4. RESULTATER
4.1 Sykepleiernes kompetansebehov i relasjon til nye oppgaver
O IAN-AF segmentou a análise de dados em quatro grupos etários: crianças (0 a 9 anos), adolescentes (10 a 17 anos), adultos (18 a 64 anos) e idosos (65 a 84 anos).273
Inicialmente, considerou-se proceder à avaliação de risco dos dois primeiros grupos, mas tendo em conta a especificidade etária deste trabalho e por considerar os diferentes consumos de cerais e leite, optou-se por avaliar apenas o grupo dos adolescentes, de 10 a 17 anos, cujos resultados poderiam ser comparados com os resultados obtidos pelo IA.
Com interesse para este estudo, os subgrupos dos grupos de cereais e leite são: pão e tostas; massa, arroz, batata e outros tubérculos; farinhas, massas para pão e pastelaria; cereais p.a. e infantis; bolachas e biscoitos; snacks e batatas fritas; e leite. As médias do consumo nacional e os consumos dos indivíduos com uma ingestão elevada destes alimentos encontram-se descritos na tabela 8.273
TABELA 8 Consumo médio nacional e dos consumidores elevados (P95) que ingerem os diversos subgrupos de cereais e leite. Valores em g/dia.
O peso médio para a faixa etária dos 10-17 anos foi obtido pela medição de 693 adolescentes, com o valor de 53,2 ± 0,674 Kg. O P5 é de 33,5 Kg, a mediana de 52,2 Kg e o P95 de 74,0 Kg.
7.2.2. Inquérito Alimentar
Na sequência das respostas ao inquérito, estes sofreram um processo de validação para rejeitar inquéritos incompletos e outras situações que prejudicassem o estudo. Assim, foram desconsideradas 16 respostas num total de 136, devido ao preenchimento do inquérito inadequado à idade do inquirido (6 inquéritos), à idade do
Pão e tostas Massa, arroz, batata e outros tubérculos Farinhas, massas para pão e pastelaria Cereais de pequeno- almoço e infantis Bolachas e biscoitos Snacks e batatas fritas Leite Consumo médio nacional Média (g/ dia) 83,11 154,63 8,56 25,98 17,94 3,75 220,31 % de dias de consumo 80% 96% 24% 45% 40% 8% 70% Consumo de elevados consumidores (P95) (g/ dia) 168 168 26,64 80,12 50,61 11,87 484,36
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inquirido exceder a faixa etária em estudo (5 inquéritos) e à ausência da indicação de quantidades/ porções consumidas (5 inquéritos).
De 1 a 3 anos foram obtidos 61 inquéritos, dos quais 49 eram válidos. Quanto à fonte das respostas ao inquérito, 44 foram obtidas pela internet e as restantes presencialmente. Dos 4 aos 9 anos, 32 dos 34 inquéritos foram aceites e, destes, 25 foram obtidos online e os restantes presencialmente. Dos 10 aos 16 anos obtiveram-se 41 respostas, das quais 39 foram validadas. Via internet chegaram 31 respostas e as restantes de modo presencial.
O número de inquéritos não válidos não pôde ser minimizado porque não foi possível verificar os erros de informação através de uma primeira validação e verificação – a nível presencial a confidencialidade dos participantes ficava comprometida e no formato online o site utilizado não disponibilizava processos automáticos de validação.
Nas três faixas etárias, mais de 90% dos inquiridos eram de nacionalidade portuguesa, existindo apenas 2 inquiridos de nacionalidade brasileira, 3 com dupla nacionalidade (angolana-portuguesa, cabo verdiana-portuguesa e brasileira-italiana) e 1 desconhecida (grupo de 4 a 9 anos). Os quatro primeiros casos citados são referentes ao grupo de 1 a 3 anos e o de nacionalidade brasileira-italiana ao dos 10 aos 16 anos. A zona residencial é maioritariamente urbana nos três grupos (do 1º ao 3º grupo etário, 85,7%, 90,6% e 84,6%, respetivamente), sendo a Área Metropolitana de Lisboa a que mais contributo têm nestes inquéritos (figuras 14 a 16 e tabelas 9 a 11). Assim, estes inquéritos não são representativos do território nacional segundo os dados do Censos 2011280.
