5. UTVIKLINGSPROSESSER SENTRALT OG REGIONALT
5.3 Regional struktur i instituttsektoren
...a escola e a sala de aula não sejam meros espaços de saber autônomo, mas compartilhado por valores, tradições, possibilidades de mudanças e uso das ferramentas e processos comunicacionais, ampliando o conceito de educomunicação presencial e/ou à distância (MENDONÇA, 2008, p.129) O campo de pesquisa denominado Informação, Cultura e Sociedade, no que se refere à produção científica, tem o mérito de se propor a desvelar as contradições de acesso à informação na Sociedade (CABRAL, 2007). Ao avaliarmos o impacto do processo de inclusão digital sobre os beneficiários, a partir da pesquisa extensiva dos resultados alcançados junto a estes usuários, verifica-se que a democratização do acesso e do uso da informação e do resultante conhecimento para bem do cidadão e da sua comunidade, não está assegurada na Era da Informação. Uma forma de garantir a democratização seria por meio de uma avaliação sistemática do processo de inclusão, não só o digital, mas o informacional e o social.
2.3.2 TIC para desenvolvimento econômico, social, cultural e político
As TIC, ou apenas TI, surgiram nos meios acadêmicos e militares, continuaram o seu desenvolvimento na indústria e no mundo dos negócios, depois nas organizações e Governo, chegando, somente agora, mais fortemente, à casa do cidadão. Carr (2004, p. 149), da Harvard Business Review, faz uma análise pessimista quanto à capacidade das TIC de se constituírem em um fator competitivo nos negócios, a partir de agora, como é ainda desejado e inflado pelos provedores ou fornecedores de TI. O autor não nega, evidentemente, a importância do uso da TI em ambiente residencial ou sua incorporação nos produtos eletrônicos de entretenimento, que a cada dia nos oferecem novas áreas em fase de iminente maturação, `medida que o computador, a mídia e os eletrônicos domésticos convergem. Este é entendimento do autor de “Does IT Matter?” quanto aos seus impactos na possível sociedade da informação ou de serviços, o seu entendimento é outro:
Na verdade, o centro de inovações do setor de TI parece estar mudando das empresas para o mercado de consumo. Com os PCs domésticos sendo cada vez mais usados na edição de vídeo, áudio e processamento de imagens, além de jogos muito ilustrados, o usuário médio do computador doméstico atualmente tem uma necessidade maior de potência adicional de processamento e de programas mais inovadores do que os usuários médios das empresas .(CARR, 2004, p. 149) 3. Tradução de Henrique Amat
Rêgo Monteiro, Gente Editora, 2009.
Junto com o aumento dos meios e canais de telecomunicações para atender às demandas do mercado, observou-se o crescimento dos repositórios para armazenamento, tratamento e recuperação da informação, sejam conteúdos de imagem, voz ou texto. A formação das grandes bases de dados com informações dos usuários é algo bem recente, antes parte das informações pessoais em poder de algumas organizações, que agora se concentram nas mãos de poucas organizações ou empresas “de busca de informação” ou promotores de redes técnico-sociais, e assim, nos aproximamos rapidamente do que denomina-se “computação em nuvem”. A questão do armazenamento da informação pessoal em repositório vem crescendo, e isto traz grandes impactos nos modelos de negócios do setor da produção, e na distribuição da informação e do conhecimento, como por exemplo, nos segmentos: músicas, livros e filmes, e mesmo na gestão pública. A recuperação da informação abundante, em formato digital, sejam dados, voz ou imagem ocupa os cientistas da informação e os tecnólogos (LEVY, 2001; BARRETO, 2007; MIRANDA; SIMEÃO; MUELLER, 2007).
As TIC, notadamente, a partir da disseminação e popularização da Internet, e brevemente, o celular com capacidade de tratar a informação, os chamados “smartphones”, têm levado alterações no fluxo de informação em todos os níveis do tecido social, daí, autores, como Aldo Barreto (2007), afirmarem que a sua disseminação modificou os aspectos fundamentais, tanto da condição da informação quanto da condição da sua distribuição. Estas tecnologias intensas modificaram radicalmente a qualificação de tempo e espaço entre as relações do emissor, com os estoques e os receptores da informação. Vive-se um momento de euforia e
3In fact, the center of innovation for the IT industry appears to be shfting from the business to the
consumer market. With home PCs incresingly being used for videio editing, áudio and image processing, and graphics-intensive gaming, the average home computer user today hás a greater need for addtional processing Power and innovative new software the average bussiness user. !
utopia com o acesso, uso e produção da informação, com base em TIC ao alcance dos incluídos digitalmente, e faz-se necessário apontar riscos ou quimeras individuais no mundo virtual:
Cada vez mais a opção de uma vivência escondida se mostra em uma nova tecnologia da informação como a dos Chats, o Facebook, o MySpace, os Podcasts, RSS e os Vodcasts. Parece que uma Second Life é possível. O doce sentimento da existência é vivido por nosso outro, um avatar do que sonhamos ser e em uma vivência sem presença (BARRETO, 2007, p. 31).
Soluções aceitáveis estão surgindo, visando vencer dificuldades para encontrar informação acessível e correta na Internet. Antes não se requeria tantas habilidades do usuário para encontrar a informação ou serviço que desejava, mas ele tinha que deslocar-se para encontrar em uma biblioteca, um centro de informação ou um agente do Governo. Agora ele pode ter mais acesso à rede mundial de computadores em casa, escola, telecentro ou local de trabalho, mas falta-lhe, às vezes, competência informacional para chegar à base de dados almejada ou ao serviço de Governo. As soluções disponíveis na WEB são práticas e rápidas para o cidadão, mas desde que ele esteja incluído digitalmente (BALBONI, 2007; CARVALHO, 2009).
Se de um lado fatores como posição em classe social mais elevada, a cor ou raça mais privilegiada, ser mais jovem, local onde mora e trabalha e educação contribuem significativamente para o acesso online, tem-se também fatores que dificultam o acesso da população á Internet. São exemplos as disparidades de acesso dos menos favorecidos com pouca renda familiar, pessoas com idade mais avançada e pouca escolaridade, bem como moradores de regiões geográficas pouca assistidas (MEDEIROS NETO; MIRANDA, 2010). Como resposta ou a reboque dessa desconfortável situação surgem iniciativas ou esforços da sociedade civil organizada, patrocinadores do mercado e/ou ações e políticas governamentais, tais como programas e projetos de inclusão digital.
Diversas iniciativas procuraram mostrar os impactos favoráveis do uso das TIC em diversos segmentos, como governo eletrônico, saúde, educação, justiça, dentre outros. Os projetos e-Desenvolvimento no Brasil e no mundo, subsídios e Programa e-Brasil, são bons exemplos (KNIGHT; FERNANDES; CUNHA, 2007). Algumas organizações governamentais e ONGs têm se dedicado, direta ou indiretamente, a mapear as ações de inclusão digital, a exemplo dos esforços do
Ministério da Ciência e Tecnologia - IBICT (http://inclusao.ibict.br/mid/mid.php) e do Ministério do Planejamento (http://www.onid.org.br/) brasileiros, que estão construindo o mapa e o observatório da inclusão digital embora estes levantamentos não aprofundem a avaliação do projeto ou programa de inclusão digital identificado.