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CHALLENGES FACING SOMALI FAMILIES

4.2 Post migration living difficulties

A integração das diversas associações, criando uma rede de diálogo que surgiu com a questão da regularização fundiária, intensificou-se com o aumento da população e o surgimento de lideranças e o aprofundamento na questão ambiental fez com que a região do Córrego do Urubu apresentasse grande nível de mobilização social.

Existe um diálogo intenso entre as instituições presentes na região, o que permite a criação de uma rede social na Microbacia do Córrego do Urubu, fazendo com que esses movimentos cresçam em organização, desenvolvendo atividades que cada instituição, isoladamente, não conseguiria gerenciar.

Os moradores da região, que já vinham do meio acadêmico ou de uma cultura de mobilização social, começaram a participar dessa rede e fortalecê-la, por meio dos seus conhecimentos e especializações. Esses conhecimentos permitiram construir processos de gestão participativa, que foram aprendidos por meio da interação das redes internas da Microbacia com outras redes sociais do DF. Essa participação fez com que cada um dos movimentos crescesse e assim ajudasse os outros a crescerem também.

Esses contatos e trocas de experiências fizeram com que os moradores começassem a trazer para dentro da comunidade pessoas e instituições externas à realidade da Microbacia, expandindo os horizontes dessas redes sociais.

Um exemplo importante de ser mencionado é a entrada da ONG WWF, pelo morador Sérgio Augusto Ribeiro. A WWF incentivou o plantio de mudas para a proteção das nascentes dos rios e desempenhou papel importante na organização para a questão dos incêndios florestais.

Conforme o aumentavam os incêndios, decorrentes do aumento da pressão populacional interna e do entorno da Microbacia do Córrego do Urubu, e com o ano de 2010 sendo considerado um dos mais críticos em relação aos incêndios florestais para a região, as associações, movimentos e instituições aprofundaram a discussão de como conseguir melhorar a proteção das propriedades e áreas de preservação, além de como dar resposta mais efetiva às ocorrências. Dessa forma, a comunidade conseguiu apoio e parcerias importantes, como a WWF, o Instituto Salvia, o Projeto Aclimar, a Administração Regional do Lago Norte, o HSBC Climate Partnership, a

Universidade Católica de Brasília - UCB e o Movimento Salve o Urubu, que culminaram com a criação do Plano Operativo de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Núcleo Rural do Córrego do Urubu (GOUVEIA, 2011).

A ex-moradora da Microbacia e engenheira florestal Giselle Paes Gouveia, que trabalhou no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo/Ibama, e por isso possuía conhecimento para confeccionar um plano operativo, foi convidada pelo Movimento Salve o Urubu para elaborá-lo.

Esse plano operativo tem como objetivos diminuir a ocorrência de fogo, proteger áreas prioritárias, otimizar os recursos e oportunidades locais, melhorar a capacidade de resposta da população e estabelecer um sistema de registro de incêndios (GOUVEIA, 2011, p. 10).

Para que os objetivos apresentados pelo plano operativo possam ser alcançados, é necessário entender como o fogo ocorre na região. Os incêndios geralmente ocorrem durante o dia e, apesar de não ser confirmado, as principais causas levantadas são o descuido dos banhistas na cachoeira, a limpeza de área para ocupação ilegal, rituais religiosos e queimas de lixo (GOUVEIA, 2011, p. 07). Essas informações, não confirmadas por estudos, coincidem com as causas apresentadas pelas lideranças e caseiros entrevistados para este trabalho.

Quanto à quantidade de incêndios ocorridos na região, os valores apresentados pelos entrevistados e os registrados pelos satélites diferem significativamente. Essa diferença é explicada por Gouveia (2011, p. 06) como sendo resultado do tamanho dos incêndios, do relevo da região e dos filtros aplicados para a detecção dos focos de calor, que fazem com que o número de detecções subestime a real quantidade de incêndios na região. Segundo Gouveia (2011), se fossem tidos como base somente os incêndios detectados pelo monitoramento via satélite, entre 1995 e 2011, só teriam ocorrido nove incêndios na região, o que não condiz com a realidade das entrevistas realizadas tanto pela autora, quanto para este trabalho, pois todos afirmam que há queima todos os anos.

