• No results found

2. Marco teórico

2.2. Redes sociales basadas en la imagen

Após incessantes leituras flutuantes da análise do conteúdo e dos dados coletados através do levantamento dos questionários, conseguimos chegar ao delineamento de categorias que vem expressar o conhecimento da utilização das plantas medicinais e fitoterápicas. Os resultados foram agrupados e apresentados de acordo com os enunciados que se seguem:

CATEGORIA – O CONHECIMENTO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS

Sub-categoria A – Refere ou demonstram conhecer Sub-categoria B - Refere ou demonstram conhecer pouco

Sub-categoria C – Refere ou demonstram não conhecer

35 51,3 43,5 10,9 12 35,1 9,5 2,7 0 10 20 30 40 50 60 A B C D profissionais gestores

Do total de 234 profissionais 35% demonstraram ou declararam ter conhecimento consistente sobre o tema, 43.5% referiram ou demonstraram ter pouco conhecimento sobre o assunto e 12% declararam que nada sabem sobre plantas medicinais e fitoterápicos. Não responderam esta pergunta 9.5% dos entrevistados. Entre os gestores, 51.3 % referem ou demonstram conhecer o tema, e 10.9%informam conhecer pouco. 35.1% destes referem não conhecer nada sobre o tema e apenas 2.7% não responderam este item.

CATEGORIA – ONDE ADQUIRIU A INFORMAÇÃO

Sub-categoria B - Comunidade

Sub-categoria C – Família

Sub-categoria D – Capacitação

Sub-categoria E – Outros (livros, internet, televisão, revistas)

0 a 05 anos = 1 06 a 10 anos = 2 11 a 15 anos = 3 16 a 20 anos = 4 + de 20 anos = 5 + de 25 anos = 6

GRÁFICO 07: IDENTIFICAÇÃO DA EXPERIÊNCIA NA ÁREA DE SAÚDE DOS GESTORES

Para a identificação dos gestores, levando em consideração que muitos são de outras áreas de conhecimento como administração, jornalismo, educação física, entre outros, foi acrescentado o campo tempo de experiência na área da saúde. Neste campo, 27% dos gestores declararam ter de 0 a 5 anos de experiência, 29.7% estão na faixa de 6 a 10 anos de experiência e 43.3 se encontram com mais de 11 anos de experiência de trabalho na área de saúde.

27 29,7 10,8 2,7 19 10,8 0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 Gestores

5.2 COMPREENDENDO O SIGNIFICADO DAS PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICAS.

Após incessantes leituras flutuantes da análise do conteúdo e dos dados coletados através do levantamento dos questionários, conseguimos chegar ao delineamento de categorias que vem expressar o conhecimento da utilização das plantas medicinais e fitoterápicas. Os resultados foram agrupados e apresentados de acordo com os enunciados que se seguem:

CATEGORIA – O CONHECIMENTO SOBRE PLANTAS MEDICINAIS

Sub-categoria A – Refere ou demonstram conhecer Sub-categoria B - Refere ou demonstram conhecer pouco

Sub-categoria C – Refere ou demonstram não conhecer

Sub-categoria D – Não respondeu

35 51,3 43,5 10,9 12 35,1 9,5 2,7 0 10 20 30 40 50 60 A B C D profissionais gestores

Do total de 234 profissionais 35% demonstraram ou declararam ter conhecimento consistente sobre o tema, 43.5% referiram ou demonstraram ter pouco conhecimento sobre o assunto e 12% declararam que nada sabem sobre plantas medicinais e fitoterápicos. Não responderam esta pergunta 9.5% dos entrevistados. Entre os gestores, 51.3 % referem ou demonstram conhecer o tema, e 10.9%informam conhecer pouco. 35.1% destes referem não conhecer nada sobre o tema e apenas 2.7% não responderam este item.

