1. Introduction
1.4. Saccharification of cotton
1.4.3. Pretreatment
Nesta parte, iremos conhecer um pouco mais o trabalho que os professores vêm desenvolvendo, o que eles pensam dos problemas que enfrentam no cotidiano escolar, seu planejamento, avaliação e os sentimentos que a profissão docente desperta.
a) O Método de Ensino
Quanto à forma de ensinar, dos vinte professores entrevistados, doze relataram buscar maneiras diferentes, prazerosas e diversificadas de transmitir o conteúdo de suas matérias para despertar o interesse dos alunos para o conhecimento. Tentam muitas vezes, não ser aquele professor que usa somente lousa, giz e apagador, mas mesmo assim, nem sempre conseguem bons resultados com os alunos. Apesar de cada um ter sua maneira de ensinar, o desejo que o aluno aprenda parece ser um só.
“O conteúdo eu procuro diversificar bastante (...). (...) eu gosto de trabalhar com reportagens, eu acho ótimo para atualizar (...). (...) bom pelo menos na sala de informática eles tiveram um pouco de interesse, tem que procurar diversificar né. (...) minha aula é bastante diversificada, mas nem fazendo isso está dando muito resultado.” (Prof. 02)
“(...) eu gosto de trabalhar muito com projetos pequenos (...). Na matemática tem algumas coisas que realmente você pode estar fazendo, uma feira (...) mas dependendo do conteúdo que você quer trabalhar não tem como você buscar a parte concreta (...). Temos também a parte do computador (...) a gente tem também essa ferramenta (...). Se você entra só, se você vai só na teoria (...) você fica aquele mero professor com a lousa, giz, apagador e acabou (...).” (Prof. 11)
Um outro professor comentou que se sente cobrado para dar aulas diferentes, mas muitas vezes, não sabe como dar. Ressaltou ainda, a falta de preparo e de orientação para trabalhar com a informática na escola.
“(...) eu levo meus alunos para a sala de informática, só que a informática para mim é novo (...) eu não sei trabalhar, ninguém nos ensina. (...) mas as maneiras de serem dadas cai também naquela situação que você tem que trabalhar diferente (...) só se você arrancar a roupa ali e plantar bananeira. Mesmo assim, eles não prestam à atenção (...). Então na Matemática pedem pra gente dar aula diferente que a gente às vezes não sabe dar, a gente procura fazer sim (...) mas têm coisa que não dá, eu não sei fazer mágica.” (Prof. 10)
Um outro professor apresentou a sua visão de como uma aula é e como ela deveria ser.
“ (...) a aula é mais ou menos, é uma inspiração (...) a aula não é tão objetiva assim (...) a aula é subjetiva porque pela cara dos alunos que você vai piorando ou melhorando (...) diminuindo seu tempo de explicação para aquilo não ficar tão terrível para o ouvido do aluno (...) aquilo às vezes sai de acordo ou muito além ou muito aquém do que você planejava. Então você planejar uma aula também tem muito haver com o momento.” (Prof. 14)
Um outro professor considera seu método de trabalho um pouco tradicional.
“(...) eu sou talvez um pouco mais tradicional (...). Tento trabalhar qualquer assunto relacionando com o mundo do aluno ou com histórias (...) não existe um texto sem ser antes relacionado. (...) eu gosto de trabalhar com os livros clássicos (...) então eles assistiram o náufrago e assistiram o Robson Crusoé, leram e depois fizeram a relação... isso tudo na sexta série. ” (Prof. 08)
Outros cinco professores relataram a forma pela qual gostam de ensinar os seus alunos.