Ressalta-se também que esta dissertação não tem como objetivo analisar a quantidade de incêndios florestais ou a área afetada, mas o processo que fez com que a comunidade se organizasse em torno dos incêndios florestais.

Da análise feita pelo plano operativo para a região, uma das necessidades detectadas foi a formação e instrumentalização de uma brigada, começando pela capacitação das pessoas para prevenir e combater os incêndios.

Novamente a estrutura de redes sociais foi importante pois, por meio dos conhecimentos da Giselle Paes Gouveia, foi obtido o apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), para a realização de um curso de formação de brigadas para a prevenção e combate aos incêndios florestais, e doação de bombas-costais e equipamentos de proteção ambiental. A realização desse curso também teve apoio da Universidade Católica de Brasília, uma vez que um dos instrutores do curso, Gabriel Constantino Zacharias, é analista ambiental do Prevfogo/Ibama e aluno de mestrado da UCB.

O ICMBio apoiou a estruturação da brigada da comunidade do Núcleo Rural do Urubu doando os abafadores necessários para os combates.

Estruturar uma brigada de prevenção e combate aos incêndios florestais não seria possível sem a existência dessa rede social, uma vez que os recursos para a alimentação dos brigadistas durante o curso, a doação dos equipamentos e a própria disponibilização do curso pelas instituições federais só poderiam ser feitos por organizações formalmente instituídas.

4.3.5 Curso de Formação de Brigada para a Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais na Microbacia do Córrego do Urubu

O curso de formação de brigadas tem carga/horária de 40 horas-aulas, distribuídas igualmente entre módulos teórico e prático, com avaliação nos dois módulos. Durante o módulo teórico do curso é apresentado e discutido com os alunos alguns conceitos sobre o fogo e os incêndios florestais, sua dinâmica de funcionamento, as técnicas para prevenção e para o combate, e as medidas de segurança. Esse módulo foi dado pelo analista ambiental do Centro Especializado Prevfogo e aluno de mestrado da UCB, Gabriel Constantino Zacharias.

O módulo prático consiste em aprender e treinar o uso das ferramentas de combate, sua manutenção e conservação, além de simular situações reais de incêndios, realizando um combate. Esse módulo foi ministrado pelos instrutores do Centro Especializado Prevfogo, Operácio Lobato Alves, José Neto Francisco de Souza e Gilmar Rosa da Silva.

Nesse curso, além das atividades teóricas e práticas pertencentes ao conteúdo tradicional, os moradores tiveram tempo para se organizarem, com a Giselle Paes Gouveia para definir o local para guarda de equipamento, esquemas de acionamentos e organização, além da distribuição de lista com os telefones de todos

os brigadistas formados, para acionamento no caso de emergências. Criou-se, então, uma nova rede social, formada pelos participantes do curso e que agora começariam a combater os incêndios florestais que ocorressem na região de maneira mais organizada e equipados.

Essa formação foi voltada principalmente aos caseiros, pois são eles que cuidam das chácaras, permanecendo a maior parte do tempo na região, e têm aptidão para trabalhos braçais, necessários para o combate aos incêndios. Apesar disso, alguns proprietários e jovens participaram da formação.

Dois dos participantes do curso foram entrevistados e fizeram um comparativo quanto à questão de como um incêndio era encarado antes e depois dessa atividade. Segundo os entrevistados, os incêndios começaram a ser trabalhados de maneira organizada e com mais seriedade.

Para os participantes, o curso trouxe muitos aspectos positivos, como o aprendizado de novas técnicas de prevenção e de combate, o manuseio correto de algumas ferramentas de combate, além da sensibilização para a importância da organização diante de um combate.

Outro aspecto positivo para os participantes do curso foi a doação dos equipamentos pelo Ibama e ICMBio, que permitiu a eles participarem com mais segurança e eficiência nos combates. Segundo os brigadistas entrevistados, os combates anteriores ao curso eram feitos com roupas comuns, geralmente bermuda e chinelo, e com ramos coletados na própria vegetação, para servir como abafador. Essa improvisação era a única maneira de combater, o que resultava em baixa eficiência e muitos danos ao ambiente e á saúde, pois os combatentes terminavam os combates arranhados pela vegetação e cercas que encontravam no caminho, além do elevado tempo que ficavam expostos à fumaça.

