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DEFINICIONES SUBÍTEMS

4.4. Plantilla utilizada en la recogida de datos

Na rota de produção integrada e semi-integrada, diferentemente da siderúrgica independente, o produto final produzido é o aço, possibilitando a diversificação de produtos, podendo-se, inclusive, atender demandas específicas de produtos. Estas duas tecnologias de produção associam-se tanto ao impulso pela demanda quanto pela tecnologia, na medida em que a demanda por produtos diversos e específicos representa uma força de mercado que impulsiona a mudança técnica, sem desconsiderar algumas mudanças ao longo do tempo, como a capacidade de inovação constante, independente das condições mutáveis de mercado; e pelo progresso técnico per si e mudanças expressas pela sinalização do mercado. Nesta situação os agentes destas rotas não são tomadores de preços, atuando como fixadores, nem dependentes da fixação de preços no mercado internacional, mas também adotam mudanças tecnológicas ligadas fortemente à redução de custos de produção, mesmo que em caráter estático às vezes.

Na produção semi-integrada a infraestrutura da indústria é menor que a integrada, podendo se utilizar de ferro-gusa, sucata (como substituto do ferro-gusa), ferro-esponja e pelotas, para a produção de aço, reduzindo o custo variável significativamente. Possui uma escala de produção menor que a siderurgia integrada e um número menor de produtos produzidos (mix limitado de aços longos). Consegue atender, também, algumas demandas específicas de aço. Sua função de produção é, então:

A.C. = f (St; F.Gt; E.Et; O.It) no instante t Sendo:

A.C = aço carbono; F.G = ferro-gusa; S = sucata;

E.E = energia elétrica; O.I. = outros insumos30

Pela comparação da função de produção desta rota com a da independente, percebe- se que esta última função é mais complexa, pelo fato de envolver insumos diferenciados na produção e por produzir outros tipos de produtos na forma de aço. Essa composição da função define níveis diferentes de preços para os insumos e produtos, diferentemente da siderurgia independente, em face dos tipos de insumos, produtos produzidos e do atendimento de demandas específicas. Esta análise serve também para a siderurgia integrada, porém com maior amplitude na composição dos insumos e produtos, dado maior nível de diferenciação entre os mesmos.

Na medida em que a composição de seus insumos e produtos possui diferenciações, a estrutura de preços apresenta variações relativas, com comportamento diferente dos preços da siderurgia independente.

No caso da rota integrada, a função de produção é mais complexa, sendo expressa por:

30 Este item compõe: oxigênio, óleo combustível, gás neutro, cal, carburantes, eletrodos de grafite, pirometria,

A.C. = f (Mt; E.Et; Cbt; Mmt; M.O; O.It.) no instante t. Sendo:

Mt = metálicos;

Mmt = materiais manutenção; E.E. = energia elétrica; Cb = combustível; M.O. = mão-de-obra; O.I = outros insumos

Nesta rota, a variação de insumos não chega a ser tão superior ao da rota semi- integrada, de forma que a variação/diferenciação maior está no tipo de produto produzido, por produzir toda variedade de aços planos, longo e especiais, atendendo qualquer tipo de demanda específica. Neste sentido, o preço do produto é um dos fatores mais determinantes na análise da estrutura de custos, pois este preço tem maior peso na definição da lucratividade da firma, em razão da possibilidade ser fixado e independente de condições ou determinações de mercado, o que contribui para aumentar a receita da empresa, sem ter que exercer forte pressão sobre os custos, tal como ocorre com a indústria independente.

Nesse cenário de preços vigentes, a trajetória desenvolvida pela siderúrgica integrada e semi-integrada apresenta respostas às condições alteradas de mercado que superam a resposta da trajetória independente quanto a busca por alternativas incorporadoras de inovações, cujas regras de decisão têm maior possibilidade de ajuste às condições externas, por meio de produtos e preços diversificados; e às condições externas, particularmente definidas pelo estoque de capital de cada uma – seja a firma semi-integrada ou integrada.

Pelas equações (4) e (5) das respostas das firmas, visualiza-se o peso da participação de capital nas regras das firmas; e a resposta a uma mudança de preços com base no movimento das firmas ao longo das regras de decisão no tempo, onde o dinamismo e a eficiência da resposta derivam da otimização ao conjunto de regras de decisão, que buscam a substituição mais eficiente possível, superando, portanto, a lógica da siderurgia independente. Como o produto produzido por estas duas rotas são diversificados, não há fixidez do mesmo quanto à estrutura e funcionalidade, e as regras evoluem e produzem efeitos tanto maiores quanto for o preço do produto em relação à necessidade de mercado, na mesma

proporção em que a demanda for específica. Assim, estas indústrias conseguem auferir maiores lucros toda vez em que, além do preço dos insumos reduzirem, (i) o preço do produto aumentar no mercado, sem significativas reduções na demanda, dada o relativo poder de fixação do preço do mesmo; e (ii) quando a demanda for estritamente específica – caso da rota integrada –, onde o preço do produto é totalmente fixado pela firma e o produto não tem substituto (demanda inelástica), proporcionando-lhe nesta produção lucros de monopólio.

Na primeira situação – presente tanto na rota semi-integrada quanto na integrada – o movimento da curva de preço amplia o lucro na proporção em que o produto não possui substitutos perfeitos, sem qualquer pressão sobre os custos, a não ser a pressão natural exercida ao longo do tempo e da curva de experiência. Como os produtos, embora semelhantes, possuem algum tipo de diferenciação, as receitas e os lucros tendem a aumentar no curto prazo. Em médio e longo prazo estes lucros excedentes tendem a reduzir e até serem eliminados por ocasião da imitação ou inovação da concorrência, ocasionando um processo de estabilização.

