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The Service Quality Concept

In document Viktoria Ran Olafsdottir (sider 33-38)

Chapter 3 Literature Review

3.2 Review of Service Quality

3.2.1 The Service Quality Concept

A matéria de Sociologia pelas suas especificidades teóricas e metodológicas contribui para o aumento do capital tecnológico- informacional dos estudantes.

Vimos a respeito do processo de trabalho dos professores de Sociologia, como ensinam os conteúdos e dão aulas. Observamos que 70% dos professores afirmam reservar algum momento em seu programa de conteúdos para ensinar métodos e técnicas de pesquisa e que 68% conseguiram executar o ensino de metodologia no ano letivo de 2012.

Verificamos entre os estudantes e 25% afirmou ter tido aula sobre métodos e técnicas de pesquisa de campo e bibliográficas na matéria de Sociologia. Também, 27% já tiveram aulas sobre como fazer citação de trechos de textos de autores das referências bibliográficas pesquisadas para trabalhos escritos ou digitados. Bem como, 44% já tiveram aula sobre como elaborar resumos de textos, resenhas e fichamentos de leitura.

Apenas 27% dos estudantes responderam se a matéria de Sociologia contribuiu para aumentar seus conhecimentos e habilidades para usar a Internet em pesquisas a informações e conteúdos com certos critérios de seleção e uso do material pesquisado. Então, 15% afirmaram que a Sociologia contribuiu muito, 6% que contribuiu de forma razoável e, 6%, que pouco contribuiu ou não contribuiu.

Para verificarmos a correlação entre o ensino de técnicas e procedimentos de busca, escolha e tratamento da informação e conteúdos eletrônicos para trabalhos escolares usamos o indicador habilidades informacionais dos professores de Sociologia. A composição desse indicador envolveu as dimensões de saberes que os professores dispensam nos planejamentos de aula e práticas em que aplicam tais saberes junto aos alunos.

Esses saberes práticos são formados por atividades de pesquisas a temas, pesquisas de campo, apresentação de seminários e trabalhos digitados ou manuscritos que possam ser feitos com auxílio da Internet que os professores solicitam aos estudantes. A partir deles observamos as orientações que os professores fazem para os estudantes sobre os procedimentos que devem ser adotados, como lidar com certos problemas ou preveni- los. Na Tabela 5.6 encontra-se a classificação dos professores em relação a esses saberes e na Tabela 5.7 a distribuição dos professores por níveis de habilidades informacionais, ambas no capítulo 5 que trata de seu capital tecnológico-informacional.

As habilidades informacionais dos professores foram compostas por seis níveis, de (-3) a (+3) na relação do desvio padrão com a média observada. Os professores de Sociologia que tiveram estudantes pesquisados foram o de nº23 que ocupou o nível (-3) de habilidade informacional; o de nº24 classificado no nível (-2); o de nº25 e de nº11 que apresentaram nível (-1); os professores de nº20, nº04, nº22, nº27 e de nº14 que ocuparam o nível (+1); e o nº03 que obteve nível (+2) de habilidades informacionais.

Comparamos os níveis de habilidades informacionais dos professores de Sociologia com o nível de capital tecnológico-informacional dos estudantes. As habilidades informacionais dos professores de Sociologia ocupam a função de variável independente e o capital tecnológico-informacional dos estudantes atua como variável dependente.

Entre os professores que apresentaram habilidades informacionais em níveis positivos, três tiveram a maior parte dos estudantes ocupando níveis negativos de capital tecnológico-informacional e três tiveram a maioria dos estudantes em níveis positivos. Os professores que apresentaram habilidades informacionais em níveis negativos, todos tiveram mais estudantes com níveis positivos de capital tecnológico-informacional.

Os estudantes que apresentaram nível (+2) de capital tecnológico-informacional 59% possuem professores de Sociologia com níveis de habilidades informacionais abaixo

da média. Assim como 51% dos estudantes do nível (+1) de habilidades informacionais possuem professores de Sociologia com habilidades informacionais negativas.

Os estudantes com capital tecnológico informacional (-1) 55% têm professores de Sociologia com habilidades informacionais positivas. Assim como 68% daqueles com capital tecnológico-informacional (-2) e 61% dos estudantes com capital tecnológico- informacional do nível (-3) possuem professores de Sociologia com habilidades informacionais positivas.

Isto quer dizer que aqueles professores que possuem bons conhecimentos e práticas informacionais trabalham com um maior percentual de estudantes com baixos níveis de capital tecnológico-informacional. Assim, como professores com baixas habilidades informacionais lecionam para um percentual maior de estudantes com bom nível de capital tecnológico-informacional.