CATEGORIA – ONDE ADQUIRIU A INFORMAÇÃO

Sub-categoria A – Escola/Universidade Sub-categoria B - Comunidade

Sub-categoria C – Família

Sub-categoria D – Capacitação

Sub-categoria E – Outros (livros, internet, televisão, revistas)

9,8 5,9 28 25,5 37,741,2 7,69,8 16,917,6 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 A B C D E profissionais gestores

No que se refere à questão onde adquiriu as informações, foram obtidas um total de 326 respostas de profissionais, sendo que 17 destes não

responderam e, dos que responderam, alguns marcaram varias alternativas. A alternativa mais referida foi família com 123 citações de profissionais, equivalendo a 37.7 % do total de respostas destes, e 21 citações pelos gestores equivalendo a 41.7% do total, seguida pela opção comunidade com 91 citações ou 28 % das respostas de profissionais e 13 citações dos gestores , que correspondem a 25.5% do total de respostas. A alternativa “outros”, foi assinalada 55 vezes pelos trabalhadores, contabilizando 16.9 % de referências e 9 vezes pelos gestores, correspondendo a 17.6% das respostas. A opção escola / universidade foi escolhida 32 vezes pelos profissionais, o que perfaz 9.8% do total, tendo apenas 3 respostas pelos gerentes, equivalentes a 5.9% . Por fim, o item capacitação foi referido apenas 25 vezes pelos profissionais perfazendo 7.6 % do total de respostas e 5 citações pelos gestores perfazendo um total de 9.8%.

CATEGORIA – UTILIZAÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS.

Sub-categoria A – Sempre

Sub-categoria B - Frequentemente

Sub-categoria C – As vezes

Sub-categoria D – Raramente

Sub-categoria E – Nunca

1513,6 21 10,8 3837,8 15,8 35,1 9,4 2,7 0,8 0 5 10 15 20 25 30 35 40 A B C D E F profissionais gestores

Nas questões relativas à utilização e indicação das plantas medicinais e fitoterápicas, foram propostas as alternativas: sempre, freqüentemente, às vezes, raramente e nunca. Foi detectado que a maioria absoluta dos profissionais utilizam plantas medicinais e fitoterápicos, apresentando as seguintes freqüências: Sempre, 15%; freqüentemente, 21%; às vezes 38%; e raramente, 15.8%. Apenas 9.4% dos profissionais declaram que nunca utilizam. Não responderam à questão 0.8% dos entrevistados. Entre os gestores, 13.6% assinalaram que sempre utilizam plantas medicinais e fitoterápicos, 10,8% informam que frequentemente utilizam e 37,8% referem que às vezes utilizam. 35.1% dos gestores colocam que raramente utilizam e 2.7% nunca utilizam.

CATEGORIA – INDICAÇÃO PARA USUÁRIOS DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS NAS SUAS PRÁTICAS

Sub-categoria A – Sempre

Sub-categoria B - Frequentemente

Sub-categoria C – As vezes

Sub-categoria D – Raramente

Sub-categoria E – Nunca

10,713,5 21,8 13,5 37,740,5 13,7 24,3 15,3 5,5 9,8 2,7 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 A B C D E F profissionais gestores

Em relação à indicação de plantas medicinais e fitoterápicos pelos profissionais, foram obtidos os seguintes resultados: 10.7%, sempre; 21.8%, freqüentemente; 37.7% às vezes; 13.7%, raramente e 15.3%, nunca. 0.8% dos entrevistados não responderam. Os questionários aplicados aos gestores obtiveram a seguinte freqüência: sempre,13.3%; frequentemente,13.5%; às vezes, 40.5%; raramente, 24.3% e nunca 5.5%.

CATEGORIA – PARTICIPAÇÃO DE CURSOS E PALESTRAS OU QUALQUER OUTRA FORMA DE CAPACITAÇÃO SOBRE O TEMA

Sub-categoria A - Sim Sub-categoria B - Não

27,4 18,9 72,678,4 0 10 20 30 40 50 60 70 80 A B profissionais gestores

Na abordagem sobre participação em cursos, palestras ou qualquer outra forma de capacitação sobre o tema a maioria ( 72.6% ) dos profissionais declararam nunca ter participado de nenhuma destas formas de capacitação. Apenas 27.4 % destes informam já ter participado de formas variadas de contato com o tema. Quanto aos gerentes,78.4% referem não haver sido capacitado sobre o tema e 18.9% ter tido capacitação sobre o assunto.

