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Kvantifisering av feilkilde i datareduksjonsmodell:

A princípio, no mês de janeiro, visitas à EMATER, STR, BB e escritórios de ATER foram realizadas com o escopo de conhecer superficialmente o papel destes atores no âmbito do PRONAF. Esta etapa também auxiliou na definição dos atores locais a serem entrevistados, na construção dos instrumentos de coleta de dados, e, ante o compromisso dos agentes de ATER (EMATER e escritórios) de disponibilizarem as listas dos beneficiários e não beneficiários do crédito na safra 2014/2015, na seleção da amostra dos agricultores familiares a serem pesquisados.

3.4.1 Procedimentos para a Coleta dos Dados

Consoante aos objetivos da pesquisa, dados primários foram coletados nos meses de maio, junho e julho de 2016. Inicialmente, com o objetivo de identificar a participação das instituições financeiras locais no SNCR e na operacionalização do PRONAF visitas, previamente agendadas com os gestores/gerentes das nove instituições financeiras locais, foram realizadas entre os dias 2 e 6 de maio.

Em seguida foram contatados os atores locais, integrantes do segundo grupo da amostra, primeiro, em razão de as informações serem mais abrangentes nesse grupo na medida em que seus atores estão direta e indiretamente envolvidos com o Programa e sua operacionalização e, portanto, conhecedores de suas diretrizes. Segundo, por meio desses atores foi possível descrever e mapear os processos de operacionalização e concessão do crédito, objetivado neste estudo. Terceiro, o contato com este grupo favoreceu o contato com os agricultores familiares,

participantes do primeiro grupo, no sentido de possibilitar maior conhecimento e segurança na condução das entrevistas.

Com agendamento prévio, entre os dias 9 e 17 de maio, roteiros de entrevistas semiestruturadas foram utilizados junto aos dois representantes do STR, o gerente regional da EMATER e o responsável técnico da empresa ARARAS. Oportunamente, por ocasião das entrevistas, os processos operacionais para concessão do crédito foram descritos e mapeados no nível das empresas EMATER e ARARAS, que também disponibilizaram duas listas dos agricultores familiares beneficiados e não beneficiados com o crédito na safra 2014/2015. Estas listas, juntamente com outras duas, disponibilizadas pelos ATERs Cáritas Diocesana e empresa RW Consultoria Agropecuária Ltda. sediada na CAPUL, no mês de maio, foram utilizadas para compor a amostra do primeiro grupo de pesquisados.

De posse das listas, os agricultores familiares foram selecionados e, a partir daí, para otimizar o tempo e cumprir o cronograma, a realização das entrevistas com os outros quatro participantes do segundo grupo, a transcrição das informações e as visitas aos estabelecimentos para coletar os dados junto aos agricultores familiares, ocorreram simultaneamente.

Ante a indisponibilidade dos agentes locais a serem pesquisados, as entrevistas foram postergadas, reagendadas e finalizadas, somente no mês de julho. Ressalta-se que essas entrevistas tiveram duração média de 50 minutos e que um dos representantes do BB não concordou com a gravação.

O contato com os agricultores familiares (Grupo 1 do Quadro 3) requereu diferentes estratégias. De posse das listas dos beneficiados e não beneficiados com o crédito na safra 2014/2015, o contato com os agricultores do Grupo A e A/C foi intermediado, em grande parte, pelos Agentes de ATER Cáritas Diocesana e ARARAS. No Grupo V, alguns contatos foram facilitados por empregados da empresa terceirizada que recolhe e transporta o leite dos associados da CAPUL. Escritórios de Contabilidade e engenheiros agrônomos que estavam envolvidos com o registro dos estabelecimentos rurais no CAR também foram importantes na localização dos pesquisados deste grupo e também do grupo daqueles que não foram beneficiados com o crédito.

3.4.2 Procedimentos para o Tratamento e a Análise dos Dados

Por sua natureza, a pesquisa de campo resultou em dados quantitativos e qualitativos e, portanto, o tratamento de dados requereu análises estatísticas e de conteúdos. Enquanto o método de análise quantitativa se caracteriza pelo uso da quantificação dos dados tanto na sua coleta quanto na sua análise e interpretação (RICHARDSON, 2015), o método de análise qualitativa se caracteriza pela possibilidade de orbitar por trás de conteúdos manifestados, indo ao encontro de aspectos que estão além do que se está comunicando (GOMES, 2015), permitindo assim, que as percepções dos atores quanto ao crédito sejam identificadas.

