implementations in regulated electricity markets
7.2 Power-to-Gas under German and US regulation
7.2.3 Power-to-Gas in the US
Para Yin (2005), os dados devem ser coletados conforme: (i) as questões do estudo; (ii) suas proposições; (iii) e pelas unidades de análise. Também é necessário que o projeto contemple o que será realizado após a coleta dos dados, tanto pela lógica que une os dados às proposições como também os critérios para interpretação dos dados levantados.
Yin (2005) salienta a existência de seis fontes de evidência para um estudo de caso: documentos, registros em arquivo, entrevistas, observação direta, observação participante e artefatos físicos. Já para Gil (2009, p.141), “os dados podem ser obtidos mediante análise de documentos, entrevistas, depoimentos pessoais, observação espontânea, observação participante e análise de artefatos físicos”.
As fontes de obtenção de dados podem ser primárias, secundárias e até terciárias. Alguns exemplos de fontes primárias, segundo Cooper e Schindler (2003), são leis e regulamentações, porém nem sempre são as mais importantes fontes, devido ao fato da informação não ter sido ainda filtrada. As fontes secundárias, para os autores, são as interpretações dos dados primários, como livros e artigos, sendo as referências mais usuais.
No presente estudo de caso múltiplo foram utilizados dados primários, através de entrevistas e observações e, dados secundários, através de documentos. Tomou- se cuidado na seleção dos dados secundários visto que foram elaborados para fins diversos daquelas do problema de pesquisa (MALHOTRA, 2006). A utilização de diferentes fontes de dados se justifica pela triangulação dos dados realizada.
A entrevista é uma das principais fontes de evidências do estudo de caso, sendo, segundo Gil (2008), uma técnica muito eficiente para obtenção de dados em profundidade. Na pesquisa foram utilizadas entrevistas focadas, “na qual o respondente é entrevistado em um curto período de tempo – uma hora, por exemplo” (YIN, 2005, p. 117). As entrevistas semiestruturadas seguiram um roteiro elaborado com base no framework proposto presente no Apêndice B.
No seu planejamento foram consideradas questões relacionadas à ética que, segundo Cooper e Schindler (2003), visam à proteção dos direitos dos respondentes ou das pessoas. Para essa proteção os autores salientam três diretrizes: explicar o
benefício do estudo, explicar os direitos e as defesas dos respondentes e obter consentimento expresso.
Foram entrevistados em cada universidade de três a quatro colaboradores, sendo pelo menos um entrevistado focado em um dos três pilares da sustentabilidade. Utilizaram-se roteiros de entrevista específicos presentes no Apêndice B. O roteiro da área econômica, cujo entrevistado trabalha na gestão administrativa da universidade , também abordou questões dos pilares ambientais e sociais, validando o entendimento do tratamento desses pilares pela alta gerência. Foi incluso no roteiro de entrevista uma questão filtro para verificar se a função do colaborador participante está de acordo com os critérios de escolha dos entrevistados.
Os entrevistados da dimensão econômica foram escolhidos de acordo com os seguintes critérios: (i) ocuparem cargos na alta administração e (ii) possuírem no mínimo 10 anos de experiência na instituição. Os entrevistados para as dimensões ambiental e social foram escolhidos de acordo com os seguintes critérios: (i) foram indicados pelos gestores da instituição; (ii) trabalham com temas relacionados as dimensões nos cargos que ocupam muitas vezes desenvolvendo políticas, procedimentos e ações; e (iii) possuírem no mínimo 5 anos de experiência na instituição.
Os roteiros de entrevistas foram previamente validados por especialistas selecionados com os seguintes critérios: (i) ter no mínimo 10 anos de experiência acadêmica em docência e pesquisa em uma das dimensões; (ii) existência de publicações realizadas na área; (iii) e experiência profissional em uma das dimensões. Ao todo foram três especialistas, um para cada dimensão (econômica, social e ambiental), devido à escassez de especialistas multidisciplinares.
As entrevistas aconteceram nas IES com um tempo estimado de duração de 45 minutos. As entrevistas foram agendadas previamente e confirmadas na véspera da data marcada. Os entrevistados autorizaram a sua gravação e as entrevistas foram transcritas para posterior análise.
Também foi utilizada a observação direta, buscando observar comportamentos ou condições ambientais relevantes, nesse caso a observação simples de um cenário, os campi universitários. Segundo a classificação de Cooper e Schindler (2003), pode-se considerar a observação como não-comportamental,
visando à análise de condição física nos campi universitários e, direta, visto que o observador estava fisicamente presente monitorando pessoalmente os fatos.
Seu objetivo foi verificar in loco, sempre que possível, a existência de ações relacionadas à sustentabilidade, como coleta seletiva e campanhas educativas por exemplo. Para isso, foi desenvolvido um protocolo específico para a observação direta constando seus procedimentos presente no Apêndice C.
Por último, foram utilizados documentos como fonte de dados. Segundo classificação realizada por Yin (2005), os documentos podem ser administrativos (relatórios de avaliação e outros documentos internos), recortes de jornais, revistas e informativos publicados na mídia em massa ou comunidade local. A grande parte dos documentos analisados foram relatórios sociais publicados, estudos acadêmicos realizados anteriormente nas instituições, artigos de jornais e revistas. É importante salientar que a principal função dos documentos no estudo de caso foi confirmar e valorizar evidências originadas através das fontes primárias.
A utilização de diferentes fontes de informação (entrevista, observação, documentos e documentos de arquivo) busca uma diversidade de evidências para a triangulação dos resultados. Para Gil (2009, p.140), “obter dados mediante procedimentos diversos é fundamental para garantir a qualidade dos resultados obtidos”.
Realizou-se a triangulação dos dados através do desenvolvimento de uma tabela em que se especificou em quais e quantas fontes de dados a informação de cada tema do framework foi evidenciada. Os resultados demonstraram que grande parte dos dados apareceu em duas fontes de dados. Por solicitação das IES estudadas, julgou-se mais adequado não divulgar a tabela com a comparação de suas ações por questões de ética.