Na abordagem sobre participação em cursos, palestras ou qualquer outra forma de capacitação sobre o tema a maioria ( 72.6% ) dos profissionais declararam nunca ter participado de nenhuma destas formas de capacitação. Apenas 27.4 % destes informam já ter participado de formas variadas de contato com o tema. Ressaltamos as seguintes citações: visita ao Parque da Sementeira, palestra sobre naturismo e vegetarianismo

Farmácia viva, pastoral; Encontro Ameps/MOPS; Secretaria de Saúde; Universidades; encontros de casais com cristo; Congresso; feira em UBS; Fóruns; escola; Pastoral; Seminário no CEPS; Tema DST; Inflamação vaginal; disciplina curricular na universidade; palestra na UBS; através do A.C.S; especialização do PSF; Farmácia viva do

Augusto franco ( Dona Josefa). Pós – graduação na UFBA, palestra na igreja e Adventista, curso de fitoterapia e alimentação natural.

Comparando as declarações referentes à utilização, indicação e participação em cursos, palestras e similares observa-se que enquanto a maioria dos profissionais, utilizam e indicam plantas medicinais e fitoterápicos, mesmo que com freqüências diferenciadas, a maioria destes mesmos profissionais nunca participaram de nenhum tipo de capacitação.

“A falta de informação do profissional de saúde, dos próprios pacientes em reconhecer sua própria doença e seu uso natural, tratamento e diagnóstico. Muitas vezes não sabendo que as plantas medicinais o ajudarão neste processo patológico, sem os efeitos adversos que os medicamentos podem causar, não sabendo real entendimento de um tratamento fitoterápico pode potencializar a sua melhora clínica.” (A.M.C.F) (Celso Daniel)

CATEGORIA – CONHECIMENTOS SOBRE A POLITICA NACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS

Sub-categoria A – Refere ou demonstram conhecer Sub-categoria B - Refere ou demonstram conhecer pouco

Sub-categoria C – Refere ou demonstram não conhecer

Sub-categoria D – Não respondeu

6,410,8 14,2 10,8 70 54,1 9,4 24,3 0 10 20 30 40 50 60 70 A B C D profissionais gestores

A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, aprovada por meio do Decreto Nº 5.813, de 22 de junho de 2006, criada no intuito de estabelecer as diretrizes para atuação do governo nesta área, é completamente desconhecida por 70% dos profissionais e 54.1% dos gestores, enquanto 14.2% dos trabalhadores e 10.8% dos gerentes referem ou demonstram conhecer pouco e apenas 6.4% dos profissionais e10.8% dos gestores declaram conhecer a PNPMF. Não responderam à pergunta 9.4% dos entrevistados do grupo de trabalhadores e 24.3% dos gerentes.

É paradoxal que uma política que é definida como constituindo parte essencial das políticas de saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social e como um dos elementos fundamentais de transversalidade na implementação de ações capazes de promover melhorias na qualidade de vida da população brasileira, garantindo o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos em nosso país, não seja ainda conhecida, mesmo que superficialmente, pela maioria absoluta dos dois grupos entrevistados. Contudo, considerando ser esta uma política recente, e ainda não ter sido implantada no município de Aracaju, nesta pesquisa, foi solicitado aos gestores sugestões para a realização de capacitações sobre esta temática. Do total de 37 gestores, 14 não responderam a pergunta e entre os que responderam, foram identificadas algumas sugestões relacionadas abaixo: informar a REAB sobre a política, realizar cursos teóricos e práticos nas comunidades, Identificar os profissionais que já utilizam e indicam plantas medicinais fitoterápicos ou são sensíveis para a temática, realizar oficinas práticas sobre fitoterapia e plantas medicinais, capacitar médicos, comunidades, gerentes e farmacêuticos

e sensibilizar profissionais e gestores para a implantação da política em todas as unidades.

Tendo em vista a perspectiva de implantação da fitoterapia e plantas medicinais nas unidades básicas, nesta pesquisa, foram elaboradas questões abertas relativas às dificuldades visualizadas e/ou enfrentadas no uso de plantas medicinais e quais as sugestões que os profissionais e gestores dariam para superá-las. Entre as dificuldades apresentadas pelos profissionais, a falta de informação sobre o tema foi citada por 142 profissionais; o descrédito, por parte da população e dos profissionais, na eficácia das plantas e fitoterápicos foi referido por 28 profissionais e a crença da população na eficácia da medicação alopática por 17 profissionais. A realização de poucas pesquisas que comprove a eficácia e a desinformação foram referidas por 11 e 8 profissionais respectivamente. Não responderam esta pergunta 33 profissionais.

