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2. kapittel: Teoretisk rammeverk

2.2 Samskapning

2.2.2 Samskapningsmotiver

As pesquisas qualitativas são caracteristicamente multimetodológicas, isto é, usam uma grande variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados (ALVES- MAZZOTTI, 2004b).

Especificamente no estudo de caso, Minayo (2007), aconselhou o uso de múltiplas fontes de informação, a construção de um banco de dados ao longo da investigação e a criação de uma cadeia de evidências relevantes durante o trabalho de campo.

Segundo André (1984, p. 52),

[...] estudo de caso não é um nome de um pacote metodológico padronizado, isto é, não é um método específico, mas uma forma particular de estudo. As técnicas de coletas de dados utilizadas no estudo de caso se identificam com as técnicas do trabalho da sociologia e antropologia. Porém, a metodologia do estudo de caso é eclética, incluindo, via de regra, observação, entrevistas, fotografias, gravações, documentos, anotações de campo e negociações com os participantes do estudo.

Neste estudo foram utilizados os seguintes procedimentos: análise documental, entrevista e observação.

3.5.1 Análise Documental

Alves-Mazzotti (2004b) considera como documento qualquer registro escrito que possa ser usado como fonte de informação. Podem ser incluídos como documentos: regulamentos, atas de reunião, livros de freqüência, relatórios, arquivos, pareceres - que podem dizer muita coisa sobre as relações que se estabelecem entre diferentes subgrupos. Além disso, cartas, diários pessoais, jornais e revistas, que podem ser úteis para a compreensão de um processo ainda em curso ou para a reconstrução de uma situação passada. No caso da educação, livros didáticos, registros escolares, programas de curso, planos de aula, trabalhos de alunos são bastante utilizados.

Independente da forma de utilização dos documentos, o pesquisador precisa conhecer algumas informações sobre eles, como por exemplo, por qual instituição ou por quem foram criados, que procedimentos e/ou fontes utilizaram e com que propósitos foram elaborados. Essas informações são essenciais para a interpretação do conteúdo dos documentos (BECKER, 1997).

Na presente pesquisa foram utilizados documentos escritos, como o Projeto Político Pedagógico do curso de Odontologia/Modular, a proposta de readequação da reestruturação curricular do curso de graduação em Odontologia (Anexo E), relatórios de oficinas para capacitação de professores, atas de reuniões do colegiado de Odontologia, trabalhos dos alunos, planos de ensino, o espaço de Discussão Virtual da Comissão de Educação Permanente do curso de Odontologia e também um Fórum de Discussão Virtual, sendo os dois últimos disponibilizados no sistema LearnLoop - Ambiente Virtual da UNIPLAC.

3.5.2 Entrevistas

A entrevista é vista por Yin (1989) como uma das fontes mais importantes para os estudos de caso, quando estes lidam com atividades de pessoas e grupos.

Para Minayo (2007), as entrevistas podem ser consideradas conversas com finalidade que constituem uma representação da realidade, ou seja, idéias, crenças, maneira de pensar, opiniões, sentimentos, maneiras de sentir, de atuar, condutas, projeções para o futuro, razões conscientes de determinadas atitudes e comportamentos.

Por sua natureza interativa, a entrevista permite tratar de temas complexos que dificilmente poderiam ser investigados através de questionários, explorando-os em profundidade (ALVES-MAZZOTTI, 2004b).

A entrevista, segundo Turato (2008), é um instrumento precioso de conhecimento interpessoal, facilitando, no encontro face a face, a apreensão de uma série de fenômenos, de elementos de identificação e construção potencial do todo da pessoa do entrevistado e, de certo modo, também do entrevistador.

A opção pela entrevista, neste estudo, deu-se exatamente porque a proposta era compreender como está se desenvolvendo o processo de construção e implantação de um currículo modular para um curso de graduação em Odontologia, tentando perceber os sentimentos, as expectativas e a percepção dos envolvidos neste processo.

Alves-Mazotti (2004b), ao oferecer sugestões para o planejamento de estudos qualitativos, afirmou que, de modo geral, as entrevistas qualitativas são muito pouco estruturadas, sem um fraseamento e uma ordem rigidamente estabelecidos para as perguntas, assemelhando-se muito a uma conversa. Assim, minha intenção foi apresentar uma parte inicial da entrevista mais estruturada, com dados de identificação dos sujeitos e outra menos, onde fazia a introdução do tema da pesquisa, pedindo aos sujeitos que falassem um pouco sobre ele e, a seguir, ia inserindo tópicos de interesse no fluxo da conversa.

As entrevistas com os estudantes, professores, equipe diretiva foram realizadas por mim, pesquisadora, seguindo um roteiro (Apêndices C, D, E, respectivamente), de forma individual, gravada, após o consentimento do/a entrevistado/a e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE, Apêndice F).

3.5.3 Observação

A observação de fatos, comportamentos e cenários é extremamente valorizada pelas pesquisas qualitativas (ALVES-MAZZOTTI, 2004b).

No que se referiu a este estudo, as observações foram realizadas por mim e envolveram os estudantes (em sala de aula, em atividades extramuros e clínicas), os professores (em reuniões de Colegiado de Curso, reuniões de Departamento, na sala de professores e em conversas informais) e a equipe diretiva. A forma de registro dos dados aconteceu mediante fotografias, gravações em vídeo, em áudio e diário de campo.

O diário de campo nada mais é do que um caderno de notas, em que o investigador, dia por dia, vai anotando o que observa. Nele devem ser escritas, por exemplo, as impressões pessoais que vão se modificando com o tempo, resultados de conversas informais, observações de comportamentos contraditórios com as falas, manifestações de interlocutores quanto aos vários pontos investigados (MINAYO, 2007).

Sempre que foi possível, acompanhei os estudantes em suas atividades práticas, fora da Universidade. Com isso, busquei coletar evidências importantes sobre o caso em estudo. “Essas evidências geralmente são úteis para prover informações adicionais sobre o tópico em estudo” (YIN, 1989, p. 91).