Algumas das lideranças entrevistadas falaram sobre o curso e disseram que perceberam nos brigadistas um sentido muito maior de pertencimento e de importância do seu papel na sociedade.

Segundo essas lideranças, a cerimônia de entrega dos certificados realizada no Dia do Cerrado, que contou com a presença do Governador do Distrito Federal e de outros políticos, deu ainda um tom mais formal e um sentimento de importância pelo qual a maioria dos caseiros nunca tinha passado. Eles ressaltaram que o fato de possuir um uniforme e ser reconhecido como brigadistas, permitiu àqueles que participaram do curso mais respeito diante da comunidade.

Os brigadistas participaram de três combates após o curso, nos núcleos rurais do Córrego do Urubu e do Jerivá. Durante o tempo destinado à organização do curso de formação de brigada, todos os participantes trocaram os telefones, permitindo que houvesse uma interação e um contato permanente entre eles. Essa simples ação de disponibilizar os contatos permitiu que mais pessoas fossem acionadas para os combates, inclusive em diferentes núcleos rurais, o que não ocorria antes do curso.

Outra característica importante dessa rede de brigadistas criada é que muitos proprietários começaram também a tomar parte dos combates, não necessariamente com ferramentas na linha de frente, mas apoiando no deslocamento, fazendo o papel de ligação ou procurando apoio de outras pessoas para o combate.

4.3.6 Ações de prevenção e combate na Microbacia do Córrego do Urubu

Como visto anteriormente, a comunidade da Microbacia do Córrego do Urubu apresenta percepção elevada quanto ao risco de incêndios florestais. Porém, nem sempre foi assim, pois inicialmente os incêndios não eram vistos como problemas de segurança, uma vez que existiam poucos moradores na região. Os incêndios tornavam-se preocupantes somente quando ameaçavam os plantios e as áreas utilizadas pelos projetos desenvolvidos na região.

Porém, a vinda de mais pessoas, atraídas pelos atributos naturais da região, fez com que o discurso ambiental ganhasse mais profundidade e produções científicas, dando respaldo e estimulando os moradores que ainda não tinham tal sensibilização.

O mote principal das ações de proteção e recuperação de áreas degradadas começou com a proteção das águas e, posteriormente, a questão do lixo. Porém, com o adensamento populacional e o maior fluxo de transeuntes nas áreas turísticas da região, os incêndios começaram a se tornar mais frequentes e mais próximos das propriedades, despertando interesse da população para o tema. Além disso, os incêndios começaram a ameaçar as áreas protegidas pela população, como as áreas reflorestadas e os atrativos naturais, como a cachoeira existente no Córrego do Urubu.

Um exemplo de como funcionou durante anos o pensamento quanto aos incêndios florestais é dado pela entrevistada Solange Sato, atual presidente da

Associação de Chacareiros do Urubu, que coloca que “os movimentos tinham como meta cuidar das águas, para isso era importante plantar e portanto, prevenir as queimadas”. Algumas áreas plantadas pelos movimentos e organizações sofreram com os incêndios florestais por falta de estrutura e de organização.

Os incêndios florestais da região, segundo os entrevistados, são causados principalmente pelo ser humano, seja por queima de lixo, prática muito comum entre os moradores mais antigos, queima de vegetação para plantio, rituais religiosos, grilagem, uso do fogo para aquecimento ou vandalismo. Essas causas corroboram com as causas apresentadas por Gouveia (2011, p. 07). Percebe-se, porém, uma diferença de percepção das origens dos incêndios, dependendo da região onde o entrevistado mora. Os entrevistados que moram em Olhos d´Água, por exemplo, indicam que os principais incêndios começam na estrada DF- 001 e não consideram significativos os incêndios que se iniciam próximos à cachoeira. O contrário acontece quando os entrevistados moram em São Sepé ou Ladeira, que citam o uso público da cachoeira como um dos principais causadores de incêndios florestais, e ignoram os focos provenientes da DF-001.

