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ROS-analyse av det enkelte knutepunkt I trinn 2 utarbeides en ROS-analyse for

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RETNINGSLINJER FOR SAMMFUNSSIKKERHET

Trinn 2: ROS-analyse av det enkelte knutepunkt I trinn 2 utarbeides en ROS-analyse for

Muito já se escreveu sobre as inovações técnicas introduzidas por Ferenczi no cam po da psicanálise. O que ainda pode causar surpresa para m uitos de nós, fam iliarizados com os textos iniciais de Freud sobre a técnica psicanalítica ( 1912- 1914) , é encontrar essas inovações nos textos de Ferenczi publicados não m uito tem po depois e em plena convivência com o que pode ser considerada a ortodo- xia psicanalítica. Em bora procurasse se m anter bastante próxim o de Freud, Ferenczi acabava constantem ente revelando idéias e concepções técnicas que aos poucos passaram a afastá-lo do cam inho preconizado por Freud.

Assim com o ocorrerá em outros textos sobre o tem a da técnica, em um a conferência proferida em dezem bro de 1918 em Budapeste, Ferenczi com eça afirm ando: “Todo o m étodo psicanalítico apoia-se na ‘regra fundam ental’ for- m ulada por Freud, ou seja, a obrigação para o paciente de com unicar tudo o que lhe vem ao espírito no decorrer da sessão de análise” ( FERENCZI, 1919/ 1992,

p.357) . A fidelidade não é apenas aparente: “Não se deve, sob nenhum pretexto, tolerar qualquer exceção a essa regra e é im prescindível esclarecer, sem indul- gência, tudo o que o paciente, seja qual for a razão evocada, procura subtrair à com unicação” ( FERENCZI, 1919/ 1992, p.357) . Até aí nada de novo. Na seqüên- cia do texto, ele tratará da form a com o o analista deve responder a perguntas form uladas pelos pacientes, do papel do ‘por exem plo’ na análise e, o que m ais nos interessa, do ‘dom ínio da contratransferência’. Ferenczi aponta que o psica- nalista “não tem m ais o direito de ser, à sua m oda, afável e com passivo ou rude e grosseiro na expectativa de que o psiquism o do paciente se adapte ao caráter do m édico”( FERENCZI, 1919/ 1992, p.365) . A form a de apresentar essa prescrição, no entanto, já revela o olhar atento de Ferenczi para as sutilezas da percepção e as em oções vividas pelo analista em seu trabalho:

“Mas sendo o m édico, não obstante, um ser hum ano e, com o tal, suscetível de hu- m ores, sim patias e antipatias e tam bém de ím petos pulsionais — sem um a tal sensi- bilidade não poderia m esm o com preender as lutas psíquicas do paciente — é obri- gado, ao longo da análise, a realizar um a dupla tarefa: deve por um lado observar o paciente, exam inar suas falas, construir seu inconsciente a partir de suas proposições e de seu com portam ento; por outro lado, deve controlar constantem ente sua própria atitu de a respeito do pacien te e, se n ecessário, retificá-la, ou seja, dom in ar a contratransferência.” ( Freud) ( FERENCZI, 1919/ 1992, p.365)

Feren czi, acom pan h an do Freu d, defen de qu e o an alista dom ine a con tra- transferência m as, desde então, a porta estará aberta para a investigação do com - plexo cam po das experiências intersubjetivas na situação analítica, justam ente porque Ferenczi explicita que o analista tem com o instrum ento fundam ental de com preensão da experiência psíquica do paciente um a “sensibilidade”. O texto term ina com o seguinte parágrafo:

