6. ANALYSE
6.2 Analyse av sammenheng mellom variabler
6.2.4 Samhandling mellom partene og måloppnåelse
Os participantes da presente pesquisa são quatro professoras que atuavam em serviços de Educação Especial do Município de Araraquara e seus respectivos alunos, identificados – pelos próprios serviços – com deficiência mental severa.
A identificação e caracterização da amostra se iniciarão pelas professoras, considerando que foram adotados nomes fictícios – Alice, Cecília, Fabiana e Renata –, a fim de respeitar o direito ao sigilo que lhes foi garantido desde o primeiro contato.
Quadro 5
Perfil das professoras participantes desta pesquisa
Prof.ª Escola Idade Formação
Tempo de exercício
da profissão Tempo de atuação
junto a alunos com DM Severa Educação
Comum
Educação Especial
Alice AAEE 31 Pedagogia – Educ. Especial e Ensino
Fundamental 6 meses 4 anos 1 ano
Cecília CER 37 Habilitação em Educ. Pedagogia –
Especial 13 anos 12 anos 12 anos
Fabiana CER 39 Habilitação em Educ. Pedagogia -
Especial – 20 anos 14 anos
Renata APAE 42 Normal Superior 3 anos 5 anos 1 ano
Fonte: informações fornecidas pelas professoras em suas fichas de identificação
Para a leitura do Quadro 5, deve-se considerar que os tempos de experiência dessas profissionais nos diferentes segmentos da Educação ocorrem concomitantemente. Quanto ao desempenho das atividades, a amostra contempla um universo de três escolas diferentes, onde cada professora era responsável por uma classe, conforme a seguinte distribuição: Alice Associação de Atendimento Educacional Especializado (AAEE), Cecília e Fabiana Centro de Educação e Recreação “Dona Cotinha de Barros” – (CER, estabelecimento de ensino sob responsabilidade do Município, subordinado à Secretaria Municipal de Educação) e Renata Associação de Pais e Amigos do Excepcional – (APAE).
As professoras compunham uma faixa etária que varia de 30 a 45 anos. Todas possuem formação em nível superior, sendo que três delas concluíram o curso de Graduação em Pedagogia na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista – UNESP, na cidade de Araraquara. Apenas uma professora concluiu o curso Normal Superior em outra instituição de ensino superior da mesma cidade, o Centro Universitário de Araraquara – Uniara, tendo complementado sua formação com um curso de Educação Especial oferecido pela própria
instituição onde trabalha, a APAE. Somente a professora Fabiana tem curso de Pós-Graduação, ainda em andamento, na modalidade de ensino à distância.
Três professoras cumpriam dupla jornada trabalhando em outra instituição escolar no período inverso ao que foi observado pela pesquisadora, sendo que dessas, apenas uma se mantinha no campo da Educação Especial. As outras atuavam na educação regular, uma em nível de Educação Infantil e a outra no Ensino Fundamental. O tempo de atuação junto a alunos com deficiência mental severa varia de um a 14 anos, sendo que todas possuíam experiência diversificada no atendimento de alunos com diferentes tipos de comprometimento dentro da Educação Especial. Somente uma das professoras não possui experiência na Educação Comum e aquelas que já trabalharam ou ainda trabalhavam no momento da coleta de dados demonstraram uma variação de seis meses a 12 anos de experiência. Pode-se afirmar que a maioria das professoras apresenta uma experiência média considerável no trabalho voltado para a Educação Especial.
No que diz respeito à caracterização dos alunos, vale ressaltar que esses participantes totalizaram 18 pessoas e para colaborar na descrição dessa população também serão empregados Quadros de síntese dos dados, com o propósito de facilitar a organização e compreensão das informações. Os dados foram obtidos mediante consulta aos prontuários, que se encontravam, ora em poder das professoras, ora em poder da secretaria. A exposição dos alunos seguirá a mesma ordem das professoras participantes. Conforme se apresenta no Quadro 6, aos alunos também foram atribuídos nomes fictícios, sempre utilizando a mesma letra inicial dos nomes de suas professoras.