82 FIGURA 14 Distribuição geográfica dos locais de
residência dos inquiridos do grupo de 1 a 3 anos.
TABELA 9 Frequência das regiões onde residem os inquiridos do grupo 1-3 anos (n=49).
Frequência absoluta Percentagem A.M. de Lisboa 24 49,0 A.M. do Porto 11 22,4 Aveiro 3 6,1 Faro 3 6,1 Santarém 2 4,1 Outra 5 10,2 Desconhecida 1 2,0 TOTAL 49 100,0
FIGURA 15 Distribuição geográfica dos locais de residência dos inquiridos do grupo de 4 a 9 anos.
TABELA 10 Frequência das regiões onde residem os inquiridos do grupo 4-9 anos (n=32).
Frequência absoluta Percentagem A.M. de Lisboa 27 84,4 Faro 2 6,3 Outra 3 9,4 TOTAL 32 100,0
83 FIGURA 16 Distribuição geográfica dos
locais de residência dos inquiridos do grupo de 10 a 16 anos.
TABELA 11 Frequência das regiões onde residem os inquiridos do grupo 10-16 anos (n=39).
Frequência absoluta Percentagem A.M. de Lisboa 28 71,8 A.M. do Porto 2 5,1 Outra 9 23,1 TOTAL 39 100,0
A distribuição de sexos pelos 3 grupos é equitativa, como é possível visualizar no gráfico 5.
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Quanto à distribuição de idades pelos grupos etários (gráfico 6), as discrepâncias entre a idade com maior frequência e a com menor são de 21, 9 e 15%, respetivamente no grupo de 1-3 anos, no de 4-9 anos e no de 10-16 anos.
GRÁFICO 6 Distribuição das idades dos inquiridos pelos três grupos etários.
Nas 3 faixas etárias, o tipo de dieta alimentar das crianças/ jovens era maioritariamente omnívora (95,9%, 96,9% e 92,3%, por ordem crescente de idades). As percentagens excedentes pertencem maioritariamente ao tipo vegetariano (2 casos no grupo de 1-3 anos e 1 caso no grupo de 4-9 anos), embora também tenham sido identificados outros tipos no grupo de 10-16 anos (1 crudivorista, 1 “tendencialmente crudivorista” e 1 cujo indivíduo não consome “animais nem derivados destes a não ser pescado, leite, queijo e ovo”).
Quanto ao tipo de alimentação dos tutores, nos 3 grupos etários, o omnívoro também é o predominante (91,8%, 96,9% e 94,9%, respetivamente). As restantes opções, no grupo de 1 a 3 anos, são 1 ovolactovegetariano, 1 vegetariano sem ingestão de cereais com glúten e 1 vegano. No grupo de 4 a 9 anos, apenas se identificou 1 vegetariano e, no grupo de 10 a 16 anos, 1 vegetariano e 1 crudivorista.
Quanto às restrições alimentares, mais de 90% dos inquiridos dos 3 grupos etários não apresentaram restrições ao consumo de cereais e leite.
No grupo de 1 a 3 anos (gráfico 7) foram identificados 3 casos de intolerância à lactose (com consumo de leite sem lactose), 3 casos de inquiridos com alergia às proteínas do leite (1 caso com consumo de leite em pó com fórmulas especiais - leite com proteínas hidrolisáveis) e ainda 2 crianças que apresentaram restrições relacionadas com opções dietéticas (vegana e vegetariana). No 1º caso não existia
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consumo de leite e no segundo existia a limitação de alimentos com glúten, embora sem intolerância ou alergia associadas.
GRÁFICO 7 Percentagem de indivíduos do grupo de 1 a 3 anos com limitações no consumo de cereais ou leite segundo o tipo de restrição.
No grupo de 4 a 9 anos (gráfico 8), identificou-se um caso de vegetarianismo (com ausência de ingestão de leite) e 2 inquiridos intolerantes à lactose (com consumo de leite sem lactose).
GRÁFICO 8 Percentagem de indivíduos do grupo de 4 a 9 anos com limitações no consumo de cereais ou leite segundo o tipo de restrição.
