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S AMARBEIDSFORBUDET I KONKURRANSELOVGIVNINGEN

3. TEORI

3.6 S AMARBEIDSFORBUDET I KONKURRANSELOVGIVNINGEN

Dentro toda tipologia identificada na sala das promessas, há um tipo de objeto que permanece ancorado na sala das promessas: as fotografias. Atualmente, estas são os objetos votivos mais comuns no espaço. Ainda que depois deixem a sala como qualquer outro ex- voto, as fotografias são selecionadas e compõem a decoração do teto e paredes da sala durante um período de tempo, geralmente não superior a um ano.

Vêm de uma tradição que não é recente: a dos ex-votos pintados, trabalhados por Julita Scarano (2004). Nesse trabalho, a autora nos mostra seus estudos acerca dos ex-votos, representações pintadas nas quais o devoto registrava especialmente o santo para o qual o ex- voto era feito, bem como a si mesmo e, na maioria dos casos, em cenas que associam a pessoa ao motivo do ex-voto, por exemplo, o devoto convalescente por uma doença. Tratavam-se de pequenas representações pictóricas, com cenas bastantes específicas, que registravam sempre, alguns elementos comuns, como o santo de devoção, a motivação do ex-voto e o próprio devoto.

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Figura 57 Detalhe do teto da sala das promessas. Fotógrafo: Guilherme Gomes. SNA, dez. 2010.

A fotografia atualiza essa possibilidade do devoto se fazer representar. No entanto, não segue um padrão; fotos de tamanho 3cm x 4cm são bastante comuns, mas as cenas que compõem variam conforme o fiel. As pessoas sabem que - mais cedo ou mais tarde - a sua fotografia ou de alguém por quem estão deixando a mesma – acabará compondo o teto ou as paredes da sala das promessas. Todas as fotos são guardadas pela equipe responsável da sala e acumulam-se até que seja necessária a troca das mais antigas, que são descartadas e queimadas. Mas até que saiam da sala, todas ficam fixadas como ex-votos e se tornam um todo maior, quando estão coladas lado a lado.

São organizadas por temas: crianças, animais, veículos, homens, mulheres, doentes, etc. Os funcionários da sala comentam ser de praxe tentar colocá-las dentro de uma mesma categoria, por facilitar a sua localização: tarefa dificílima diante da imensa quantidade de fotografias: essas se encontram coladas e, atualmente compõem o número de setenta mil (70 mil) unidades. No entanto, há quem se encontre ou localize algum conhecido nas mesmas. Além disso, é comum vermos as pessoas perguntando se a foto que estão deixando na sala poderia ser posta na parede: os devotos manifestam a vontade de ser parte dessa coleção de fotografias.

Outro fator importante quanto a esse ex-voto é que a fotografia é um documento por excelência, ou uma das melhores formas de representar a si mesmo e aos outros. Por esse

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motivo, boa parte das pessoas veem na fotografia a melhor maneira de representarem uma graça alcançada, pois como documento, a fotografia eterniza a pessoa agraciada. Dentro dessa perspectiva, a fotografia se aproxima de uma visão dela como um sendo um referente da realidade: ao olharmos para ela, vemos o registro de alguém que realmente existe – e se fez documentar. Não bastasse isso, “doou a si” ao SNA, para que a suas foto seja documento de fé e devoção.

Por outro caminho, entretanto, o pesquisador John Tagg (2005) rompe com essa concepção de que a fotografia é a prova do real. O autor aproxima-a da idéia de símbolo. Além disso, o autor suplanta uma tradição que a compreende como a-histórica, para trazê-la para o debate em que a fotografia implica em ser, ela própria, a história. Dessa forma, reconhece-a como permeada por relações de poder. Na busca de realismo, a fotografia “es una práctica social de representación, una forma general de producción discursiva, una normalidad que permite una serie de variaciones estrictamente delimitada”, reforça Tagg (2005, p. 129).67

Susan Sontag (2004, p. 84) também faz parte desse debate. No livro [Sobre Fotografia], a autora faz uma análise da imagem fotográfica como histórica, simbólica, e não apenas como comprovadora de fatos e isenta de questionamentos. Para a autora, as fotos são artefatos, que gozam de um status de “lascas fortuitas do mundo. Assim, tiram partido simultaneamente do prestígio da arte e da magia do real. São nuvens de fantasia e pílulas de informação”.