Na segunda hipótese, o preço é único, levando a empresa a alcançar lucros de monopólio, pois é grande a diferença entre o preço do produto e seus custos, de forma que o preço cobrado pelo produto não leva a perda de mercado, em razão de que não há substitutos próximos. Quanto mais específico e diferenciado for o produto, maior é a taxa de lucro e menor é a possibilidade de existência de substitutos, conferindo à empresa sobrelucros e uma posição estável no mercado. A especificidade e a diferenciação do produto dependerão, no entanto, do know-how da empresa e da estrutura de produção, que na rota integrada é forte e exige elevados investimentos.

Na rota de produção integrada os custos são elevados, também, em razão da dimensão da estrutura de produção e dos investimentos tecnológicos para a produção de produtos específicos e diferenciados, o que exige uma compensação dos custos através da cobrança de preços mais elevados e ganhos de escala, diferentemente do que ocorre na rota independente. No entanto, esta rota pode diluir seus custos sem maiores dificuldades através dos preços praticados nos seus produtos.

Nestas rotas a atividade de inovação acarreta algum retorno econômico, diante de oportunidade de mercado que surgem e que podem ser criadas. Por produzirem produtos para o atendimento de demandas específicas, a produção de aço pelas estruturas semi-integrada e

integrada gera estímulos à mudança, tanto com relação à redução de custos, quanto em relação à possibilidade de sobrelucros. Pelos comportamentos diferentes e padrões de interação assumidos, acabam por definir tendências de variáveis de desempenho, diante de tendências de estrutura econômica.

As diferenças estruturais entre as trajetórias semi-integradas e integradas definem diferenças tecnológicas em termos de capacidade de produção e inovação, o que acaba criando barreira à entrada de novos concorrentes e funcionando, ex post, como um critério de seleção. Em função da rota semi-integrada ter estrutura menor e diferenciada (forno elétrico e arco lingotamento contínuo), os tipos de produtos produzidos são menores (mix limitado de aços), com possibilidades de atendimento de demandas específicas abaixo da trajetória integrada, porém com custos de produção e mão-de-obra menores.

Na estrutura de produção integrada, a diferença dá-se pela maior estrutura de produção, a produção de aços específicos, porém com custo maior31. Quanto mais específicos forem os tipos de aços demandados, maior a necessidade de especialização na sua produção, e menor o número de fabricantes por tipos de aço, o que por sua vez pode conduzir a indústria a lucros de monopólio. Notadamente, com a imitação essa posição monopolista será derrubada, mas em função das inúmeras variedades de demandas específicas que surgem no setor, estas empresas acabam, intermitentemente, desfrutando desses lucros.

No contexto dessas três trajetórias de produção siderúrgicas existentes, observa-se a tendência de um conjunto de forças que impulsionam a siderurgia mundial à reestruturação32, entre elas o aumento da concorrência e a queda dos preços e rentabilidade em função do excesso de capacidade, os quais determinam o surgimento de novos paradigmas tecnológicos e crescentes dificuldades de se seguir adiante nestas novas direções tecnológicas.

No contexto da rota de produção independente – que possui maior dificuldade a inovações e limites à incorporação de novas técnicas de produção e produtos específicos – visualiza-se pressões ascendentes em vários níveis com relação a tal trajetória, ampliando os critérios de seleções através dos quais serão escolhidas novas trajetórias economicamente e

31 Estes custos maiores são justificados pela produção e atendimento de demandas em escalas maiores,

específicas, com taxas de compensação de lucro significativas.

32 Uma discussão sobre o processo de reestruturação produtiva da siderurgia mundial e nacional pode ser

ambientalmente viáveis. As próprias estruturas da siderurgia independente estão se comportando como determinantes às direções da mudança técnica, na medida em que o mercado desencoraja e sugere a eliminação de processos de produção geradores de externalidades, ao mesmo tempo em que pressiona por produtividade e eficiência econômicas. A rota semi-integrada já apresenta elementos inovadores e definidores de alterações na relação da atividade com as economias locais, indicadas pela alteração da demanda (interna, ao invés de somente externa) e tecnologia de produção, juntamente com a geração de menos externalidades que a rota independente. Mesmo que possa haver possibilidades diversas de organizações, firmas e indivíduos apostando em soluções tecnológicas e de mercado diferentes, o reflexo de alterações positivas no mercado é um critério já pode ser considerado inovador, capaz de redirecionar dinâmicas de desenvolvimento local.

A trajetória empreendida pelos tipos siderúrgicos compreende rotinas (controle, cópia e imitação) que são selecionadas dentro de um ambiente econômico de condições alteradas de mercado, que possibilite resultados potenciais e otimizadores de resultados, seja não só na forma de lucros, mas de aprendizado que tragam benefícios organizacionais ao longo do tempo, melhorando o know-how da indústria e a competitividade no mercado.

A definição de uma alocação eficiente de insumos, a melhor combinação para a produção dos produtos e a determinação dos preços depende de uma articulação sincronizada e inter-relacionada com as alterações de mercado, posto que as sinalizações que este fornece para as firmas podem expressar alternativas e oportunidades positivas de mudanças e sustentabilidade da firma no mercado, qualquer que seja a rota de produção siderúrgica.

Nos últimos anos, no contexto das rotas de produção siderúrgica, o que se visualiza no mercado é a influência do ambiente econômico (e mercado) na seleção da direção do paradigma tecnológico mais adequado ao momento, selecionando posteriormente as alterações (mutações) que tal trajetória irá tomar, que por sua vez são capazes de alterar e reconfigurar o cenário econômico e social das regiões de inter-relação.

9 COMPARAÇÃO ENTRE OS CUSTOS DE PRODUÇÃO E DESEMPENHO DAS