Quadro 6
Perfil dos alunos da professora Alice Escola: AAEE
Nome Sexo Idade Diagnóstico
Andresa Fem. 25 Microcefalia e visão subnormal (sem confirmação) Américo Masc.. 16 Síndrome de Stuger Weber
Áurea Fem. 15 Síndrome de Edwards – trissomia do cromossomo 18 Airton Masc. 17 Toxoplasmose e epilepsia generalizada Abigail Fem. 35 Epilepsia e esquizofrenia
A primeira classe fazia parte da Associação de Atendimento Educacional Especializado – AAEE e tinha como responsável a professora Alice. Era composta por cinco alunos de idades que variam entre 15 e 35 anos. Essa era uma das classes que contava com o trabalho de uma professora auxiliar na divisão das tarefas, para quem daremos o nome de Alicia. Sua atuação se dava tanto no desenvolvimento de atividades, podendo ficar responsável pela aplicação destas junto a determinados alunos, assim como no cuidado pessoal de todos em um trabalho conjunto com a professora.
As fichas desses alunos traziam outros tipos de informações que complementam sua caracterização. Assim como todos os outros alunos, Andresa tinha em seu prontuário observações, como por exemplo: não estabelece diálogo, apenas emitindo sons; não apresenta raciocino lógico, porém tem boa percepção tátil e auditiva. Américo: não fala, apenas esboça sons; usa fralda; não apresenta raciocino lógico e, também, não se relaciona com as pessoas; se bate a chora muito demonstrando crise descontrolada de comportamento. Áurea: aluna que se isola e se mostra insegura; possui atividade verbal quase nula, mas com a convivência na escola vem aceitando melhor as atividades de vida diária (AVD). Airton: é considerado agressivo, pois bate nas professoras em qualquer ocasião; se isola, mas gosta de brincar de bola e de caminhar. Abigail: participa das aulas e estabelece diálogo, conversa com os adultos quando não está sob forte efeito de medicamentos; tem conhecimento de conceitos básicos como cor, tamanho, distância e forma; apresenta falta de equilíbrio e de tônus muscular.
Dando sequência, a classe a ser descrita é a sala da professora Cecília, do Centro de Educação e Recreação “Dona Cotinha de Barros” – CER, da rede municipal de ensino.
Quadro 7
Perfil dos alunos da professora Cecília Escola: CER
Alunos Sexo Idade Diagnóstico
Camilo Masc. 5 Paralisia Cerebral
Carina Fem. 7 Erro inato do metabolismo (de biodinidase) Carolina Fem. 4 (sem confirmação) consanguinidade dos pais
Cláudia Fem. 7 Má formação – agenesia ocular bilateral, alteração de mão e perna, atraso neuro-motor e cognitivo.
Essa era mais uma sala que contava com o trabalho de uma professora auxiliar na atuação direta com os alunos. A classe era formada por cinco alunos, porém, no dia estabelecido para sua observação, uma aluna nunca esteve presente pelo fato de receber atendimento de outra natureza em outra instituição, perfazendo um total de quatro alunos pesquisados. Tratando-se de uma escola de Educação Infantil que também atendia na área de Educação Especial, suas idades variavam de quatro a sete anos. Lembrando que somente os alunos da classe especial permanecem na escola até aos sete anos, já que as demais crianças são encaminhadas a partir dos seis anos para uma escola do Ensino Fundamental, em respeito à Lei N° 11.274 (BRASIL. Ministério da Educação, 2006).