Concordamos com as análises dos autores supracitados acerca da compreensão do que vem a ser a fotografia dentro da sociedade contemporânea. Por conseguinte,compreendemo-la como um símbolo bastante representativo de como as pessoas se veem a si mesmas e como querem ser vistas no momento em que deixam seu ex-voto no SNA. Uma fotografia pode ser um documento. Evidência promove inferências. Pode ser tida como um objeto-documento: um suporte documental. Gera informação, transmitindo-a. E expõe aos sujeitos que com ela dialogam. Porém, ao refletirmos sobre esse uso, a partir do momento em que ela é concebida como documento, podemos tomá-la como um referente ou, talvez, até um índice da realidade. Arlindo Machado (2001, p. 122) explica que quando a fotografia é encarada como índice, este pressupõe uma iconicidade, ou seja, está análoga a um objeto. Já quando é pensada como referente, pressupõe indexicalidade, isto é, está conectada ao objeto. Na seqüência o autor 

67 É uma prática social de representação, uma forma geral de produção discursiva, uma normalidade que permite

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coloca a terceira posição quanto à fotografia, a visão que a identifica como símbolo. Nesse sentido, esta segue uma fundamentação que a encara como sendo uma tríade entre signo, o objeto fotografado e a interpretação físico-química e matemática da mesma. “Assim, ela pode ser “lida” como uma criação de algo novo, de um conceito puramente plástico a respeito do objeto e de seu traço (MACHADO, 2001, p. 129)”.

As fotografias expostas na sala das promessas assumem três papéis que Arlindo Machado (2001) menciona: 1) referentes, 2) representações daquele que foi fotografado e 3) é uma interpretação (ao menos do próprio indivíduo que viu nela um ex-voto) de uma relação de fé e devoção.



Figura 58 Fotografia dada por uma senhora, fazendo a intenção para a filha e filho. SNA, dez. 2010.

Mulher, 67 anos, Curitiba/PR.

Mulher: Donizete Leme

B.:Posso fotografar essa foto, da senhora?

Mulher: Pode, pode...

Homem: Como é o nome da moça?

Mulher: Cristiane de Fátima Leão. Pros dois, eu vim pedir emprego.

B.: A senhora fez a promessa, ou eles fizeram a promessa?

Mulher: Não, eu to fazendo pedido pra eles, porque tá muito difícil de eles conseguirem emprego. Então, eu vim sem poder, ruim dos dois joelhos, ruim, fiz pedido de eu pegar, comprar esses dois joelhos de cera, pra mim deixar aqui, pra eu agüentar vir. Por isso que eu estou aqui. Pra pedir a Nossa Senhora saúde pra mim, saúde pro meu marido, e um emprego pro meus filhos.

B.: Certo, a foto é dos seus filhos? A senhora trouxe de casa?

Mulher: Sim, é meus filhos.

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Sim.

B.: E a senhora pretende que esse objeto fique aqui? E os joelhos também?

Mulher: Sim, vai ficar aqui. Quando eu sarar dos dois joelhos eu venho...oia, nós veio na estrada [sic], tudo tapado, aquela nuvem escura, São Paulo tava debaixo d´água, olha, a gente veio de Curitiba.



Figura 59 Mulher entregando foto do irmão. SNA, dez. 2010.

Mulher, 19 anos, que veio trazer a foto do irmão.

Quem fez promessa foi pro meu irmão... aí ela [a mãe] pediu pra Nossa Senhora...ela não quis dizer o motivo da promessa, mas eu acho que foi cumprido, e ela falou que ia deixar o cabelo dele crescer, ó o tamanho...daí, ela mandou tirar a foto, e mandou trazer pra colocar aqui. Acho que a promessa foi cumprida.

A primeira senhora trazia uma fotografia, na qual tem seus filho e filha representados. A segunda mulher traz uma foto do irmão, para o qual a mãe havia feito a promessa. As promessas foram feitas por terceiros que não são as pessoas fotografadas. As imagens compõem um todo que é muito maior do que cada uma delas: unitariamente, não seriam capazes de formar essa apresentação presente na sala; porém, quando estão organizadas e coladas lado a lado, de maneira ordenada para comporem o todo, são parte de uma coleção fotográfica que diz muito mais pelo seu tamanho, pelas dimensões que ocupa nas paredes e teto da sala, do que pela peculiaridade de cada um dos exemplares.

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Figura 60 Mulher entregando a fotografia da neta que namora um presidiário. SNA, 2010.

Mulher, Ramelândia/PR, 61 anos.

...Ela namora um cara que tá preso e eu não quero que ela fique com ele, então eu “truxe” [sic] pra Nossa Senhora Aparecida ajudar pra que ela deixe dele. É...porque ele matou um prefeito...por isso que eu não quero que ela fique com ele.



Figura 61 Mulher entregando foto da família da filha. SNA, dez. 2010.

Mulher, Ramelândia/PR, 69 anos.

