Wind from east
3 Parametric investigation for improved aerodynamic design Here investigated is cross section SS1 presented in Figure below
Dos participantes no Evento de Extensão Universitária, preferiu-se distribuir os questionários aos estudantes de Tecnologia em Comunicação Institucional92, para assim
91 O questionário, presente nos anexos, está baseado em SANTOS, E. M. O. (2004) e GARCIA-DE-STEFANI,
V. C. (2010).
92 Essa modalidade de formação tem o objetivo de qualificar o profissional em seis semestres. No curso de
Tecnologia em Comunicação Institucional oferece-se a língua espanhola em toda a extensão do projeto pedagógico, o que conta com quatro horas/aula semanais nos quatro primeiros semestres do curso e disciplinas como interculturalidade e tradução de textos técnicos nos semestres finais. Salientamos que os alunos têm a opção de escolher a língua estrangeira (espanhola ou inglesa) no primeiro dia de aula e a classificação no vestibular é decisiva no momento dessa escolha. Os estudantes participantes da pesquisa fizeram a opção pelo estudo da língua espanhola. Um ponto importante é verificar a recepção do idioma e, por conseguinte, da cultura hispânica entre esses aprendentes.
trabalharmos com um corpus homogêneo, considerando o que argumenta Chizzotti (2011). Nesse sentido restringimos o número de informantes, o que resultou em 14 (catorze) estudantes, de um universo de 20 participantes, do total do Evento de Extensão Universitária. É importante salientar que essa decisão decorreu do fato de os estudantes de Tecnologia em Comunicação Institucional terem a possibilidade de optar pelo estudo da Língua Espanhola durante o curso, que compreende três anos ou seis semestres. Vale salientar que os alunos dos outros dois cursos devem frequentar a disciplina de Língua Espanhola de maneira obrigatória. No que tange ao perfil dos informantes desta pesquisa, apontamos que outros alunos do curso de Tecnologia em Comunicação Institucional participaram do Evento de Extensão Universitária em encontros esporádicos. Houve, também, participantes dos cursos Técnico em Petróleo e Gás e Tecnologia em Secretariado. No entanto, optamos por não colocá-los no corpus, devido à menor experiência em Língua Espanhola durante o curso e também à faixa etária, já que para esta investigação nos interessam estudantes de graduação de Tecnologia em Comunicação Institucional. Para entendermos melhor o público selecionado, apresentamos o quadro informativo a seguir:
Aluno Idade Sexo Profissão Formação
A1 23 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A2 19 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A3 22 anos Masculino Estudante TCI Cursando
A4 21 anos Feminino Estudante TCI Gestão de RH.
A5 não respondeu Feminino Estudante TCI Cursando
A6 18 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A7 20 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A8 22 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A9 22 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A10 23 anos Masculino Estudante TCI Cursando
A11 50 anos Feminino Militar Pós-graduada em Controle de infecção
hospitalar e Autogestão em saúde. Cursando TCI
A12 47 anos Masculino Comentarista esportivo. Cursando TCI
A13 20 anos Feminino Estudante TCI Cursando
A14 20 anos Feminino Estudante TCI Cursando
Quadro 6 – Perfil dos informantes
Do total de participantes, 11 são do sexo feminino e 03 do sexo masculino. As idades variam entre os 19 e 50 anos. Um informante não apontou a sua idade. A maioria deles, isto é, 11, está na faixa etária entre os 18 e os 23 anos. Desses estudantes, uma já possuía formação em Gestão de RH. Dos alunos com faixa etária maior que 40 anos, um deles, além de ser aluno do curso de Tecnologia em Comunicação Institucional é comentarista esportivo (A12) e outra informante (A11) possui pós-graduação na área de saúde.
No próximo quadro apresentamos informações acerca do tempo de estudo anterior de Língua Espanhola que os estudantes possuíam antes do início do Evento de Extensão Universitária. Também são focalizados aspectos como o uso da língua espanhola fora da sala de aula e a frequência com que essa atividade é realizada
Aluno Tempo anterior de estudos em LE
Fala espanhol fora da sala de aula?
Onde e com que frequência?
A1 3 anos. Não -
A2 1 ano e 6 m. Sim Com amigos pela internet.
A3 1 ano. Sim Busuu.com. (todos os dias).
