7 Policy Change in the SPTP Policy under the Theoretical Framework
7.2 SPTP Policy’s Belief System and Policy Change
7.2.2 Secondary Belief Changes
Os estudos que envolvem dinâmicas de paisagem, mapeamentos e espacializações de dados e informações em ambientes de SIG, necessitam de observações de campo, com este propósito foi realizada uma expedição de campo para validação de alguns parâmetros. Ressalta-se que seria pertinente ter realizado um número maior de atividades de campo, mas em função de restrições orçamentárias isso não foi possível.
Para o reconhecimento da área de estudo contou-se com a ajuda de Google Earth. Os polígonos mapeados da silvicultura foram convertidos em arquivos KML para sobrepor
0,0 500,0 1.000,0 1.500,0 2.000,0 2.500,0 1. 2. 3. 4. 5. M N N (m ) Classes (ha)
Distancia Média ao Vizinhomais Proximo
Trecho Superior Trecho medio Trecho Inferior
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as imagens deste programa, com a finalidade de usar-lhe como guia de campo. Na figura 39 são mostrados os pontos da silvicultura fotografados.
Figura 39- Imagem da bacia hidrográfica do rio Jaguarão com os pontos de reconhecimento da silvicultura.
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Foram reconhecidos 25 fragmentos mapeados de silvicultura dentro da bacia hidrográfica. Em seguida, estão apresentadas as 14 fotografias dos pontos identificados na pesquisa in loco.
Nas figuras 40 a 55 são apresentadas as fotografias de alguns dos pontos identificados na figura 37, além de outras imagens que evidenciam a paisagem da bacia hidrográfica.
Figura 40- Ponto A; Silvicultura comercial de eucalipto Pinheiro Machado (RS) trecho alto da bacia do rio Jaguarão.
Foto: Maribel Olaya
Figura 41- Ponto C; Silvicultura de eucalipto “capão”. Pinheiro Machado (RS) trecho alto da bacia do rio Jaguarão.
Foto: Venícius Mendes
Figura 42- Ponto I. Arvores de eucalipto e pinus, semeados aparentemente para proteger ou isolar uma vivenda. Candiota (RS), trecho alto da bacia.
Foto: Maribel Olaya.
Figura 43- Ponto M. Cultivo comercial de
eucalipto. Candiota (RS). Trecho Alto da bacia. Foto: Maribel Olaya.
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Figura 44- Ponto N. Silvicultura comercial de eucalipto. Pedras Altas (RS). Trecho Médio da bacia do Jaguarão.
Foto: Maribel Olaya.
Figura 45- Ponto O. Quebra ventos numa Fazenda de Pedras Altas (RS). Trecho Médio da bacia do Jaguarão.
Foto: Venícius Mendes
Figura 46- Ponto P. Silvicultura a grande escala no fundo. Na frente, áreas de pastagens naturais. Herval (RS). Trecho médio da bacia.
Foto: Maribel Olaya.
Figura 47- Ponto R. Quebra ventos de eucaliptos no fundo, na frente cultura de trigo. Jaguarão (RS). Trecho Baixo da bacia.
Foto: Venícius Mendes.
Figura 48- Ponto S. Quebra ventos de eucaliptos, cercando pastagens para gado. Jaguarão (RS). Trecho Baixo da bacia.
Foto: Maribel Olaya.
Figura 49- Ponto U. Silvicultura de eucalipto em Rio Branco Uruguai. Trecho Baixo da bacia.
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Figura 50- Ponto Y. Pequeno cultivo de eucalipto no fundo da imagem. Na frente pastagens de gado de corte. Rio Branco Uruguai. Trecho Baixo da bacia.
Foto: Venícius Mendes
Figura 51- Ponto Z. Pequeno cultivo de eucalipto no fundo da imagem, na frente cultura de arroz. Rio Branco Uruguai. Trecho Baixo da bacia
Foto: Maribel Olaya.
Outras fotografias da paisagem em geral da bacia hidrografica do rio Jaguarão.
Figura 52- Ocupação da silvicultura no curso principal do rio Jaguarão parte alta. Hulha Negra (RS)
Foto: Maribel Olaya.
Figura 53- Floresta estacional decidual no arroio Seival, afluente do arroio Candiota. Candiota (RS)
Foto: Maribel Olaya
Figura 54- Quebra ventos de eucaliptos, para proteção de uma vivenda. Jaguarão (RS). Trecho Baixo da bacia. Foto: Maribel Olaya.