“A terapêutica analítica cria, portanto, para o m édico, exigências que parecem con- tradizer-se radicalm ente. Pede-lhe que dê livre curso às suas associações e às suas fantasias, que deixe falar o seu próprio inconsciente; Freud nos ensinou, com efeito, ser essa a única m aneira de aprenderm os intuitivam ente as m anifestações do inconsciente, dissi- m uladas no conteúdo m anifesto das proposições e dos com portam entos do paciente. Por outro lado, o m édico deve subm eter a um exam e m etódico o m aterial fornecido, tanto pelo paciente, quanto por ele próprio, e só esse trabalho intelectual deve guiá- lo, em seguida, em suas falas e em suas ações. Com o tem po, ele aprenderá a inter- rom per esse estado perm issivo em face de certos sinais autom áticos, oriundos do pré-consciente, substituindo-o pela atitude crítica. Entretanto, essa oscilação perm a- nente entre o livre jogo da im aginação e o exam e crítico exige do psicanalista o que

não é exigido em nenhum outro dom ínio da terapêutica: um a liberdade e um a m o- bilidade dos investim entos psíquicos, isentos de toda inibição.” ( FERENCZI, 1919/ 1992, p.367)

Seria difícil colocar de form a m ais elegante o que é exigido do analista em seu trabalho. Definir o trabalho do analista com o um a oscilação perm anente entre o livre jogo da im aginação e o exam e crítico, em 1919, é, sem dúvida algum a, um passo à frente não apenas em term os técnicos, m as tam bém quanto à concepção das form as de com unicação entre os sujeitos que constituem o cam - po analítico.

No texto de 1921, “Prolongam entos da ‘técnica ativa’ em psicanálise”, Ferenczi apresenta com todo cuidado as razões para a introdução de variações na técnica analítica, deixando claro que essas m udanças lim itam -se a poucos casos, com o por exem plo, certas form as de histeria de conversão. Percebe-se ao longo do texto sua cautela para não distanciar-se das idéias de Freud, contendo ao m áxim o seus im pulsos de m udança e, por que não, de ação. Mas, com o reconhece Barande ( 1972) , apesar de todos os esforços de Ferenczi em apontar as restrições que precisavam ser consideradas com relação à técnica ativa, “a constatação do des- m edido continuava a se aplicar à ‘atividade’” ( p.171) . Em seu esforço para clarear o cam po em que a técnica ativa se justificaria, Ferenczi sugere ser possível reco- nhecer conteúdos psíquicos inconscientem ente patogênicos, de períodos m uito precoces e que nunca foram conscientes ( ou pré-conscientes) , e que teriam sua origem no que ele denom ina “período dos ‘gestos incoordenados’ ou dos ‘gestos m ágicos’, portanto da época anterior à com preensão verbal” ( FERENCZI, 1921/ 1993, p.125) . Para Ferenczi, esses conteúdos não têm com o “ser rem em orados m as som ente revividos no sentido da repetição freudiana” ( FERENCZI, 1921/ 1993, p.125) . Desta form a, procura estabelecer as características da técnica ativa, que para ele desem penharia apenas “o papel do agente provocador, cujas injunções e inter- dições favorecem repetições que cum pre em seguida interpretar ou reconstituir nas lem branças” ( FERENCZI, 1921/ 1993, p.125) . E, citando Freud, lem bra que é “um a vitória da terapêutica quando se consegue libertar pela via da lem brança o que o paciente queria descarregar pela ação”. Com isso, conclui o texto afirm ando que “a técnica ativa não tem outra finalidade senão revelar, pela ação, certas ten- dências ainda latentes para a repetição e ajudar assim a terapêutica a obter esse triunfo um pouco m ais depressa do que antes” ( FERENCZI, 1921/ 1993, p.125) .

Conhecendo-se as discussões atuais em torno dos enactments e acting outs,7 na esteira dos desenvolvim entos técnicos “pós- identificação projetiva”, não é m ui-