Nesta pesquisa, percebe-se que, ainda que se constitua exceção, alguns profissionais apresentam uma visão bastante clara do problema e demonstram uma sensibilidade especial para a temática. Como relata um médico da atenção básica ao falar das dificuldades:

“A falta de informação do profissional de saúde, dos próprios pacientes em reconhecer sua própria doença e seu curso natural, tratamento e prognóstico. Muitas vezes não sabendo que as plantas medicinais o ajudarão neste processo patológico, sem os efeitos adversos que os medicamentos podem causar, não sabendo o real entendimento de que um tratamento fitoterápico pode potencializar a sua melhora clínica.” (A.M.C.F)

No questionário dirigido aos gestores, assim como no segmento profissional, entre as dificuldades apontadas, a mais citada é a desinformação sobre o tema, com 14 referências; outras dificuldades referidas relacionam-se ao preconceito, e à “barreiras culturais” tanto

por parte da população como dos profissionais, como retrata as seguintes respostas:

-“Predominância da cultura alopática da população e profissionais de saúde que está atrelada ao desenvolvimento da industria farmacêutica que sustenta o sistema de saúde como um todo” (A.R.C);

- “A População urbana não tem a mesma aceitação de plantas medicinais que a população rural.”

- “Resistência dos profissionais e da comunidade”;

Por se tratar de uma questão aberta, as respostas apresentadas pelos dois segmentos trazem variações e relacionam-se a vários fatores que envolvem o plantio, a produção, a distribuição e a utilização de plantas medicinais e fitoterápicos, além de fatores e interesses econômicos, políticos e sociais. Elencamos abaixo, para uma melhor visualização, outras dificuldades expostas pelos profissionais e gestores.

Dificuldades apresentadas pelos profissionais - Falta de sensibilidade dos profissionais;

- Encontrar plantas medicinais; - Preconceito/ Mito;

- Formação médica voltada para medicamentos alopáticos; - Medicina hospilalocêntrico;

- Os grandes laboratórios;

- Modelo médico- centrado hegemônico; - Corporativismo;

- Tratamento mais longo que o convencional (ação lenta); - Falta de acesso às plantas e fitoterápicos;

- Disposição para o preparo; - Banalização do uso;

- Falta de padronização dos fitoterápicos; - Falta de interesse da comunidade;

- Falta de credibilidade por parte da população e dos prescritores; - Local seguro para obtenção das plantas;

- Resistência dos pacientes; - Identificar e utilizar as plantas;

- Maneira cultura l- falta de costume da comunidade para o uso das plantas;

- Não tem onde plantar

Dificuldades apresentadas pelos gestores: - Falta de articulação com os atores sociais;

- O lobby das industrias farmacêuticas que já produzem fitoterápicos a nível industrial;

- Preconceito e formação acadêmica, especialmente dos médicos; - Desconhecimento para parte da gestão estadual;

- A política não garante recursos para investimento; - falta de laboratório para produção de fitoterápicos;

- Ausência de política municipal para implantação na REAB;

Conforme referido anteriormente, ainda na mesma questão foram solicitadas aos dois segmentos pesquisados, sugestões para superar estas dificuldades. As sugestões mais citadas referem-se à capacitação de todos os envolvidos no processo: profissionais, usuários do sistema e gestores. Esta sugestão foi apontada 89 vezes pelos profissionais e 14 vezes pelos gestores. Outra sugestão que se destaca é a implantação da política na rede, referida com freqüência por

profissionais e gestores. Não colocaram sugestões 44 profissionais e 8 gestores. Ressaltamos que variadas propostas foram apresentadas tanto por profissionais como por gestores, que envolvem fatores estruturais, recursos humanos, financeiros capacitações diferenciadas, articulação com outras Instituições e atores sociais, divulgação para a sociedade como um todo e estratégias institucionais para viabilização do projeto, conforme elencadas abaixo:

Sugestões apresentadas pelos profissionais: - Fazer parte da formação escolar/acadêmica;

- Elaboração de protocolo que estabeleça o manuseio e como usar; - Contratação de profissionais desta área;

- Informação dos órgãos competentes;

- Implantação de farmácia viva em locais de fácil acesso à população com orientação de profissionais: preparados como plantar, e como cuidar das plantas medicinais;

- Fornecer mudas para população;

- Incentivo para implantação de farmácia viva na UBS./ implantação de herbário;

- Disponibilidade de plantas medicinais e fitoterápicas nas farmácias básicas;

- Divulgação da proposta para a população;

- Incluir na proposta de capacitação alimentação saudável; - Apoio logístico da secretaria;

- Publicação de catálogos das plantas com indicação; - Capacitação intensiva e continuada;

- Utilizar o espaço do estacionamento da UBS para cultivo e uso pela comunidade;

-Trabalhar transdisciplinarmente e de forma holística; -Palestras e capacitações nas UBS;

-Palestras e capacitações nas escolas;

-Palestras e capacitações nas salas de espera; -Hortas de plantas medicinais nas comunidades.

Sugestões apresentadas pelos Gestores:

- trabalhar com a experiência do uso destes medicamentos (Planta medicinais e fitoterápicos) com os trabalhadores da saúde.

- associar a política com o incentivo a alimentação saudável e a pratica de exercício físicos, ( A fito e as plantas só fazem efeito com essa associação).

- Fazer convênio com a universidade para produção de mudas para oficinas na comunidade e produção de fitoterápicos que abasteçam a farmácia das UBS, produzidos pelo departamento de farmácia da universidade;

- Trabalhar com propaganda, profissionais e comunidade

- Mostrar cientificamente os benefícios deste tipo de medicação e o seu impacto na saúde, adequando este tipo de tratamento à nossa realidade; - Sensibilização e capacitação sobre o tema;

- Criação de protocolo para que o enfermeiro possa prescrever e assim facilitar o processo de trabalho na UBS;

- Acompanhamento de agrônomo para assessorar a implantação das hortas;

Nos questionários aplicados aos profissionais, estes foram questionados se indicariam plantas medicinais no projeto piloto para implantação das plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica. A maioria absoluta dos profissionais (82.9%) afirma que indicariam e apenas 12.4% referem que não indicariam.

Ao serem indagados sobre o motivo da indicação, 40 profissionais responderam que o fariam por acreditarem que as mesmas apresentam resolutividade, 49, eficácia e segurança, e 50 por ter conhecimento tradicional da sua eficácia. Muitos profissionais indicariam com condições, como: capacitação e desenvolvimento de mais pesquisas, estrutura, recursos, protocolos e comprovação cientifica.

Transcrevemos a seguir, algumas falas de profissionais que demonstram a aceitabilidade da política por estes:

-“Porque já está comprovado seu potencial efeito em diversas áreas da medicina, além de ser mais acessível, especifico, e com menores efeitos adversos para o paciente, além de seu menor impacto econômico, biológico e social para o paciente e sua comunidade”

(A.M.C.F) médico Celso Daniel.

-“Por que são baratos e alguns já tem benefícios comprovados cientificamente”(médico)

-“Os usuários não ficariam limitados a remédios farmacêuticos e estariam fazendo o mesmo tratamento com remédios naturais que não agridem o organismo”.(enfermeira)

-“Ajuda a diminuir a dependência dos medicamentos e ajuda o enfermeiro a diminuir a demanda para o médico e dá resolutividade a alguns casos que não dependem de drogas” (Enfermeiro)

Outros motivos pelos quais os profissionais indicariam plantas medicinais e fitoterápicos aos seus pacientes encontrados na pesquisa foram : Custo-benefício, melhorara a relação de usuários e profissionais, mais prática e menos risco de toxicidade, por ser mais barato, por ser menos tóxico, custo beneficio, para resgatar valores, por ser mais natural e saudável e por ser inovador.

Alguns expressaram que não indicariam por falta de conhecimento e pesquisa, estrutura e pessoal qualificado.

