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prinsippnote til årsregnskapet

In document Del 1. leders beretning 4 (sider 38-42)

Del 6. årsregnskap

6.2 prinsippnote til årsregnskapet

O ambiente organizacional foi definido por Duncan (1972) como a totalidade dos fatores físicos e sociais que são levados diretamente em consideração no comportamento de tomada de decisão de indivíduos nas organizações. Em estudos empíricos iniciais, o ambiente foi tratado como uma entidade única (DUNCAN, 1972; TUNG, 1979). Posteriormente, entendeu-se que caberia sua divisão em diversos setores existentes em duas camadas (BOURGEOIS III, 1980; DAFT; SORMUNEN; PARKS, 1988). Os setores da camada mais próxima à organização, o ambiente tarefa, interagem diretamente com a firma. Os setores da camada mais externa, o ambiente geral, afetam indiretamente a organização. Cada setor tem uma influência diferente na tomada de decisão e nas ações organizacionais. Lawrence e Lorsch (1973) identificaram, por meio de entrevistas com executivos, três subambientes: o mercado, o científico e o técnico. Miles e Snow (1978) classificaram o ambiente em seis setores: fornecedores, clientes, mercados financeiros, concorrentes, sindicatos, e agências governamentais e regulatórias. Katz e Kahn (1978) sugeriram que cada dimensão de incerteza ambiental determinada por Emery e Trist (1965) opera por meio de cinco setores afirmando que a incerteza varia em cada um deles. Assim, os setores ambientais são vistos como fontes de incerteza (PRIEM; LOVE; SHAFFER, 2002). O Quadro 1 ilustra as principais tipologias do ambiente.

Quadro 1 – Apresentação de tipologias de setores do ambiente

Autores Setores do ambiente (fontes de incerteza no ambiente)

Lawrence e Lorsch (1973) mercado, científico e técnico Kefalas e Schoderbek

(1973)

marketing (preços, canais de distribuições, relações entre consumidores e clientes, produtos concorrentes); tecnológico (novos produtos e processos, licenciamentos, patentes), crescimento externo (fusões, aquisições, investimento estrangeiro); governo; outros setores (associações de classes e sindicatos, ecologia, demografia).

Katz e Kahn (1978) mercados econômicos e de trabalho; informação e tecnologia; recursos naturais, físicos e geográficos; normas legais e políticas; valores sociais Duncan (1972) clientes; competidores; fornecedores; recursos humanos; tecnologia; política e sociedade; unidades funcionais; componentes organizacionais Miles e Snow (1978) fornecedores; clientes; mercados financeiros; competidores; sindicatos; agências governamentais e regulatórias.

Hambrick (1982)

empreendedor (tendência de produtos ou mercado, entre outros); engenharia (novos avanços tecnológicos, entre outros); administrativo (novas abordagens para o desenvolvimento de gerentes, entre outros); regulatório (casos judiciais, normas, entre outros).

Preble; Rau e Reichel (1988)

legal; econômico; político; concorrência; tecnológico; cultural Daft; Sormunen e Parks

(1988)

Auster e Choo (1993)

clientes; concorrência; economia; tecnologia; regulamentação; sociedade e cultura

Priem; Love e Shaffer (2002)

competição no setor de atividades; recursos humanos (internos e externos); custos de produção (internos e externos); vantagem competitiva internacional; governo; mudanças sociais

Fonte: Adaptado, com acréscimos, de Priem; Love e Shaffer (2002, p. 737)

Emery e Trist (1965), em estudo precursor, destacaram a importância do grau de estabilidade do ambiente. A turbulência foi definida como uma medida das mudanças dos fatores ou componentes do ambiente. Na extremidade de um contínuo, há um ambiente turbulento cujos fatores são incertos e em constante fluxo. Na outra extremidade, há um ambiente plácido, relativamente estável e com fatores independentes. Duncan (1972) considerou que a incerteza é composta por três componentes: (1) a falta de informação sobre os fatores associados a uma situação de tomada de decisão; (2) o desconhecimento do prejuízo organizacional em caso de uma decisão incorreta; e (3) a inabilidade em determinar, com certo grau de confiança, probabilidades em relação a como os fatores ambientais influenciam o sucesso ou fracasso de uma decisão. Os primeiros dois componentes referem-se à falta de informação e são afins à visão contingencial das organizações. O terceiro componente abrange o conceito de percepção da incerteza (confiança), o qual Duncan (1972) foi um dos primeiros a explorar (GERLOFF; MUIR; BODENSTEINER, 1991). Mais significativo ainda, Duncan (1972) definiu o construto da incerteza percebida como composto de duas dimensões. A primeira, da complexidade, refere-

se ao número e similaridade dos fatores do ambiente. A segunda, da variabilidade, diz respeito à freqüência com que os fatores ambientais alteram-se e à freqüência com que são considerados nos processos de decisão. O autor, baseado em dados empíricos, defendeu que a variabilidade influencia mais a incerteza percebida que a complexidade. Essa operacionalização do conceito de incerteza repercutiu fortemente nos estudos posteriores de MA. Tung (1979), na procura empírica por um referencial mais satisfatório, conceitualizou o ambiente como composto por mais de duas dimensões, acrescentando os estados de rotina do problema ou oportunidade. Ao analisar a dimensão da variabilidade distinguiu entre a taxa de mudanças e a previsibilidade das mudanças4.