“ (...) depois procuro atrair todos para a parte inicial da aula que é o alongamento e o aquecimento (...) eu procuro fazer que todos participem com algum tipo de brincadeira para socializar a maioria porque trabalho muito com quinta e sexta série, aí depois eu entro na parte prática da aula mesmo, a parte de iniciação esportiva (...) depois tem jogo que é uma parte mais recreativa (...) apesar que encontramos situações nada fáceis na quadra, sempre busco fazer o melhor.” (Prof.03)
“Eu aqui não estou dando música (...) agora eu trabalho mais esta parte motora mesmo, o trabalho de desenho, pintura e também eu estou trabalhando com letras góticas um tipo de letra que é a mais desenhada (...) acho que eles gostam (...) e a gente vai levando como pode.” (Prof.04)
b) O Planejamento
Quanto ao assunto planejamento, dos vinte professores entrevistados, doze professores se referiram a este assunto. Nove docentes consideram o planejamento importante, mas que, muitas vezes, não conseguem cumpri-lo ou precisam modificá- lo, devido às várias situações que ocorrem na sua prática de sala de aula. Podemos perceber isto através de algumas falas:
“ (...) você tem que ter os seus objetivos claros porque se você vai para uma aula hoje sem saber o que você vai fazer é porque você pode ter certeza de que você não vai conseguir nada. (...) Às vezes você programa alguma coisa (...) só que quando você chega é um balde de água fria (...) aquilo que você programou não deu certo, mas você sabe que você quer chegar em tal, em tal lugar (...).” (Prof. 06)
“Primeiramente quando eu faço um plano, eu faço pensando no que aquela faixa etária vai precisar receber, só que no dia-a-dia, às vezes este plano vai sendo mudado porque às vezes aquela classe precisa de outras coisas que não estava nem no plano, são mudadas algumas coisas (...).” (Prof. 13)
Um outro professor criticou a incoerência da Delegacia de Ensino que ao mesmo tempo em que solicita um planejamento ao docente, deveriam também dar um retorno sobre este trabalho, mas esta situação não ocorre.
“Eu me lembro de uma vez (...) Delegacia de Ensino pressionando muito pra que você faça um planejamento, eu peguei e falei assim: “ vou fazer um teste”. Então eu peguei o planejamento, falei vou fazer o planejamento da 6a. série e copiei aquilo, inclusive assim, vide página tal (...). (...) peguei os conteúdos que eu ia trabalhar e guardei comigo na caderneta e mandei esse planejamento para a Delegacia de Ensino, até hoje não me falaram que estava errado (...). Eu fiz um planejamento errado e ninguém viu (...).” (Prof. 14)
Um outro professor comentou que não segue o planejamento da área de educação física, pois tem uma proposta bem diferente.
“O planejamento fica parado (...). (...) eu falei para a profa S. o meu planejamento é totalmente diferente do dela, o dela vai para o lado de jogos, o meu vai para o lado de não incentivar a violência; a aceitação de si e do outro; as diferenças (...).” (Prof. 17)
Um outro professor não se preocupa muito com o planejamento.
“(...) então assim neste sentido, com dinâmicas e também um livro para acompanhar mais ou menos o planejamento (...).” (Prof.20)
c) As Satisfações e Frustrações dos Professores
Quanto aos sentimentos dos vinte professores entrevistados em relação às suas atividades educacionais, treze relataram que na sua prática de sala de aula, as suas maiores satisfações e frustrações estão relacionadas ao trabalho com o aluno.
“(...) a gente sempre entra com a intenção de dar uma boa aula, quando a gente passa uma coisa e a gente vê que está tendo retorno a gente se sente mais realizado (...).” (Prof.03)
“Eu gosto do que eu faço, mas é muito desgastante, muito desgastante (...). As alegrias são essas de saber aquilo que você fez ele aprendeu, aquilo que você deu, aquilo que você passou, você tentou e ele aprendeu e ele está bem na sua sala (...). Agora as minhas tristezas é que têm alunos que dá até dó mesmo, você sabe que é fraquinho (...).” (Prof. 15)
Um outro professor, além de comentar que é no trabalho com o aluno que estão as suas satisfações e frustrações, fica muito chateado quando responsabilizam o professor por todos os problemas que acontecem na escola.
“Todo mundo está colocando que a postura do professor está errada e a metodologia está errada, será que é só professor que o mundo vê como errado? São estas coisas que eu me questiono e que estão me machucando muito. (...) as alegrias são poucas, nas turmas de quinta e sexta séries, mas é muito difícil. (...) me entristece muito, mas muito mesmo porque eu não consigo ter afeto por todos os alunos (...). (...) eles te fazem tantas coisas que você não consegue ter carinho nenhum por eles e é muito triste isso (...).” (Prof. 19)
Um professor comentou que se sente bem na escola, pois tem liberdade de realizar suas atividades pedagógicas.
“(...) quem tem que cobrar a pessoa é ela própria (...) sabe não precisa de alguém ficar policiando (...). Então essa liberdade daqui eu gosto.” (Prof. 13)
Para um outro professor a sua maior decepção hoje, não é tanto com o aluno e sim, com os colegas de trabalho. Supomos que este professor está bastante desmotivado. Quatro professores não comentaram sobre o assunto.
