• No results found

Primitivismen
–
den
vestlige
konstruksjon
av
det
primitive

4
 Verk
fra
samisk
samtidskunst

4.1 
 Aage
Gaup:
Gimme
shelter
2004

4.1.4 
 Primitivismen
–
den
vestlige
konstruksjon
av
det
primitive

Após a coleta dos dados, surge a oportunidade de o investigador analisá-los e interpretá-los. Apesar de ambos os processos serem conceitualmente distintos, eles estão estreitamente relacionados. Segundo Gil (1987) a análise objetiva a organização e a sumarização dos dados de forma que eles possibilitem fornecer respostas para o problema que se está pesquisando. Já a interpretação visa buscar sentido para as respostas por meio do relacionamento e conexão com outros conhecimentos obtidos de outras formas. Segundo o autor, ambos os processos são distintos, mas integrados não podendo identificar onde começa e termina o outro.

De certa forma, isso ocorre realmente, mas, de acordo com a teoria e tipologia dos métodos mistos, a definição de análise e de interpretação dos dados coletados fazem parte das escolhas feitas pelo pesquisador desde a concepção do processo metodológico. Os autores dedicados ao estudo e pesquisa dos métodos mistos destacam que para isso

faz-se necessário determinar uma estratégia de pesquisa associada a um modelo gráfico que o investigador poderá utilizar para implementar a sua estratégia (CRESWELL, 2007; TASHAKKORI e TEDDLIE, 2002; TASHAKKORI e TEDDLIE,1998).

Mediante essas definições, adotou-se integração de métodos de pesquisa (quantitativa e qualitativa) em que são estabelecidos períodos determinados e limitados para a coleta dos dados dentro de cada uma das abordagens de pesquisa adotadas. Assim, num primeiro momento, estabeleceu-se um período de aplicação e condução para a aplicação da pesquisa quantitativa e, sequencialmente, para a qualitativa. A segregação dos momentos de aplicação das pesquisas não significa a desconexão entre elas. Verificar-se-á que essa integração dos métodos e dos dados será realizada no momento da análise e interpretação, podendo ambas as abordagens serem visualizadas dentro de contexto global de aplicação do estudo. Essa estratégia do método misto é denominada por Creswell (2007) como uma estratégia alternativa de projeto exploratório sequencial que está representado na Figura 16.

Figura 14: Estratégia alternativa de métodos mistos - projeto exploratório sequencial

Fonte: Creswell, 2007.

Como pode ser visualizado, o modelo exploratório sequencial para casos mistos exige bastante tempo para a finalização das duas fases de pesquisa, já que cada uma é aplicada em um momento distinto. Sob esse viés, considera-se aqui cada uma das aplicações como mini-estudo, primeiramente quantitativo e depois qualitativo, sob o aval da integração dos métodos na fase de interpretação.

Nesse aspecto, como pode ser visto na Figura 16, designou-se para compor esse estudo um modelo que sustenta a prioridade do método quantitativo, cabendo ao método qualitativo servir de comparação dos achados estatísticos. Nesse aspecto, a abordagem quantitativa assume como recurso principal de levantamento e análise dos dados e o método qualitativo como forma de validação e comprovação dos resultados encontrados pela abordagem principal. Assim, por se tratar da principal fonte de coleta de dados, a abordagem quantitativa precede a coleta dos dados qualitativos com a intenção de explorar amostra disponível primeiramente para que, em seguida, seja aberto o campo para uma exploração mais profunda com um pequeno número de indivíduos na fase qualitativa (TASHAKKORI e TEDDLIE, 1998; TASHAKKORI e TEDDLIE, 2002).

