6. DRØFTING
6.3 PPT og Spesialpedagogens rolle
Para a escolha de um modelo adequado ao conjunto de dados observados, Box e Jenkins (1976) definem uma abordagem que consiste de 3 passos iterativos:
i. Identifica¸c˜ao: Com base nos dados hist´oricos da s´erie, esta etapa tem como obje- tivo identificar quais modelos descrevem o comportamento da s´erie de maneira mais adequada. Tal processo de identifica¸c˜ao leva em conta os comportamentos da fun¸c˜ao de auto-correla¸c˜ao e da Fun¸c˜ao de Auto-correla¸c˜ao Parcial (PACF) ou fun¸c˜ao de auto-correla¸c˜ao parcial, mostradas pelas Equa¸c˜oes 4.39 e 4.40, respectivamente.
ˆ ρk= 1 N −k PN −k t=1 (xt− x)(xt+k− x) 1 N − PN t=1(xt− x)2 k = 0, 1, . . . , N/4 (4.39)
Segundo Johnson e Montgomery (1974), para que a fun¸c˜ao de auto-correla¸c˜ao apre- sente resultados ´uteis, ´e necess´ario que o n´umero de coeficientes de autocorrela¸c˜ao calculados tenha, no m´ınimo, 25% do tamanho da amostra. Calculados os coefi- cientes de auto-correla¸c˜ao obtˆem-se os coeficientes da auto-correla¸c˜ao parcial resol- vendo como mostrado na Equa¸c˜ao 4.40 para cada um dos coeficientes resultantes da auto-correla¸c˜ao.
ˆ
ρ = θk1ρˆj−1+ θk2ρˆj−2+ . . . + θkkρˆj−k j = 1, 2, . . . , k (4.40)
Calculados os coefic
ii. Estima¸c˜ao: Ap´os a etapa de identifica¸c˜ao passa-se para etapa de estima¸c˜ao, na qual os parˆametros φ do modelo auto-regressivo, os parˆametros θ do modelo de
Tabela 4.5: Padr˜oes de Auto-Correla¸c˜ao e Auto-Correla¸c˜ao Parcial.
Modelo Auto-correla¸c˜ao Auto-correla¸c˜ao parcial
AR(p) queda exponencial θpp n˜ao zero
MA(q) ρq n˜ao zero queda exponencial
ARMA(p,q) queda exponencial; sinoidal queda exponencial; sinoidal
amortecida depois de (q-p) amortecida depois de (p-q)
Fonte: Johnson e Montgomery (1974)
m´edias m´oveis e a variˆancia de ǫts˜ao estimados. O m´etodo de m´ınimos quadrados ´e
bastante utilizado para estimativas destes parˆametros, no entanto, outros m´etodos podem ser empregados nesta etapa.
iii. Verifica¸c˜ao: Consiste em verificar se o modelo ´e ou n˜ao apropriado a amostra de dados. Uma maneira de realizar a verifica¸c˜ao ´e examinando o comportamento da fun¸c˜ao de auto-correla¸c˜ao dos res´ıduos do modelo. Caso esta auto-correla¸c˜ao se apresente como um passeio aleat´orio, ou seja, diferentes dos padr˜oes da Tabela 4.5, de valores pr´oximos a zero, o modelo pode ser considerado adequado.
No caso do modelo mostrar-se inadequado, as etapas devem ser repetidas at´e que um modelo adequado seja encontrado. Caso mais de um modelo mostre-se adequado a uma mesma amostra, existem m´etodos como a m´axima verossimilhan¸ca e Crit´erio de Informa¸c˜ao de Akaike (AIC) ou o crit´erio de informa¸c˜ao deAkaike que permitem escolher entre estes modelos.
Cap´ıtulo 5
Arquitetura de Proxy com Prioridades de
Servi¸cos para Chamadas Remotas de Pro-
cedimento de Tempo Real
Este cap´ıtulo apresenta a arquitetura de proxy com prioridades de servi¸cos para RT -RPCs. O objetivo da arquitetura ´e privilegiar a transmiss˜ao das RPCs de maior prioridade e menor deadline, de maneira eficiente e racional, sem desconsiderar as demais chamadas com caracter´ısticas diferentes. Foi desenvolvida uma arquitetura adapt´avel que gerencia os recursos dispon´ıveis de maneira inteligente e auto-ajust´avel.
