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Samarbeid om utdanningen blant vitenskapelig ansatte

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Uma das formas de se utilizar de seus relacionamentos interpessoais para sobreviver no mercado de trabalho é fazendo o uso de marketing pessoal. Segundo Kotler (2000) “Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com os outros.” No nosso caso, o que os indivíduos procuram e desejam é a valorização profissional. A troca de produtos pode ser desde informações, conhecimento, contatos e cooperação com outros indivíduos da sua rede. Já a valorização pessoal se dá por meio da divulgação positiva de sua imagem perante os outros. Portanto, a maneira com que ele faz essa divulgação se trata de uma das técnicas do marketing pessoal.

O palestrante e estrategista Mario Persona define em entrevista para o portal mundo do marketing: “marketing pessoal é um conjunto de ações que ajudam uma pessoa a obter maior sucesso em sua vida pessoal, nos relacionamentos e no trabalho” (PERSONA, 2010). Já Peters (2000, p.72), conceitua marketing pessoal como a capacidade individual de atrair e manter relacionamentos pessoais e profissionais entre a equipe, clientes, gerentes, diretores etc., de forma permanente para que através e por meio deles se realizem ciclos de atendimento de necessidades mútuas, gerando satisfação a todos. Definimos Marketing Pessoal como uma técnica de auto-valorização de imagem com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento profissional e pessoal do indivíduo.

A técnica de se auto-valorizar será vista aqui como o ato de “se vender” perante os outros indivíduos fazendo com que as organizações ou pessoas com quem ele trabalhe, vejam o profissional como além de competente, também de grande valor para a empresa. As atribuições de valor não necessitam ser exclusivamente monetárias. O indivíduo precisa desenvolver essa técnica para poder divulgar sua imagem e sua competência. O profissional precisa entender o que o mercado precisa, para que ele possa se adaptar (se for o caso de

conhecimento específico), e então começar a se divulgar, entre seus colegas, clientes, e outros.

As pessoas então são vistas como verdadeiros produtos, originários de uma produção que vem desde início de sua vida, considerados matéria-prima (do fundamental até o término do ensino médio), entrando em elaboração (a procura da especialização), e chegando à fase da venda propriamente dita. Essa técnica de “se vender” vê como o produto da venda, o profissional, e como vendedor, o próprio. Assim, como toda venda, devem-se exacerbar as qualidades do produto e mascarar seus pontos negativos. “Prejudicar ou jogar fora uma reputação pessoal ou uma marca de fábrica preestabelecida é negligência imperdoável – e num grau importante, a personalidade corporativa é a soma da reputação passada e marcas de fábrica estabelecidas.” (Heller, 1990).

Outros fatores que influenciam nessa auto-venda são: a simpatia, a lábia e o poder de envolvimento que fazem tanto parte do vendedor como do atributo do produto. “Ter ciência de seus pontos fortes e fracos, de suas necessidades de aprimoramento, de seus vícios e defeitos é o primeiro passo para retornar sua conduta para a linha de montagem e dar uma melhorada nela” (PERSONA, 2010).

Podemos dizer que em se tratando da venda, o marketing pessoal possui cinco ferramentas básicas que devem ser trabalhadas e utilizadas em conjunto: embalagem do produto (a aparência da pessoa); higiene pessoal; conteúdo (competência, caráter, honestidade, fidelidade); postura física (credibilidade) e comunicação. (Tascin & Servidoni, 2005). Cada indivíduo possui uma série de qualidades, talentos e atributos que o torna diferente de outra pessoa. São essas características que devem ser trabalhadas por ele para que seja construído o produto “você”, no qual suas qualidades positivas são postas em evidências e exaltadas, e os atributos negativos mascarados. Esse “produto” deverá ser visto pelos outros apenas pelos aspectos positivos. A forma com que você se vende é o que vai fazer ou não

você ser aceito em uma rede social. Ela deverá realçar competências e habilidades para fortalecer as redes sociais e o status da pessoa no mundo do trabalho, favorecendo a consolidação de espaços neste universo cada vez mais competitivo. (Tascin & Servidoni, 2005). Segundo o consultor americano William Arruda, da Reach Communications, que agora atende uma clientela individual: “Esses processos não são feitos para criar uma falsa imagem de alguém, algo sem substância”, explica Arruda. “Os profissionais aprendem a mostrar o que têm de mais autêntico e, assim, a ressaltar aquilo em que são melhores que os outros. Fala-se aqui de ensinar as pessoas a usar melhor suas qualidades.” (MUNHOZ, 2010).

Segundo Rogar (2007), há apenas duas décadas, tudo o que um candidato a uma vaga tinha para impressionar eram um bom currículo, talento, dinamismo e ousadia. Agora é preciso ter artigos publicados, uma presença marcante na internet e um estilo definido, como uma marca. Outra mudança vem acontecendo: permanecer muito tempo no emprego era sinal de confiança e estabilidade. Segundo Antônio Carlos Martins - Headhunter, hoje, não importa mais que o profissional não fique muito tempo trabalhando na mesma empresa. O que se busca é um funcionário global, capaz de entender de todos os mercados um pouco e a interagir com outras culturas. (Rogar, 2007).

Segundo Kotler (2000), o marketing pessoal não se faz apenas por um processo unilateral, pois, para se obter reconhecimento, uma pessoa precisa interagir com o meio. O marketing pessoal existe quando:

• Há pelo menos duas partes envolvidas.

• Cada parte tem algo que pode ser de valor para a outra. • Cada parte tem capacidade de comunicação e entrega. • Cada parte é livre para aceitar ou rejeitar oferta.

Diferente de uma organização que oferece produto físico ou serviço, uma pessoa pode oferecer a terceiros a amizade, confiabilidade, liderança, amor, educação, entre vários de outros benefícios pessoais. O marketing pessoal é válido, não apenas quando aquele que o pratica consegue obter seus objetivos, mas sim quando as pessoas e grupos com os quais se relaciona obtiveram satisfação também. Quem pratica marketing pessoal deve focalizar suas características de tal forma, que também gere valor aos demais.

Outra forma de se fazer marketing pessoal é utilizar das ferramentas do mix de comunicação de marketing que são mais voltadas para essas ações. São relações públicas (ou publicidade), assessoria de imprensa e agentes profissionais de venda pessoal. Esses instrumentos do marketing em benefício da carreira profissional buscam valorizar os seus diferenciais, colocar o profissional em evidência e analisar suas vantagens competitivas a fim de catalisar os processos que facilitem o melhor posicionamento no mercado e em suas redes sociais. Uma das chaves para o desenvolvimento de uma carreira é que determinadas pessoas (colegas de trabalho, superiores, ou até mesmo pessoas de fora da empresa) saibam quem você é e conheçam suas habilidades, talentos e atitudes. Ao construir um nome e uma reputação dentro de um contexto de negócios, a pessoa está essencialmente criando sua própria marca.

Podemos então dizer que o marketing pessoal pode ser considerado um desdobramento do marketing e tem como objetivos: alcançar o reconhecimento profissional, alavancar a carreira, buscar objetivos próprios, e realocar-se no mercado por meio dos cuidados com sua imagem pessoal. Ele vem ganhando importância nas organizações porque cada vez mais as empresas estão valorizando em seus funcionários, mais do que simplesmente a experiência profissional. Um profissional reconhecido perante seus clientes e parceiros facilita os processos de troca e negociações de trabalho. O marketing pessoal se converte em uma vantagem competitiva, e se torna importante ferramenta de sobrevivência no trabalho.

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