Por outro lado, como forma de análise dos dados, optou-se pela análise sequencial de dados, em que é possível distinguir a análise de dados quantitativos e qualitativos separadamente e independentemente uma da outra. Uma vez terminado, os dois conjuntos de dados já analisados são combinados no processo de interpretação. Para isso, a pesquisa utilizou de uma técnica de transposição das pesquisas que constitui em mesclar os dois conjuntos de dados por meio da escrita discursiva narrativa, comparando e contrastando os resultados das duas análises, para em seguida discutir a convergência dos resultados (TASHAKKORI e TEDDLIE, 1998).

Nesse aspecto, vale ressaltar que a escolha pelo uso de métodos mistos e da adoção das estratégias e modelos aqui relacionados devem sustentar não somente a condução do estudo como meio de detectar achados científicos, mas sim ser também um instrumento que garanta a validade, a confiabilidade e a exatidão dos dados coletados (CRESWELL, 2007). Sob esse prisma, Tashakkori e Teddlie (1998) defendem que a pesquisa com métodos mistos tem que sustentar os procedimentos de validação incutidos em ambas as pesquisas, quantitativa e qualitativa. Por meio dessa visão, destaca-se alguns aspectos observados sobre a validade interna e externa das duas abordagens que foram consideradas para a verificação deste estudo.

Primeiramente, tratar-se-á de uma análise sumária do método quantitativo que, de acordo com a literatura da área, destaca que este tipo de método não é confiável na questão de garantir a validade interna. Esse quesito refere-se ao potencial que o método possui para inferências corretas sobre um experimento. Isso porque nem sempre é possível ter conhecimento se os instrumentos estruturados realmente estão medindo aquilo que se propõe, ou pelo uso inadequado dos procedimentos disponíveis ou de certa forma problemas ocorridos no tratamento dos dados coletados. Por outro lado, os métodos quantitativos são fortes em termos de confiabilidade e validade externa, já que os resultados alcançados são normalmente consistentes e generalizáveis para uma população geral. Em outra vertente, os métodos qualitativos são conhecidos por sua força na validade interna, direcionando os pontos convergentes e divergentes relativos a um grupo em estudo. Mas, ao mesmo tempo não são capazes de proporcionar um grau de confiabilidade, já que não é possível manter a consistência das respostas para outros campos de estudo. Nesse sentido, não podem ser utilizados com o objetivo de realizar generalizações acerca do assunto em voga (CRESWELL, 2007).

Tendo essa visão mais ampla entre os pontos fortes e fracos de cada um dos métodos, é possível compreender que a conexão da pesquisa quantitativa e da pesquisa qualitativa contribui para a tentativa de ter garantias razoáveis de se obter um grau de validez interna e externa dentro do estudo (SERAPIONI, 2000).

Assim, por meio dessa estrutura metodológica apresentada, a pesquisa ainda conta com a base teórica e o modelo de inter-relação conforme descrito no capítulo 2, sendo este conjunto composto pelo método de pesquisa, as estratégias de pesquisa e o modelo teórico que pretende-se verificar as análises dos dados coletados na tentativa de verificar se o modelo proposto é válido e pertinente perante as trocas de informação realizadas pelos sistemas colaborativos nas organizações.

Quadro 6: Resumo dos procedimentos metodológicos adotados neste estudo.

Abordagem Quantitativa Abordagem Qualitativa

Natureza Exploratória

Objetivo Estabelecimento matemático das relações causa-efeito, identificando as possíveis relações entre as variáveis predeterminadas.

Dar voz aos entrevistados para que eles exponham suas opiniões e visões sobre o assunto da pesquisa, buscando interpretar fenômenos em termos do seu significado sociocultural e tentar gerar ou sustentar as teorias utilizadas.

Foco

Verificar a correlação de variáveis, quantificando os resultados e verificando o grau de significância ou impacto dessas relações e detectar as variáveis mais relevantes para o estudo e para os comportamentos pré-estabelecidos.

Estipular temas a serem tratados, coletando opiniões e percepções sobre os fatos, abrindo espaço para um investigação mais aberta e que possibilite ao entrevistado expor seus pontos de vista sobre determinados assuntos.

