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Presentasjon og drøfting av observasjoner

4 Drøfting av observasjoner i lys av teori

4.1 Presentasjon og drøfting av observasjoner

Com o processo de globalização e a instalação de uma nova ordem econômica e competitiva, a necessidade de reorganização e modernização no processo produtivo se fez premente, particularmente para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais de todos os segmentos, em especial, para as empresas do segmento de moda.

Neste contexto é condição importante que uma empresa, ainda que não necessariamente intensiva em tecnologia e cujos esforços de inovação estão alocados prioritariamente nos processos de produção (HIRSCH-KREISEN, 2008) tenha cuidado com sua estrutura de máquinas e equipamentos caso queiram se manter competitivas no mercado, uma vez que, conforme se tem observado, as inovações no processo produtivo da indústria da moda estão vinculadas às operações, e mais especificamente à “introdução de processos tecnológicos mais modernos” (HIRSCH-KREISEN, 2008, p. 13) que, por sua vez, estão vinculados à aquisição de máquinas e equipamentos. Com o intuito de compreender como estão estruturados os parques tecnológicos das empresas pesquisadas, aplicou-se a questão cujos resultados estão apresentados na Tabela 36. A questão se refere à investigação sobre o tempo médio das máquinas e equipamentos das empresas pesquisadas e, como se pôde observar 19 empresas (2013) e 17 (2014) se enquadraram em um perfil tecnológico de máquinas e equipamentos novos entre zero e cinco anos, porém não se pode afirmar que de alta tecnologia, em números muito próximos se encontravam as empresas com um parque tecnológico com um total médio de máquinas e equipamentos entre cinco e dez anos (18 empresas em 2013 e 17 em 2014) e, duas empresas localizadas em Goiânia se enquadraram no perfil de máquinas acima de 10 anos. Encontrou-se ainda neste quesito seis empresas em 2013 e nove em 2014 que se utilizavam totalmente de facções para o processo produtivo.

Tabela 36 - Tempo médio das máquinas do parque tecnológico das empresas pesquisadas em

2013 e 2014

Fonte: Pesquisa de campo, 2015. 0 a 5 anos 6 a 10 anos mais de 10 anos Não se aplica/F acção 0 a 5 anos 6 a 10 anos mais de 10 anos Não se aplica/ Facção EGO 17 6 5 2 4 EGO 17 4 5 2 6 EPTL 10 6 4 EPTL 10 6 4 ETQ 18 7 9 2 ETQ 18 7 8 3

Total Geral 45 19 18 2 6 Total Geral 45 17 17 2 9

Tempo de Vida das Máquinas Tempo de Vida das Máquinas 2014 Município Empre sas 2013 Município Empre sas

Conforme mostrado na Tabela 36, observou-se, levando em conta o tempo médio das máquinas e equipamentos existentes nas empresas pesquisadas, que há um cuidado e uma atenção dos gestores com relação “aos movimentos de obsolescência tecnológica e de emergência de novas tecnologias” (FIGUEIREDO. 2015, p. 34), o que os leva a investir em máquinas e equipamentos, embora já existentes, mas mais atualizados. No que se refere ao processo produtivo e seus aspectos de desenvolvimento de inovações buscou-se investigar a modalidade tecnológica dos equipamentos utilizados pelas empresas pesquisadas de acordo com as etapas do processo produtivo.

A questão permitia duas respostas para cada modalidade, dado que uma mesma empresa pode utilizar máquinas e equipamentos iguais com modalidades tecnológicas diferentes, por etapa do processo produtivo, conforme se pôde observar, por exemplo, no item criação, na Tabela 37, onde uma empresa utiliza as modalidades manual e mecânica.

Tabela 37 -Modalidade tecnológica dos equipamentos utilizados pela empresa de acordo com

as etapas do processo produtivo

Fonte: Pesquisa de campo, 2015. 2013/2014 Geral Modal. Tecnol. Manual Mecâ nico Eletro mecâ nico Eletrô nico Micro eletrô nico

Comp. N.E. Total Geral A 42 3 42 B 1 3 41 4 A 30 9 6 39 B 45 0 A 24 13 8 37 B 1 44 1 A 24 4 10 3 1 3 42 B 1 1 43 2 A 4 16 20 5 40 B 1 9 2 33 12 A 2 2 41 4 B 45 0 A 6 1 7 31 14 B 45 0 A 36 1 2 6 39 B 45 0 A 3 1 1 1 39 6 B 45 0 A 167 9 35 25 2 25 142 263 B 0 1 2 9 2 5 386 19 A 41% 2% 9% 6% 0% 6% 35% 65% B 0% 0% 0% 2% 0% 1% 95% 5%