Para poder gerir os recursos, ´e necess´ario que a arquitetura conhe¸ca o comportamento do ambiente de rede no qual est´a inserido, ou seja, conhe¸ca os recursos exigidos pelo ambiente. No entanto, para uma aloca¸c˜ao de recursos mais eficiente ´e fundamental que esta ocorra em momentos apropriados e que, se poss´ıvel, seja antecipada `as suas neces- sidades. Sendo assim, a aloca¸c˜ao de recursos pode ser realizada num momento anterior a sua necessidade, em que o proxy n˜ao est´a sobrecarregado com o tr´afego de mensagens RPCs, evitando que o mesmo se ocupe da aloca¸c˜ao somente quando os recursos forem necess´arios, ou seja, quando submetido a fluxos maiores.
76 de Procedimento de Tempo Real Mesmo com a antecipa¸c˜ao da aloca¸c˜ao dos recursos do proxy, a utiliza¸c˜ao de pol´ıticas de comportamento garante que os recursos sejam disponibilizados de maneira suficiente para atender a demanda das RPCs de maior prioridade, sem que gerem um impacto acentuado naquelas de menor prioridade.
As pol´ıticas permitem controlar o comportamento interno dos m´odulos da arquitetura e s˜ao escolhidas com base nos estados futuros previstos do ambiente de rede. A escolha inteligente de pol´ıticas corretas garante um comportamento adequado aos estados atuais e futuros do ambiente de rede, aumentando a eficiˆencia e diminuindo o desperd´ıcio de recurso. A Figura 5.1 ilustra a arquitetura proposta neste trabalho.
Figura 5.1: Arquitetura do Proxy com QoS para RT-RPCs.
A arquitetura ilustrada na Figura 5.1 define v´arios m´odulos que concorrem para o objetivo geral de privilegiar as RT-RPCs de maior prioridade. Cada um dos m´odulos tem funcionalidade bem definida e desempenha um papel fundamental no prop´osito do proxy. As pr´oximas se¸c˜oes detalham esses m´odulos e discursam sobre uma implementa¸c˜ao.
5.1. Queuing System Manager 77
5.1
Queuing System Manager
O Queueing System Manager (QSM) ´e o m´odulo da arquitetura respons´avel por receber todo tr´afego de mensagens que passa pelo proxy e organiz´a-lo. Este m´odulo recebe todo tr´afego do lado do cliente e do lado do servidor do proxy e organiza-o em estruturas de fila chamadas Queue, numeradas de 1 (um) a 5 (cinco). As estruturas Queue nada mais s˜ao do que filas que armazenam mensagens do protocolo apresentado na se¸c˜ao 3.5. Estas filas s˜ao independentes e podem apresentar comportamento distinto umas das outras.
Al´em de organizar o tr´afego, o QSM ainda organiza as estat´ısticas de tr´afego cap- turadas durante sua execu¸c˜ao. As estat´ısticas envolvem:
• tempo de processamento: tempo que o proxy leva para processar o encaminhamento de uma mensagem retirada de uma das filas para uma das sa´ıdas;
• volume de mensagens: quantidade de RT-RPCs que passaram pelo proxy no ´ultimo
intervalo de tempo;
• confirma¸c˜ao de execu¸c˜ao: quantidade de execu¸c˜oes que ocorreram sem que o dead- line expirasse e cancelasse a execu¸c˜ao;
• cancelamento de execu¸c˜ao: quantidade de execu¸c˜oes que excederam os requisitos de tempo individuais de cada RT-RPC.
Estas estat´ısticas ser˜ao utilizadas posteriormente para tomada de decis˜ao com rela¸c˜ao a aloca¸c˜ao dos recursos e para adequa¸c˜ao do proxy ao ambiente de rede no qual est´a inserido, por meio das pol´ıticas de comportamento.
Os m´odulos principais que comp˜oem o QSM e suas fun¸c˜oes s˜ao detalhados nas sub- se¸c˜oes seguintes.
78 de Procedimento de Tempo Real