Figura 55- Quebra ventos de eucaliptos, para proteção de uma vivenda. Pedras Altas (RS). Trecho médio da bacia. Foto: Venícius Mendes.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Invariavelmente os estudos de análise da paisagem, tem se preocupado com apresentar métricas dos fragmentos de vegetação natural, e com base em seus resultados, discutir os processos de fragmentação das áreas analisadas, neste trabalho, seguiu-se um caminho diferente e, em certa medida, contrario se observados os parâmetros ambientais, pois o foco esteve na dinâmica de um componente que historicamente se apresenta como impactante ao ambiente e causador de desequilíbrios.
Justamente, neste sentido, que o trabalho procura abordar, o nível de impacto dos bosques de silvicultura em uma bacia hidrográfica que se apresenta com elevado grau de impacto por outras atividades econômicas já consolidadas, em especial pela produção de arroz irrigado e pecuária de corte, e na composição paisagística recebe um novo elemento que surge com o propósito de incrementar a economia regional.
Desta forma, a opção por mensurar os bosques de eucaliptos e pinus nesta bacia possibilita sugerir indicadores preliminares de graus de impacto desta atividade e da mesma forma, apresentar potencialidades, ou seja, sair da mera analise de percepção e quantificar este processo, na direção de fornecer subsídios aos tomadores de decisão.
Os índices de ecologia da paisagem (métricas da paisagem), mostram-se uma boa ferramenta para analisar os padrões da distribuição espacial da silvicultura, na bacia hidrográfica do rio Jaguarão, aliada com a pesquisa in loco contribuíram para corroborar informações obtidas na literatura e nos trabalhos de gabinete, que subsidiaram o diagnostico da bacia hidrográfica.
Por meio das informações obtidas no levantamento bibliográfico, pode-se inferir que o manejo do Bioma Pampa na bacia hidrográfica do rio Jaguarão, que tradicionalmente foi influenciado pelas características de suas paisagens, vem sofrendo mudanças pelas demandas de mercado, os novos modelos de desenvolvimento para essa área de fronteira e políticas públicas regionais, refletindo-se no aproveitamento atual baseado na silvicultura principalmente de Eucaliptos.
A primeira etapa dos resultados apresenta uma homogeneidade da silvicultura na bacia hidrográfica, sendo maior a ocupação dos fragmentos entre muito pequenos e pequenos (0 a 50 hectares) o que corrobora as características funcionais destas classes na bacia como corta ventos ou pequenos bosques. Os poucos fragmentos das classes médias (50 a 100) e grandes (100 a 500 hectares) mostram-se, as primeiras como “classe de
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transição” entre pequenos bosques a cultivos comerciais, enquanto que a classe dos fragmentos grandes seria o elemento divergente dentro da bacia.
Na segunda etapa dos resultados da pesquisa se pode concluir que a silvicultura atual esta integrada na paisagem vegetal natural da bacia do rio Jaguarão. Olhando desde o hipotético caso de conservar a 100% a integridade da vegetação natural e só ter a silvicultura como atividade antrópica, a silvicultura apresenta um baixo porcentual de ocupação, sendo dominada pela vegetação natural e apresentando baixas possibilidades de gerar impactos negativos na vegetação desta bacia hidrográfica se for mantida assim.
Na terceira etapa observa-se uma tendência de ocupação da silvicultura de classes de transição (fragmentos médios) na bacia hidrográfica no trecho superior, sendo necessário prestar uma maior atenção nesta dinâmica de ocupação a montante, já que se continuar pode impactar negativamente a quantidade e qualidade da agua em toda a bacia hidrográfica.
Nesta mesma etapa identificou-se que a maior quantidade de fragmento da silvicultura encontra-se no trecho médio da bacia, isto não só devido ao fato de ser o trecho maior, como também por apresentar o melhor relevo e solos para o estabelecimento de cultivos florestais.
Nesta pesquisa logrou-se constatar que a distribuição das áreas de silvicultura correspondem ao relevo da bacia. Tanto do lado brasileiro da bacia como do Uruguaio tem-se prioridade de implementar as florestas comerciais sobre relevos suaves- ondulados como se apresentam no trecho médio da bacia, onde as condições edafológicas asseguram o êxito da cultura.