Pontos fortes Validade externa e alta confiabilidade, além de boa reprodutibilidade dos resultados que foram obtidos.

Validade externa e aprofundamento das informações trabalhadas durante a coleta e análise dos dados.

Uso da estratégia

Estabelecer relações entre variáveis independentes (causa) e variáveis dependentes (efeito).

Descobrir o significado dos fenômenos estudados para as pessoas nele envolvidas.

Técnicas de coleta de

dados Questionário disponibilizado online Entrevistas semi-estruturadas

Público-alvo Funcionários da empresa que utilizam o sistema colaborativo implantado. Gestores de equipes usuárias do sistema colaborativo da empresa e gestor ou responsável pelo desenvolvimento do sistema em si.

Amostra Amostra intencional ou por julgamento, definida de acordo com determinadas características necessárias para a aplicação da pesquisa.

Amostragem discriminada com a escolha de determinadas pessoas co o perfil necessário para a coleta dos dados específicos, ou seja, pela busca proposital de indivíduos que vivenciam o problema em foco e/ou têm conhecimentos sobre ele.

Procedimento

metodológico Uso e aplicação da pesquisa de métodos mistos

Estratégia Estratégia alternativa exploratória seqüencial com integração no processo de interpretação dos dados coletados, tendo o método quantitativo como método de pesquisa principal e o método qualitativo como método secundário, utilizado para verificar as convergências e divergências dos fatos.

Prioridade Principal Secundário

Generalizações Estatísticas dos resultados aplicada para explicar os fatos por meio das relações numéricas.

Conceitual com o levantamento dos achados e de novos conhecimentos aplicados para compreender outras pessoas ou fatos constituídos pela vivência humana.

Preparação

dos dados Limpeza dos dados, codificação das perguntas e respostas e pré-formatação da tabela de dados.

Identificação das gravações, transcrição, categorização das respostas, quantificação e seleção dos depoimentos pertinentes.

Análise dos dados

Uso de técnicas estatísticas e de programa especializado para a realização dos cálculos da média, mediana, desvio padrão, correlações e análises de regressão.

Análise das respostas e das categorias produzidas, correlação e agrupamento de informações relevantes e seleção apurada dos depoimentos de acordo com a sua relevância.

Interpretação

dos dados Conjunta, tendo os resultados quantitativos como os dados prioritários e os dados qualitativos como dados complementares.

Apresentação dos resultados

Transcrição dos resultados em forma de texto com a utilização de tabelas, quadros e gráficos como forma de ilustrar e apresentar os resultados obtidos.

Apresentação das análises textuais por meio do relato das observações encontradas na análise dos dados e na correlação entre os métodos de pesquisa. Uso também de citações literais expressas pelos entrevistados durante a coleta de dados.

No Quadro 6 destaca-se um resumo geral dos procedimentos metodológicos adotados para contribuir para a análise e a interpretação dos dados coletados. Com a apresentação deste resumo dos procedimentos metodológicos, encerra-se este capítulo com o objetivo de apresentar de forma mais direta o contexto geral dos métodos de pesquisa adotados neste estudo como forma de reforçar as escolhas metodológicas.

No capítulo seguinte o leitor poderá conferir a estrutura da análise e a interpretação dos dados coletados nas três empresas participantes como forma de iniciar uma reflexão acerca dos resultados encontrados e das teorias que sustentam este estudo.

4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

O presente capítulo tem como objetivo demonstrar o trajeto e as soluções adotadas na análise e interpretação dos dados coletados. A análise é entendida como um processo direcionado para ―organizar e sumarizar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto‖ (GIL, 1987, p. 166) e a interpretação como meio de detectar ―o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriores obtidos‖ (GIL, 1987, p. 166). Assim, para fins deste estudo, em primeiro lugar, será feita primeiro a caracterização do estudo e dos métodos de análise adotados e, em seguida, a apresentação, análise e interpretação dos dados coletados.