“(...) mudou tudo, questão de aluno, de professores (...). Então eu fiquei meio decepcionada (...). (...) eu sempre vim com vontade (...). (...) eu venho para cá, fico: "ah! Eu acho que hoje eu não queria ir, ah! que bom se hoje eu não tivesse aula" eu não gosto de sentir isso (...). (...) frustração minha este ano é por causa dos colegas mesmo (...).” (Prof. 12)
d) Os Problemas de Sala de Aula
Com relação às dificuldades dos professores na sua prática de sala de aula, dos vinte professores entrevistados, quatorze comentaram que a indisciplina, a falta de interesse do aluno parece ser um dos problemas que enfrentam no seu cotidiano e que não conseguem resolver. Além disso, alguns ressaltaram que precisam enfrentar a falta de apoio da família, as classes superlotadas e o fato do aluno estar no Ciclo-II do ensino fundamental e mal saber ler e escrever.
“Eu acho que o problema principal que a gente está tendo é de disciplina. Fica difícil você fazer qualquer trabalho se você não consegue nem reunir os alunos para começar (...). No meu caso, na quadra eles dispersam, cada um quer ir para o lado fazer um tipo de atividade diferente, quer bater papo, sentar lá no banco, alguns mostram muita indisposição para fazer a atividade (...) à tarde (...) eles ignoram o professor (...). (...) a gente percebe que eles têm potencial para ser desenvolvido mais a gente encontra aquela apatia, aquela falta de vontade, de participação (...).” (Prof. 03)
“(...) só que eu estou com alguns... é a maioria nessa sala principalmente que são desinteressados, não tem vontade. Ele sabe que ele vai para frente do mesmo jeito. Então, não existe um esforço pessoal, nem dele e nem da família. (...) porque são alunos que já vão para a oitava série, vão terminar o ciclo o ano que vem (...) mal estão alfabetizados (...).” (Prof. 11)
“Então eu tenho classes muito problemáticas, muita indisciplina porque eu só trabalho a tarde e então já é pior a clientela da tarde. (...) o professor não tem estrutura em uma sala com 40 alunos ou 47, como nós temos aqui no período da manhã (...).” (Prof. 16)
Um professor comentou que as dificuldades que enfrenta com os alunos estão relacionadas com as classes superlotadas e o cansaço do pessoal do noturno.
“Numa classe de 45 alunos, eu não consigo fazer o working, porque não deixa de ser uma aula de inglês, do estilo do curso de inglês. Tanto que na escola, no C., num curso noturno, é onde a gente vem e já fica assim... "Poxa que dureza lá, eu vou ter que subir lá naquela classe, que vai ser complicado". Porque é complicado. O pessoal da noite já chega aqui muito cansado, não tá querendo se envolver aí com outras coisas que não seja com eles mesmos porque eles não tiveram tempo para eles.” (Prof. 18)
Um professor ressaltou que os problemas que possui nesta escola com os alunos, são bem menores do que nas outras que lecionou.
“A única coisa assim, é pena que eles não dão tanto valor a esse saber que a gente quer passar. Às vezes eu penso: “eles têm tudo, né! Tudo assim no dia de hoje, tudo para ser, olha! não precisam trabalhar, não começaram tão novos a trabalhar, só vem para escola para estudar (...). Eu vejo assim, as salas são super boas mesmo, não tem assim aquele problema
tanto de disciplina como nas outras escolas que eu passei (...). Então, à tarde, eu estou sentindo um pouquinho mais de dificuldade, estou tentando, eu estou conversando.” (Prof. 20)
Quatro professores ressaltaram que, apesar das várias tentativas que fazem para resolver os problemas de sala de aula, não sabem lidar com essa situação. Supomos que destes, três questionam a falta de apoio, orientação da equipe técnico/pedagógica, através da solicitação de outros profissionais.
“(...) eu acho que no momento é aquele que eu mais preciso de ajuda (...). A prática da sala de aula está desgastada, os problemas que a gente enfrenta são muitos (...) está faltando alguma coisa aí que nós não sabemos exatamente aonde está e que talvez pessoas de fora né, com prática psicológica (...) enfim com algumas coisas assim possam nos orientar neste sentido. (...) o maior problema que a gente tem é indisciplina, é indisciplina, é falta de interesse, essas coisas são muito gritantes na sala de aula hoje em todas as escolas né, (...). eles não pagam, então eles não valorizam, eles destroem tudo né Então assim buscar uma solução, se é que a gente tem como fazer isso para este problema dos alunos (...).” (Prof. 01)
e) A Avaliação
Quanto a “avaliar o aluno”, dos treze professores que falaram sobre este assunto, supomos que quatro não aceitaram as mudanças que ocorreram nesta área.
