4 IDENTITET OG SUBJEKTPOSISJON
4.5 Samhandling fremfor integrering
VI. Discussão:
6.1. Aspectos Gerais
Aplicar o sensoriam ent o rem ot o em análises t em porais im plica em obt er inform ação sobre a ev olução de um alvo sem necessariam ent e est ar em cont at o físico diret o com ele. As novidades t ecnológicas const ant em ent e at ualizadas e o dom ínio das t écnicas, seguram ent e podem ser u sados para m onit orar e m edir im port ant es at ividades hum anas sobr e a super fície do planet a ( Jensen, 2009) . De t al form a que, não bast a apenas adquirir um produt o im agem para fins de m apeam ent o sem est u dar as caract eríst icas pert inent es a cada m odo de aquisição de dados. De posse de um a im agem de SR, o bom analist a, ent ende que aquela cena é pr odut o de u m a com plexa r elação ent r e o sen sor e a Ter ra. A ar t e de colet ar dados a dist ancia exige com pr een são das pr opriedades do sensor e depende da criat ividade ( ousadia) do usuário em processar, t ransform ar as im agens no produt o que o perm it e r econhecer o alvo de int eresse ( Jensen, 2009) . Unir est as duas condições ( pr opriedades e criat ividade) auxiliam na m inim ização dos er ros e cert am ent e pot encializará a qualidade do m apeam ent o pela com pet ência em t ransform ar inform ações das plat aform as em m apas t em át icos adequados ao uso.
É fundam ent al cont em plar a análise com parat iva das unidades de u so e ocupação do solo, com lim it es da escala pr ecisam ent e bem definidos. A com paração de im agens em difer ent es escalas t em porais ou espaciais pode afet ar padr ões, processos e pr opr iedades do sist em a de est udo ( Odum e Barr et t , 200 7) . Mediant e est e procedim ent o, foi possível descrever a dinâm ica dos cam pos de dunas m óveis, as int erações ent re elem ent os dent ro do m osaico da paisagem e com o est es padrões e int erações m udaram ao longo do t em po ( fig. 6.1) . Sabe- se, porém que as r elações ent r e padr ões espaciais e processos geom orfológicos ( e ecológicos) não se r est ringem a um a ún ica escala ( Met zger, 2006) .
Figur a 6.1 – Paisagem cost eir a da r egião de Touros. Espacialm ent e m ar cadas pelas unid ades de cober t ur a do solo: Dunas v eget adas, Dunas m óveis, Rest inga. Fot o do aut or - 2009.
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Dissertação de mestrado PPGG- Fernandes, L. R.(2011)
O m apeam ent o geológico pr opost o por Bar ret o et al. ( 2004) com preendeu t oda cost a do RN ( lit oral orient al e set ent rional) . A paisagem cost eira m apeada foi com post a prat icam ent e pelas m esm as classes e a disposição das unidades geológicas de origem eólicas apresent aram arranj os espaciais bem sem elhant es. Out ro pont o m arcant e foi a ident ificação dos depósit os cham ados de Lençóis de areia, ident ificados principalm ent e pela m orfologia não conser vada. Na figura ( 5.1 Capít ulo dos r esult ados – m apa Lit ológico) est a m esm a unidade foi reconhecida em cam po pelas feições eólicas ant igas em relevo plano e arrasada, post eriorm ent e foi cat egorizadas com o Lençóis aren osos. Vale r essalt ar que a disposição dos deposit o eólicos veget ados ( Fig.5.1) , no t rabalho de Barr et o et al. ( 2004) foram descrit os com o Dunas inat ivas com m orfologia nít ida. Em bora o obj et ivo geral dest a pesquisa, est ej a focado no m apeam ent o da ev olução t em poral das dunas, o m apeam ent o geológico fez- se n ecessário par a o r econhecim ent o da ár ea geral, secundariam ent e a seleção dos cam pos de dun a das áreas p ilot o.
Nest a pesquisa, cobert u ra da t er ra adj acent e aos cam pos de dunas m óv eis, refere- se aos m at eriais geológico- geom orfológicos e am bient ais encon t rados sobr e a superfície, diferent em ent e de uso. A paisagem cost eira dos cam pos de dunas são, com efeit o, um a cobert ura geológica e geom or fológica, quase sem pre rem odeladas pela exploração ant r ópica ( Rosset i, 2008) . As at ividades econ ôm icas com o o t urism o, a exploração pet r olífera, a produ ção agrícola, dent re out ras, configuram - se em agent es dinâm icos de criação e consum o de espaços fort em ent e m odificadores das paisagens cost eiras e ecossist em as dunar es ( Jensen , 2009) .