7 Rem eto o leitor interessado ao conjunto de artigos sobre o tem a editados por ELLMAN &

to difícil reconhecer Ferenczi, com o já o fez André Green, com o o pai de grande parte da psicanálise contem porânea. A atenção para experiências psíquicas que rem ontam a conteúdos que nunca foram conscientes ( ou pré-conscientes) , ante- riores à com preensão verbal, fazem de Ferenczi o patrono de discussões técnicas que até hoje nos incitam e fazem pensar. Para ele, em alguns m om entos, a atitude de provocar um a ação era a alavanca necessária para que pudesse haver posterior elaboração, lado a lado com um a atitude de estreita sintonia com a experiência em ocional do paciente para m elhor equalizar tem poralm ente tais intervenções que favorecessem o andam ento da análise. Mas, cuidadoso, Ferenczi sem pre insis- tiu que “nas m ãos de um novato, a atividade poderia facilm ente conduzir a um retorno aos procedim entos pré-psicanalíticos da sugestão e das m edidas autoritá- rias” ( FERENCZI, 1926/ 1993 p.365) . E, referindo-se a enganos e problem as en- frentados no uso da técnica ativa, reafirm a que “as nossas instruções ativas não devem ser, segundo a expressão de um colega a quem analisei, de uma intransigência estrita, m as de um a flexibilidade elástica” ( FERENCZI, 1926/ 1993, p.368) .

Por fim , ainda nesse texto de 1926, “Contra-indicações da técnica ativa”, Ferenczi é acom etido de um furor filosófico e desenvolve argum entação direta- m ente ligada ao tem a da em patia e da intersubjetividade, que em bora m uito extensa, m erece ser citada na íntegra:

“...na realidade nunca se pode chegar à ‘convicção’ pela via da inteligência, que é um a função do ego. O solipsism o constitui a últim a palavra, logicam ente irrefutável, da pura intelectualidade do ego sobre a relação com outros indivíduos; segundo essa teoria, nunca se pode colocar no m esm o plano a realidade dos outros seres hum anos ou do m undo externo e as próprias experiências pessoais; pode-se som ente conside- rar os outros com o fantasias m ais ou m enos anim adas ou projeções. Portanto, quan- do Freud atribuiu ao inconsciente essa m esm a natureza psíquica que se experim enta com o qualidade do próprio ego, ele deu um passo na direção do positivism o que, do ponto de vista lógico, é presum ível m as não poderia ser dem onstrado. Não hesito em assim ilar essa identificação e as identificações que sabem os ser a condição das trans- ferências libidinais. Ela conduz finalm ente a um a espécie de personificação ou de concepção anim ista de todo o m undo circundante. Considerando sob o ângulo lógi- co-intelectual, tudo isso é de natureza ‘transcendente’. Ora, nós som os levados a subs- tituir esse term o de ressonância m ística por expressões com o ‘transferência’ ou ‘am or’, e a afirm ar afoitam ente que o conhecim ento de um a parte da realidade, talvez a m ais im portante, não pode converter-se num a convicção pela via intelectual m as som ente na medida em que ela estiver em conformidade com a vivência afetiva. Apresso-m e a acrescentar, a fim de não deixar triunfar por m ais tem po os adversários do conhecim ento e da ciência, que o conhecim ento da im portância do elem ento em ocional constitui em si m esm o um conhecim ento e que, portanto, nada tem os a tem er quanto ao futuro da

ciência. Sinto-m e pessoalm ente convertido ao positivism o freudiano e prefiro ver em vocês, que estão sentados diante de m im e m e escutam , não representações de m eu ego m as seres reais com os quais posso identificar-m e. Sou incapaz de dem onstrá-lo logicamente mas se, apesar de tudo, estou convencido disso, devo-o a um fator emocional — se assim quiserem — à transferência.” ( FERENCZI, 1926/ 1993, p.374-375)

Poucos fenom enólogos ou adeptos da contem porânea psicanálise relacional teriam sido capazes de escrever passagem tão convincente em defesa da expe- riência intersubjetiva. De qualquer form a, é preciso destacar aqui a definição que Ferenczi nos dá do fenôm eno transferencial, ou seja, um fator em ocional. Recusa o prim ado da comunicação de ego a ego, a partir de representações, e afirm a o prim ado de processos identificatórios apoiados em um fator em ocional. Afirm a, com todas as letras, que convicções, em term os da experiência analítica, não são conquistas intelectuais, m as sim conhecim entos que devem ser atribuídos à con- cordância entre um a parte da realidade e a vivência afetiva. Está preparado o terreno para as últim as incursões de Ferenczi pelo plano da técnica e da ética psicanalíticas.

