9. Kvalitet og etnisitet
10.8. Positive bivirkninger
Ao conceituar a imprimação betuminosa, a ASTM D8-02 (2003) observou a necessidade que o ligante tem de penetrar na base para que esta desempenhe bem as suas funções. DANTAS (1959) já é mais detalhista e afirma que para uma imprimação funcionar adequadamente é necessário que o ligante utilizado penetre de 5 a 10 mm na base, o que segundo ele, nem sempre é fácil conseguir. Para HITCH e RUSSEAL (1977) a imprimação deve penetrar de 4 a 5 mm na base deixando a superfície seca e sem brilho nas 24 horas seguintes à sua aplicação.
Neste contexto PAIAGE-GREEN (1999) ressalta que a boa penetração da imprimação de uma base de baixo volume de tráfego contribui significativamente para o
retardamento da deterioração do pavimento, ficando seus problemas, basicamente, limitados às falhas de borda e ao desgaste do agregado empregado na execução do revestimento.
Uma das evidências da importância da penetração da imprimação para o bom desempenho dos pavimentos de baixo custo é destacada por SANTANA (1976). Ao investigar as causas da deterioração de um segmento de 48 km da BR-135, executado em revestimento contrapó sobre base de solo laterítico, no estado do Maranhão, esse pesquisador constatou que as falhas detectadas no pavimento se deram em função da reduzida penetração atingida pela imprimação asfáltica. Nesse segmento, segundo o autor, a imprimação alcançou uma penetração de aproximadamente 3 mm, enquanto que em outros 7 km da mesma rodovia, onde o pavimento se apresentava em ótimo estado de conservação, a imprimação alcançou penetrações superiores aquele valor. Esse pesquisador detalha ainda que ao ocorrer o arrancamento de um grão de pedregulho da base, nos pontos de reduzida penetração, as paredes do solo que envolvia esse grão tornavam-se desprotegidas porque o ligante não alcançou a penetração necessária para envolvê-lo completamente. Com a sucessiva repetição do arrancamento, a estrada se tornou intransitável, ficando ainda em pior estado do que se não tivesse recebido o tratamento.
Uma outra evidência do mau desempenho do pavimento associado à imprimação betuminosa foi comprovada por NOGAMI, VILLIBOR e FABBRI (1989), a partir da observação de 1.000 km de rodovias, no estado de São Paulo, executados com base de solo arenoso fino laterítico e revestimento em tratamento superficial. Após a pesquisa de campo empreendida pelos autores foi constatado que onde a penetração da imprimação com asfalto diluído CM-30 atingiu medidas superiores a 15 mm (dependendo do tipo de solo) ocorria em alguns locais o desprendimento da camada de rolamento devido à falta de aderência entre o revestimento e a base e/ou o cravamento do agregado do revestimento nesta camada. Por outro lado, onde a penetração da imprimação alcançou valores inferiores a 3 mm, formava-se uma película betuminosa extremamente espessa na superfície da base, levando, na maioria das vezes à exsudação do revestimento, em virtude da esbeltez desta camada. Dessa forma os pesquisadores consideraram com desempenho satisfatório aquele pavimento no qual a penetração média da imprimação foi de 4 a 10 mm, o que ocorria, segundo aqueles pesquisadores,
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quando a película residual do ligante utilizado para a imprimação não era excessiva e apresentava aspecto característico e cor acastanhada.
Com relação à penetração da imprimação, ainda pode-se ressaltar o resultado da análise do pavimento de várias ruas de algumas cidades dos estados do Paraná e do Espírito Santo, realizada por CASTRO (2003). Ao investigar o desempenho desses pavimentos, executados em revestimento antipó sobre bases de saibros imprimadas com emulsão de óleo de xisto, esse autor concluiu que somente nos pontos onde a imprimação alcançou valores de penetração no intervalo entre 4 e 13 mm o pavimento apresentou bom desempenho.
Já uma pesquisa desenvolvida por DUQUE NETO (2004) com o objetivo de propor uma metodologia para escolha de solo e dosagem de antipó para rodovias de baixo volume de tráfego, revelou resultados contraditórios aos encontrados por CASTRO (2003). DUQUE NETO (2004) atestou que pavimentos executados com bases de misturas de solos imprimadas com emulsão de óleo de xisto apresentaram desempenho satisfatório para pavimentos com penetração da imprimação fora do intervalo de 4 a 13 mm proposto por CASTRO (2003). Aquele pesquisador também constatou a existência de segmentos com desempenho insatisfatório onde a imprimação alcançara penetração dentro desse intervalo.
De maneira geral, observa-se que, se por um lado existe uma unanimidade de opinião, tanto nacional como internacionalmente, quanto à necessidade da penetração do ligante betuminoso na base compactada, por outro, há bastante controvérsia quanto ao valor mínimo necessário dessa penetração para que o pavimento asfáltico funcione adequadamente. Na literatura internacional há uma convergência para um mínimo desse valor de 5 mm para as bases granulares, porém, apenas TRH (1970) aponta 10 mm como valor máximo desta penetração. Vale ressaltar que a maioria dos pesquisadores estrangeiros não se pronuncia a esse respeito.
Apesar do uso de diferentes solos e ligantes asfálticos nos experimentos realizados por NOGAMI, VILLIBOR e FABBRI (1989), CASTRO (2003) e DUQUE NETO (2004), percebe-se que há controvérsias quanto ao intervalo de penetração aceito para qualificação da imprimação.
Dessa forma, é preferível apoiar-se nas conclusões de NOGAMI, VILLIBOR e FABBRI (1989), válidas para os solos arenosos finos lateríticos, de que a penetração da imprimação betuminosa varia em função das diversas características intrínsecas do solo constituinte da base. A afirmação desses autores parece confirmar a conclusão de CORRÊA (1975), também válida para os solos lateriticos, de que a simples medida da penetração do ligante da imprimação na base, não serve como parâmetro afirmativo da qualidade desse serviço. As conclusões desse pesquisador estão fundamentadas na constatação do alcance de 2 cm de penetração da imprimação com CM-30 em alguns segmentos de bases executados com solo do grupo A-2-4, enquanto que em outros, construídos com os mesmos materiais, e nas mesmas condições, a penetração apresentou valores mínimos. Acredita-se que esses valores mínimos aos quais o autor se refere sejam inferiores a 3 mm.
Na verdade, o parâmetro “penetração” parece ser apenas um dos critérios a serem levados em consideração para qualificar um serviço de imprimação, devendo também, serem observados o tipo de solo, a taxa, o tipo de ligante e o teor residual de asfalto presente no mesmo. Diante das controvérsias apresentadas sobre a medida da penetração da imprimação, acredita-se que para qualificação, co segurança, desse serviço, far-se-á necessário realizar uma ampla investigação de campo, constante principalmente, da execução de ensaios de impermeabilidade, coesão e cisalhamento do topo da superfície imprimada. As experiências apresentadas pelos diversos pesquisadores citados parecem deixar claro que a qualidade da imprimação está associada à concentração residual de asfalto no topo da base, fato este comprovado pelos limites máximos e mínimos da medida da penetração, os quais variam com as características de cada solo estudado. Certamente essa concentração residual de asfalto não é levada em consideração pelas especificações vigentes para serviços de imprimação, em virtude da disponibilidade comercial de poucos materiais utilizáveis para imprimação.
De qualquer forma, para se assegurar do bom desempenho do serviço de imprimação far-se-á necessário realizar ensaios prévios de imprimação para conhecimento da interação entre os materiais de base e os ligantes utilizados, tendo em vista as inúmeras variáveis envolvidas nesta operação.
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