Pra Nossa Senhora Aparecida abençoar meu genro, que ele tem um sítio lá, e trabalham demais. Ele e a família estão quase se matando de tanto trabalhar, mas estão vencendo a batalha na graça de Deus, né...

B: Esse é o genro da senhora?

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As duas senhoras trazem fotografias para representarem outras pessoas também. Fizeram promessas por essas pessoas e veem nessa representação uma maneira de pedir que Nossa Senhora Aparecida olhe e ore por esses entes. Nenhum veio pagar promessa: a fotografia inicia a relação com a Aparecida, é um referencial na visão delas para que Maria proceda para atender aos pedidos, em especial, os que são ligados às pessoas que estão fotografadas.

A segunda senhora, de 69 anos, em especial, destaca a importância da fotografia: é um registro do momento da primeira eucaristia do neto e na imagem o padre se faz presente. Esse detalhe é relevante para a devota e torna-se – em sua visão – uma representação para além da família, é também parte de sua religiosidade católica, que se deixa fotografar ao lado de um padre e em frente um altar de igreja.

Todavia, como ensina Boris Kossoy (2001), a fotografia tem essa capacidade a ela inerente; a de cristalizar uma imagem real, o que faz dela uma maneira de cristalizar uma memória. Acontece que tais imagens pouco informam de fato sobre aqueles que estão fotografados: por isso é que o autor encara a fotografia como sendo uma ilustração ao texto, isto é, ela informa sobre o mundo e a vida de indivíduos retratados, mas é meramente uma expressão e implica em uma estética própria, sem a qual não se pode compreender a fotografia.



Figura 62 Mulher segurando a fotografia do namorado alcoólatra. SNA, dez. 2010.

Mulher, 48 anos, Araucária/PR.

ϭϲϵ B.: Ele era alcoólatra?

É, não é muito, mas quando ele bebe, ele é violento, então quero que ele largue...ele não é meu marido, é...namorado.



Figura 63 Homem com fotografia dele, de sua esposa e sua mãe. SNA, dez. 2010.

Homem, 36 anos, Tocos de Moji/MG

É pela minha mãe, ela teve que fazer uma cirurgia, e eu fiz uma promessa pra Nossa Senhora e a cirurgia deu tudo certo, graças a Deus.

B.: E na promessa você prometeu trazer alguma coisa aqui?

É...eu prometi trazer a foto, é minha, da minha mãe e da minha esposa.

É a primeira pessoa que trazia uma fotografia na qual se via o próprio devoto representado– apesar de a intenção ser para sua mãe – e, em especial essa, o rapaz e as duas mulheres tiraram a fotografia em frente a fachada da Basílica Velha, em Aparecida. A fotografia é muito mais uma representação do devoto por meio do olhar do terceiro, do que uma maneira de se auto-representar. Geralmente, são avós que levam fotos de netas, mães com fotos de filhos, filhos com fotos da mãe. A fotografia, portanto, se nos mostra como um documento do devoto, mas que é permeada a sua seleção pelo olhar daquele que a leva até a sala das promessas. As pessoas não comentam quem escolheu a fotografia e por quê motivo cada uma delas viu na fotografia a melhor opção para simbolizar seu voto ou de outrem. O relevante nesse caso é que a fotografia medeia relações de parentesco e de fé entre as pessoas reunidas por essas relações.

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Figura 64 Mulher com foto da sogra de sua tia, em uma cadeira de rodas. SNA, dez. 2010.

Mulher,54 anos, Riversul/SP

Ela não andou mais, né? Ela é sogra da minha tia...e ela ficou doente, e não andou mais. E já faz um ano e agora ela começou a andar de novo e ela mandou trazer a fotografia, né? E ela não está andando como nós, né? Ela começou agora a andar, por dentro da casa...

É relevante perceber por quantas mãos e pessoas, essas fotografias passam até que cheguem à sala das promessas. Das pessoas entrevistadas, nenhuma delas foi uma intenção direta da pessoa fotografada, pedindo algo para si mesmo. Sempre aparece uma série de trajetórias que foram traçadas até que o objeto votivo chegasse ao seu destino. No todo das paredes e do teto da sala, a fotografia perde seu caráter de unicidade, tornando-se parte da gigantesca composição fotográfica do espaço. Por outro lado, a imagem fotográfica traz consigo a biografia que é pensada por alguém e que atravessa caminhos até atingir a sala em questão.

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Figura 65 Fotografia de uma menina vestida de Nossa Senhora Aparecida. SNA, dez. 2010.

Mulher com foto da filha

Foi uma promessa que eu fiz de ela coroar de Nossa Senhora, pra ela ter saúde...É bronquite, e melhorou.

E onde a senhora tirou a foto dela? Em casa.

