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6 PETROLEUMSAKTIVITET UTENFOR UTREDNINGSOMRÅDET

6.3 A NTATT UTVIKLING

6.3.2 Russisk petroleumsvirksomhet

Se assumirmos que os paradigmas vigentes e as configurações curriculares de um curso de licenciatura têm correlação com os currículos da escola básica, esses breves apontamentos permitem vislumbrar alguns possíveis paralelos. Essas relações não são necessariamente decorrências cronológicas umas das outras, na medida em que o contexto educacional é muito mais abrangente, mas sugerem a existência de aspectos importantes a serem considerados.

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do século vinte, assim como as primeiras preocupações com a formação de professores. A expansão da oferta educacional e a existência das primeiras escolas que atenderiam a uma demanda da classe trabalhadora criam tanto uma necessidade de regulação quanto uma necessidade de formação de professores em um número muito maior.

As décadas de vinte e trinta são marcadas por mudanças estruturais na política e na economia e demarcam um campo fértil na área de educação. Alguns pioneiros, como Anísio Teixeira, e o paradigma da “Escola Nova”, irão influenciar tanto as propostas de mudanças curriculares na escola básica, quanto as primeiras preocupações com a formação docente.

E isso porque a preocupação com saberes próprios à formação docente era ausente, mesmo nas escolas de formação de professores para o ensino primário. O que vigorava era uma ênfase nos conteúdos de ensino.

O modelo 3+1 representa, então, à época em que foi instaurado, um avanço, no sentido em que se reconhece a necessidade de uma formação específica e uma licença a quem deseja ensinar no ensino secundário. Ainda que com espaço restrito no currículo, e de caráter generalista, os saberes pedagógicos são reconhecidos e institucionalizados.

Já o que acontece nas décadas subseqüentes caminha na direção de uma valorização do tecnicismo nos currículos da educação básica e da valorização, também, dos aspectos técnicos ligados aos fazeres do professor.

É possível traçar um paralelo entre currículos das licenciaturas, especificamente no modelo “3+1”, com as concepções curriculares presentes no Brasil, resultantes da proliferação das ideias tecnicistas.

A escola básica passa um período significativo de tempo regida por currículos enciclopédicos prescritos rigidamente e visando atender a padrões de eficiência no ensino de conhecimentos universais.

A formação de professores também vive um período significativo no qual a racionalidade técnica se faz preponderante, e no qual os conteúdos de ensino são definidos pelos meios acadêmicos disciplinares, sofrendo grande influência das sociedades científicas.

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A partir dos anos oitenta, proliferam-se intensos debates na área de educação. A necessidade de mudanças é reconhecida na escola básica e novos aportes teóricos passam a compor o cenário.

As políticas vigentes para o ensino médio nos anos noventa irão tentar modificar seu caráter propedêutico e conteudista, encarando-o como uma etapa que deve completar a educação básica e preparar o sujeito para o mundo do trabalho e para a cidadania. Nesse sentido, se fazem necessárias também mudanças nos cursos de licenciatura, de maneira que o professor seja formado para atender a essa demanda. As “diretrizes curriculares para formação de professores da educação básica” de 2002 corroboram essa necessidade.

E é na interface entre o ensino de ciências, os pressupostos educacionais mais amplos e a formação de professores, que podemos situar em parte, a Pesquisa em Ensino de Ciências. E isso porque entendemos que a pesquisa e a produção de conhecimento têm um papel importante na consolidação de tendências e nos movimentos de mudança, como argumentaremos na sequência do trabalho.

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CAPÍTULO 5

A Pesquisa em Ensino de Ciências e a Formação de

Professores

Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber. Confúcio

Delimitamos o âmbito da Pesquisa em Ensino de Ciências como um espaço de investigação, também porque ele se encontra em um interessante espaço de interface. Ao mesmo tempo que, como argumentamos no capítulo quatro, esse campo se relaciona de alguma forma com o Ensino de Ciências e portanto com a escola básica, uma boa parte de suas pesquisas tem íntima relação com a área da formação de professores.

Nas últimas décadas, as investigações específicas sobre ensino de ciências criaram metodologias próprias e elegeram autores de referência, constituindo e delimitando uma área de pesquisa relativamente autônoma.

Entendendo que o conhecimento dessa área é ao mesmo tempo influenciado e influenciador das políticas e das práticas educacionais nos debruçaremos sobre esse campo de pesquisa com vistas às pesquisas que permeiam a licenciatura.

Dadas a afinidade do recorte por nós observado com a área da formação de professores, nosso aporte de investigação nesse capítulo reflete muito das premissas discutidas no capítulo dois. Nesse sentido voltaremos nossos olhares à questão dos saberes docentes, novamente procurando mapear a questão dos “saberes específicos” e dos “saberes pedagógicos” do professor atentos as concepções docentes subjacentes às

126 pesquisas analisadas.

Apresentaremos então, nesse capítulo, uma investigação que prioriza o ponto de vista da área de pesquisa em Ensino de Ciências. Em específico, nos debruçaremos sobre pesquisas contidas em um período de tempo delimitado pela repercussão das “Novas Diretrizes Curriculares para Formação de Professores da Educação Básica”.

Desenvolveremos essa etapa da pesquisa tendo como objeto de análise as atas dos principais eventos da área. Optamos pelas atas de eventos em detrimento de artigos de periódicos buscando uma correlação temporal mais estreita com o período de repercussão das “Novas Diretrizes Curriculares para Formação de Professores da Educação Básica”. Como os artigos de periódicos em geral exigem um tempo maior para publicação, nossa escolha pelos trabalhos publicados em atas de eventos se justifica na potencialidade de que sejam um retrato mais fiel do momento demarcado pelo contexto da repercussão desses documentos oficiais.

Nos propomos a investigar nessa etapa como a área de pesquisa em ensino de ciências tem se debruçado sobre as questões que envolvem a licenciatura em física. Nossa tentativa é a de mapear em que formatos e perspectivas os saberes do professor e as finalidades de um curso de licenciatura aparecem nas pesquisas, nesse período marcado por mudanças.

Optamos então por fazer um levantamento e análise bibliográfica dos trabalhos apresentados em EPEFs (Encontro de Pesquisa em Ensino de Física) e ENPEC’s (Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências), no período de 2004 a 2009 especialmente pelo caráter dinâmico da produção nesses eventos.

Acreditamos ser importante identificar como essas questões vêm repercutindo na área no período subseqüente à publicação de novos documentos oficiais e alinhado com os prazos que foram estipulados nesses mesmos documentos para a adaptação dos cursos de licenciatura.