Questionados sobre como poderiam contribuir para a implantação da PNPMF na atenção básica os gestores se pronunciaram disponíveis para: auxiliarem na construção do projeto, serem multiplicadores, serem capacitado, organizar a participação da comunidade bem como aproveitar os recursos desta, apoiar a iniciativa piloto, divulgar cientificamente os efeitos positivos na saúde pública da utilização das plantas medicinais, educar a população quanto ao uso dos fitoterápicos, desenvolver oficinas na comunidade incentivar o uso de plantas medicinais, sensibilizar os profissionais.

CONCLUSÃO

Sabe-se que a sociedade brasileira é fruto das misturas de raças e crenças e ligado a esta junção está a cultura e o uso de conhecimentos para determinada situação. Assim, no que concerne a utilização de plantas medicinais, nota-se que a sociedade brasileira herdou de seus ancestrais o uso freqüente de chás e outro tipo de utilização das plantas com objetivo de cura. Notou-se após

consolidados os dados da pesquisa, que 74% dos profissionais de saúde e 62,2% dos gestores utilizam as plantas medicinais e fitoterápicos de alguma forma: sempre, frequentemente ou ás vezes. No que refere a indicação, 82,9% dos profissionais e 67,5% dos gestores fazem indicação, mesmo que 72,6% dos profissionais e 78,4% dos gestores tenham referido não ser capacitados e os que referiram ter um algum tipo de capacitação percebeu-se que estas são incipientes e mesmo, insuficientes, tendo em vista que a grande maioria dos entrevistados reclama por mais investimentos em capacitação e divulgação sobre o tema.

A fitoterapia vem sendo percebida por alguns estudiosos da comunidade científica como uma prática que promove resultados terapêuticos e defendidos pelos movimentos sociais para inserção enquanto política pública que valoriza a subjetividade e a integralidade. O que observamos é que atualmente centenas de plantas são estudadas e aproveitadas nos laboratórios em todo mundo, para o bem da humanidade. E que apesar de ser uma cultura milenar, ainda nos deparamos com profissionais sem o conhecimento necessário acerca dos efeitos e benefícios oriundos dessa prática, pois a academia não dá a devida importância e por conta disso, os profissionais não se sentem seguros ao exercer essa prática.

É importante, no processo de implantação da Política de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que se faça parceria intersetoriais em virtude da abrangência da cadeia produtiva existente em fitoterapia, não deixando de lado as parcerias com a comunidade que é a detentora do saber popular, e esse envolvimento coletivo contribuirá para a sua

efetiva implantação, de forma complementar, mas, abrangente e eficiente.

Concluímos, ressaltando que os resultados desta pesquisa demonstram a necessidade e importância da implantação na rede básica, de uma política municipal de plantas medicinais e fitoterápicos, como recurso importante no processo de prevenção e cura do indivíduo.

“Observa-se que existe um enamorar dos remédios naturais, porque está em nossa natureza usar as plantas em nosso ambiente para nos equilibrar e nos curar.” (CHOPRA DEEPAK, MD, 2001).

Brasil,Ministério da Saúde. Secretaria de atenção a Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS: PNPIC. Brasília ,2008.

Brasil. Ministério da Saúde Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápico. Brasília, 2007.

Brasil. Ministério da Saúde Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápico. Brasília, 2006.

Carlini, Elisaldo

MINAYO, 1996

MATOS,Francisco José de Abreu,Prescrição Médica de Fitoterapia.1983

Yu; Ghandour; Huang, 2004; Astin, 1998. Revista Farmacognosia V1 Final.inddFormato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTML www.scielo.br/pdf/rbfar/v15n1/a14v15n1.pdf

Yunes RA,Pedrosa RC, Cechinel Filho.Fármacos e fitoterápicos: a necessidade do desenvolvimento da indústria de fitoterápicos e Fitofármacos.São Paulo, SP, Brasil.2005

Strand,Ray D.,Que Seu Médico Não Sabe Sobre Medicina Nutricional Pode Estar Matando Você. Ed Books, 1ª Edição, 2004.

1 INTRODUÇÃO

Segundo a Resolução nº 48, de 16 de março de 2004, da Legislação Brasileira, fitoterápico