4.10 M ETODOLOGISK DISKUSJON – VALIDITET OG RELIABILITET
4.10.3 Reliabilitet
Para efeito de avaliação da eficiência energética, a caracterização construtiva dos empreendimentos estudados se restringiu às variáveis utilizadas no método prescritivo do RTQ-R.
Não foram verificadas grandes variações em relação aos materiais construtivos empregados. Na maioria dos casos, o material mais comum nas paredes internas e externas é a alvenaria de tijolo cerâmico de oito furos. Entre os pavimentos predomina
Figura 32 - Distribuição dos setores da habitação no pavimento tipo de forma quadrada com quatro unidades habitacionais.
Fonte: pesquisa direta, 2010.
Figura 33 - Distribuição dos setores da habitação no pavimento tipo com forma retangular alongada e quatro unidades habitacionais.
a laje nervurada de 25cm e o forro, instalado a 2,50m do piso, é composto de placas de gesso liso.
Quanto aos revestimentos, a maioria das paredes internas recebeu gesso em pó ou reboco, massa corrida e pintura PVA látex, com exceção das áreas molhadas, que em sua maioria são revestidas por cerâmica do piso ao forro. Os forros também receberam massa corrida e tinta látex. Os pisos são de revestimento cerâmico com soleiras em granito no vão das portas.
Nas paredes externas dos edifícios com duas ou três unidades habitacionais por pavimento tipo predomina o revestimento cerâmico. Já nos pavimentos com quatro apartamentos as paredes externas são revestidas com massa texturizada. Percebeu-se que nas fachadas revestidas com cerâmica predomina a cor branca, enquanto nas fachadas com textura as cores são variadas (Figuras 34 e 35).
Quanto às aberturas, o RTQ-R as define da seguinte forma:
Todas as áreas da envoltória do edifício, abertas ou com fechamento translúcido ou transparente (que permitam a entrada da luz e/ou ar) incluindo, por exemplo, janelas, painéis plásticos, portas de vidro (com mais da metade da área de vidro), paredes de blocos de vidro e aberturas zenitais. A área da abertura exclui os caixilhos.
O método diferencia, ainda, as aberturas para iluminação e para ventilação: “parcela de área do vão que permite a passagem de luz”, o que exclui os caixilhos; e aberturas para ventilação: “Parcela de área do vão que permite a passagem de ar”, compreendendo, assim, apenas a parcela da abertura que quando aberta permite a passagem do vento.
Figura 34 - Condomínio Bossa Nova.
Fonte - http://www.mouradubeux.com.br/
Figura 35 - Residencial Metrópolis.
Para facilitar a análise, no entanto, as aberturas foram levantadas segundo suas dimensões médias de largura e altura por ambiente. Em seguida, foram verificados os sistemas de abertura mais comuns, largura do caixilho e os materiais empregados.
Na maioria dos casos, os ambientes voltados para o exterior dos apartamentos possuem uma única abertura (com exceção do tipo retangular com duas unidades habitacionais por pavimento tipo que possui uma porta de acesso á varanda e uma janela na sala), cujas áreas variam de acordo com o padrão dos apartamentos e com a preferência da construtora. A Tabela 11 indica as dimensões mais comuns das esquadrias nos apartamentos levantados
Tabela 11 - Largura (m) das aberturas nos ambientes por tipologia do pavimento tipo.
AMBIENTE 2 UH/pav. tipo 3 UH/pav. tipo 4 UH/pav. tipo
Quadrado Retangular Em “L” Retangular Quadrado Retangular
Sala 3,00 x 2,10 /1,50 x 1,20 3,00 x 2,20 2,20 x 2,10 2,50 x 2,10 1,90 x 2,20 2,00 x 1,20 Quarto 1 1,70 x 1,20 2,40 x 1,20 1,50 x 1,20 1,50 x 1,20 1,40 x 1,20 1,50 x 1,20 Quarto 2 2,40 x 1,20 1,70 x 1,20 1,50 x 1,20 1,50 x 1,20 - - Suíte 1 2,50 x 1,20 2,40 x 1,20 2,00 x 1,20 1,50 x 1,20 1,40 x 1,20 1,50 x 1,20 Suíte 2 2,50 x 1,20 2,60 x 1,20 - - - - BWC 1 0,40 x 1,20 0,60 x 0,60 0,40 x 1,20 0,70 x 0,70 0,40 x 0,60 0,70 x 0,60 BWC 2 0,40 x 1,20 0,60 x 0,60 0,40 x 1,20 0,70 x 0,70 0,40 x 0,60 0.70 x 0,60 BWC 3 0,40 x 1,20 0,60 x 0,60 - - - - BWC serv. 0,40 x 1,20 0,60 x 0,60 0,40 x 1,20 0,70 x 0,70 - - Coz./A.S. 2,60 x 1,20 4,00 x 1,20 1,50 x 1,20 1,40 x 1,20 1,15 x 1,20 1,40 x 1,20 Q. serv. 0,70 x 1,20 0,70 x 1,20 0,60 x 1,20 1,20 x 1,20 - -
Fonte: pesquisa direta, 2010.
Observa-se que as dimensões das esquadrias são proporcionais ao padrão construtivo do edifício: quanto menor o numero de unidades habitacionais por pavimento e maior a área dos apartamentos, mais amplas são as aberturas externas. Entre as tipologias formais, os pavimentos retangulares alongados apresentaram aberturas ligeiramente maiores em comparação àqueles mais compactos e com o mesmo número de UHs por pavimento.
Aproximadamente 90% das esquadrias possuem área de ventilação de 45% (valor adotado pelo RTQ-R para as janelas de correr, predominantes nos apartamentos levantados). Quanto ao material das esquadrias externas, predomina o alumínio e o vidro fumê ou verde simples, de acordo com as informações constantes nas especificações dos projetos, memoriais descritivos ou coletadas junto às construtoras.
Foram considerados dispositivos de sombreamento horizontal as varandas e as chamadas “áreas técnicas” destinadas à implantação de equipamentos, observadas contiguamente às cozinhas e/ou áreas de serviço em aproximadamente 37% dos exemplares. Em poucos casos verificou-se a presença de balcões ou outros elementos que pudessem servir de proteção solar horizontal.
Quanto à proteção vertical decorrente da existência de saliências no perímetro do edifício, observou-se uma maior influência do sombreamento decorrente nos edifícios com pavimentos tipo mais compactos.
As características tipológicas e construtivas predominantes em cada grupo tipológico identificado foram sintetizadas nos modelos de análise apresentados no capítulo a seguir.
6 ELABORAÇÃO E ETIQUETAGEM DOS MODELOS DE ANÁLISE
Com base nos dados levantados, sistematizados e analisados no capítulo anterior, foram elaborados seis modelos de análise representativos das principais tipologias do pavimento tipo identificadas, caracterizados na Tabela 12 abaixo.
Tabela 12 - modelos de análise.
Modelo Tipologia formal habitacionais Unidades
1 Retangular alongado UH 1A UH 1B 2 Quadrado UH 2A UH 2B 3 Retangular alongado UH 3A UH 3B UH 3C 4 Forma em “L” UH 4A UH 4B UH 4C 5 Retangular alongado UH 5A UH 5B UH 5C UH 5D 6 Quadrado UH 6A UH 6B UH 6C UH 6D Fonte: pesquisa direta, 2010.
No item a seguir serão apresentados os modelos de análise formulados e, em seguida, o processo de etiquetagem de suas envoltórias segundo o método prescritivo do RTQ-R, compondo, assim, um diagnóstico do desempenho dos apartamentos em Natal/RN, com base na amostra de empreendimentos levantada.