Hambrick (1981, 1982) contribuiu com importantes operacionalizações de conceitos. Hambrick (1981) procurou comprovar se os executivos especializavam e intensificavam as atividades de MA de acordo com o nível hierárquico e com a especialização funcional, não obtendo evidências neste sentido, assim como, anteriormente, Aguilar (1967) e Kefalas e Schoderbek (1973). No entanto, destacou que poderia haver maior ou menor especialização da MA de acordo com o tipo da indústria. Trabalhando com a mesma amostra do trabalho anterior, Hambrick (1982) procurou determinar se as mesmas variáveis da MA dependiam da estratégia adotada pela empresa (prospectivas ou defensivas), também não obtendo evidências que confirmassem a hipótese.

As mesmas tipologias e construtos foram utilizados em ambos os trabalhos. Miles e Snow (1978) destacaram três tarefas fundamentais dos executivos: a empreendedora (seleção de domínio e ajustamentos), a de engenharia (processos) e a administrativa (estabelecimento de relações e papéis internos à organização). Com base nessa taxonomia, Hambrick (1982) dividiu o ambiente externo em quatro setores que comportam várias tendências e eventos. O setor empreendedor engloba as tendências e eventos de produtos ou mercados. O setor engenharia comporta as tendências e eventos ambientais relativos à racionalização da manufatura ou entrega dos produtos e serviços da firma. O setor administrativo refere-se às tendências e eventos ambientais relativos à determinação dos papéis e relações

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Não obstante, nota-se que, no presente trabalho, a taxa de mudança e taxa de variabilidade são tratadas indistintamente.

organizacionais. O setor regulatório, que envolve um acréscimo às três tarefas predominantes dos gerentes, inclui regulamentações governamentais, impostos, normas, padrões, e outros (ver Quadro 1, p. 21). A especialização da monitoração dá-se em cada um desses setores, onde se buscam informações com maior ou menor intensidade. A quantidade de monitoração foi operacionalizada por meio de três métodos. O método da freqüência procura determinar a freqüência com que os executivos são informados sobre eventos ou tendências nos subsetores ambientais que compõem cada um dos quatro setores. O método do interesse almeja precisar a extensão em que os executivos procuram manter-se informados sobre eventos ou tendências nos subsetores. O método das horas busca estabelecer qual a proporção do tempo de monitoração dedicado a cada setor e quantas horas semanais foram gastas na monitoração. Os três componentes não foram agregados em uma só medida.

Farh; Hoffman e Hegarty (1984) trabalharam com uma amostra de executivos europeus e aplicaram um questionário estruturado a fim de testar os construtos de medição de monitoração de Hambrick (1981, 1982). As perguntas originais foram adaptadas em parte, dado o objetivo dos autores em considerar como unidade de análise um departamento da organização, não o indivíduo. Foi conduzida uma análise fatorial confirmatória dos dados analisando os métodos e os construtos ambientais a fim de determinar a validade das medidas. Constatou-se que o método das horas não apresentou validade de convergência com os outros métodos. Além disso, as correlações residuais para o método das horas foram consideradas altas, obtendo-se evidências de que este método continha erro excessivo. O modelo para os três métodos e quatro setores ambientais, proposto por Hambrick (1981, 1982), não se ajustou bem. Os autores resolveram então abandonar o método das horas, considerando, principalmente, que ele obrigava o respondente a efetuar um julgamento complexo de tarefas (horas gastas na monitoração de cada setor).

Apurou-se, nos trabalhos revisados, que o métodos das horas passou a ser relativamente pouco utilizado. Uma aplicação do método alterado foi realizada por Choo (1993), que reformulou o enunciado da questão e coletou dados para cada um dos setores, divergindo da abordagem de Hambrick (1981, 1982), como sugerido por Farh, Hoffman e Hegarty (1984). De qualquer modo, os métodos da freqüência e do

interesse mostraram-se válidos e foram adotados sistematicamente em trabalhos de MA posteriores, com muito poucos questionamentos e revisão, ao contrário do construto da incerteza ambiental percebida, como se mostrará na próxima seção.

2.3 Incerteza estratégica e a influência de suas dimensões no comportamento

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