4 Dei private jordeigarane
4.1.5 Sigillografi og heraldikk
Alegria
Qual o objectivo principal na construção de um programa como o Praça da Alegria? Como o descreve? (elementos cénicos, conteúdos, duração, etc.)
O objectivo principal de um programa deste género – entreter, fazer companhia, levar emoção ao telespectador. Naturalmente, no meio destes principais, alguns conteúdos específicos podiam ter (e tiveram muitos) uma componente mais educativa, formativa, explicativa.
Como estava organizada a produção do Praça da Alegria? (nº de pessoas que faziam parte; custos; etc).
Posso explicar a composição da equipa desde 14 de Janeiro de 2013 até Junho de 2013 e depois de Setembro de 2013 até ao final do programa em 13 de Junho de 2014 (as épocas em que estive com o programa).
Até final de Junho de 2013: Produtor e coordenador conteúdos: Eu, Filipe Messeder; Produtor e coordenador conteúdos: Rui Filipe Oliveira, outro produtor RTP. Alternadamente, cada um era responsável por um programa e coordenava-o nos conteúdos com o elemento da pesquisa de conteúdos responsável por cada programa, fazia o alinhamento e coordenava depois o programa a partir da régie.
Havia um produtor de exteriores – responsável pela gestão de equipas de reportagem (operação de câmara e repórteres). Garantia que peças pedidas estavam prontas para os programas e era responsável por directos de eventos no país – marcando directos e estando presente nos mesmos. O produtor em causa, Luis Leston, era produtor de exteriores de dois programas: Praça da Alegria e Portugal no Coração. Havia também um produtor musical que garantia a gestão do calendário das actuações musicais no programa e todos os elementos que tinham especificamente a ver com áudio. No caso, fazia também produção de dois programas: Praça da Alegria e Portugal no Coração. Duas assistentes de produção davam apoio no trabalho de escritório e depois no estúdio com os convidados e as necessidades de cada programa, cinco pesquisadores – encontravam temas para o programa e preparavam-nos. Identificavam ainda os
convidados, escreviam textos de apresentação e sugestões de perguntas, definiam acções a decorrer em estúdio e recolhiam toda a informação necessária para passar aos apresentadores. O editor de imagem editava/“montava” todas as peças emitidas no programa (programas mais “cheios” podiam chegar a 9 ou 10 peças / reportagens). Nesta equipa, quatro pesquisadores e a produtora musical eram externos (não funcionários da RTP).
De Set 2013 até final do programa em Junho de 2014 na equipa faziam parte: um produtor executivo: Eu, Filipe Messeder, responsável por coordenar a produção, um coordenador conteúdos, Sónia Âmbar, responsável por conteúdos do programa, outro produtor (da RTP), Rui Filipe Oliveira, um produtor de exteriores, responsável pela gestão de equipas de reportagem (operação de câmara e repórteres) que garantia as peças para os programas. Era ainda responsável por directos de eventos no país – marcando directos e estando presente nos mesmos. O produtor em causa, Luis Leston, era produtor de exteriores de dois programas: Praça da Alegria e Portugal no Coração. Havia, ainda, um produtor musical que garantia a gestão do calendário das actuações musicais no programa e todos os elementos que tinham especificamente a ver com áudio. No caso, fazia também produção de dois programas: Praça da Alegria e Portugal no Coração. Duas assistentes de produção davam apoio no trabalho de escritório e depois no estúdio com os convidados e as necessidades de cada programa. Cinco pesquisadores encontravam temas para o programa e preparavam-nos, identificavam convidados e escreviam textos de apresentação e sugestões de perguntas, definiam acções a decorrer em estúdio e recolhiam toda a informação necessária para passar aos apresentadores.
• Um editor de imagem: editava/“montava” todas as peças emitidas no programa (programas mais “cheios” podiam chegar a 9 ou 10 peças / reportagens). Nesta equipa, quatro pesquisadores, a produtora musical e a coordenadora de conteúdos eram externos (não funcionários da RTP).
Qual era o público-alvo do Praça da Alegria?
A maior fatia de público disponível durante a manhã: feminino, maior de 60, classe C e D. A este público não se “podia” desagradar – era a maior fatia de público disponível;
perder aqui era perder, ponto! Os outros públicos não sendo esquecidos, não eram tão prioritários.
O que considera ter contribuído para a descida cada vez mais íngreme da audiência?
Independentemente de factores intrínsecos ao programa, uma coisa é certa: a oferta televisiva, o acesso a conteúdos por cabo, a forma de ver televisão, a distribuição de audiência são completamente diferentes em 1994 e em 2014! Isto só por si explica parte. A própria “inexistência” de internet aquando do início do programa mostra o quão diferente era o panorama audiovisual.
No que ao programa diz respeito, uma eventual não actualização forte do formato até ao programa sair do Porto poderá ter levado à procura de alguma novidade na concorrência. No último ano e meio, em Lisboa, o formato foi actualizado, os apresentadores foram outros, e o programa subiu um pouco relativamente ao que vinha sendo a tendência de queda; no entanto, nem por isso conseguiu descolar o quanto uma mudança assim poderia fazer desejar.
Quais as principais transformações do Praça da Alegria para o Agora Nós?
Cenário, apresentador, rubricas, tratamento sonoro do programa em directo, registo de reportagens.
Considera o Agora Nós um formato mais apreciado pelo público lá em casa?
O resultado das audiências tem mostrado uma pequena evolução – alguns picos atingidos pelo Agora Nós são mais elevados do que os alcançados pela Praça da Alegria (Setembro de 2013 a Junho de 2014) mas no geral as audiências estão mais ou menos niveladas. No entanto, esta é apenas a minha sensibilidade perante o olhar para o relatório diário de audiências e o ocasional olhar para o mesmo relatório de há um ano, precisamente para comparar resultados. Agora, se o programa Agora Nós agrada mais aos 15% (mais ou menos) que o vêem do que a Praça da Alegria agradava aos 15% que a viam… não há forma de saber.