A imagem fotográfica anterior mostra-nos uma menina que está vestida com as roupas que vestem a estátua de Nossa Senhora Aparecida. A mãe foi quem fez a promessa, em intenção pela saúde da própria filha, prometendo vesti-la a caráter e fotografar e levar esse registro para o Santuário. O retrato, mais do que um documento fotográfico - no qual se vê a menina caracterizada e coroada com a imagem de Aparecida - é um registro de fé da mãe da menina. Não serviria, talvez, outra fotografia: na visão da mãe, coroar a filha como Nossa Senhora Aparecida e depois fotografá-la é a melhor representação da devoção e gratidão pela graça que recebera.

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Figura 66 Fotografias deixadas na sala das promessas. SNA, dez. 2010.

Mulher com fotos e cabelo

A fotografia é a foto de uma amiga minha e a filha dela...Estavam muito mal. Aí como ela não pôde vir, eu vim cumprir a promessa pra ela, né? E um casal, que também pediram um voto também e pediram também pra trazer a foto.

“Uma obra de arte, uma fotografia, um filme são na melhor das hipóteses: visões de mundo. Recortes da realidade e das percepções sobre ela produzida por indivíduos, situados em relações de amor, de perda, de vitória, de sociedade” (GARBINATTO, 2002, p. 280). Não podendo se fazerem presentes no SNA, as pessoas que solicitaram a essa senhora que portava as fotos, se fizeram representar ali pelas imagens fotográficas. São percepções dos indivíduos de si mesmos, e no espaço da sala tratadas como frutos de uma relação de devoção com Nossa Senhora Aparecida. A título de complementação dessa citação, John Tagg (2005, p. 155) explica que:

Por esta razão, não se pode “usar” a fotografia como uma “fonte” não problemática. A fotografia não transmite uma realidade preexistente e já significativa em si mesma. Como com qualquer outro sistema discursivo, a pergunta que se deve suscitar não é: “que revela este discurso com respeito a algo mais?”, mas sim: “que faz; quais são suas condições de existência; como influencia em seu contexto mais do que refleti-lo; como anima um significado mais que descobri-lo; onde devemos colocar-nos para aceitá-la como real ou verdadeira; e que conseqüências se desprendem do fato de fazê-lo?”68



68 No original em espanhol: Por esta razón, no se puede “usar” la fotografía como una “fuente” no

problemática. La fotografía no transmite una realidad preexistente y ya significativa en sí misma. Como con cualquier otro sistema discursivo, la pregunta que se debe plantear no es: “¿qué revela este discurso con respecto a algo más?” sino más bien: “¿qué hace; cuáles son sus condiciones de existencia; cómo influye en su contexto más que reflejarlo; cómo anima un significado más que descubrirlo; dónde debemos colocarnos para aceptarla como real o verdadera; y qué consecuencias se desprenden del hecho de hacerlo?”.

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A resposta para esses levantamentos do autor, como para satisfazer a provocação de Valeska Garbinatto (2002), seria que no estudo de fotografias o que importa, realmente, é em qual contexto foi produzida, qual o discurso que a fotografia enuncia, o que ela comunica e esconde, como se dá a prática mediática entre ela e o sujeito que a observa. E ela própria carrega uma história; as aqui apresentadas revelam isso. As pessoas levam suas fotografias ou pedem que terceiros as levem, geralmente, imagens fotográficas nas quais se pode bem identificar a pessoa para a qual a intenção foi feita. Fotografias de todos os tipos aparecem no Santuário e estão agrupadas no teto e nas paredes por temáticas: fotografias 3cm x 4cm, fotografias de crianças, de animais, de casais, etc.

Assim como uma grande coleção fotográfica, a equipe que dirige a sala estabelece grupos e elementos que criam relação entre essas tantas fotografias: conforme o cenário ou motivação da fotografia, estas são agrupadas em determinados nichos todas as vezes que é feita uma nova inserção nas paredes e teto.

As fotografias são objetos votivos que permanecem na sala das promessas, enquanto compõem a coleção exposta, geralmente, durante um ano. Conforme as informações da direção da sala, todas elas acabam por formar esse imenso objeto votivo que decora a sala das promessas.

São, na verdade, objetos individuais que compõem um todo maior e acabam por perder suas particularidades em detrimento de comporem esse cenário fotográfico que decora as paredes e teto do espaço. A permanência dessas fotografias no local remete à ideia de quantidade, de um número elevado de visitantes no espaço, além de nos sugerir grande volume de pessoas que foram agraciadas, ou que pediram por uma graça e, portanto, se fazem representar por essas imagens fotográficas.

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CAPÍTULO 3 – O DEIXAR (DEPOIS) A SALA DAS PROMESSAS: