5.0 Presentasjon av funn
5.3.2 Resultatene fra Den store bagedyst
O Painel de Sustentabilidade, segundo Van Bellen (2002), foi proposto no início dos anos de 1990 com o objetivo de oferecer uma ferramenta robusta de indicadores de sustentabilidade que fosse aceita internacionalmente. Em 2015, as pesquisas sobre o Painel de Sustentabilidade eram lideradas pelo Consultative Group on
Sustainable Development Indicatores (CGSDI), um grupo formado por uma rede de
instituições, que atuam na área de desenvolvimento e utilizam sistemas de indicadores de sustentabilidade.
De forma mais objetiva, Van Bellen (2002, p. 124), conceitua o Painel de Sustentabilidade como sendo:
Um índice agregado de vários indicadores dentro de cada um dos mostradores do modelo; a partir do cálculo desses índices deve-se obter o resultado final de cada mostrador. Uma função adicional calcula a média destes mostradores para que se possa chegar a um índice de desenvolvimento sustentável global (IDS).
O Painel foi concebido em analogia a um painel de um automóvel, em que um conjunto de instrumentos de controle auxilia o motorista. Hardi; Zdan (2000) utilizam esta metáfora no sentido de ajudar na simplificação dos elementos de um sistema, por meio de uma comunicação e entendimento mais fácil e objetivo.
Enriquecendo o entendimento do que seja o Painel de Sustentabilidade, Campos et al. (2008), destacam que o Painel foi concebido para informar aos tomadores de decisão, à mídia e ao público em geral a situação de desenvolvimento de um determinado sistema (continental, nacional, regional, local e organizacional) em relação à sua sustentabilidade.
O desempenho de um sistema pode ser avaliado a partir de diferentes perspectivas. Para Van Ballen (2002) são três:
a comparação com países ou cidades similares; a comparação de desempenho no tempo;
comparação dos objetivos estabelecidos com os resultados.
As principais vantagens do Painel estão relacionadas com a facilidade do cálculo das médias aritméticas simples e possibilitar a apresentação dos resultados de forma clara e de fácil compreensão. As desvantagens, por sua vez, dizem respeito ao fato de que as dimensões têm o mesmo peso para a composição do resultado final (VAN BELLEN, 2002). Os autores do Painel, por seu turno, registram que, nas suas versões futuras, utilizarão ponderações compatíveis com a representatividade das dimensões e dos indicadores.
Para ilustrar a aplicação do Painel são apresentados dois estudos realizados para a realidade brasileira. Um é feito para o Estado do Ceará e o outro para um município do Estado de Santa Catarina. No primeiro estudo, Clemente et al. (2011) avaliaram o Índice de Desenvolvimento Sustentável (IDS) para o Estado do Ceará, utilizando o método do Painel de Sustentabilidade. Como resultado, identificaram que o IDS do Ceará obteve um desempenho considerado “bom”, com pontuação de 586 (o método estabelece 1.000 como índice máximo), sendo que as dimensões social e ambiental foram as que mais influenciaram o índice, tanto de forma positiva como negativa.
No segundo estudo, por sua vez, Benetti (2006) encontrou o Índice de Desenvolvimento Sustentável para o município de Lages, Santa Catarina. Conforme os resultados obtidos na análise, o município de Lages encontra-se com desempenho médio de sustentabilidade, mas se aproximando muito dos valores tidos como ideais (teto máximo). Entretanto, ressalta-se que a maior contribuição da
adoção desta metodologia não está somente no cálculo do IDS, mas na identificação das principais vulnerabilidades e potencialidades apresentadas pelo município.
A representação gráfica do Painel de Sustentabilidade é feita por meio de um painel visual de quatro displays, relógios ou pizzas, que corresponde as quatro dimensões ou grupos de indicadores de desenvolvimento. Tais pizzas mensuram o desempenho dos indicadores econômicos, sociais, ambientais e institucionais de um país, região, município e empreendimento, por meio da escala de cores apresentada na Figura 8. O segundo nível é o índice de desenvolvimento sustentável (IDS) de cada uma das quatro dimensões mensuradas, também, por meio de cores. As cores e os valores correspondentes resultam da média aritmética dos valores obtidos pelos indicadores da referida dimensão. O terceiro nível é representado por um arco- íris, com mensuração de zero (cor vermelho escuro) a 1.000 (cor verde escura), e representa o índice de desenvolvimento sustentável global (IDSG), indicado por uma seta. A representação visual deste painel é mostrada na Figura 7.
Figura 7 - Visão geral do Painel de Sustentabilidade
Fonte: Clemente et al. (2011)
Para a interpretação dos resultados faz-se necessário os seguintes procedimentos:
a) Desempenho: é a escala de cores (Figura 8) proposta pelo método. Esta escala reflete o desempenho relativo de uma variável com relação a outra e possui nove cores, conforme qualificação contida na Figura 8.
Figura 8 - Escala de cores estabelecida para o Painel de Sustentabilidade
Escala de Cores Grau de Sustentabilidade Intervalo de Pontos
Excelente 889-1000 Muito Bom 778-888 Bom 667-777 Razoável 556-666 Médio 445-555 Ruim 334-444 Muito Ruim 223-333 Atenção Severa 111-222 Estado Crítico 0-110 Fonte: IISD (1999)
b) Índice de Desenvolvimento Sustentável: refere-se ao índice das quatro dimensões, calculados separadamente, a partir da média de todas as variáveis arroladas na dimensão. O índice de cada dimensão é calculado somando-se os valores obtidos, para cada uma de suas variáveis e dividindo- se este valor pelo número de variáveis, utilizadas em cada dimensão.
c) Índice de Desenvolvimento Sustentável Global (IDSG): em seu cálculo são consideradas todas as quatro dimensões. O IDS é a média aritmética simples de todas as variáveis do sistema ou empreendimento. O IDSG sinaliza o grau de sustentabilidade do sistema analisado e é representado pela seta preta dentro do arco-íris, que fica acima dos gráficos-pizzas (Figura 7). A localização da seta no arco-íris permite avaliar o desempenho do sistema em análise, sendo que os tons de verde indicam boa sustentabilidade e os tons de vermelho, o inverso.