A comparação entre as habilidades informacionais dos professores de Sociologia e o capital tecnológico-informacional dos estudantes nos informou que não existe correlação entre o nível positivo de habilidades informacionais dos professores e o aumento do capital tecnológico-informacional dos estudantes.

Tal constatação nos conduz a refutar a hipótese de que a matéria de Sociologia pelas suas especificidades teóricas e metodológicas contribui para o aumento do capital tecnológico-informacional dos estudantes.

Entretanto, precisamos relativizar o resultado encontrado, pois ao considerarmos que de acordo com o perfil de condições de trabalho, os professores de Sociologia que tiveram estudantes pesquisados, apenas dois possuem contrato de trabalho temporário na Secretaria de Educação e por isso, deram aula para os estudantes pesquisados apenas nesse ano de 2012. Mas também, tivemos dois professores que tomaram posse no cargo em 2012 e outro em 2011. Além de outro professor que realizou mudança de turno de aula no ano de 2012, restando apenas quatro professores que trabalham no mesmo turno pelo menos pelo tempo correspondente a um ciclo completo do Ensino Médio. Todavia, destes, um trabalha com os primeiros e terceiros anos e todos os demais lecionam para todas as séries da modalidade de ensino. Dois dos quais ocupam níveis positivos de habilidades informacionais e os outros dois apresentaram níveis negativos.

Nesse sentido, não podemos estender a afirmação de que a matéria de Sociologia não contribui para o aumento do capital tecnológico-informacional dos estudantes para o

conjunto de professores que ensinam Sociologia nas escolas públicas do Distrito Federal. Caberia uma nova pesquisa com grupos de professores de diferentes níveis de habilidades informacionais trabalhando com um conjunto regular de estudantes do primeiro ao terceiro ano para verificarmos a validade dessa afirmação em todas as suas implicações.

Entretanto, por hora, o ensino de Sociologia através das práticas e saberes informacionais que os professores possuem e adotam em seu processo de ensino não contribui de maneira decisiva para aumentar o capital tecnológico-informacional dos estudantes pesquisados. Então, o potencial que a matéria de Sociologia possui para fortalecer as habilidades informacionais dos estudantes não foi observado atuando de forma decisiva, mesmo porque as condições de trabalho dos professores alcançados pela pesquisa não se mostraram favoráveis a este avanço.

Conforme a discussão sobre os saberes docentes, observamos uma lacuna muito grande em termos dos conhecimentos docentes para inserção de TIC's em sua prática de ensino. Esse fato nos conduz a pensar na formação inicial do professor de Sociologia que, conforme Handfas (2012) postula, segue um modelo que apresenta problemas na integração entre matérias teóricas e práticas. Mas, desde as primeiras experiências da Sociologia na escola registramos o problema entre uma concepção de ensino pragmática e outra reprodutora das teorias produzidas no campo acadêmico. Essa dicotomia entre prática de ensino e saberes teóricos reflete o processo histórico social de desvalorização da carreira de professor que no interior das Ciências Sociais se revela pelo prestígio outorgado à carreira do pesquisador acadêmico.

A transformação das teorias acadêmicas em saberes pedagógicos esbarra nas condições apresentadas pelo processo de escolarização do público juvenil. Os professores reclamam que os estudantes não têm prática de estudo, não realizam as atividades propostas para casa, não respondem satisfatoriamente ao que solicitam, possuem dificuldades para ler, realizar interpretações e redigir textos. Mas, concordamos com Oliveira e Costa (2009) que a imagem que os docentes constroem dos estudantes interferem no processo de ensino e aprendizagem, pois os professores fazem escolhas racionais entre os saberes da matéria e como os aplicam ao contexto da sala de aula.

Os estudantes, por sua vez, trazem saberes adquiridos em suas trajetórias individuais e coletivas, expressam uma condição juvenil que reflete a diversidade dos seus pertencimentos, de suas interações e ocupações do espaço urbano (CORDEIRO, 2009).

elaboram suas identidades no contexto das sociedades capitalistas informacionais também pelo consumo tecnológico e por isso, solicitam a apropriação das TIC's nos processos de ensino aprendizagem.

Observamos que na escola pública com Ensino Médio do Distrito Federal a Inclusão Digital acontece de forma precária tanto para o acesso quanto para o uso pedagógico dos equipamentos TIC's por professores e estudantes. Verificamos que a Inclusão Digital através da escola não atua promovendo seu aspecto mais qualitativo, de como lidar com as informações e conteúdos digitais e assim transformá-los em conhecimento. Então, pesquisamos os estudantes para saber das condições materiais, sociais e de escolarização que particularizam suas trajetórias e que definem o seu capital tecnológico-informacional.

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