A4 2 anos. Não -
A5 2 anos. Não -
A6 4 anos. Não -
A7 2 anos. Não -
A8 2 anos. Não -
A9 2 anos. Sim Em casa e com amigos.
A10 2 anos. Não -
A11 2 anos. Sim Eventualmente com amigos.
A12 1 ano. Não -
Aluno Tempo anterior de
estudos em LE Fala espanhol fora da sala de aula? Onde e com que frequência?
A13 2 anos. Não -
A14 2 anos. Não -
Quadro 7 – Tempo de estudo de Língua Espanhola
No que concerne ao tempo de estudo da Língua Espanhola anterior ao Evento de Extensão Universitária em que participaram, pode-se dizer que o tempo mínimo foi de um ano (A12) e o tempo máximo, quatro anos, como informa (A6). É importante pensarmos que esse período – ou parte dele – os alunos passaram estudando o idioma na própria Universidade Federal, ou seja, aqueles que menos tempo estudaram essa língua estrangeira também são os matriculados nos semestres iniciais do curso. É importante fazer essa ressalva, para se perceber como os estudantes interpretaram as perguntas que se fizeram ao longo do questionário. Também é necessário apontar que, durante o Evento de Extensão Universitária em que se coletaram os dados para esta pesquisa, a investigadora também foi professora desses estudantes, que pertenciam a dois grupos distintos, de estudantes de “Língua Espanhola II” (segundo período) e “Tradução de Textos Técnicos” (sexto período). Para estes últimos aprendentes, salientamos, a mesma docente havia ministrado as disciplinas Língua Espanhola I e Língua Espanhola II.
Em relação ao fato desses alunos falarem a Língua Espanhola fora da sala de aula, quatro deles responderam de modo afirmativo e não necessariamente são aqueles que passaram mais tempo estudando o idioma, como vemos nas respostas de (A2) que conversa
“com amigos pela internet” e estuda a língua há um ano e seis meses; (A3) que conversa diariamente pelo site de idiomas www.busuu.com e possui um ano de estudo anterior da língua; (A9) que fala em língua espanhola “em casa e com amigos” e (A11) que conversa “eventualmente com amigos” em espanhol, respectivamente, sendo que ambas estudaram a língua durante dois anos na Universidade Federal. Analisando esses perfis, verifica-se que a metade daqueles que fala a Língua Espanhola fora de sala de aula, aponta a internet como ferramenta para essa atividade. Esse número pode, no entanto aumentar, uma vez que as outras duas alunas não assinalam se as conversas ocorrem por meio virtual ou não.
O quadro seguinte, que se refere aos estudos de línguas estrangeiras realizados pelos alunos participantes da pesquisa, mostra:
Aluno Você fala outra língua além do Português?
Qual (quais)? Qual (quais) línguas estrangeira(s) você já estudou?
A1 inglês inglês, espanhol e francês
A2 não muito bem, um pouco de inglês e
espanhol inglês e espanhol
A3 não apenas espanhol
A4 Inglês já estudei inglês por 05 anos
A5 não Inglês
A6 falar fluentemente não Inglês
A7 inglês e espanhol inglês e espanhol
A8 inglês e espanhol inglês e espanhol
A9 inglês Inglês
A10 não francês, alemão
A11 inglês e espanhol inglês, espanhol e alemão
A12 inglês básico inglês básico
A13 não espanhol e inglês
A14 espanhol, francês espanhol e francês
Quadro 8 – Estudos em línguas estrangeiras
Quatro informantes afirmaram não falar outra língua além da portuguesa. Outro estudante alegou falar – não muito bem – um pouco de inglês e espanhol (A2). O estudante (A6) cita que fala, porém não fluentemente, o idioma inglês. Sete alunos informam falar inglês, sendo que um deles classifica a sua proficiência como “básica”. Desses 7 estudantes, 3 afirmam falar também espanhol. Somados a esses 3 falantes de espanhol, também está (A14), que informa falar espanhol e francês. Como conclusão acerca da língua espanhola, 5 informantes apontaram falar o idioma, mas 1 deles alega fazê-lo ‘não muito bem’.
