4.1 Innledning
4.1.2 Refleksjon over erfaringer
• O rap inserido na programação cultural de Brasília
No período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008, foram identificadas 18 matérias jornalísticas que se relacionavam ao tema rap nas páginas do jornal Correio Braziliense. A maior parte dessas reportagens foi pautada a partir da divulgação de produtos culturais e da realização de eventos musicais nos diversos espaços da cidade. A quantidade de matérias enquadradas dentro desta categoria, um total de nove já é um indicativo de como o periódico “enxerga” prioritariamente o gênero rap e quais são os valores noticiosos predominantes na seleção da pauta como um fato noticiável. Todas as reportagens selecionadas neste grupamento foram publicadas no caderno Cultura, algumas com chamada na primeira página do jornal.
Publicada em abril de 2006, a matéria entitulada A fórmula mágica da paz67 trouxe para os leitores do jornal uma entrevista com o rapper Mano Brown, integrante do grupo paulista de
rap Racionais MCs. A pauta estava vinculada à cobertura jornalística de um show de hip hop,
que aconteceu na véspera e que lotou o ginásio esportivo Nilson Nelson, localizado em área central do Plano Piloto. Na abertura do texto, a jornalista Naiobe Quelem registrou a ligação cultural da cidade com o hip hop, mencionou nomes de artistas e grupos locais e falou de repercussão de alguns trabalhos da principal atração da noite antes de relatar o andamento do espetáculo e o início da apresentação dos Racionais. No texto, esse foi o único espaço dedicado aos artistas locais, que ocuparam o palco por cinco horas, antecedendo a apresentação do grupo liderado por Mano Brown. A atmosfera parece ter contagiado a autora da matéria que – além de colocar em evidência algumas das declarações dos artistas, descreveu o ambiente equalizado pelo som onde “ao som do batidão, somem-se as diferenças sociais”.
A relação de distanciamento mantida pelo grupo Racionais MCs em relação à mídia é relembrada na matéria. De fato, essa informação é destacada no trecho “em momento raro, Mano Brown concede entrevista”, que integra o subtítulo e, também, logo abaixo da retranca, com a afirmação “o rapper quebra o silêncio”. Mano Brown respondeu às perguntas relacionadas aos projetos artísticos do grupo, ao polêmico encontro de rappers ocorrido em São Paulo no ano de 2005, ao trabalho independente dos Racionais, ao impacto de suas músicas junto ao público
jovem das diferentes classes sociais, à temática da periferia, às bandeiras ideológicas do hip hop nacional e ao posicionamento do grupo em relação à política, ao governo Lula e às eleições. Na condução da entrevista, em nenhum momento se evidencia uma tentativa de aproximação entre o artista e a produção rapper do Distrito Federal. A entrevista ocupou toda a primeira página do suplemento e trouxe uma foto do rapper Mano Brown em destaque.
Outra reportagem envolvendo o gênero rap surgiu da cobertura jornalística do evento 1º. Festival do Hip Hop do Cerrado, que aconteceu ao ar livre, em uma área conhecida em Brasília como gramado da Torre de TV. Fugindo da tradicional estrutura do lead jornalístico, a matéria
Orgulho rapper trouxe a história da rapper Aninha, uma das organizadoras do evento, que se
emocionou ao saber que sua música comovia uma das mais importantes bailarinas da cidade. Compositora e MC, Aninha integra um grupo feminino de rap chamado Atitude Feminina. Os trechos de uma de suas canções, o rap Rosas68, estão entremeados a depoimentos da protagonista e da bailarina, que esteve presente ao festival.
O texto se desenvolve fornecendo detalhes sobre os bastidores do Festival e dimensionando o evento a partir de dados referentes às atrações – mais de 100 artistas locais – e público – estimado pelos organizadores em 10 mil pessoas. Para transitar pelo gênero rap, pelo
break e pelo grafite, a reportagem se apóia em depoimentos como o de Edson Silva. Grafiteiro da
região de Samambaia, o entrevistado atuou como segurança e teve depoimentos e imagens aproveitados na construção da matéria. A fórmula assunto-depoimento foi utilizada ao longo do restante do texto para expor as outras atrações do 1o. Encontro de Hip Hop do Cerrado, legitimar a força da cultura hip hop na região bem como atestar a importância do papel social dessas manifestações culturais, principalmente, nas periferias.
