5. Diskusjon
5.2 Sammenligning med andre data fra den Nord-Atlantiske region
O contexto da recolha de dados da presente investigação foi realizado numa das salas de uma instituição privada de concelho de Leiria, na qual efetuei a minha PES em Jardim-de-Infância.
A sala de atividades encontrava-se dividida por dez áreas contendo cada uma diversos brinquedos (figura 11). Mas, como o meu objeto de estudo estava relacionado com as interações que as crianças estabeleciam com a Madalena nos momentos de brincadeira livre, a recolha de dados recaiu exatamente no espaço da sala onde a Madalena se encontrava aquando dos momentos de brincadeira livre. Deste modo, torna-se importante efetuar uma breve caraterização do espaço onde a Madalena brincava (figura 12).
Nos momentos de brincadeira livre a Madalena encontrava-se junto do tapete, estando à direita a área dos jogos de manta e à esquerda a área da biblioteca, onde se encontrava uma caixa com os seus brinquedos e materiais adaptados (figura 13), que as crianças utilizavam para brincar com a mesma. Estes brinquedos e materiais foram recomendados pelo Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual (CAIDPDV), e têm como finalidade desenvolver estímulos sensoriais. Esta caixa era composta por vários brinquedos e materiais adaptados tais como: Switches Minnie e Homem Aranha, brinquedo com teclado musical, brinquedo com
Figura 11 - Sala de atividades.
Figura 12 - Eduarda e a Madalena
encontram-se entre a área da biblioteca e a área dos jogos de manta.
Figura 13 - Caixa dos brinquedos
e materiais adaptados da Madalena.
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animais musicais, guizo tambor, boneco de peluche, varinha musical, livro "Primeiro livro para tocar e sentir", livro "Outono", representação de uma casa com texturas, brinquedo tipo puzzle, jogo de encaixe com figuras geométricas, dois guizos, maraca, bonecos de plástico, papel celofane, sacos de gel coloridos, bola colorida e peluda, bola maneável e com saliências, bola com grãos, cartolina A4 com círculos cor-de-rosa e círculos azuis e cartolina preta com tiras largas vermelhas e cartolina branca com tiras largas pretas. Apresento no anexo XV uma caracterização mais detalhada de cada brinquedo e material adaptado. Nas brincadeiras com a Madalena estes objetos eram, na maioria das vezes, os solicitados.
Para se entender melhor os dados recolhidos é essencial caraterizar o grupo de crianças que faz parte deste estudo. Desta forma no quadro 1 exponho informações de cada criança do grupo a respeito da idade, género, número de irmãos, o percurso na instituição e quando entraram para a mesma.
Quadro 1 - Caracterização das crianças quanto à idade, género, número de irmãos e percurso/tempo na instituição.
10 Os nomes presentes no quadro 1 correspondem aos nomes fictícios atribuídos ao grupo de crianças. 11 Idade das crianças aquando da recolha dos dados.
12 Criança com Necessidades Educativas Especiais.
Nomes 10 Idade11 Género Número de Irmãos
Percurso na instituição
Entrada na instituição
Adriano 3 M 0 Creche e JI 2 anos
Artur * 3 M 1 Creche e JI 4 meses
Benedita 4 F 0 Creche e JI 4 meses
Duarte 3 M 1 Creche e JI 4 meses
Eduarda 5 F 1 Creche e JI 4 meses
Guilherme 4 M 0 Creche e JI 4 meses
Íris 4 F 1 Creche e JI 4 meses
Lara 5 F 0 Creche e JI 2 anos
Letícia 3 F 0 JI 3 anos
Liliana 3 F 0 JI 3 anos
Madalena12 5 F 1 Creche e JI 18 meses
Margarida 3 F 0 JI 3 anos
Miguel 3 M 0 Creche e JI 4 meses
Pedro 4 M 0 Creche e JI 4 meses
Rui 5 M 1 Creche e JI 18 meses
Santiago 3 M 1 Creche e JI 4 meses
Sebastião 4 M 0 Creche e JI 4 meses
Susana 4 F 1 Creche e JI 4 meses
Telmo * 3 M 1 Creche e JI 4 meses
Tiago 3 M 0 Creche e JI 4 meses
* No início do mês de janeiro, o Artur e o Telmo, transitaram da sala de Creche para a sala de Jardim-de-Infância, coincidindo com o período de tempo em que os dados da investigação foram recolhidos.