“se eles vão mal na prova, eu fico me perguntando se a culpa não é minha, mas acho que não é não (...). (...) naquela época era mais fácil trabalhar, eu gostava mais, a gente conseguia mais, naquela época tinha reprovação hoje não, a gente tinha mais respaldo, a direção te dava mais valor, mesmo os alunos, os pais de alunos. (...) eu sou assim um pouco tradicional e eu dou prova, prova mensal, prova trimestral e tem professor que não dá prova (...).” (Prof. 02)
“Depois você vai dar nota e não pode dar notas baixas, não pode porque, porque o Estado não quer, porque o aluno não pode ficar.... Então você está sendo o que aqui dentro? um joguete né. Aí não, pelo amor de Deus, isso é muito pouco.” (Prof.04)
“É, eu não aprovo o aluno, o aluno fica com vermelha, mas ele passa... é um absurdo! Quer dizer, para que então o professor vai avaliar o aluno? (...) intuito da avaliação não é somente avaliar o aluno. É avaliar também o professor (...). Eu nunca ouvi falar alguém que tenha reprovado se não for por falta (...). Isso é um absurdo, isso não pode continuar acontecendo! Nós estamos perdendo o controle, também por causa disso. Porque o aluno sabe, ele já sabe disso, que fazendo ou não fazendo ele vai passar de ano.” (Prof. 05)
Outros seis professores buscam se adaptar as mudanças que ocorreram na forma de avaliar o aluno. Destes, supomos que quatro sabem das dificuldades e barreiras que encontram neste assunto e acreditam ser a avaliação algo importante na formação do aluno.
“Para avaliar, ai menina! É complicado! bom a gente avalia os itens participação, freqüência, relacionamento e aproveitamento (...) prova ainda principalmente para quinta e sexta série, eles estão acostumados com prova (...). Agora avaliar o pessoal da noite, você não imagina, eu não passei as minhas notas ainda, tem aluno que eu não sei quem é, eles não aparecem, não fizeram o trabalho, não fizeram nada (...) eu não sei o que vou fazer com esta turma porque eu tenho medo de avaliar errado, porque eu tenho medo sim porque é tão importante a avaliação para eles, a nota, ela é muito importante, de repente você avaliar por avaliar (...).” (Prof.10)
Um professor se sente obrigado a avaliar os alunos, mas para ele a avaliação destes, vai ocorrer mesmo fora da escola.
“ (...) avaliar! é porque nós temos que avaliar, mas nós não estamos aqui para avaliar ninguém, a avaliação vai ser na vida, depois a vida seleciona.” (Prof. 15)
Um outro professor utiliza a avaliação diária como forma de fazer o aluno participar das suas aulas.
“Então eu resolvi mudar o esquema, eu comecei a fazer um outro trabalho agora de linha dura, de nota e eles terão que trabalhar porque eles serão avaliados em tudo, desde o momento que eles entram (...). (...) eu estou trabalhando assim, linha-dura mesmo na base do sorteio, não fez é "E" se faz certo é "A". Eu falo para eles que é sempre bom contar com a sorte quando fizerem coisas erradas porque se eu ver eu vou anotar. Então eu adquiri o processo de sorteio, mesmo no período da manhã porque as salas são muito lotadas e eles colam mesmo, então eu faço este tipo de avaliação toda aula (...).” (Prof.16)
Para outro professor a prova individual não é somente utilizada para avaliar o aluno e sim para verificar sua própria postura na transmissão dos conteúdos da disciplina.
“eu falo para eles que é importante pelo menos uma prova individual porque eu quero saber no que eu fiquei devendo para eles, não é nem pela nota (...). Então eles não gostam de fazer esta prova neste dia, mas eles fazem, aí eu descubro aonde está faltando, aonde eu deixei naquela sala de passar melhor o meu recado, este é o único jeito de saber (...).” (Prof.20)
Conclusões desta classe de categorias:
Nesta classe de categorias, abordamos os seguintes aspectos: a forma de ensinar; o planejamento; a avaliação; as satisfações e frustrações dos professores e os problemas de sala de aula.
