli de Almeida Massotti, ao discorrer a respeito da importância de se conhecer o pensamento dos educadores argumentou que “se por um lado, é fundamental conhecer o pensamento dos educadores, como desafio ao educador, por outro lado, há a tentativa de fazer o liame

com as Ciências da Religião uma vez que há educadores na atualidade, observando e discutindo os três pontos relevantes na formação do educando, valores Moraes, interdisciplinaridade e qualidade do sistema de ensino” (MASSOTTI, 2007,p.14).

Erasmo Braga tornou-se conhecido devido à sua cooperação interdenominacional e ecumênica. Mattos informa que a vida deste intelectual pode ser divida em três fases distintas, a saber: o “período formativo, que terminou com a conclusão dos seus estudos teológicos (1877-1898); em seguida, os anos dedicados primordialmente ao trabalho na Igreja Presbiteriana (1898-1916) e o seu envolvimento ecumênico” (MATTOS, 2008, p. 133).

Com a vida envolvida na educação e o desejo de ver vidas transformadas pela educação, Braga, segundo Mattos, “observou que a verdadeira educação não era centralizada nas disciplinas, mas no aluno; o seu objetivo não era simplesmente dar informações e transmitir conhecimentos, mas moldar a personalidade do estudante, capacitando o indivíduo a viver bem, pessoal e coletivamente” (MATTOS, 2008, p.249). A preocupação de Braga não se limitou à educação secular, mas também na educação desenvolvida pelas igrejas mais precisamente, no ensino ministrado nas escola s dominicais15. Mattos informa que Erasmo Braga e o seu pai João Ribeiro de Carvalho Braga, escreveram muitos grossos volumes com valiosos materiais bíblicos e pedagógicos para professores de escola dominical conhecidos pelo título a Série

15 Seu pensamento está nas lições para a Escola Dominical para uso nas igrejas evangélicas,

1 nas suas

cartilhas para utilização no ensino fundamental e em seus ensaios, pouquíssimos dos quais publicados. Disponível em http://www.prazerdapalavra.com.br/images/pdf/LIVROS/erasmobraga.pdf. Acesso em16 de janeiro de 2013.

Braga16. Os prefácios desses manuais fornecem interessantes perspectivas acerca dos princípios educacionais envolvidos. A edição de 1927 recomendava atenção à psicologia de cada faixa etária, a necessidade de imprimir na mente dos alunos um ensino básico de cada vez, bem como a aplicação prática à vida, para formação do caráter (MATTOS, 2008, p. 254).

Figura Nº 03 Série Braga

16

A “Serie Braga”, conjunto de cinco livros de leitura para a escola primária começou a ser preparado por Erasmo Braga (1877-1932) por volta de 1909, conforme seus biógrafos. A Série, com mais de 100 edições, foi publicada por 40 anos pela Editora Melhoramentos. A partir de 1938, as edições que se seguiram foram revistas pelo professor Lourenço Filho. O conjunto de livros compunha-se de "Leitura I", o primeiro da série, que de acordo com Braga na introdução intitulada "Ao professor" foi “elaborado para o ensino em continuação das cartilhas e das leituras preparatórias”. E adiante, sobre a utilização e bom proveito do livro, o autor esclarece que esse primeiro volume “tem por fim fornecer ao professor material para o ensino da leitura, ao passo que proporciona ao aluno assuntos vários que visam a sua educação intelectual, cívica e moral, sem perder de vista os elementos estéticos.” Segue-se Leitura II, III e IV.

Assim como Lourenço Filho17 no campo da educação, Braga marcou a história, não só com a sua vida, mas também com seus escritos servindo de referência para poder compreender na atualidade, o avanço educacional, alcançado por através das suas posições assumidas dentro e fora do Brasil.

Outro que passou pelos bancos da escola dominical fez história e teve uma vida proeminente foi Orígenes Ebenézer Themudo Lessa. Foi um homem de uma vasta experiência profissional e de um conhecimento intelectual invejável. Falar de Orígenes Lessa é resgatar um pouco da história, principalmente a da propaganda brasileira que se confunde com a vida desse grande paladino da cultura e do conhecimento que foi, publicitário, jornalista, poeta ensaísta etc.

Este intelectual nasceu no dia 12 de julho de 1903, filho do eminente Vicente Themudo Lessa, pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil e de Henriqueta Pinheiro Themudo Lessa. Seu pai foi jornalista e historiador.

Orígenes nasceu numa cidade do interior de São Paulo conhecida por Lençóis Paulista. Devido as necessidades da transferência para outra igreja, foram morar em São Luiz do Maranhão ocasião que Orígenes tinha apenas três anos de idade. Quando contava com a idade de sete anos idade, sua mãe falece, o que leva seu pai a pedir transferência para a cidade do Recife, local em que continua no serviço missionário.

A respeito da infância, vida familiar e amorosa, Sandra Guedes informa que Lessa teve uma infância humilde e que os livros foram para ele a grande paixão.

17 Manuel Bergstrom Lourenço Filho, foi um dos maiores intelectuais educador brasileiro do início do século XX.

Atuou nos diversos setores da educação brasileira chegando a ocupar cargos importantes. Sua maior preocupação foi diminuir os problemas da pedagogia e tentar com todo esforço, consolidar o nível de formação dos professores da sua época.além disso, ele tornou-se conhecido devido à sua participação na implantação da Escola Nova.

Orígenes Lessa foi criado sob dogmas religiosos, era dedicado nos trabalhos da igreja e procurou sempre ajudar o pai; por causa disto, transformou a Bíblia no seu livro de cabeceira, mas, sem seguir a vocação do pai.Sua primeira esposa foi Elisie Lessa, uma romancista, e mãe de Ivan Lessa, importante escritor e humorista brasileiro do Pasquim, falecido recentemente. Sua segunda esposa Dona Maria Eduarda Lessa vive hoje na cidade do Rio de Janeiro.

Mário Barreto França também teve o privilégio de passar pela Escola Dominical. Sua simpatia por esta escola é tanta que o fez dedicar poemas e escrever