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D RØFTING AV DELTAKENDE OBSERVASJONER

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5. PRESENTASJON AV DATA OG RESULTATER

5.2 D RØFTING AV DELTAKENDE OBSERVASJONER

A avaliação psicológica refere-se à aplicação de múltiplos testes psicológicos e observação comportamental. Pretende-se avaliar as capacidades do utente a vários níveis, ou obter um diagnóstico diferencial que ajude a entender as características psíquicas e, por sua vez, a sua patologia mental (Cates, 1999).

A neuropsicologia é o estudo científico da relação entre o cérebro e a vida mental. Esta centra-se mais em aspetos relacionados com a avaliação, tratamento e reabilitação de doenças neurológicas. Uma avaliação neuropsicológica pode auxiliar a identificar as causas de deterioração neurológica e controlar a evolução da doença ou tratamento (Beaumont, 2000).

O psicodiagnóstico é um processo de avaliação psicológica, que tem como objetivo identificar forças e fraquezas do funcionamento psicológico, com o foco na existência ou não de psicopatologia (Cunha, 2000 citado por Pires, 2003/2004).

No entanto, de acordo com Carl Rogers (1961), na perspetiva centrada na pessoa, começaram a surgir muitas questões relacionadas com o uso do psicodiagnóstico, no que diz respeito ao objetivo, instrumentos e metodologia das técnicas de diagnóstico. Irving B. Weiner (1992 citado por Pires, 2003/2004) aponta como principais críticas o facto de o psicodiagnóstico ter como finalidade a procura de classificações da personalidade e de ser um processo discriminatório, estigmatizador e desumanizador, impedindo de ver a pessoa como um todo e única.

Schlien (1989 citado por Bozarth, 2001) afirma que uma vez que a terapia centrado no cliente tem um único tratamento para todos os casos, e que o diagnóstico se destina

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essencialmente a determinar tratamento, o diagnóstico é inútil. Para outros autores o psicodiagnóstico não faz qualquer sentido, justificando que uma abordagem “centrada na pessoa” não se deve centrar no “problema” (Pires, 2003/2004). No entanto, outros autores (Cain, 1989; Fischer, 1989 citado por Bozarth, 2001) continuam a defender que o uso de métodos psicodiagnósticos é benéfico para um melhor conhecimento do cliente.

O psicodiagnóstico não faz sentido num contexto de counselling não-diretivo, como é o caso da perspetiva centrada na pessoa, como forma de adequar o tratamento ao diagnóstico, uma vez que este não depende do mesmo. Por vezes há situações em que se torna necessária a realização do psicodiagnóstico, quer seja por exigências externas, quer por necessidades internas do cliente. Pode fazer sentido que em determinadas situações de psicoterapia, o psicodiagnóstico possa ser feito, mas de forma o mais centrada na pessoa possível (Bozarth, 2001; Pires, 2003/2004).

De acordo com Bozarth (1990 citado por Bozarth, 2001) «a essência da terapia

centrada na pessoa é que o cliente tem dentro de si a melhor orientação, caminho e ritmo para avançar, e o terapeuta segue e respeita esse progresso» (p. 201). Nesse sentido, na

perspetiva centrada na pessoa, o diagnóstico só é realizado se: o cliente pedir para fazer os testes; a orientação seguida na altura exigir a realização dos testes ou se os testes forem realizados de uma maneira objetiva, tanto para o cliente como para o counselor, para considerar um plano de ação que seja afetado por exigência de instituições ou da sociedade (Bozarth, 2001).

Existem, assim, três posições: os que defendem um modelo diferente do tradicional; aqueles que defendem uma avaliação centrada na pessoa, ou seja, postulam que o processo seja moldado de forma a ir ao encontro das necessidades psicológicas individuais (Bohart & Todd, 1989 citado por Boy, 1989); e os que refutam por completo, afirmando que o tratamento psicológico com sucesso, assenta na aliança psicoterapêutica e não no psicodiagnóstico (Patterson, 1985 citado por Pires, 2003/2004).