Enfim , os ar ranj os espaciais das unidades geológicas, a dinâm ica t em poral do cam po de dunas m óveis, as perdas e ganhos sedim ent ares, além das t r ansições ocor ridas nas cobert uras do solo adj acent es aos cam pos de dunas m óv eis apresent ados nos m apas, não se t rat am som ent e de r espost as espaciais frent e aos processos nat urais, é preciso frisar que est as t ransições são indicadores da sensibilidade dest es ecossistemas naturais às pressões “artificiais” de origem hum ana.
Sendo assim , pode- se inferir que perder cobert ura sedim ent ar t ípica de um a duna im plica no com prom et im ent o de processos ecológicos, na degradação de habit at e r edução de biodiversidade; algum as espécies endêm icas dest as ár eas usam pr efer encialm ent e as dunas de areia para se fixar ou deslocar em m eio à paisagem . Out r o fat or negat ivo r efer ent e à dim inuição gradat iva da superfície sedim ent ar despr ovida de v eget ação rem et e às ocupações desordenadas sobr e dunas front ais am bient alm ent e sensíveis. Por v ezes os em pr eendim ent os pr ov ocam um desequilíbrio no balanço sedim ent ar local que afet a dinâm ica m igrat ória nat ural dunas m óv eis int eriores. A com par ação de im agens ent re períodos est udados ilust ra a r edução de área com o cenário pr eocupant e ( negat ivo) inclusive pela degradação da v eget ação fixadora dos sedim ent os, em alguns casos, a cobert ura veget al present e nas dunas r epr esent a um a fon t e secundaria de aport e sedim ent ar.
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Capítulo 6
Discussão dos Resultados
6.2. Análise da paisagem no entorno dos campos de dunas da região de Touros, Zumbi e Maracajaú – TZM- (1970 - 2006).
É com um per ceber m anchas urbanas com o paisagens com post as por um conj unt o diversificado de m at eriais e dispost as de m an eira com plexa pelo hom em para t ran sport e, m oradia, com ércio e inst alações indust riais, ent r e out ras. Os aglom erados urbanos aqui m encionados fizeram r efer ência essencialm ent e às ocupações t radicionais, a habit ação e quando present es, aos est abelecim ent os de áreas r ecr eacionais com o hot éis e r esort s. No ent orno dos t rês cam pos de dunas, t ant o pela vet orização com o pela classificação, os result ados evidenciaram cr escim ent o. Na classificação o aum ent o ent re as duas dat as foi um pouco m ais sut il, ent ret ant o pela vet orização, no caso da r egião de Touros, not a- se um pico de cr escim ent o em t orn o dos 2 km ² ( fig. 6.2; fig. 6.9) .
Figur a 6.2 – Ocupações urbanas do m unicípio do Rio do Fogo, localizadas pr óx im o ao Par que Eólico. Fot o do aut or - 2010.
No ent ant o, pelos dois m ét odos, nas t r ês ár eas locais ( escala pont ual) , a cobert ura sedim ent ar definida pelos cam pos de dunas at ivos sem pre indicaram processo de r egr essão. I m port ant e not ar que na paisagem , as dunas inseridas no m osaico cost eiro apr esent ar am prat icam ent e o m esm o com port am ent o das t endências apresent adas nos gráficos de uso do solo. No que se refere à com paração de um m ét odo aplicado pelo out ro, foi a unidade am bient al cam pos de dunas t ransgr essivos qu e m elhor r epresent ou a confirm ação dos r esult ados obt idos. Em out ras palavras, os gráficos são quase idênt icos, bem sem elhant es.
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Com as Dunas veget adas, não ocor r eu o m esm o. Em Zum bi e Maracaj aú ocor reu avan ço, ou sej a, houve aum ent o em ár ea. Ent ret ant o, para a localidade de Tour os, enquant o a vet orização dem onst r ou um a fort e r egr essão a classificação im plicou em cr escim ent o da cobert ura v eget al present es no t em a duna veget ada. As t ransições que env olveram subst it uição da duna m óvel em geral sucediam em duas sit uações m ais prováveis de ocor rer: em det rim ent o do avanço da rest inga ou em função da progressão das dunas veget adas. Ent ão, com o explicar est e fenôm eno ou t endência? Um a das hipót eses enfat iza dois aspect os; a m igração do cam po de duna cont inent e adent r o e a dim inuição gradat iva do est oqu e de sedim ent os. Quando ist o ocorr e, a duna cont inua m igrando at ivam ent e, no ent ant o, com o a font e de sedim ent os não abast ece a duna com a m esm a com pet ência de anos ant eriores, rast r os de sedim ent os são lit eralm ent e deixados para t rás ( barlavent o da duna) originando bacias de deflação. Fazendo u m a analogia simplista é como se o vento “varresse” a duna para frente, onde a posição inicial, agora com poucos sedim ent os de areia é pioneiram ent e ocupada pela rest inga ou pela veget ação de port e arbóreo configurand o subst it uição pelas dunas v eget adas ( fig. 6.3 – form ação da bacia de deflação em Maracaj aú) .