Na faixa etária de 10 a 16 anos (gráfico 9), foi detetado 1 caso de alergia às proteínas do leite (sem consumo de leite), 1 caso de intolerância à lactose (com consumo de leite específico) e detetados 2 casos de alergia/ intolerância ao glúten. Nestes últimos 2 casos, como o consumo de cereais não se distanciava do padrão dos restantes indivíduos, pressupõe-se que eram selecionados alimentos sem glúten. Foi detetado 1 caso de restrição de cereais com glúten devido à psoríase.
86 GRÁFICO 9 Percentagem de indivíduos do grupo de 10 a 16 anos com limitações no consumo de cereais
ou leite segundo o tipo de restrição.
O estado nutricional foi avaliado por meio do cruzamento dos indicadores antropométricos (peso, altura e índice de massa corporal em relação à idade e sexo) com as curvas de crescimento infantil da OMS, recomendadas pela Direcção-Geral de Saúde.308–310 Estas curvas indicam a posição relativa do indivíduo em comparação com uma população de referência com a mesma idade e sexo.
As estatura e pesos dos respetivos grupos etários estão representados nos gráficos 10 a 15. Com o peso e a altura autorreportados calcularam-se os índices e massa corporal, que permitem avaliar a adequação entre peso e altura. Este cálculo faz-se segundo a fórmula IMC = peso/ altura2 (Kg/m2).279 Posteriormente, de acordo com as
curvas adequadas, os inquiridos foram classificados em desnutrição severa (Z score < -3), desnutrição (Z score ≥ -3 e < -2), peso abaixo do normal (Z score ≥ -2 e < -1), peso adequado (Z score ≥ -1 e < 1), sobrepeso (Z score ≥ 1 e < 2), obesidade (Z score ≥ 2 e < 3) e obesidade grave (Z score ≥ 3).308,311,312
87 GRÁFICO 10 Gráfico de
bigodes da altura (metros) para o grupo de 1 a 3 anos.
GRÁFICO 11 Gráfico de bigodes da altura (metros)
para o grupo de 4 a 9 anos.
GRÁFICO 12 Gráfico de bigodes da altura (metros)
para o grupo de 10 a 16 anos.
GRÁFICO 13 Gráfico de bigodes do peso (quilos) para o grupo de 1 a 3 anos.
GRÁFICO 14 Gráfico de bigodes do peso (quilos) para o grupo de 4 a 9 anos.
GRÁFICO 15 Gráfico de bigodes do peso (quilos) para o grupo de 10 a 16
88 Assim no grupo de 1 a 3 anos (gráfico 16), verificou-se que 51,0% dos inquiridos apresentavam peso adequado, 32,6%
estavam abaixo do peso normal ou em risco de sobrepeso, 8,1% constava na faixa de sobrepeso ou obesidade e os restantes 8,1% estava em estado de
desnutrição ou desnutrição severa.
Já no grupo de 4 a 9 anos, 68,8% estavam no peso adequado, 12,5% abaixo do peso e 12,5% com sobrepeso. Com obesidade e desnutrição existem 6,2% (3,1 + 3,1%). Uma análise mais detalhada do estado nutricional deste grupo etário está esquematizada no gráfico 17.
GRÁFICO 17 Estado nutricional de acordo com a idade, do grupo 4-9 anos.
No grupo de 10 a 16 anos, 64,1% estavam no peso adequado, 23,1% com sobrepeso, 7,7% com obesidade e 5,1% com desnutrição (gráfico 18).
GRÁFICO 16 Estado nutricional de acordo com a idade, do grupo 1-3 anos.
89 GRÁFICO 18 Estado nutricional de acordo com a idade, do grupo 10-16 anos.
De modo a percecionar o nível de sedentarismo dos três grupos etários, os inquiridos foram questionados quanto aos seus hábitos de atividades físicas (gráfico 19) e de lazer. No grupo de 1 a 3 anos, 51% não praticava atividade física ou fazia-lo ocasionalmente, enquanto 49,0% praticava entre 1 a 4 dias por semana.