Quando indagados sobre a(s) língua(s) estrangeira(s) já estudada(s), onze apontam que já estudaram inglês. Seis afirmam já terem estudado espanhol. Três responderam já ter estudado francês e dois informam que já estudaram alemão. É importante salientar que
no curso de Tecnologia em Comunicação Institucional, as Línguas Francesa e Alemã são disciplinas optativas no currículo.
3.4 O Evento “Linguagem, identidade e representação no novo cinema Rio-platense”
Para a elaboração do Evento, contamos com a participação da então monitora de Língua Espanhola, que auxiliou no trabalho de elaboração de listas de presença, organização de pastas, material, entre outras atividades. Uma estudante de Comunicação Institucional também auxiliou durante o Evento de Extensão Universitária, especialmente para que ocorresse o bom funcionamento dos equipamentos de áudio e vídeo.
O Evento foi planejado para ocorrer durante quatro quartas-feiras consecutivas, o que compreendeu o período de 21/11/12 a 12/12/12. Os filmes foram apresentados na ordem a seguir, fato que respeitou sua cronologia de produção: (21/11/12) 25 watts (Uruguai, 2001); (28/11/12) – Histórias Mínimas (Argentina, 2002); (05/12/12) – Whisky (Uruguai, 2004); e (12/12/12) – O caminho de San Diego (Argentina, 2006). Optou-se por intercalar os países que originaram os filmes, para que assim os participantes pudessem fazer pontes de comparação entre ambas as linguagens e culturas, bem como a abordagem realizada sobre o Brasil, aspecto esse recorrente nas quatro produções apresentadas.
Justificamos, no entanto, a opção pela análise dos dois filmes argentinos, bem como os trabalhos realizados com os estudantes com os dois longas-metragens, devido à necessidade de restringirmos nossa fonte de dados, tal como já fora mencionado. Apesar dos ricos debates acerca das temáticas tratadas no Novo Cinema Uruguaio, inscrevemos nossa pesquisa em relação ao Novo Cinema Argentino e suas relações com os filmes selecionados para esta investigação, bem como os aspectos sociais e relativos à identidade das populações retratadas naqueles filmes. O aspecto comparativo que delineamos entre ambos os filmes denota grande importância, dado que as filmagens ocorreram em regiões opostas da Argentina: o extremo sul (Patagônia) e o nordeste (Misiones) o que também nos permitiu, como consequência, traçar linhas comparativas entre essas duas realidades.
Por fim, informamos que o Evento de Extensão Universitária ocorreu no horário das 17h30 às 19h30 e gerou certificação de dezesseis horas para os participantes desta pesquisa, ou seja, àqueles que responderam ao questionário de sondagem e às fichas de leitura cênica, sobre a cultura dos países alvo de produção dos filmes. Aos estudantes que assistiram
aos filmes e não participaram da coleta de dados, foi entregue uma certificação com as oito horas correspondentes aos quatro filmes apresentados.
3.5 Dificuldades na coleta de dados
Durante a tarefa de escolha do dia para a apresentação do Evento de Extensão, foi realizada uma sondagem entre os alunos de Comunicação Institucional e estes optaram por aproveitar um dia da semana após as aulas, que compreende o horário das 13h30 às 17h10. Assim, o início do Evento de Extensão Universitária se dava às 17h30. No entanto, terminado o filme muitos dos participantes precisavam sair devido ao horário, por razões como comparecimento ao trabalho ou a outros cursos e estágios, o que dificultou, naquele momento, a realização de gravações utilizando-se o método do grupo focal – cogitado no início desta pesquisa –, uma vez que o número de participantes até o fim dos comentários era muito reduzido. Por essa razão, convidamos um grupo de quatro informantes que realizaram atividades acerca dos dois filmes – cujo material foi gravado em áudio e seu conteúdo consta transcrito integralmente neste trabalho.
Assim, foi utilizado o método do grupo focal naquele ambiente investigativo, dada a sua particularidade, porém não exatamente ao final da exibição dos filmes. Dessa forma, a ferramenta de investigação analisada no próximo capítulo são as fichas de leitura cênica, respondidas antes e após a apresentação de cada filme, bem como a transcrição da entrevista e as atividades, que abordam aspectos referentes às visões identitárias e de representação, como também itens presentes na competência intercultural, já delineados neste estudo.
4. CAPÍTULO IV: ANÁLISE DOS FILMES, APRESENTAÇÃO DOS DADOS E