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S TUDIENS RELIABILITET OG VALIDITET

In document Dynamisk kartlegging og dysleksi (sider 65-69)

4. METODE

4.8 S TUDIENS RELIABILITET OG VALIDITET

Na patologia psicossomática existem diversas queixas somáticas, como por exemplo dores nas articulações, tonturas, tremores, entre outros (American Psychiatric Association, 2002; Matos, 2012; Organização Mundial de Saúde, 1993). Estes sintomas demonstram uma inaptidão de viver a dor mental, existe uma fraca capacidade de insight, onde não há acesso ao simbolismo (Matos, 2012).

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entender que a causa principal desta descompensação física está no emocional da pessoa, encontra-se ligada aos seus sentimentos e à sua afetividade (Organização Mundial de Saúde, 1993).

Esta variável emocional torna-se importante tanto no desencadear de um episódio, de uma crise, quanto no aumento e/ou manutenção do sintoma. Em momentos de ansiedade intensa, o corpo desorganiza-se e reage psicossomaticamente (Matos, 2012; Organização Mundial de Saúde, 1993).

2.5.2. Organização/Funcionamento Hipocondríaco

Um individuo que padece deste funcionamento acredita fielmente que sofre de alguma doença, sendo capaz de identificar, no seu corpo, a presença de sintomas e sinais das mais diversas patologias (Organização Mundial de Saúde, 1993).

De acordo com o CID-10 (1993) e o DSM IV (2002), para diagnosticar alguém com hipocondria é necessário que a crença persista, no mínimo, durante seis meses e tem de existir, no máximo, duas doenças físicas severas. O indivíduo tem de manifestar preocupação recorrente com os sintomas, de forma a causar sofrimento permanente ou interferir com o desenrolar da vida diária pessoal. Paralelamente, tem de recusar a opinião médica de que não existe qualquer causa física para os seus sintomas.

Como já foi mencionado anteriormente, as crises histéricas são muito frequentes nos idosos, encontrando-se muitas vezes acompanhadas de sintomas psicossomáticos/hipocondríacos. A somatização é uma manifestação histérica da terceira idade, e um mecanismo de conversão somática de angústia e refúgio afetivo (Oulés, 1978).

2.6. A Psicose

2.6.1. Organização/Funcionamento Psicótico

A psicose, de acordo com o DSM-IV-TR (2002) e o CID-10 (1993), é um quadro psicopatológico clássico no qual se verifica uma certa perda de contato com a realidade. Nos períodos de crises mais intensas pode ocorrer desorganização psíquica, que se manifesta em pensamentos desorganizados ou de caracter paranoide, e alucinações ou delírios, existem identicamente sensações de angústia e opressão, inquietude psicomotora acentuada e insónia severa. Subsistem, igualmente, dificuldades de interação social e na execução das atividades de vida diária. Paralelamente, existe uma incapacidade de insight ou sentido critico, o que impossibilita a capacidade de reconhecer o caracter peculiar do comportamento.

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Na interpretação psicanalítica a perturbação psicótica tem o seu ponto de partida a nível das frustrações mais precoces. Um Eu que tenha sofrido sérias fixações e tenha permanecido bloqueado desde logo, ou então regredido, pré organiza-se segundo uma linha estrutural psicótica (Bergeret, 2000).

Os principais mecanismos de defesa psicóticos usados são: a projeção, a clivagem do Ego, fantasias omnipotentes e a recusa da realidade. Todos estes mecanismos concorrem para dar origem a fenómenos de despersonalização, de desdobramento da personalidade, ou ainda à simples desrealização (Bergeret, 2000; Matos, 1996).

A psicose obedece a um princípio de rejeição primordial, esta rejeição primordial consiste na exclusão de ideias ou pensamentos próprios, os quais são tratados como estranhos ou não aconteceram. Devido a dessa rejeição, pode ocorrer a clivagem do eu (Bergeret, 2000).