Publicada em julho de 2006, em uma terça-feira posterior à realização do evento, a reportagem do jornalista Sérgio Maggio ocupou página inteira e abriu o caderno Cultura daquele dia. Como principal matéria da editoria, o texto foi diagramado dando destaque às fotos (sete, no total) que exploraram a plasticidade do grafite, dimensionaram a presença do público no evento e identificaram alguns dos personagens entrevistados.
O grupo de rap Atitude Feminina também foi pauta da reportagem Guerreiras de São
Sebastião69. Produzida no mesmo ano e igualmente assinada pelo jornalista Sérgio Maggio, essa
matéria abriu o caderno Cultura de uma edição de domingo. A diagramação evidenciou em meia página uma foto das artistas, produzida pelo próprio jornal. Ao pé da matéria, um box destacou a crítica positiva atribuída ao trabalho do grupo. Fora dos padrões jornalísticos tradicionais, a abertura da reportagem segue o estilo descritivo do autor para introduzir a história das quatro garotas rappers de São Sebastião: Aninha, Jane Veneno, Hellen e Giza Black. Como outras regiões periféricas do Distrito Federal, a localidade de origem do grupo Atitude Feminina é marcada pelo cotidiano de violência, pelo tráfico de drogas e pela criminalidade. Para o jornalista, a força de grupo musical surgiu dessas adversidades. De acordo com a reportagem, O Atitude Feminina conquistou espaço na cena do hip hop brasiliense com versos sobre o sofrimento e a dor de mulheres e jovens nas periferias do Distrito Federal.
A internet é apontada como um dos meios responsáveis pela maior divulgação das músicas do grupo. Essa maior visibilidade foi facilitada pelo reconhecimento e premiação recebidos no Festival Hútuz e pela gravação do primeiro CD, Rosas, através do selo Marola Discos. O lançamento do CD foi, justamente, o gancho da reportagem sobre as meninas guerreiras de São Sebastião. Entre referências aos versos e depoimentos das rappers, a reportagem construiu um perfil das integrantes e evidenciou a importância do grupo, que se tornou sucesso nos bailes e circuitos alternativos do Distrito Federal, “tocando nas rádios comunitárias do Gama a Brazlândia, da Rodoviária do Plano Piloto à Feira do Paraguai”.
A terceira reportagem do Correio Braziliense a compor este bloco foi publicada em uma edição de maio de 2007 e tratou da realização de um show do rapper GOG em Brasília. Assim como aconteceu com outras pautas dentro da editoria de Cultura, a matéria sobre o espetáculo – entitulada Família reunida70 – foi construída em formato de cobertura de algo já acontecido. O texto descreveu dois shows que aconteceram em comemoração aos 25 anos de carreira do rapper brasiliense. O fato inusitado de o gênero rap ocupar o tradicional espaço do Teatro Nacional é evidenciado no lead. O mesmo ocorre com a participação especial dos cantores Lenine e Maria Rita, ambos celebrados e executados no circuito midiático hegenônico. Além dos dois convidados, GOG trouxe para a cidade os músicos Paulo Diniz e Gerson King Combo. Ambos fizeram sucesso na década de 1970. King Combo e cponsiderado no meio musical um dos ícones brasileiros da black music.
Na reportagem Família reunida, a jornalista Daniela Paiva – autora do texto – explica que a relação musical estabelecida por GOG entre o rap e a música popular ou, de outro modo, entre a periferia e as classes sociais mais abastadas, antecede o show comemorativo e data, pelo menos, do ano de 2004, com o lançamento do CD duplo Tarja Preta, sétimo trabalho musical de GOG. De acordo com a jornalista, dos samplers de músicas de Jorge Benjor, a antropofagia de GOG evoluiu e propiciou a aproximação do artista com Lenine, com quem gravou o rap Eu e
Lenine (A ponte) e com Maria Rita, que afirmou em entrevista que a música Brasil com P, de
GOG, a deixou arrepiada de emoção, “me bateu muito forte, sem contar a ousadia”.
