6 Analyse
6.2 Strategier knyttet til vekst
6.2.5 Samarbeidsstrategi
O método de pesquisa proposto para o presente é a pesquisa do tipo qualitativa (estudo de caso). Segundo Roesch (1996) entende-se por estudo de caso o profundo e exaustivo estudo de um objeto que permite o seu amplo e detalhado conhecimento.
Como se realizou um estudo baseado no trabalho de uma empresa, justifica-se a aplicação do estudo de caso, que é o método que permite realizar o estudo com uma maior profundidade.
Em geral, os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “porque”, “quando o pesquisador tem pouco controle sobre os eventos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos eu algum contexto da vida real” (YIN, 2001, p.19).
Para Yin (2001), o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa que busca examinar um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto. Difere dos delineamentos experimentais no sentido de que esses deliberadamente separam o fenômeno em estudo de seu contexto.
Como o tema proposto tem a necessidade de muito estudo acadêmico, a pesquisa bibliográfica e histórica proposta, na forma de estudo de caso, vêm a somar, como recursos que coloca os autores e pesquisadores em consonância com os que já produziram e os que irão produzir textos sobre o mesmo.
3.1.DEFINIÇÃO DA UNIDADE DE ANALISE
A empresa estudada foi a Gerdau S. A. empresa brasileira que recentemente trocou de geração no comando de suas atividades. A mesma tem origem familiar e é destaque no mercado nacional com ações negociáveis na bolsa de valores.
3.2. PLANO DE COLETA DE DADOS
Os dados necessários para a realização deste trabalho foram coletados através de observações do autor, pesquisas teóricas e entrevistas com colaboradores da empresa, além de pesquisa documental realizada no setor de arquivo da empresa, em documentos internos.
Yin (2001) afirma que o autor pode fazer uso de fotografias para ajudar a transmitir algumas características importantes do caso e também destaca a importância da observação participante:
“A observação participante fornece certas oportunidades incomuns para a coleta de dados em um estudo de caso (...) para alguns tópicos de pesquisa, pode não haver outro modo de coletar evidências a não ser através da observação participante. Outra oportunidade muito interessante é a capacidade de perceber a realidade do ponto de vista de alguém de “dentro” do estudo de caso, e não de um ponto de vista externo. Muitas pessoas argumentam que esta perspectiva é de valor inestimável quando se produz um retrato “acurado” do estudo de caso na condução das reuniões do grupo de trabalho, em visitas à fabricas e no diálogo informal com os participanrtes do grupo e outros funcionários da empresa. (YIN, 2001, p.117)”.
A principal forma de observação participante foi a presença do pesquisador em todos os 30 encontros de entrevistas, cada um com aproximadamente três horas de duração. Além das visitas informais às demais dependências da empresa em questão. Sendo que nessas visitas foi possível aplicar a técnica de coleta de dados, observação participante de forma
aberta, que segundo Roesch (1996), ocorre quando o pesquisador tem permissão para realizar
sua pesquisa e todos sabem a respeito de seu trabalho.
Os procedimentos de entrevista são descritos a seguir.
3.2.1 Entrevistas Individuais
Os gestores foram entrevistados individualmente, nos encontros com entrevistas em profundidade, individuais e semi-estruturadas (ROESCH, 1996, p.159).
O roteiro da entrevista foi montado com o objetivo de avaliar a percepção dos participantes sobre os resultados do trabalho, tanto para a empresa quanto para os próprios participantes, em aprendizado e em ações concretas. Para isso, a entrevista foi estruturada de forma aberta, conforme a recomendação de Roesch (1996):
“O grau de estruturação de uma entrevista em uma pesquisa qualitativa depende do propósito do entrevistador. Em entrevistas semi-estruturadas, utilizam-se questões abertas, que permitem ao entrevistador entendere captar a perspectiva dos participantes da pesquisa. Desta forma, o pesquisador não está predeterminando sua
perspectiva através de uma seleção prévia de categorias de questões, como no caso de quem utiliza um método quantitativo. (ROESCH, 1996, p.159)”.
O roteiro de entrevista foi montado com um conjunto inicial de perguntas de qualificação do entrevistado (perguntas 1 a 3), uma pergunta sobre os resultados para a empresa (pergunta 4), uma sobre os resultados percebidos para o entrevistado (pergunta 5), uma sobre o aprendizado teórico considerado mais significativo para o entrevistado (pergunta 6), e duas perguntas finais mais abertas, avaliando o trabalho realizado (pegunta 7) e permitindo a colocação de qualquer outro ponto historico considerado significativo pelo entrevistado (pergunta 8), conforme modelo no anexo desse.
Todas as entrevistas foram realizadas com Paulo Ramiro M L Fonseca – Gestor de Unidade, Marcelo Turri – Gestor Regional, entre outros colaboradores que em grupo expressaram sua colaboração na história do grupo. As respostas foram anotadas pelo pesquisador, pois as entrevistas não foram gravadas, visando deixar os participantes mais confortáveis para comentarem eventuais problemas ou percepções negativas sobre o trabalho e a própria empresa, como recomendado por Roesch (1996, p. 160) e Yin (2001, p. 115). As anotações estão disponíveis para consulta com o pesquisador.
3.3. PLANO DE ANÁLISE DE DADOS
Os dados coletados receberam tratamento diferenciado de acordo com a realização e a evolução das etapas desse estudo de caso. O desenvolvimento deste foi de efeito comparativo na qual foram realizadas análises entre a literatura e as práticas observadas.
3.4. LIMITAÇÕES DO MÉTODO
• Falta de rigor da pesquisa, pois muitas vezes o pesquisador de estudo de caso foi negligente e permitiu que se aceitassem evidências equivocadas ou visões tendenciosas para influenciar o significado das descobertas e das conclusões;
• Pouca base para se fazer uma generalização científica, pois não se pode generalizar a partir de um único caso;
• Grande demora na execução do projeto.
O trabalho foi desenvolvido em uma empresa siderugica, fabricante de uma gama de produtos de aço, sendo assim o método utilizado para essa pesquisa qualitativa (estudo de caso) permite que se façam generalizações de cunho analítico. Porém, não é possível através desse método realizar generalizações de cunho estatístico.