Quanto à forma de ensinar, mais da metade dos professores relatou buscar maneiras prazerosas e diversificadas de transmitir o conteúdo de suas matérias para despertar o interesse dos alunos para o conhecimento. Tentam, muitas vezes, não ser aquele professor que usa somente lousa, giz e apagador, mas mesmo assim, nem sempre conseguem bons resultados com os alunos. Apesar de cada um ter sua maneira de ensinar, o desejo que o aluno aprenda parece ser um só. Somente um outro professor comentou que existe cobrança para dar aulas diferentes, mas, muitas vezes, não sabe como dar. Ressaltou, ainda, a falta de preparo e de orientação para trabalhar com a informática na escola.
Um outro professor acredita que a aula é algo subjetivo, pois depende do modo que o aluno vai responder ao assunto que o professor quer transmitir. Um outro professor considera seu método de trabalho um pouco tradicional. Menos da metade dos professores relatou somente a forma pela qual gosta de ensinar os seus alunos.
Supomos que alguns professores acreditam que, se eles fossem diferentes do professor de antigamente, solucionariam as dificuldades que encontram no seu dia-a- dia com os alunos. Por desejarem muito que os alunos aprendam, se interessem pela matéria, eles têm uma grande expectativa nas atividades diversificadas, porém se frustram, pois percebem que somente isto não basta. Parece-nos que os professores são pressionados pela escola a ser criativos e dar aulas diferentes, quando, na verdade, isto pode confundir e contribuir para gerar mais incertezas na sua prática. Outros professores comentaram que, apesar de terem problemas na sua prática, parecem superar as situações adversas ensinando a partir da sua maneira de ser, do que percebem que é importante e prazeroso para os alunos e dentro das possibilidades com que se deparam.
Quanto ao planejamento, menos da metade dos professores considera este assunto importante, mas que muitas vezes não consegue cumpri-lo ou acaba por modificá-lo devido às várias situações que ocorrem na sua prática de sala de aula. Uma minoria parece não se basear muito no planejamento. Somente um professor criticou a Delegacia de Ensino que solicita o planejamento, mas não dá um retorno sobre este trabalho.
Presumimos que, por mais que os professores sigam o planejamento e acreditem ser relevante, este parece não determinar o andamento das suas atividades
de sala de aula, e sim, ser mais utilizado como um ponto de apoio ou como uma referência. Existem pouquíssimos professores que não se preocupam com o planejamento da sua área e somente um professor fica indignado com a forma como a Delegacia de Ensino trata o assunto.
Quanto a “avaliar o aluno”, menos da metade dos professores parece não aceitar as mudanças que ocorreram nesta área e a maioria destes, além de não saber qual postura tomar neste ponto, questiona o seu papel na educação. Para um outro professor, a avaliação diária é utilizada como um instrumento para fazer os alunos participarem das suas aulas.
Supomos que os professores gostariam que os alunos que tivessem notas baixas, que não fazem nada na sala de aula, ficassem retidos. Não aceitam essa nova forma de avaliar os alunos e acreditam que a reprovação era bem melhor, como se este fosse um poderoso artifício que vem para organizar o ensino, resolver os problemas do cotidiano escolar e lhes devolver o respeito e o valor que acreditam ter perdido com as mudanças educacionais. Parece-nos, também, que os professores estejam mal preparados e mal informados para enfrentar os novos desafios do ensino. Menos da metade dos professores buscam se adaptar às mudanças que ocorreram na forma de avaliar o aluno. Destes, supomos que a maioria sabe de todas as dificuldades e barreiras que encontra neste assunto e acredita ser a avaliação algo importante na formação do aluno. Para um outro professor a avaliação do aluno vai ocorrer mesmo quando tiver saído da escola. Para outro, a prova individual não é somente utilizada para avaliar o aluno e sim para verificar sua própria postura na transmissão dos conteúdos da disciplina.
Supomos que alguns professores procuram mudar sua forma de “olhar a avaliação”, mas ainda enfrentam várias incertezas e encontram bastante obstáculos. Parece-nos que alguns percebem que o foco das atenções agora não é só o aluno, mas também o professor.
Quanto aos sentimentos dos professores entrevistados em relação às suas atividades educacionais, mais da metade relatou que, na sua prática de sala de aula, as suas maiores satisfações e frustrações estão relacionadas ao trabalho com o aluno.
Um outro professor fica muito chateado quando responsabilizam o docente por