Obs.: 1 - Manual; 2 - Mecânico; 3 - Eletromecânico; 4 - Eletrônico; 5 - Microeletrônico; 6 - Computadorizado. Passadoria Acabamento Bordado Criação Modelagem Risco Corte Costura Serigrafia/ Estamparia Total Geral %

Nesta investigação, observou-se que a maioria das empresas utilizavam processos manuais na maior parte das etapas do processo produtivo (167 ocorrências), notou- se também que as etapas do corte e da costura são realizadas por meio do processo eletromecânico ou eletrônico (60 ocorrências), podendo-se observar que estes resultados vêm ao encontro da argumentação de Feghali e Dwyer (2004, p. 65) de que:

[...] a confecção foi o segmento da cadeia têxtil que menos apresentou mudanças no sentido da automação, e os avanços obtidos incorporaram somente algumas etapas do processo como o corte dos tecidos, produção de moldes/riscos de papel por computador e nas soluções mais avançadas, programação dos moldes e corte automático comandados por computador.

A Tabela 37 comprova essa observação, apesar das etapas que compõe o risco e a modelagem terem apresentado nove e treze empresas que utilizavam a modalidade computadorizada, estas ainda se apresentam tímidas ao se levar em conta o número de empresas pesquisadas e outras variáveis operacionais realizadas por elas, tais como, como volume de produção, processo de criação, planejamento e desenvolvimento de coleção entre outros.

6.2.3.1.1 Avaliação e aquisição de novas tecnologias de produção

Ainda considerando os aspectos tecnológicos do processo produtivo, é importante levar em conta que a globalização da economia e a entrada dos mais diversos produtos de moda no mercado brasileiro acirraram a competitividade, considere-se também que tais produtos, em que pesem seus atributos questionáveis, possuem alto teor tecnológico nos seus processos produtivos, garantindo-lhes vantagens competitivas. Desta forma, entende-se que:

A introdução de novas tecnologias no processo produtivo nas MPEs da indústria de confecções é um diferencial competitivo necessário para aumentar os lucros da empresa, como também, pode ser considerada uma estratégia de sobrevivência para as mesmas, devido às características estruturais destas indústrias, onde figuram um grande número de unidades fabris, na sua grande maioria de pequeno porte, além da concorrência com os produtos importados, principalmente de países asiáticos, que chegam ao país com um preço inferior ao nacional. (CAVALCANTI; ARAÚJO JR., 2000, p. 3).

Diante do exposto, entende-se que a utilização de novas tecnologias no processo produtivo é uma das condições para o desenvolvimento de inovações em uma empresa, desta forma, essa questão investigou como as empresas pesquisadas se comportam diante desta realidade de modernização do parque tecnológico.

Foi perguntado se as empresas pesquisadas consideravam e avaliavam as novas tecnologias disponíveis no mercado para o segmento, em termos de máquinas e equipamentos, e, conforme se pôde observar no Gráfico 6,67% empresas pesquisadas em 2013 e 42% em 2014 responderam afirmativamente para este questionamento. Observou-se ainda que tanto em 2013 (59%) quanto em 2014 (29%) as empresas pesquisadas de Goiânia tiveram menor índice de aquisição de máquinas e equipamentos, considerando que, conforme apresentado na Tabela 33 das 17 empresas pesquisadas no município, nove afirmaram atuar nas modalidades de produção própria e facção, quatro afirmaram atuar apenas com produção própria e quatro apenas com facção, considerando a queda dos números de 2013 para 2014, pode-se aventar a possibilidade de que a migração de empresas para a modalidade de facção e para atuação apenas no comércio impactou no comportamento das empresas quanto à observação da importância das novas tecnologias e seus impactos na competitividade do seu negócio e consequentemente para a inovação.

Gráfico 6 - Avaliação e aquisição de novas tecnologias pelas empresas pesquisadas em 2013 e

2014 em %

Fonte: Pesquisa de campo, 2015.

Ainda conforme se pode observar no Gráfico 6, no que se refere às empresas pesquisadas em Pontalina, observou-se que 80% das empresas em 2013 e 60% em 2014 apresentaram alta performance no quesito avaliação e aquisição de novas tecnologias, esta

afirmativa corrobora com as informações obtidas na Tabela 36 quanto ao tempo médio das máquinas do seu parque tecnológico, onde proporcionalmente, considerando o número de empresas pesquisadas no município, estas se apresentaram com uma média alta de modernização (seis empresas com máquinas de um a cinco anos e quatro empresas com máquinas de cinco a dez anos). No que se refere a Taquaral de Goiás, obteve-se 67% de respostas afirmativas quanto à avaliação e aquisição de novas tecnologias em 2013 e 44% em 2014, informações também compatíveis com a modalidade de produção e tempo médio das máquinas das empresas pesquisadas.