ANALYSE
6.3 RESEPSJONSANALYSE; UNDERVÆRKET...S VIRKEEVNE
Os cursos científico-humanísticos têm uma estrutura dividida em duas componentes: a formação geral, comum a todos os cursos e a formação específica, que integra disciplinas direcciondas para a área científica, com uma disciplina trienal de carácter obrigatória e com duas disciplinas anuais e bianuais, que são combinadas por escolha do aluno.
I.2.1.1. Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais
I.2.1.1.1. Desenho A (10.º, 11.º e 12.º anos)
Disciplina obrigatória e transversal aos três anos do curso, integrada na componente de formação específica, com uma carga horária semanal de 3 unidades lectivas de 90 minutos + 1 tempo lectivo de 45 minutos.
Na introdução do programa27 é indicado que:
"Para tornar a didáctica do desenho um exercício consequente e eficaz, há que estabelecer o quadro teórico e operacional em que os conceitos e práticas surjam
coerentemente ligados, tendo sempre em vista a sua didáctica." (Ramos, Queiroz, Barros,
& Reis, 2011, p. 4).
Desta forma, abre-se logo uma visão de ligação das teorias e da prática através do pensamento projectual, ligando as diversas áreas de exploração: a percepção visual, a expressão gráfica e a comunicação (Esquema 6)
27 ANEXO I -
Esquema 6: Áreas, conteúdos e temas - 10º, 11º e 12º ano
Para que seja possível uma aprendizagem mais eficaz, esta deverá estar ligada a um fim real e concreto, para que o aluno consiga identificar e compreender a abrangência dos conteúdos teóricos, aparentemente isolados. Nesta aprendizagem, como indicado no programa por actividade oficinal, pressupõe a aprendizagem de um pensamento projectual - que deverá ser evidenciado e concretizado nos anos seguintes, com exploração dos conteúdos através da realização de unidades de trabalho de pequena e larga escala.
I.2.1.1.2. MATERIAIS E TECNOLOGIAS (12.º ano)
Disciplina opcional no 12.º ano, integrada na componente de formação, com uma carga horária semanal de 3 unidades lectivas de 90 minutos.
Esta disciplina é orientada para as áreas do design de produto (industrial e equipamento).
Na introdução ao programa, é indicado que o conhecimento dos processos e materiais é um dos pontos principais de foco no processo do design e, dessa forma, é necessário que o aluno tenha em mente considerações projectuais e diversas variáveis inerentes no processo aquando das suas escolhas no desenvolvimento do seu trabalho. Assim, no programa prevê-se a concretização “de trabalho experimental como actividade privilegiada das aprendizagens para a aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de competências” (Simões & Guedes, 2006, p. 3).
Como forma de potenciar e desenvolver o carácter transdisciplinar desta disciplina, prevê-se a articulação com outras disciplinas como Desenho A (obrigatória), História da Cultura e das
Artes (opção) e de Geometria Descritiva A (também opção), para que seja possível compreender conceitos e técnicas e, aplicá-las de forma prática na elaboração de projectos e trabalhos propostos em sala de aula.
O objectivo será o de proporcionar aos alunos uma ligação e a aplicação de princípios teóricos com situações idênticas na vida real e profissional. Está considerado que esta disciplina fomente a aprendizagem baseada na realização de projectos reais, adequados e coerentes - através da simulação e experimentação aliados ao rigor e exigência- e não através do ensino de aprendizagens apenas de conteúdos estritamente académicos (conceitos teóricos).
Esta disciplina e as suas unidades de aprendizagem deverão ser desenvolvidos e abordados através da:
Leccionação de conteúdos;
Realização de exercícios de identificação/caracterização (actividades de análise/síntese);
Realização de trabalhos teórico-práticos.
A partir das quais, se deverão desenvolver as seguintes competências:
Esquema 7: Diagrama de conceitos ligados à atitude projectua l, em Materias e Tecnologias.- Fonte própria Salienta-se que, também, fica definido que será necessário permitir que haja um desenvolvimento dos processos mentais, pois as tecnologias, técnicas e materiais estão em
constante desenvolvimento e é necessário preparar o aluno para as mudanças. Assim, o conhecimento terá que ser mais amplo e não apenas saber ou conhecer um determinado material ou uma determinada técnica.