Na avaliação psicológica em contexto gerontológico é necessário ter em conta alguns pontos, tais como perda de capacidades físicas e psíquicas, e o surgir de patologias degenerativas. Como tal, as escalas de avaliação devem ser breves para evitar cansaço, e escolhidas de acordo com o que realmente interessa no caso em questão, é importante atender à singularidade de cada caso. É, igualmente, importante que possam ser avaliadas as pequenas alterações, sejam estas melhorias ou declínios, que possam ocorrer na pessoa ao longo do tempo (Anastasi & Urbina, 2000).

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Os objetivos da avaliação em contexto gerontológico são: monitorizar o processo de envelhecimento, caracterizar o funcionamento psicológico identificando recursos e vulnerabilidades, identificar áreas que necessitam de intervenção e orientar a tomada de decisão, avaliar as capacidades cognitivas dos indivíduos e as suas capacidades para realizar determinadas tarefas, avaliar o impacto que, nos casos em que o idoso sofre de uma patologia, essa patologia tem no indivíduo (quer do ponto de vista psicológico, quer ao nível da sua adaptação e qualidade de vida) (Anastasi & Urbina, 2000).

Na equipa do Serviço de Psicologia do Centro, por norma, é abordada necessidade de realizar uma avaliação psicológica. Esta consiste numa entrevista clínica semiestruturada e observação clínica, onde é possível fazer a recolha da anamnese e dos dados clínicos. Posteriormente aplicam-se as provas de avaliação psicológica necessárias e adequadas ao pedido e especificidades do utente.

Os instrumentos de avaliação psicológica por norma utilizados são provas de avaliação do funcionamento cognitivo e provas de avaliação da personalidade. De acordo com o que era necessário avaliar e averiguar em relação a cada utente, foram aplicadas as seguintes provas do foro cognitivo: MMSE (Mini Mental State Examination), CDT (Clock Drawing Test), WAIS-III (Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos - 3.ª edição), EADA/ADAS (Alzheimer Disease Assessment Scale). Nas provas de avaliação da personalidade aplicávamos o GDS (Geriatric Depression Scale), MMPI (Minnesota Multiphasic Personality

Inventory) e o Teste de Rorschach.

O MMSE identifica a possibilidade de uma diminuição a nível cognitivo e é comummente utilizado para rastrear demência (Folstein, Folstein & McHugh, 1975). O CDT avalia a cognição mais ao nível da orientação temporal e grafo-espacial (Kirby, Bruce Coakley & Lawlor, 2001). A WAIS-III consiste num conjunto de subtestes de aplicação individual, de conteúdo heterogéneo, que se destina a avaliar áreas distintas da inteligência (Wechsler, 1997). EADA/ADAS é um teste desenvolvido para avaliar o estado mental de idosos, abarcando áreas como a linguagem, a memória e a escrita (Rosen, Mohs & Davis, 1984).

O GDS é uma escala criada especificamente para ajudar a determinar a presença de sintomatologia depressiva no idoso (Yesavage & Brink, 1983). O MMPI é um teste desenvolvido para avaliar a psicopatologia e o funcionamento psíquico, por meio de um questionário com perguntas e respostas diretas relacionadas a diversos aspetos do quotidiano (Graham, 2011 & Nichols & Kaufman, 2011). Por último, o Teste de Rorschach é um instrumento estandardizado de avaliação da personalidade, com procedimentos de aplicação,

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codificação e interpretação uniformes e objetivos, dados normativos e critérios adequados de precisão e validade (Chabert, 1998).

Nos casos de acompanhamento psicológico, de acordo com o que era necessário avaliar eram aplicadas as seguintes provas: MMSE, CDT, GDS, MMPI, Teste de Rorschach e WAIS-III. Nos casos de reabilitação cognitiva foram aplicados os seguintes testes: MMSE, CDT e EADA/ADAS.

No final é elaborado um plano terapêutico que seja mais adequado à problemática da pessoa. Este pode passar pelo seu seguimento em reabilitação cognitiva e/ou acompanhamento psicológico.

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