Quanto à faixa etária de 4 a 9 anos, 18,8% não praticava atividade física ou fazia- lo ocasionalmente. Cerca de 31,3% dos inquiridos praticava 1 a 2 dias por semana, o que, nesta faixa etária e na seguinte, representava a atividade praticada apenas na escola e não uma atividade desportiva extracurricular. A prática desportiva por 3 a 7 dias por semana era efetuada por 50% dos indivíduos.
De 10 a 16 anos, 10,2% dos inquiridos não praticava atividade física ou fazia-lo ocasionalmente e 48,7% praticava desporto apenas no âmbito escolar. A prática desportiva por 3 a 7 dias por semana era efetuada por 41,1% dos indivíduos.
GRÁFICO 19 Percentagem de indivíduos que praticam atividade física consoante a frequência e por grupo etário.
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De 1 a 3 anos, 38,8% não passavam tempo a ver televisão, no computador ou em jogos de ecrã, comparativamente à restante percentagem que passava desde 30 minutos a 4 ou mais horas por dia. De 4 a 9 anos, 6,3% não passavam tempo nestes equipamentos ou excecionalmente o faziam, enquanto 68,8% passavam 30 minutos a 1 hora e 25,0% de 2 a 3 horas. Na última faixa etária, 7,7% não passavam tempo a olhar para ecrãs ou raramente o faziam, enquanto 28,2% despendiam 30 minutos a 1 hora e 64,1% passava 2 ou mais horas por dia.
A análise ao conjunto dos fatores indiretos referidos nos parágrafos subsequentes permitiu caraterizar a maioria dos agregados familiares na classe social média ou alta. No geral, considerando os dados dos 3 grupos etários (n = 120), apenas 5% não tinham automóvel, 29,2% tinham um automóvel e 65,8% tinham 2 ou mais automóveis.
Quanto ao número de televisões na habitação no universo amostral, apenas 3,3% não tinham nenhuma, enquanto cerca de 30% tinham uma e 66,7% tinham duas ou mais. Cerca de 91,7% tinham acesso à televisão paga e 95% tinham acesso à internet.
O n.º de indivíduos do agregado familiar encontrava-se maioritariamente entre 3 e 4 (7,5% com 2 indivíduos, 40,8% com 3, 41,7% 4 ou 5 e 10% com 6 até 9). Dos 120 agregados, apenas 1 (0,8%) não tinha nenhuma pessoa a receber rendimentos, sendo que com 1 adulto a trabalhar constavam 25,8% e, com 2 ou mais, 73,4%.
Quanto à escolaridade de um dos tutores, no grupo de 1-3 anos (gráfico 20), 79,6% alcançou o ensino superior, enquanto o grupo dos 2ºs tutores obteve 71,4% para o
mesmo nível de escolaridade. Já na faixa etária seguinte (gráfico 21), 65,6% dos 1ºs
tutores tinham o ensino superior concluído, enquanto o grupo dos 2ºs tutores obteve
34,4% para o ensino superior e 25,0% para o ensino secundário. Ainda foram sinalizados 2 casos em que os agregados familiares tinham um 3º membro adulto escolarizado, um com o 2º e outro com o 3º ciclos do ensino básico. Quando à faixa etária de 10 a 16 anos (gráfico 22), 48,7% tinha o ensino superior no grupo dos 1ºs
tutores, enquanto o dos 2ºs tutores se fez representar por 33,3% com o ensino superior
91 GRÁFICO 20 Nível de escolaridade dos tutores dos
inquiridos de 1 a 3 anos. Foi apresentado 1 caso (2%) sem um 2º tutor (família monoparental).
GRÁFICO 21 Nível de escolaridade dos tutores dos inquiridos de 4 a 9 anos. Foram identificados 5 casos (15,6%) de famílias monoparentais. Foram sinalizados
apenas 2 casos (6,2%) de famílias com mais de 3 adultos escolarizados (tutor 3), sendo que os restantes
agregados não continham este elemento.
GRÁFICO 22 Nível de escolaridade dos tutores dos inquiridos de 10 a 16 anos. Foi apresentado 1 caso (2,6%) sem um 2º tutor (família
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