Segundo os entrevistados, a preocupação em proteger as propriedades e os bens construídos fez com que praticamente todas as chácaras construíssem aceiros, mas sem um aprofundamento técnico específico, de maneira precária.

Não existia na região um trabalho de junção de esforços para a construção de aceiros coletivos, a não ser em áreas protegidas privadas comuns, como dentro dos condomínios, ou quando os movimentos e associações se mobilizavam para realizar aceiros em torno de determinadas áreas definidas por eles, geralmente áreas de preservação permanentes (APPs).

Alguns moradores conseguiram extinguir o fogo dentro das suas propriedades, como o caso de um dos entrevistados, Sr. Andrew Miccolis, por meio da confecção de aceiros e pelo manejo anual da vegetação, como podas e novos plantios agroflorestais. Porém, o Sr. Andrew é uma exceção, uma vez que é consultor ambiental em agroflorestas e permacultura, além de ter um caseiro que também conhece as técnicas de prevenção de incêndios e foi treinado no Curso de Formação de Brigadas. A maioria dos proprietários e chacareiros da região, como mostrado no ecomapeamento, tem origem urbana e não sabe como proteger sua propriedade de maneira correta.

No ano de 2010, houve um grande incêndio, citado por todos os entrevistados como um dos maiores já registrados na região, que queimou plantios, propriedades, benfeitorias, além de relatos de problemas de saúde associados ao excesso de fumaça. Alguns entrevistados acreditam que esse incêndio foi criminoso, pois vários focos tiveram origens próximas a uma estrada, porém sem conectividade entre eles.

Esse fogo, segundo outros entrevistados, começou na região do Jerivá, em uma área menos habitada, e seguiu para o resto da Microbacia do Córrego do Urubu. Segundo relatos, esse incêndio, que na parte da manhã já era possível de ser visto da Asa Norte, do Plano Piloto, levou o dia inteiro para ser combatido, o que não é comum para a região, que possui focos pequenos, com necessidade de poucas horas de combate.

Durante a entrevista, o Sr. Andrew ressaltou que “não existe ameaça que reúna mais a população da região do que o fogo. Há pessoas vizinhas que só se encontram durante os combates”.

4.3.7 A experiência do Programa Firewise e da Comunidade do Núcleo Rural do Córrego do Urubu

O Programa Firewise, como apresentado anteriormente, apesar de criado por iniciativa governamental, tem como foco o trabalho na comunidade e da comunidade, variando de maneira significativa sua aplicação, dependendo da realidade local onde é implantado.

Assim, é possível comparar os dois programas, de maneira a encontrar pontos convergentes e pontos em que a estrutura de prevenção e o combate a incêndios florestais da comunidade do Núcleo Rural do Córrego do Urubu possa crescer com a experiência do Programa Firewise. A via contrária também pode ser feita, mas não é intenção deste trabalho avaliar ou propor melhorias à experiência norte-americana.

Para concluir, essa comparação entre as duas experiências será feita à luz da ISO31000, seguindo a mesma lógica apresentada no item 4.2 deste trabalho. Uma vez que nem o Programa Firewise nem a Comunidade do Núcleo Rural se pautaram na ISO31000 para construir seu conhecimento, existem alguns pontos que podem não coincidir, ser divergentes ou até repetidos. Apesar disso, vale a pena notar a importância dessa correlação para o crescimento da organização da comunidade do Núcleo Rural do Córrego do Urubu, assim como a possibilidade de aprendizado para

a implementação dessas experiências em outras áreas susceptíveis a incêndios florestais.

No Quadro 4.17 é feito o relacionamento entre a ISO31000, o Programa Firewise e a Comunidade do Núcleo rural do Córrego do Urubu com relação à estrutura de gestão de riscos.

ISO31000 Programa Firewise Comunidade do Núcleo Rural do Córrego do Urubu

Mandato e

comprometimento

É necessário um líder, ou grupo de líderes que reconheça o risco de incêndios florestais para despertar o interesse da comunidade.

É necessário que seja um

entendimento individual e coletivo a necessidade da solução do risco.

