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Sammenheng mellom markedsverdi og eiendomsverdi

In document Eiendomsverdi i borettslag (sider 130-133)

8.1 FS1

8.2.1 Sammenheng mellom markedsverdi og eiendomsverdi

Percebemos que a paternidade implica construção e inclui a vida biológica, mas não de modo exclusivo, uma vez que o pai adotivo carrega os direitos da paternidade tanto quanto o pai natural ou biológico. Pai, portanto, é essencialmente quem cuida e garante o desenvolvimento pleno do filho até que esse possa tomar suas próprias decisões. O pai não educa o filho para si, mas para o mundo a partir de princípios e valores importantes para o

328 “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). 329 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei (Jo 15,12). 330 Não vos deixarei órfãos. Voltarei para vós (cf. Jo 14,18).

331 A Constituição Federal de 1988 consagra, em seu artigo 226, a família como base da sociedade, merecedora de especial proteção do Estado. Esta tem origem na união entre homem e mulher, seja de modo formal, resultante de casamento, seja naturalmente. A união estável, aliás, é reconhecida constitucionalmente como entidade familiar (art. 226, § 3.º).

Os filhos são o resultado comum do relacionamento entre sexos opostos. Ao gerar sua prole, o homem sofre conseqüências no âmbito do direito. O nascimento de uma criança reflete uma série de obrigações para seus genitores. É dever constitucionalmente imposto aos pais o de assistir, criar e educar os filhos menores. In: http://www.direitonet.com.br/artigos/x/18/05/1805/ Acesso: 9/11/2008 11:09:42

332 No princípio Deus criou o céu e a terra. (...).Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, macho e fêmea ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei e subjugai a terra! Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre tudo que vive e se move sobre a terra” (Cf. Gn 1,1;27-28).

desenvolvimento pleno da personalidade. Não há verdadeira paternidade quando se omite essa parte importante da paternidade: a educação. Essa, por sua vez, não é uma planilha acabada de mão única, uma vez que a mãe tem os mesmos direitos do pai de educar o filho. Como toda paternidade inclui, por extensão, a maternidade, numa vontade está implicada a outra. A paternidade não pode ser entendida como uma obrigação ao adulto, mas como dever e responsabilidade. Para além da genética, o filho precisa também de cultura na complexidade de sua história. Não se trata de um jogo impositivo ou competitivo no qual o filho se sobrepõe ao pai; pelo contrário, pois parte-se da escuta de propostas, de renúncias e de análises para que haja verdadeira sintonia na construção dos saberes entre ambos, de modo muito particular no ambiente familiar. É oportuno ter presente o estudo de Morin em relação aos saberes para a educação, hoje.333

Nesse sentido, a paternidade só pode ser assumida com responsabilidade se houver humildade, porque o filho não é exclusividade do pai e a mãe tem igual direito na educação. Outra consideração importante é que o pai não gera o filho para a realização do próprio desejo, mas para que o filho seja uma pessoa preparada para a vida. Propomos a humildade como principal virtude da paternidade pelo fato de haver a necessidade do “trabalho em rede”, ou seja, a educação a partir dos princípios da família que se abre para o diálogo social. Um pai não educa sozinho. A humildade não significa anulação de autoridade, mas complementação de sua grandeza. Ao acolher o princípio da humildade, o pai revela sua sabedoria e abre-se para as surpresas do futuro, para os “novos sinais dos tempos” sem esvaziar-se da beleza do amor, a “Pedra Angular” de sua autoridade paterna, que está na assimilação da Vontade do Pai, assim como fez José.334

A obediência foi perfeita nele, tanto que toda a sua santidade teve por base a obediência” (Spieg. Ristr., p. 60); (...) a obediência de São José nasce e é sustentada por “uma grande confiança para com o Pai” (const. 5), isto é, viveu “uma obediência pronta à sua vontade ... em espírito de fé” (Carisma VI). A confiança em Deus e o amor a Deus são o fundamento da obediência. Somente animada por este

333 Os Sete Saberes indispensáveis enunciados por Morin - As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão; Os princípios do conhecimento pertinente; Ensinar a condição humana; Ensinar a identidade terrena; Enfrentar as incertezas; Ensinar a compreensão; e A ética do gênero humano – constituem eixos e, ao mesmo tempo, caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação, e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes. Cf. Jorge Werthein na Apresentação do livro. In. MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação, p. 12.

