• No results found

Refleksjoner  rundt  det  metodiske  arbeidet

2.   Metodekapittel

2.7   Refleksjoner  rundt  det  metodiske  arbeidet

Para Dudley-Evans e St John (1998), pesquisar em materiais existentes publicados ou não é parte do processo de analisar o que está envolvido na comunicação eficaz na situação-alvo e na aprendizagem também. É por meio dessa pesquisa que podemos aprender sobre as habilidades e a linguagem associada. A escolha final de alguns tópicos a serem ensinados e a ordem em que serão ensinados virão dos materiais que os professores selecionam.

Conforme Dudley-Evans e St John há quatro razões para se usar materiais os quais parecem significantes no contexto de IPE:

1- como fonte de língua

2- como apoio para aprendizagem 3- para motivação e estímulo 4- para referência

Segundo esses autores, em situações nas quais o inglês é uma língua estrangeira, a aula de IPE é provavelmente a única fonte de inglês. Portanto, materiais têm um papel crucial em expor os aprendizes à língua, implicando na necessidade de que esses materiais apresentem uma linguagem real, como ela é usada, e tudo aquilo que os aprendizes requerem. Onde a sala de aula é a principal fonte de língua, os materiais precisam maximizar a exposição à língua, fornecendo material adicional. É importante também que ao ensinar aprendizes com nível baixo de língua, o professor utilize tanto a língua materna quanto a estrangeira e gradualmente pare de utilizar a materna.

Para os autores, enquanto apoio de aprendizagem, os materiais precisam ser confiáveis, isto é, funcionar, ser consistentes e ter algum padrão reconhecível. Para melhorar a aprendizagem, os materiais devem envolver os aprendizes no pensar sobre a linguagem e como utilizá-la. As atividades precisam estimular os processos cognitivos e não mecânicos.

Os autores acrescentam que para estimularem e motivarem, os materiais precisam ser desafiadores e alcançáveis; oferecer novas idéias e informações enquanto são baseados na experiência e conhecimento dos aprendizes; encorajar a diversão e a criatividade. O insumo deve conter conceitos e/ou conhecimento que são familiares, mas deve oferecer também algo novo, um motivo para comunicar, se envolver. O propósito e a conexão com a realidade dos aprendizes precisam ser claros.

Além disso, os autores afirmam que o material é uma referência para muitos aprendizes de IPE os quais têm pouco tempo para aula e dependem de um misto de aulas, auto-estudo e material de referência. Para propósitos de auto-estudo ou referência, os materiais têm que ser completos, bem organizados e auto-explicativos.

Conforme Hutchinson e Waters (1987), professores de IPE podem avaliar e fazer adaptações em materiais já publicados ou até mesmo desenvolver seus próprios materiais. Para esses autores, a avaliação de um material consiste em relacionar as

necessidades dos aprendizes ao que pode saná-las. Esses autores ressaltam que um material de ensino de IPE tem que atender às necessidades de professores, aprendizes e patrocinadores.

De acordo com Dudley-Evans e St John, um dos mitos do IPE é que o professor tem que escrever seus próprios materiais. Isso leva ao mito de que todo professor de IPE é também bom em planejar materiais. Para esses autores, todos os profissionais de IPE têm que ser bons fornecedores de materiais. Um bom fornecedor de materiais é capaz de: 1) selecionar apropriadamente a partir do que já está disponível;

2) ser criativo com o que já está disponível;

3) modificar atividades para atender às necessidades dos aprendizes; 4) complementar fornecendo atividades extras.

Conforme esses autores, para selecionar materiais e fazer boas escolhas precisamos ter bons critérios tais como fatores sobre os aprendizes, o papel dos materiais, os tópicos, a linguagem e a apresentação. Esses critérios devem ser considerados na análise de materiais. Muito freqüentemente precisamos avaliar uma unidade ou uma atividade e não um livro inteiro. Identificar e separar o conteúdo real e o profissional de atividades específicas é crucial nesse processo. O conteúdo profissional deve ser apropriado e o conteúdo real deve atingir os objetivos do curso. Para os autores, a única forma de verificar isso é sendo um aluno e fazendo as atividades.

De acordo com Hutchinson e Waters (1987), a criação de materiais é um dos aspectos mais característicos do IPE. Eles argumentam que o processo de escrita de materiais pode ajudar os professores a se tornarem mais atentos ao que está envolvido no ensino- aprendizagem. Todavia, também afirmam que a produção de materiais seria a última opção para professores de IPE.

Segundo Dudley-Evans e St John (1998), o desenvolvimento de um novo material poderia partir de dois pontos iniciais: (A) ter bom insumo/conteúdo profissional ou

(B) quando existe uma lacuna no material. No primeiro ponto, o próximo passo é analisar o conteúdo profissional e determinar qual conteúdo real poderia ser explorado. No segundo ponto, há um objetivo, algum conteúdo real para o qual não há material disponível apropriado. Nesse caso, o primeiro passo é procurar por conteúdo profissional apropriado.

A nosso ver todo professor, não só de IPE, é capaz de desenvolver um material, se for necessário, se ele é capaz de avaliar, selecionar, ser criativo, modificar materiais disponíveis no mercado, bem como fornecer atividades extras. Considerando que o professor de IPE se depara com contextos muito específicos de aprendizagem, nem sempre é possível apenas utilizar o que está disponível, mas sim necessário que ele desenvolva, muitas vezes, um material voltado para as necessidades e interesses de seu público-alvo.

Celani e outros (2005) julgam relevantes não só a produção de material por professores, como também a troca de materiais e experiências entre esses profissionais. Para os autores isso é importante para o crescimento profissional dos professores, diminuindo o isolamento profissional desses docentes. Conforme Celani e outros, no início da década de 80, a forma como a metodologia de ensino de IPE chegou ao Brasil, teria originado esse isolamento profissional uma vez que o fato de cada aprendiz ser único gerou a produção isolada de materiais. Isso ocorreu porque os professores de IPE começaram a criar materiais para seus alunos com propósitos específicos, entretanto não os compartilhavam com ninguém. Para que esse isolamento fosse amenizado, os autores relatam a criação e a organização de um centro de recursos4 onde professores de IPE poderiam procurar por materiais já preparados e até mesmo fornecer ao centro seus próprios materiais.

Concordamos com Celani e outros (2005) com relação à relevância da criação de materiais e a troca destes e de experiências entre professores. Nesse sentido é importante a organização e a participação de/em seminários e encontros de profissionais da área.

4