Na rede de organizações atuantes na comunidade é necessário definir quem será responsável pela gestão do risco e a coordenação de todo o processo.

Entendimento da organização e seu contexto

A comunidade deve reconhecer o problema dos incêndios florestais e saber quem serão seus atores.

A esfera governamental é acionada para discutir junto à comunidade a melhor forma de implantar esse programa.

Dessa maneira, a comunidade terá um conhecimento aprofundado do contexto interno e externo.

As organizações, por serem locais e pelos estudos já realizados, possuem um conhecimento significativo do contexto interno e externo à comunidade.

Estabelecimento da Política de Gestão de Riscos

São realizadas reuniões com a comunidade e parceiros para estabelecer qual a melhor maneira de atuar sobre os incêndios

florestais para aquela região.

Foi criado o plano operativo, que serve como norteador para a criação de uma política de gestão de risco mais ampla, envolvendo mais pessoas e instituições.

Responsabilização

As responsabilidades são

compartilhadas entre as esferas do Governo, a comunidade local e outros atores que possam interagir com a região.

Apesar da criação da brigada, ainda é necessário aprofundar essa questão na comunidade, de maneira formalizada e envolvendo mais moradores.

A brigada deve ter a delimitação clara de quando deve assumir a

responsabilidade e qual o momento em que é necessário o apoio externo.

Integração nos processos organizacionais

Os conhecimentos prévios são apresentados, de maneira a que os participantes tenham conhecimento de como manejar o fogo em sua propriedade, buscando acabar com os mitos sobre a impossibilidade de gerir os incêndios.

É nesse momento que o conhecimento dos técnicos do Programa Firewise são trabalhados, a fim de interagir com a realidade das comunidades, buscando a melhor aplicação das técnicas de prevenção à realidade da

comunidade.

Essa é uma das etapas principais de aprendizado da comunidade com o Programa Firewise, como integrar os conhecimentos existentes e a presença da brigada na organização comunitária e no gerenciamento das

Recursos

Os recursos envolvidos no programa variam bastante com a realidade de cada comunidade, e vão desde as ferramentas a equipamentos mais sofisticados.

Vale ressaltar os recursos

instrucionais, montados de maneira que até os moradores mais simples sejam capazes de identificar qual o grau de risco a que está submetido e como fazer para diminuí-lo.

Os recursos obtidos durante o curso de formação de brigadas foram o suficiente para o contingente atual, porém é necessário o aumento do número de pessoas formadas e de equipamentos, além de um plano rígido de conservação desses recursos. Estabelecimento de mecanismos de comunicação e reporte internos e externos

Das publicações do Programa Firewise existe uma intitulada “Melhores Práticas – Plano de Comunicação”, dando diretrizes de como elaborar um plano de

comunicação, interno e externo, efetivo.

A comunidade, dentro das suas organizações, possui reuniões sistemáticas, mas é necessário incentivar o aumento da participação comunitária nesses momentos de tomadas de decisões.

Os estudos locais mostram a importância do contato com as universidades e associações, pois essas estão entre as fontes de informações em que os moradores mais confiam.

Implementação da estrutura para gerenciar o risco

Por não haver uma regra definida, o processo de implementação da estrutura para a gestão de risco depende de toda a estrutura criada e das características locais.

Após a análise detalhada dos itens anteriores e a concepção da estrutura de gestão de riscos, esta deve ser implantada em momento oportuno,

permitindo que os proprietários e instituições dediquem seus esforços para esse objetivo, incluindo sessões de

treinamento e informações.

Monitoramento e análise crítica da estrutura

O Programa Firewise também prevê a importância do

monitoramento do seu funcionamento, incluindo as diretrizes básicas de avaliação ao “Melhores Práticas – Plano de Comunicação”

As próprias reuniões das organizações são bons momentos de avaliação da estrutura, porém é necessária uma coleta de informações ativa junto aos proprietários e

caseiros, por estes, muitas vezes, não participarem das reuniões.

Melhoria contínua da estrutura

Esse processo é a implementação dos pontos positivos e correção daquilo que foi percebido de deficitário na fase de monitoramento. Vale ressaltar a importância do intercâmbio com instituições de outras áreas, para conhecer as