Para o tratamento e a análise dos quantitativos, foram utilizadas as ferramentas do Windows Excel 2010. De forma específica, para fins de tratamento e análise dos dados qualitativos, as respostas às inquisições obtidas por meio dos roteiros de entrevistas foram agrupadas em categorias temáticas e tratadas por meio da análise de conteúdo. De igual forma, os conteúdos apreendidos nas respostas dos agricultores familiares às questões levantadas nos roteiros de entrevistas também foram agrupadas para apresentação e análise. As categorias reúnem elementos com características comuns, agrupados sob um título genérico (BARDIN, 2011) permitindo ao pesquisador tomar decisões e tirar conclusões a partir da organização dos dados.

Neste estudo, os passos empreendidos para a análise do discurso dos pesquisados, principalmente dos atores locais [Grupo 2, Quadro 3], e a definição das categorias e dimensões de análise foram norteados por Bardin (2011). Nessa metodologia, a análise de conteúdo compreende três momentos ou fases. A primeira fase, denominada de pré-análise objetiva tornar operacionais e sistematizar as ideias iniciais de modo a conduzir a um plano de análise; a segunda fase, exploração do material, consiste na codificação e decomposição do discurso; e, a terceira etapa compreende o tratamento, a inferência e a interpretação dos resultados, que os tornam significativos.

A partir da pré-análise, os conteúdos expressos no discurso dos entrevistados foram agrupados nas seguintes categorias de análise: 1) a estrutura dos atores locais e os entrevistados – verificar se a estrutura física e de pessoal do órgão oferece condições de atendimento à demanda dos agricultores familiares e o perfil

profissional do pesquisado; 2) o PRONAF no contexto da agricultura familiar no munícipio – averiguar as contribuições do PRONAF ao desenvolvimento da agricultura familiar nos âmbitos econômico e social; 3) as estratégias de informação, comunicação e divulgação da política – verificar como a política é divulgada e que estratégias de comunicação são adotadas pelos atores no sentido de fazer chegar as informações aos interessados; 4) o papel dos atores locais na operacionalização do Programa – verificar em que medida esses atores são importantes na operacionalização do Programa; 5) a formatação da política e as dificuldades de acesso e aplicação dos recursos – verificar como os atores locais percebem os prazos, as taxas de juros e valores praticados e as dificuldades no acesso e na aplicação dos recursos e 6) os resultados do PRONAF e as sugestões para aprimorar a política – avaliar os resultados econômicos e sociais auferidos com o PRONAF e apresentar sugestões para aprimoramento da política.

As ações empreendidas para coleta, tratamento e análise dos dados são apresentadas na figura abaixo.

Fonte: Elaboração pela autora.

4 APRESENTAÇÃO, DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS RESULTDOS

Neste capítulo, os dados obtidos com a pesquisa de campo são apresentados, discutidos e analisados. Inicialmente, são apresentados os dados relacionados aos intermediários financeiros locais que participam do SNCR e que operacionalizam o PRONAF e aos resultados operacionais do PRONAF em termos de recursos distribuídos nas diferentes modalidades de crédito entre os anos safra 2010/2011 a 2014/2015.

Em seguida, são apresentados e analisados os fluxos dos processos de operacionalização e concessão dos créditos nos níveis de instituição financeira e dos agentes de ATERs locais.

Mais adiante, são apresentados dados qualitativos e quantitativos provenientes das entrevistas com os mediadores locais envolvidos direta e indiretamente na execução do PRONAF e junto aos sujeitos do PRONAF - agricultores familiares do Grupo A - A/C e Grupo V, beneficiados e não beneficiados com o crédito na safra 2014/2015.

No transcurso da apresentação e análise dos dados, as dificuldades no processo de tomada do crédito são observadas e pontuadas e, mediante a análise dos discursos dos pesquisados, serão levantadas as percepções dos atores locais e dos agricultores familiares sobre a operacionalização do PRONAF no município de Unaí - MG.