Custeado pelo próprio rapper, que não conseguiu apoio ou patrocinadores, o DVD Cartão Postal Bomba foi produzido localmente com previsão de sair às ruas em três meses. Ao longo do texto, depoimentos da platéia validaram a mistura musical proposta por GOG, que afirmou à reportagem acreditar ter chegado o momento de o rap sair das periferias para alcançar outros públicos através da grande mídia e das gravadoras.
Além da questão da visibilidade, o texto utiliza declarações atribuídas a GOG para apresentar um retrato do rap, para falar sobre as dificuldades enfrentadas pelo artista e sobre o engajamento dos integrantes do grupo Racionais MCs com os rappers locais. Nesse ponto, a matéria mostra o hip hop como um movimento artístico e cultural ligado por laços de sangue e identidade. Por meio do trabalho do rapper GOG, o leitor se aproxima de histórias familiares e das manifestações de outros artistas, ligados à periferia. Tanto quanto no título Família reunida, os últimos parágrafos da reportagem evidenciam a importância da solidariedade no fortalecimento do rap como manifestação cultural. Nas palavras de Raymond Williams, “at root,
the feeling of solidarity is the only conceivable element of stabilization in so difficult organization”71 (1985:318).
Publicada na primeira página do caderno Cultura, na edição de terça-feira, a matéria trouxe no subtítulo os nomes de Lenine, Maria Rita e Gerson King Combo. Na diagramação, o texto literalmente buscou envolver as imagens, que “estouraram” os limites da página inteira dedicada ao acontecimento. Abaixo da massa de texto, dois boxes dão destaque a trechos de depoimentos de Lenine e Maria Rita sobre o encontro do gênero rap com a música popular brasileira.
A reportagem Dias de poder72 abriu o caderno Cultura do jornal Correio Braziliense em uma edição de sexta-feira, no mês de junho de 2007, com a programação do 1º. Seminário de
Hip Hop do Distrito Federal. A diagramação da matéria destacou sobre uma foto que estourava
todas as margens da página o movimento de rodopio de um b-boy, que tinha – ao fundo – uma platéia estática. A partir do gancho noticioso do acontecimento que se iniciava na cidade, o jornalista Sérgio Maggio introduziu a temática hip hop contextualizando o leitor sobre o papel transformador do rap na vida de muitos jovens da periferia. Já no primeiro parágrafo, o depoimento de uma artista rapper legitimou a função social das rimas, que costumam retratar as mazelas vividas por muitos jovens que habitam os arredores de Brasília.
No texto, o jornalista conta que a personagem – que é vocalista do grupo de rap Atitude Feminina – aos 17 anos sofreu agressões físicas do primeiro namorado, por ciúmes. De acordo
71 No fundo da questão, o sentimento de solidariedade é o único elemento de estabilização concebível nessa
complexa organização. Tradução livre.
72
com o depoimento da personagem, ela conseguiu se reeducar graças à intensa convivência com o movimento hip hop. A reprodução do depoimento “tudo o que aprendi foi no rap [...] O rap é música de periferia, de denúncia, que me deu coragem e força” aumenta a contundência das afirmações já expostas pelo jornalista e justifica a bandeira ideológica da luta contra a violência à mulher, assumida pela entrevistada. Para retomar o gancho da notícia, que era a divulgação de um seminário, o relato da personagem foi apresentado como um entre os vários existentes e que estão vinculados ao poder transformador da música rap.
Publicada no dia da abertura dos trabalhos, a reportagem prosseguiu informando detalhes sobre a realização do seminário, que aconteceu no campus da Universidade de Brasília, e sobre os objetivos e a relevância do evento para a cidade. De acordo com um dos coordenadores do projeto, o DJ Raffa, o DF já seria a segunda maior praça de hip hop do Brasil e a discussão dos rumos do movimento deveria envolver, além da cultura, a questão da inclusão social, já que os elementos do movimento são vistos como veículos de conscientização coletiva.