Também se complementam as informações sobre os alunos do Quadro 7 com dados de seus prontuários. Camilo: apresenta visão subnormal; tem boa localização sonora; emite sons de vogais e usa fralda. Carina: é cadeirante apresentando independência na condução da cadeira; usa fralda; tem dificuldade de falar; come sozinha. Carolina: ausência de fala, apenas balbucia sons; não interage; tem pouco contato visual e não atende a comandos; alimenta-se somente por meio da mamadeira; não consegue manipular objetos; não anda, mas consegue ficar sentada sem apoio por pouco tempo; não percebe a origem e a direção dos sons; apresenta características autistas. Cláudia: insegura em relação a tudo, demonstrando medo de barulho; apresenta deficiência visual total; emite sons sem pronunciar palavras; apresenta pouca interação; tem dificuldade na alimentação e usa fralda.
A terceira turma observada era de responsabilidade da professora Fabiana, também na escola de Educação Infantil da rede municipal, CER Cotinha de Barros, da mesma forma, contando com trabalhos integrados da professora e da auxiliar, aqui chamada de Fabíola.
Quadro 8
Perfil dos alunos da professora Fabiana Escola: CER
Alunos Sexo Idade Diagnóstico
Flora Fem. 5 Hidrocefalia e Mielomeningocele
Fernando Masc. 4 Tetraparesia Espástica
Flávio Masc. 7 Teve uma convulsão ao nascer (sem confirmação)
As idades dos alunos variavam de quatro a sete anos. O panorama era parecido com o da turma da professora Cecília, já que possuía quatro alunos matriculados, mas somente três compareciam no dia estabelecido para as sessões de observação desta pesquisadora. A aluna ausente também participava, neste dia, de atendimentos de outra natureza em outra instituição. Somente os três alunos que sempre estiveram presentes durante a passagem da pesquisadora pela escola estão listados no Quadro 8.
As fichas dos alunos da professora Fabiana traziam algumas informações complementares. Flora: fala um pouco enrolado, mas estabelece diálogo com as pessoas; sabe usar determinados termos de acordo com a situação, pois xinga. Fernando: não sustenta tronco e cabeça; não fala, mas ouve bem; apresenta problema de visão, mas não há especificação sobre esta dificuldade; usa fralda. Flávio: usa fralda. O aluno Flávio começou a frequentar a escola na mesma época em que esta pesquisadora iniciou o período de observação, pois os pais haviam se mudado recentemente para a cidade. Devido a isso, sua ficha não continha tantas informações relevantes à sua caracterização.
Por último, a classe da professora Renata era constituída por sete alunos matriculados, porém serão caracterizados apenas quatro. Um não frequentava mais as aulas e os responsáveis por outros dois não autorizaram a participação na pesquisa.
Quadro 9
Perfil dos alunos da professora Renata Escola: APAE
Alunos Sexo Idade Diagnóstico
Rebeca Fem. 11 Microcefalia
Rogério Masc. 13 Paralisia Cerebral
Rúbia Fem. 11 Paralisia Cerebral e Deficiência Visual
Rita Fem. 08 Deficiência Visual e Deficiência Mental (sem confirmação)
Fonte: ficha de anamnese dos alunos cedida pela professora Renata, para observação da pesquisadora.
Essa classe apresentava uma história um tanto peculiar, pois os pais pouco frequentavam a escola e o motivo pelo qual os termos de autorização para a pesquisa não foram assinados ocorreu exclusivamente por desencontros. Antes mesmo de o ano letivo terminar, alguns professores foram demitidos, o que demandou uma reorganização dos professores que
permaneceram. Com isso, a professora Renata foi remanejada e os alunos transferidos para uma turma diversa, embora não fosse dedicada ao atendimento de alunos com deficiência mental severa. O contato com os pais solicitando o comparecimento dos mesmos à escola, que antes era feito por meio de bilhetes enviados nos cadernos dos alunos, tornou-se inviável, já que a nova professora não era participante da pesquisa e estava apenas conhecendo os responsáveis pelos seus novos alunos. Em função disso, as informações sobre esses alunos limitam-se às dispostas no Quadro 9, pois suas fichas de anamnese não traziam dados relevantes para sua caracterização, relatando apenas os remédios que tomavam e suas situações de saúde, sem contemplar aspectos de comportamento e aprendizagem.