Segundo o DSM-IV (2002) é possível a existência de psicose (esquizofrénica, perturbação delirante, perturbação do humor ou psicose) na terceira idade, podendo esta ser induzida por substâncias ou demência.

2.6.2. Esquizofrenia

A estrutura esquizofrénica situa-se na posição mais regressiva, tanto do ponto de vista da evolução libidinal como do ponto de vista do desenvolvimento do ego. Corresponde a uma organização psicótica do Ego fixado a uma economia pré-genital de dominância oral (Bergeret, 2000).

As frustrações precoces de origem materna e paterna (Green, 1958 citado por Bergeret, 2000) parecem estar na origem desta estrutura, sendo frequente encontrar no seio de uma família que leva um esquizofrénico a tratamento, outros membros da mesma família estruturados segundo um modo esquizofrénico de organização mental.

O funcionamento mental de modo esquizofrénico é guiado pelos mecanismos de deslocamento, condensação e simbolização tributários dos processos primários, o que arrasta, ao mesmo tempo, uma distorção, pelo menos parcial, da realidade, um relaxamento das associações e uma aparente lógica “austística”. O desapego e estranheza dos sentimentos estão em ligação estreita com o aspeto particularmente arcaico de um universo fantasmático tão luxuriante quanto profundamente regressivo (Bergeret, 2000).

A esquizofrenia é caracterizada no DSM-IV-TR (2002) e no CID-10 (1993) como uma perturbação cuja duração mínima é de 6 meses e inclui no mínimo 1 mês de delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatónico. Os sintomas característicos envolvem uma série de disfunções cognitivas e

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emocionais que alteram a perceção, o raciocínio lógico, a linguagem e a comunicação, o controlo comportamental, o afeto, a fluência e produtividade do pensamento, o impulso e a atenção.

Gabbard (1998) defende que os sintomas da doença podem dividir-se em três grupos: sintomas positivos (alterações no curso e conteúdo do pensamento, da perceção e manifestações comportamentais), sintomas negativos (embotamento afetivo, pobreza e desorganização do pensamento e do discurso, apatia e anedonia) e relacionamentos pessoais desorganizados.

De acordo com o DSM-IV-TR (2002) a esquizofrenia pode surgir numa fase mais avançada da vida sendo determinada pelo predomínio dos sintomas positivos, com perseveração do afeto e do funcionamento social. Na terceira idade, o quadro clínico é acompanhado por défices cognitivos (La Rue & Spar, 2005).

2.6.3. Paranóia

A psiquiatria clássica definia a paranoia como uma crença falsa, sendo o delírio sua característica predominante (Cromberg, 2000). Karl Ludwig Kahlbaum (1828-1899 citado por Cromberg, 2000) descreveu a paranoia como uma doença mental parcial que ao longo do tempo interfere no intelecto e é de permanência imutável.

A estrutura paranóica ocupa a posição menos regressiva no plano da evolução libidinal, correspondendo assim a uma organização psicótica do Ego fixado a uma economia pré-genital de preponderância anal. A estrutura paranóica manifesta um sistema dito “linear” do pensamento, ou seja, utiliza uma ideia de cada vez mas à qual se agarra com firmeza e persistência (Bergeret, 2000).

Como já foi mencionado o delírio é a sua característica dominante. Para Freud (1911) quando estamos conscientes das nossas motivações internas, o delírio de projeção é normal, no entanto quando não estamos conscientes e atribuímos a uma causa exterior temos a paranoia. Por outras palavras, através do delírio projetamos num objeto externo um determinado conteúdo, como tentativa de reconstituir uma parte da realidade rejeitada ou perdida, na paranoia essa projeção faz com que o objeto seja sentido como ameaçador e persecutório.

No CID-10 (1993) e no DSM-IV-TR (2002), a característica elementar da paranoia são os delírios, este podem ser isolados ou relacionados entre si. Por norma são persistentes e podem durar a vida toda.

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