Separados por um intertítulo, algumas informações relacionadas à programação foram destacadas no corpo do texto. A lista completa de palestras e apresentações, contudo, foi apresentada em um box vertical que ocupou toda uma coluna da página. Essa diagramação favoreceu a percepção da multiplicidade de atrações do seminário que, até a véspera da sua realização, contava com a confirmação de 245 pessoas inscritas para as mesas e palestras. Provavelmente com a intenção de evidenciar a multiterritorialidade do tema, o jornalista destacou no final da reportagem que o grupo de inscritos era eclético, composto por rappers, pesquisadores, estudantes, professores e agentes culturais.
Ainda dentro da categoria rap e programação cultural, a matéria Guerrilheiro dos
guetos73 foi construída com o objetivo de informar os leitores do jornal sobre o lançamento de um disco de rap gravado por um artista local. No subtítulo da reportagem, o jornalista Sérgio Maggio apresentou Dino Black, rapper crescido na cidade-satélite de Candangolândia, que utilizava os versos do rap para denunciar “o racismo e as dores dos esquecidos”. Ao contrário das características padronizadas encontradas nas reportagens anteriores, a matéria publicada pelo
Correio Braziliense e assinada por Sérgio Maggio apresentou uma liberdade estilística pouco encontrada nos moldes do jornalismo impresso.
O autor pediu licença aos leitores para escrever duas aberturas distintas para a reportagem. Separadas na diagramação pela foto do rapper Dino Black, as duas introduções tinham tamanho idêntico e se encerravam na mesma altura da página, antecedendo o texto principal. No lugar do lead, o jornalista falou da inspiração de Dino Black para a faixa-título do disco Mais fácil amar a rosa do que seus espinhos, produzido e lançado com recursos do próprio artista e apoio do Fundo de Arte e da Cultura, do Distrito Federal, depois de 17 anos de carreira na cena do hip hop candango.
De acordo com o texto, Dino Black foi um dos pioneiros do gênero no Distrito Federal. Nas palavras do autor, o rapper “começou como todo menino de periferia, encantado com o movimento negro que vinha importado dos Estados Unidos”. Inspirado pelo som hip hop do
rapper veterano Thaíde, aos 13 anos Dino Black já manifestava vontade de reproduzir as
mesmas batidas. Antes de começar a compor os próprios versos, contudo, transitou pela dança e pelas pick-ups de DJs. A construção do texto que narra essa história é amparada pela reprodução de declarações proferidas pelo artista, como “vi naquele som a possibilidade de falar da negritude”, “a minha inspiração é da carne mesmo, do sentir na pele a fome e o frio” ou “a criminalidade rondava e não queria ser mais um da minha cor que sofre com esse sistema opressor”.
A saga da produção do CD, que utiliza como base para os samplers versos de Fagner, Renato Russo e Herbert Vianna, é narrada por Dino e inserida ao longo do texto em forma de depoimentos, que atestam a dificuldade para a viabilização do projeto. As etapas enfrentadas por Dino Black são descritas a partir de um intertítulo inserido no meio do texto. Ali, o leitor toma conhecimento do processo produtivo do rapper, da importância atribuída aos companheiros e demais integrantes da rede social do artista e da dificuldade enfrentada para materializar o seu trabalho e obter algum rendimento com a música. Apesar da tiragem de mil cópias e do aspecto artesanal que envolveu a produção, a reportagem elogia o álbum, como "um dos melhores do gênero produzidos no país".
A massa de informações produzida pelo jornalista Sérgio Maggio emoldurou dentro da página um outro texto: uma crítica musical entitulada É sangue mesmo, não é mertiolate, que chancela com quatro estrelas a qualidade do CD de Dino Black. Assinado por Carlos Marcelo, esse segundo texto destaca a pungência dos versos de Dino, a qualidade da produção do disco e a ressignificação da poesia do rock, criada no seio da classe média brasiliense, pela mente e pela voz de "um jovem preto e pobre".