Figur a 6.3 – Duna v eget ada adj acent e a pr aia de Zum bi - m unicípio de Rio do Fogo, nas prox im idades do par que eólico. Fot o: feição t ípica de um a bacia de deflação int erdunar . Abaixo da linha t r acej ada duna v eget ada e acim a ( próx im o ár ea ur bana) for m ação de bacia de deflação ocupada pela v eget ação da r est inga. Fot o do aut or - 2010.
A rest inga pela análise dos gráficos de cober t ura do solo ( fig. 6.9; fig. 6.10) foi a cobert ura que m enos obt ev e sim ilaridade ent re os dois m ét odos. Nas adj acências de Tour os e Zum bi, pela vet orização, houv e aum ent o expr essivo enquant o em Maracaj aú houve supr essão bast ant e expressiva. A classificação apresent ou o cenário com plet am ent e opost o, sendo as difer enças quant it at ivas dest e m ét odo m en os discr epant es.
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Capítulo 6
Discussão dos Resultados
Após processam ent o digit al, devido às respost as espect rais part iculares em it idas pela veget ação é possível definir nas im agens diferen t es t ipos de veget ação que variam em t orno do grad ient e de t on s v erm elhos ( cor es) , quando obviam ent e, usa- se o infraverm elho pr óxim o no canal do v er m elho. Nest a pesquisa, os diver sos t est es qu e deram ênfase ao dest aque da v eget ação foram associados à m anipulação da banda quat ro ( near infrared) . I st o porqu e a v eget ação reflet e bem no infraver m elho próxim o que nesse caso corr esponde à banda 4 (λ
0,76 – 0,90 µm) dos sensor es Landsat TM e ETM+ ( Ponzoni e Shim abukuro, 2007) . Dent r o da área cont inent al, aplicação do procedim ent o m encionado perm it iu diferenciar com m aior precisão a veget ação r est inga da veget ação encont rada nas dunas veget adas. Nest e sent ido, no ent orn o do cam po de duna de Zu m bi, adm it e- se que a classificação da rest inga e duna veget ada foi repr esent at iva do que realm ent e perm anece na ár ea est udada. As respost as difer enciadas, im plicam em processos de t r ocas ent re a radiação elet r om agnét ica sugest iva a um espect ro ópt ico e um alvo, em geral, são condicionadas por fat or es quím icos e est rut urais e pode ser obser vado sob o pont o de vist a da absorção, d a t ransm issão e da reflexão da radiação. Ainda para o m esm o aut or, a int egração desses t rês par âm et r os serv e de aj uda para o est udo do com port am ent o espect ral dos alvos. ( Ponzoni e Shim abukuro, 2007) .
A cobert ura da paisagem r epr esent at iva de águas cont inent ais definidas com o Lagoas present e no m osaico de Maracaj aú ( fig. 5.13 – m apa de cobert ura do solo) perm an eceu prat icam ent e inalt erada, a diferença de 70 m ² dem onst ra sut il part icipação na het er ogeneidade espacial da área. Pode- se inferir que est e corpo de água per ene é pr ovavelm ent e result ado do lençol fr eát ico que aflora em r egiões int erdunares com declividades baixas ou superficialm ent e encavadas ( Am aral, 2008) . Dispost as ao longo de t oda paisagem cost eira do lit oral orient al do RN, est as cobert uras lacust res podem funcionalm ent e int er ferir na com posição da paisagem e consequent em ent e na disposição dos cam pos de dunas da ár ea em que est ão inseridas. Event ualm ent e, a presen ça de um a lagoa perene ou int erm it ent e a barlavent o do cam po de duna represent a um a barr eira física nat ural, que dim inuirá o t ransport e de sedim ent os da font e para a duna int erior. Vale ressalt ar que o sedimento de areia transportado pelo vento em contato com a lamina d’água da lagoa, provav elm ent e, ficará ret ido na lagoa, em virt ude da capacidade que a um idade t em em aderir sedim ent os ar enosos ( Gr ot zinger, et al. 20 06) ( fig. 6.4; fig.6.14- e) fot o de lagoa int erdunar) .