Em texto de 1928, “Elasticidade da técnica psicanalítica”, Ferenczi introduz um conceito que já havia sido ponto de discussão em sua correspondência com Freud: o tato psicológico. Escreve Ferenczi: “Mas o que é o tato? A resposta a esta pergunta não nos é difícil. O tato, é a faculdade de ‘sentir com’ ( Einfühlung)” ( FERENCZI, 1928/ 1992, p.27) . Ferenczi desenvolve seu argum ento a partir do que denom i- na “a ajuda de nosso saber”, que ele diz ser retirado da investigação de num erosos psiquism os, m as em particular de análises do funcionam ento de seu próprio ‘eu’. Com isso ele afirm a que é possível trazer à tona, em um a análise, “as asso- ciações possíveis ou prováveis do paciente, que ele ainda não percebe e podere- m os — não tendo com o ele, de lutar com resistências — adivinhar não só seus pensam entos retidos m as tam bém as tendências que lhe são inconscientes” ( FERENCZI, 1928/ 1992, p.27) . É claro que nossos ouvidos, bem com o os de m uitos dos psicanalistas contem porâneos de Ferenczi, não podem deixar de es- tranhar a presença do verbo ‘adivinhar’, usado por um analista no tocante às tendências inconscientes de seus pacientes. Ferenczi prossegue: “Devo sublinhar um a vez m ais que só um a verdadeira posição de “sentir com ” (Einfühlung) pode ajudar-nos; os pacientes perspicazes não tardam em desm ascarar toda pose fabricada”( FERENCZI, 1928/ 1992, p.32) . Mas o sentir com não deve ser conside- rado o único instrum ento que o analista possui para levar adiante um a análise. Com o bem aponta Ferenczi, antecipando m uitos dos textos técnicos da psicaná- lise contem porânea: “De fato, quase poderíam os falar de um a oscilação perpétua en tre ‘sen tir com ’ (Einfühlung) , au to-obser vação e atividade de ju lgam en to” ( FERENCZI, 1928/ 1992, p.32-33) .

Aqui aparece toda a com petência clínica e teórica desenvolvida por Ferenczi. Afinal, não se trata de endeusar um a capacidade de em patia, que nada produziria sozinha em um trabalho analítico. Mas tam pouco e trata do oposto: Ferenczi afirm a que a atividade de julgam ento “anuncia-se, de tem pos em tem pos, de um m odo inteiram ente espontâneo, sob a form a de sinal que, naturalm ente, só se avalia prim eiro com o tal; é som ente com base num m aterial justificativo suple- m entar que se pode, enfim , decidir um a interpretação” ( FERENCZI, 1928/ 1992, p.32-33) . E, antecipando-se criticam ente a um a das m ais cristalizadas caracterís- ticas de alguns m odelos pós-freudianos da técnica psicanalítica, Ferenczi reafir- m a que “ser parcim onioso nas interpretações, em geral, nada dizer de supérfluo, é um a das regras m ais im portantes da análise; o fanatism o da interpretação faz parte das doenças de infância do analista.” ( FERENCZI, 1928/ 1992, p.33)

Por outro lado, para não deixar dúvidas de que realm ente procurava seguir as prescrições de Freud e de que, de form a nenhum a poderia ser julgado com o um ingênuo voluntarioso, Ferenczi, quase no final do texto afirm a: “a única base confiável para um a boa técnica analítica é a análise term inada do analista. É evi- dente que num analista bem analisado, os processos de ‘sentir com ’ (Eifühlung) e de avaliação, exigidos por m im , não se desenrolarão no inconsciente m as no nível pré-consciente”( FERENCZI, 1928/ 1992, p.36) . Ou seja, antes de valorizar a Eifühlung com o a m arca do inefável, que teria sua origem nas profundidades de u m in son dável in con scien te, Feren czi cr iter iosam en te situ a a possibilidade em pática de um analista ( diríam os ‘bem analisado’) no nível pré-consciente. Entendo que, assim , Ferenczi acaba por fortalecer um a com preensão dos proces- sos em páticos a partir de relações entre percepções e afetos que não pertencem nem ao plano das representações conscientes nem ao plano das representações ‘localizadas’ no sistem a inconsciente, propriam ente dito.