334 A “Pedra Angular” (Mt 21,42), termo utilizado para designar a pessoa de Cristo, em nosso estudo é utilizado, também, como metáfora da paternidade, uma vez que ela é essencial. Nesse caso o pai terá autoridade sobre os filhos se deixar-se guiar pelo amor de Cristo. Esse amor é a Pedra Angular.

espírito ela será , como diz Murialdo, “perfeita e alegre (Episto. V, 2284), “generosa e cheia de boa vontade” (Epist. III, 1069).335

Por humildade entendemos também a busca de soluções sabiamente refletidas, capazes de elevar a formação integral do filho em cada passo dado no contexto da família.336 A partir da humildade o pai vai ao encontro das necessidades do filho. José viveu a paternidade de maneira humilde como recorda o art. 5 das Constituições da Congregação de São José: “São José, na humildade e na oferta total de si mesmo (caridade), educou o Filho de Deus e cuidou dele [...]”.337

Tendo José como modelo, o pai não pode preocupar-se apenas com o aspecto econômico, mas zelar pelo filho em todas as instâncias, cultivando a sensibilidade e percebendo, por exemplo, quantas vezes chora durante a noite e, quando adolescente: quais músicas aprecia, qual o “time do coração”, como está o desempenho escolar. Ele deve observar os progressos pessoais e saber corrigir quando necessário. O pai, além de ser referência para o filho, é presença segura para a esposa. Por ser a coluna vertebral para o filho, o pai é aquele que se apresenta como referência, uma vez que o filho precisa dos dois genitores.

Nesse sentido, é preciso abrir mão de coisas pessoais em prol do filho, mas isso não significa que a vontade do filho deva ser colocada acima da autoridade de seus genitores. “Os pais precisam estar atentos à questão da convivência familiar. Devem observar que os filhos não exigem ação dos pais o tempo todo. Mas exigem, a cada tempo, um pouco. Por isso, vale a pena atender no momento em que o filho solicita”338. Não há como deixar a humildade apenas como um referencial piedoso ou opcional, porque sem a humildade a paternidade será um verdadeiro fracasso, reinando a imposição da voz única, o poder unilateral e a anulação da participação das partes mais fracas que não acolhem as suas premissas. O pai não é um herói imbatível, mas um homem acolhedor de um mundo desconhecido que espera solidariedade e participação. José é protótipo de humildade ao colocar-se inteiramente nas mãos de Deus sem contrariar a voz do anjo e os princípios de sua esposa (Mt 1,20-21). A fé, nesse aspecto, não pode ser desvinculada da humildade. Só há humildade convincente no contexto da paternidade no horizonte da fé, uma vez que os filhos são um dom precioso de Deus. Não é possível compreender a paternidade sem escutar o Sagrado (Deus), que proporciona a

335 FOSSATI, G. O carisma Josefino, p. 54.

336 CATAPANO, A. Per amore di San Giuseppe, p. 59. 337 FOSSATI, G. Op. cit., p. 63.

possibilidade de gerar vida. Na humildade a paternidade torna-se mais engrandecida a partir da fé revestida de harmonia num ambiente familiar.

Absolutamente inegociável é o amor339 traduzido no princípio da alteridade. Ser pai é, essencialmente, voltar-se para o outro em sua fragilidade, que não é apenas mais um “outro”, mas seu próprio filho. Por essa razão, o pai deve apresentar-se a partir de uma motivação existencial como o primeiro responsável. O filho, no silêncio de sua história, tem direito nato de ser cuidado por seu pai. A responsabilidade de sua existência tem a participação direta de um homem que usou de sua liberdade para dar vida a um novo ser. O filho, na sua fragilidade, vai ao encontro de seus genitores com o impacto de sua vida. Não se trata apenas do olhar do filho, mas do seu ser como um todo e do crescimento que inevitavelmente vai acontecendo e exigindo a presença modeladora de seus pais. O núcleo da alteridade é a inclusão. O pai, ao invés do desejo da repulsa e do abandono, vai ao encontro do filho, mesmo quando ele parece não estar tão receptivo. Na vida do pai há um verdadeiro coroamento de responsabilidades das quais ele não deve se desvencilhar. José tem algumas características próprias da paternidade que servem de espelho, ainda hoje.

A característica de S. José é de ter feito de sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da encarnação e à missão redentora conjunta; de ter usado da autoridade legal, que lhe era concedida sobre a sagrada família, para lhe fazer dom de si, da vida, do trabalho, de ter transformado a sua humana vocação ao amor doméstico na sobre humana oblação de si, do seu coração de todas as suas capacidades, no amor colocado ao serviço do Messias nascido na sua casa (19 março 1966).340

Nessa reflexão, no pai não há mais a solidão, mas a comunhão de um amor verdadeiro e pleno que precisa ser partilhado com sua esposa. A paternidade e a alteridade estão absolutamente sintonizadas. A ausência do pai será um eterno vazio na história do filho e os presentes e as mesadas não irão jamais preencher a vida do filho, que precisa, mais que tudo, de afeto e acompanhamento personalizado.

339 Bento XVI na Encíclica “Deus Caritas Est” nos diz que “o olhar fixo no lado trespassado de Cristo, de que fala João (cf. 19,37), compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Encíclica: “Deus é amor” (1 Jo 4,8). É lá que esta verdade pode ser contemplada. Cf. n. 12.

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