I.2.1.1.3. OFICINA DE ARTES (12.º ano)
Disciplina de opção para o 12.º ano, integrada na componente de formação, com uma carga horária semanal de 3 unidades lectivas de 90 minutos.
Disciplina cujo nome releva da noção de ofício. Esta disciplina, sofreu alterações. Conteúdos formativos, que antes figuravam no seu programa, foram integrados em Desenho A. Desta forma, Oficina de Artes, passou a ter um objectivo de carácter mais prático, competindo-lhe abordar as áreas de expressão e concretização plásticas bi e tridimensionais, associadas aos fenómenos da comunicação visual (tal como indicado de seguida). Desta forma, propõe-se abrir espaço à experimentação e realização do projecto artístico.
Assim, os conteúdos desenvolvem-se por 3 módulos:
Módulo 1 – Área de Diagnóstico (Temas Estruturantes) Linguagem plástica
Materiais, suportes e instrumentos Técnicas de expressão e representação Módulo 2 – Projecto Artístico (Questões Permanentes)
Projecto e Objecto
Representação expressiva e representação rigorosa das formas e do espaço Módulo 3 – Áreas de Desenvolvimento e Concretização do Projecto
Áreas de desenvolvimento do projecto: Desenho Pintura Escultura Design Gráfico Design de Equipamento Fotografia Videografia
Intervenção em espaços culturais
A questão basilar e metodológica deste programa situa-se no foco da realização de trabalhos práticos, que façam a interligação entre fundamentos teóricos (na sala de aula - professor e aluno), técnicas e materias que resultam da pesquisa e recolha do aluno no exterior da sala de aula. Destacam-se as competências a desenvolver, indicadas no programa.
Esquema 8: Diagrama resumo das competências em Oficina de Artes. (fonte própria)
O objectivo transversal desta disciplina, dependendo das orientações pessoais e profissionais dos alunos e dos recursos disponíveis, é que estes possam compreender os conceitos da
linguagem visual e plástica, para desenvolverem as suas escolhas em projecto com um discurso fundamentado, crítico e com uma contextualização social e cultural, revelando uma consciência estética e histórica.
I.2.1.1.4. OFICINA MULTIMÉDIA B (12.º ano)
Disciplina de opção para o 12.º ano, integrada na componente de formação específica, com uma carga horária semanal de 3 unidades lectivas, de 90 minutos.
Esta disciplina orienta-se para as áreas de contexto de realização e produção multimédia. Tem um sentido eminentemente prático, mas o objectivo final não é que os alunos adoptem apenas conhecimentos técnicos (softwares, comandos, etc), mas que os aliem a conhecimentos conceptuais. Tal como evidenciado no programa da disciplina: “O objectivo primordial em mente é o de permitir que se aprenda a aprender através do conhecimento do núcleo do saber, sem entrar em detalhes teóricos que, neste âmbito, não são justificáveis.”(Lopes, 2006, p.3)
O programa desenvolve-se em várias temas/unidades de trabalho:
Introdução ao multimédia digital ... (6 unidades lectivas) Texto ... (6 unidades lectivas) Imagem digital ... (12 unidades lectivas) Som digital para multimédia ... (12 unidades lectivas) Vídeo digital ... (12 unidades lectivas) Noções de narrativa de vídeo digital para multimédia .... (3 unidades lectivas) Animação ... (6 unidades lectivas) Integração multimédia ... (9 unidades lectivas) Desenvolvimento de trabalhos/projectos ... (24 unidades lectivas) Avaliação escrita e trabalhos
Por conseguinte, esta disciplina, tem como objectivo fazer a ligação entre conhecimentos de base tecnológica e conhecimentos de carácter conceptual ligado aos conceitos artes visuais (design, artes plásticas, música, dança, audiovisual, etc). Desta forma, pretende-se proporcionar, aos alunos, o desenvolvimentos de trabalhos e projectos que integrem estas duas vertentes do saber, para que possam ter um saber estruturante entre como se faz e porque se faz, não sendo apenas reprodutores de técnicas e sim sujeitos críticos, com sentido conceptual e estético.