Nos textos do Diário clínico encontrarem os, ainda, m uitas afirm ações decisivas para nosso tem a. Nas notas de 17 de janeiro de 1932, que receberam o título “A análise m útua e lim ites de sua aplicação”, Ferenczi relata questões técnicas que acabam por im plicar em algum as confissões do analista para o paciente sobre seus estados afetivos e sobre certas atitudes transferenciais e contratransferenciais e, ao final, escreve:

“Agora, algo de ‘m etafísico’. Muitos pacientes têm a sensação de que um a vez atingi- da essa espécie de paz m útua, a libido, liberta de todos os conflitos, terá, sem outro esforço intelectual ou de explicação, um efeito ‘curativo’. Eles m e pedem para não pensar dem ais, m as estar sim plesm ente presente; para que eu não fale, que não faça qualquer esforço; de fato, eu poderia até dorm ir. Os dois inconscientes ajudar-se-iam m utuam ente dessa m aneira...” ( FERENCZI, 1990 p.43)

É inevitável que um a afirm ação com o essa ainda incom ode o m ais heterodo- xo dos analistas, m esm o passados m ais de 70 anos. As propostas da análise m útua de Ferenczi requerem um cuidado interpretativo adicional e talvez precisem ser reconhecidas com o o caso m ais extrem o do uso da experiência em pática em um contexto psicanalítico. Resta saber se ainda é possível falar em psicanálise nesses casos. Retom em os, por fim , um a últim a afirm ação de Ferenczi sobre o tem a. Na nota de 19 de janeiro de 1932, “Continuação da análise m útua”, reencontram os Ferenczi absolutam ente envolvido com as tram as intersubjetivas e em páticas da experiência analítica: “É com o se duas m etades da alm a se com pletassem para form ar um a unidade. Os sentim entos do analista entrelaçam -se com as idéias do analisado e as idéias do analista ( im agens de representações) com os sentim entos do analisado” ( FERENCZI, 1990, p.45) .

A despeito da opinião que cada um de nós pode ter hoje em dia sobre essas posições de Ferenczi, não há com o recusar que seu trabalho am plia o horizonte ético im plicado no trabalho analítico. Postular que sentim entos e idéias de ana-

lista e paciente podem entrelaçar-se e que o outro à m inha frente não é “um a

representação de m eu ego”, m as um ser real com quem posso m e identificar, explicita um reconhecim ento do outro em term os éticos, em um a am plitude até então pouco valorizada nos textos psicanalíticos.

Muitas outras passagens poderiam ser evocadas para fortalecer os argum entos já apresentados, m as entendo que essa seqüência é m ais do que suficiente para m ostrar um cam inho clínico que exigiu que Ferenczi abrisse as portas, definiti- vam ente, para um a com preensão da experiência analítica com o algo m uito além do uso de um a técnica para a análise e investigação do psiquism o de um paciente focalizado com o objeto, restrita ao âm bito de one person psychology.8 Mesm o sem chegarm os ao extrem o de seus experim entos de análise m útua, tem os que reco- nhecer que Ferenczi, entre os analistas da prim eira geração, foi o m ais sensível à dim ensão da two person psychology e dos aspectos intersubjetivos e em páticos pre- sentes em um a análise. A ele devem os grande parte das inovações técnicas que perm itiram à psicanálise um cam po de atuação para além do trabalho clássico com pacientes reconhecidos com o neuróticos. Mas isso a história da psicanálise já pôde reconhecer, apesar dos esforços persistentes entre os anos 1940 e 60 para em udecer o legado ferencziano.

Recebido em 10/ 7/ 2003. Aprovado em 28/ 11/ 2003.

8 Cf. Ghent, 1989, e Gill, 1993. Por one person psychology entende-se a tradição que concebe o

analista no lugar do obser vador, tendo com o objeto de estudo o psiquism o de um paciente; por two person psychology, a prática que inclui a experiência subjetiva do analista com o parte integrante do processo de análise.

REFERÊNCIAS

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