Juntos, a reportagem e a crítica ocuparam toda a primeira página do caderno Cultura do jornal Correio Braziliense. Além da diagramação simétrica das duas aberturas, a foto produzida pelo jornal destacou Dino Black com as mãos espalmadas, em referência às duas possibilidades de leitura propostas pelo jornalista. No topo do caderno, fotos do rapper em frente à casa em ruínas ajudam o leitor a identificar e relacionar a origem social do artista. No canto inferior direito, logo abaixo do encerramento da matéria de Sérgio Maggio, um último intertítulo destacou o nome do disco, o preço e os pontos de venda na cidade.
A realização de um festival de cinema para a exibição de filmes e produções audiovisuais produzidas por cineastas e artistas ligados às periferias foi a pauta de outra reportagem publicada no mês de agosto de 2007 pelo Correio Braziliense. A matéria se relaciona à temática rap por conta de uma das produções exibidas e, também, por conta da atuação da Central Única das Favelas – CUFA, organização que assume os elementos do hip hop como meios de comunicação e conscientização das comunidades. Entitulada Olhar periférico74, a reportagem justifica no início do texto a importância do evento Festival Cine Periferia Criativa a partir da contraposição da realidade das modernas salas de cinema dos shopping centers existentes em Brasília à inexistência de salas de exibição em localidades como Ceilândia e outras periferias.
Além de evidenciar a desproporcional concentração de espaços de entretenimento, o texto explica aos leitores do jornal o aumento da produção audiovisual amadora por meio da popularização dos preços dos equipamentos. Essa popularização elimina o impedimento de ordem financeira que sempre limitou a produção audiovisual independente e amadora, permitindo que, à margem do mercado hegemônico, os artistas locais passassem a enxergar o cinema como uma nova forma de expressão, além das já tradicionais formas da dança e da
música. Em razão desse favorecimento, já no seu primeiro ano, a Mostra Cine Periferia iria exibir e comentar com o público 18 curta-metragens selecionados pelos organizadores.
Idealizado pela CUFA-DF (Central Única das Favelas do Distrito Federal), o festival teria potencialmente o poder de atrair cerca de 1,5 milhão de habitantes sem acesso às salas de cinema. Em entrevista, um dos curadores do evento informou que mais de 40 filmes foram inscritos para o festival e que sete produções de Brasília figuravam entre as selecionadas. Dentre elas, destacava-se o curta-metragem Rap, o canto da Ceilândia, produzido pelo cineasta brasiliense Adirley Queiroz. O documentário de Adirley abordou, a partir do olhar de rappers de Ceilândia, a identificação da juventude daquela cidade-satélite com o gênero musical rap. No ano de 2005, o filme de Adirley Queiroz foi escolhido pelo júri popular como o melhor curta- metragem do Festival de Cinema de Brasília.
A matéria, assinada pelo jornalista Tiago Faria, foi publicada na editoria de cultura e ocupou a metade superior de uma página principal (ímpar). Recebeu como ilustração a foto de uma cena da filmagem de Rap, o canto de Ceilândia. O título do filme de Adirley Queiroz aparece na legenda da imagem. Nos espaços correspondentes à quinta e sexta colunas, a programação do festival foi apresentada por dia e horário. Abaixo do intertítulo Cine Periferia Criativa, a matéria fornecia ao leitor informações resumidas sobre os objetivos do festival e sobre a Central Única das Favelas no Distrito Federal, idealizadora do evento.
Sob o título GOG e Casa de Farinha são as atrações do Engate a Quinta75, uma outra
reportagem do Correio Braziliense foi estruturada com o objetivo único de prestar um serviço de informação. Em seus três parágrafos o texto noticiou como atração musical da noite o encontro do rapper GOG com a banda brasiliense Casa de Farinha. O espetáculo integrou o projeto musical Engate a Quinta, que semanalmente promovia shows em Brasília. Além de contextualizar o leitor sobre o projeto, o texto também apresentou um breve resumo sobre cada uma das atrações anunciadas. De acordo com a matéria, GOG “saiu da periferia de Brasília para