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3. Analyse av noen motstandere

3.3 Sammenligning av antagonistene

A análise da eficiência energética de um porto, nomeadamente do terminal multipurpose, não implica apenas estudar as infra-estruturas e condições existentes, mas também requer que os dados facultados sejam tão detalhados e completos quanto possível. Desta forma poderão ser identificadas com exactidão onde, como se pode e se deve actuar, para que cada equipamento consuma o mínimo de energia, sem afectar o desempenho esperado.

A apresentação de medidas a levar a cabo em resultado da auditoria que serviu de base ao presente trabalho referem-se a:

Iluminação exterior do terminal Iluminação dos equipamentos

Implementação de arrancadores suaves Implementação de um sistema solar térmico

Referência à metodologia a adaptar para implementar o cold ironing

Introdução de uma componente ambiental no cálculo para a aplicação da taxa de uso do porto nacional.

As medidas propostas resultantes do que se pôde quantificar, e são de fácil aplicação dizem respeito à iluminação exterior, iluminação dos equipamentos e implementação do sistema solar térmico, e corresponderão a uma redução de 3 % na factura energética anual do terminal. Perante isto, aconselha-se a aplicação destas medidas o mais rapidamente.

A implementação de contadores recomendada para os transportadores de correia é neste trabalho uma condição fundamental, para a obtenção de consumos de energia eléctrica mais próximos da realidade.

Deverá ser realizada uma nova auditoria energética, seis meses a um ano após implementação dos contadores individuais nos transportadores de correia e depois da adopção das recomendações sobre a iluminação e a implementação do sistema solar térmico. Esta auditoria deverá ser constituída por uma equipa multidisciplinar a qual deverá avaliar os processos e parâmetros que não se conseguiram quantificar, nomeadamente: realização do processo de retoma do carvão e redução do consumo de energia eléctrica ao corrigir-se o posicionamento da lança da stacker-reclaimer.

Apesar dos equipamentos do TMS existirem noutros locais, nomeadamente os transportadores de correia, as condições de funcionamento actuais são diferentes, variando conforme o local onde operam e as actividades a desenvolver. Assim sendo, é necessário que a equipa de auditores se desloque ao local para analisar a situação presente, podendo assim identificar com clareza as medidas que devem ser adoptadas para melhorar o desempenho energético do terminal, como a implementação de VEV e o estudo relativo ao sobredimensionamento excessivo dos motores dos transportadores de correia.

A sugestão de alteração da localização do transformador 3 permitiu ilustrar a importância do dimensionamento de uma rede eléctrica, demonstrando que existem poupanças de energia e monetárias significativas na factura das empresas. As secções determinadas para cada fonte de consumo deverão ser consideradas caso o prazo de concessão seja prolongado ou caso existam danos irreparáveis na rede eléctrica que afectem o transformador. A aplicabilidade deste exercício deverá ser analisada futuramente por especialistas da área,.

Relativamente à proposta de implementação do cold ironing no TMS, tal medida implica que várias entidades se reúnam, estejam em concordância entre si quanto à concretização do projecto e que sejam todas envolvidas na instalação deste sistema para que seja adoptada a melhor solução na construção das infra-estruturas necessárias, e para que os custos associados às alterações requeridas tornem a implementação mais fácil e barata.

Apesar de aumentar o consumo de energia eléctrica do lado do porto, o cold ironing apresenta-se por um lado como uma medida energética e ambiental eficiente, eliminando as emissões resultantes do processo hotelling. Por outro lado, se se associarem energias renováveis a este mecanismo, o consumo de energia eléctrica será menor, o processo torna-se

um navio tiver implementadas a bordo as condições necessárias para se abastecer desta forma, e o porto de Sines tiver capacidade para oferecer este serviço, o porto sai beneficiado, porque essa energia eléctrica será vendida ao navio. Com este sistema mais limpo beneficiam tanto a tripulação do navio como os trabalhadores do terminal com melhores condições de trabalho, em ambiente mais saudável.

Na sociedade actual a problemática de harmonizar os interesses económicos com os interesses ecológicos é uma iniciativa pela qual se deve continuar a combater. Visto que a História e economia portuguesas estão inevitável e compreensivelmente determinadas geograficamente pelo mar, porque não se pode, pois, agora, através de constantes melhorias e actualizações, adaptar esse facto à actualidade. Ao aliar-se a realidade geográfica à globalização económica, preparando assim o país para a competitividade dos mercados marítimos, e consequentemente aproveitando essa riqueza que é o mar e protegendo essa nossa fronteira a ocidente e sul, aplicando um sistema ambientalmente limpo como o do cold ironing é tornarmo-nos competitivos para um futuro melhor no nosso país.

É importante que se admita que presentemente o cold ironing continuará a apresentar-se como uma solução dispendiosa para combater as emissões resultantes da utilização de combustível marítimo, e esta situação permanecerá, enquanto não houver legislação internacional/europeia sobre a obrigatória necessidade de instalação deste sistema. O retorno deste investimento quer em termos imediatos (maior frequência de navios no porto) quer menos próximos (melhoria ambiental e relativa poupança económica) foi e é suficiente para permitir convencer os “lobbies” do sector em tantos outros países, que se querem perfilar em termos marítimos – porque não também em Portugal?

De referir que este sistema tem vindo a encontrar cada vez mais adeptos, porém, enquanto o cold ironing não adquire relevo internacional de destaque, que o torne óbvio e imprescindível a nível nacional, os navios deverão continuar a apostar em técnicas e boas práticas a realizar no mar. Estas técnicas passam pela utilização de combustível com baixo teor de enxofre, mas também pelas tecnologias que se encontram disponíveis para prejudicar o ambiente de forma menos agressiva e grave, respectivamente: SCR, scrubber technique, manutenção do casco. Relativamente à introdução de uma componente ambiental a considerar na taxa de uso do porto, esta permitirá beneficiar ou penalizar os navios conforme contribuem com menores ou maiores emissões (desconto ou agravamento da taxa). Este incentivo é aplicável a todos os navios, não existindo restrições a petroleiros ou graneleiros, como acontece com o Green

Award. É também uma medida para melhoria da eficiência ambiental dos navios, assumida do lado do porto mas que se reflecte nas embarcações.

A componente ambiental a ser introduzida vem ao encontro da política marítima integrada da EU, pelo que a proposta apresentada neste trabalho deve ser atentamente analisada pelo IPTM.

Através dos contactos com os diversos fabricantes, havidos no âmbito deste trabalho, constatou-se, na generalidade, grande disponibilidade e, naturalmente, interesse das empresas que forneceram a maquinaria, em colaborar nesta avaliação do desempenho dos seus produtos. Deles depende o bom nome da PortSines, mas também a boa reputação das marcas e dos próprios fornecedores/fabricantes pelo que assim foram criadas condições para uma possível actuação futura em conjunto com a administração e responsáveis do TMS, que não deve ser ignorada.