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Visto que o foco deste ensaio investigativo é identificar as interações que são estabelecidas entre a criança com NEE e as outras crianças, podemos verificar que os participantes do estudo onde foi realizada a investigação se constituía por 20 crianças, em que 11 são do género masculino e 9 são do género feminino, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos de idade, sendo que a moda é os 3 anos. A criança mais velha é a Madalena, que apresenta uma Necessidade Educativa Especial. No grupo sete crianças têm irmãos, em que quatro crianças têm irmãos mais velhos e duas crianças têm irmãos mais novos. A Madalena tem um irmão, o Santiago, de 3 anos no mesmo grupo.
De referir que duas crianças do género masculino transitaram da sala de Creche para a sala de Jardim-de-Infância em janeiro durante a recolha dos dados (Artur e Telmo). Para além disso, três crianças entraram na instituição no ano letivo 2014/2015, em que duas crianças iniciaram no mês de setembro e uma criança iniciou no mês de novembro, não frequentando assim a sala de Creche, uma vez que ambas tinham 3 anos. Em relação ao percurso do restante grupo encontravam-se na instituição desde a Creche.
Sendo assim, uma das minhas opções, a nível do presente universo em estudo foi selecionar uma amostra por conveniência, que segundo Sousa e Baptista, (2011, p. 77)
Este tipo de amostragem não é repetitivo da população. Ocorre quando a participação é voluntária ou os elementos da amostra são escolhidos por uma questão de conveniência. Deste modo, o processo amostral não garante que a amostra seja representativa, pelo que os resultados desta só se aplicam a ela própria. Pode ser usada como êxito em situações nas quais seja mais importante captar ideias gerais e identificar aspectos críticos do que propriamente a objectividade científica. Contudo, o método tem vantagem de ser rápido, barato e fácil.
Portanto, fazem parte da amostra por conveniência quatro elementos do universo em estudo. Desta forma, a amostra do presente ensaio investigativo constitui-se pela Madalena, a criança com NEE, e pelas três crianças da sala de atividades que durante a recolha dos dados mais interagiram com a Madalena nos momentos de brincadeira livre (o Miguel, a Eduarda e a Íris) (anexo XVI).13
A Madalena é uma criança com 5 anos de idade, que tem uma multideficiência diagnosticada encefalopatia epilética de início precoce com as primeiras crises no segundo dia de vida. Esta criança apresenta um atraso global no desenvolvimento psicomotor, défice visual e escoliose, mais concretamente, a criança não fala mas comunica com algumas vocalizações (forma não verbal) para manifestar sentimentos de agrado e desagrado, tem dificuldades visuais vendo somente a 30 centímetros de distância, não se desloca sem o apoio da cadeira de rodas, não come e nem realiza experiências educativas sem a presença do adulto. Portanto, apresenta limitações a nível do funcionamento motor, cognitivo, sensorial e comunicativo. Assim, a criança encontra-se limitada relativamente ao acesso do meio ambiente (espaço e objetos) levando-a a precisar da ajuda do adulto e das crianças para interagir com brinquedos e materiais, e, para participar nas experiências educativas.
13 Anexo XVI - Quadro referente às crianças do grupo que interagiram ao longo da recolha de dados, assim como a indicação das três crianças que mais
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O Miguel tem três anos, não tem irmãos e é uma criança que em momentos de grande grupo não fala por iniciativa própria. A Eduarda tem cinco anos, tem uma irmã mais velha e é uma criança comunicativa e alegre. A Íris tem quatro anos, tem uma irmã mais velha e é uma criança participativa nos momentos em grande grupo, amiga e preocupada com os outros.
Para além disso, as famílias das crianças participaram no processo de recolha de dados. Os elementos do agregado familiar das crianças da sala de Jardim-de-Infância, dezanove famílias, tinham idades compreendidas entre os 28 e os 43 anos de idades, encontravam-se num nível socioeconómico médio/alto, uma vez que, a situação profissional enquadrava-se ao nível do sector secundário e terciário. Eram famílias participativas nas experiências educativas e desafios proporcionados pela instituição, e, comunicavam regularmente com a educadora titular acerca dos seus filhos (anexo XVII).