7.3 Beskrivelse av mekanismen for nettverkskartlegging
7.3.6 Sending av topologipakker
A competência experiencial refere-se à primeira competência que, segundo Rüsen, é necessária na formação histórica dos alunos para que eles possam orientar-se temporalmente na vida prática, constituindo a consciência histórica. Sendo assim, para que haja aprendizagem histórica é indispensável o “aumento da experiência no quadro de orientação da vida prática” ou em outras palavras “o aumento de saberes sobre o que foi o caso no passado. (RÜSEN, 2007b:110).”
Ele apresenta esta competência como a necessidade de que
(...) a consciência se abra a novas experiências. O aprendizado histórico depende da disposição de se confrontar com experiências que possuíam um caráter especificamente histórico. Que experiências são essas, e do que necessita para fazê-las? Não se trata apenas da apreensão de que algo foi o caso no passado. Nada é histórico só porque ocorreu. O caráter histórico de algo consiste numa determinada qualidade temporal. A experiência de que se fala aqui é a da distinção qualitativa entre passado e presente, que o passado é qualitativamente outro tempo do que o presente. (RÜSEN, 2007b:110).
Além disso, essa relação com o caráter histórico dado na relação passado/presente deve ser fundamentada, por um lado, na compreensão da distinção dessas dimensões temporais e, por outro lado, na semelhança, à medida em que esse presente constitui-se como continuação desse passado que poderíamos sintetizar nas categorias históricas: mudança e permanência.
Inspirados em Rüsen, poderíamos dar como exemplo o Centro Histórico de João Pessoa que possui igrejas, casas antigas e tombadas pelo patrimônio histórico, ao mesmo tempo em que o centro comercial possui estabelecimentos recentes com
arquiteturas modernas. Logo, a experiência histórica “é, fundamentalmente, experiência da diferença e da mudança no tempo”. (RÜSEN, 2007b:112).
Uma indagação que surge é: de qual forma a experiência histórica se coloca no agir cotidiano? Poderíamos resumir está resposta da seguinte forma: o agir no presente em conflito com a expectativa de futuro impulsiona uma visão para a experiência do passado para que seja possível um posicionamento na vida prática cotidiana.
Sempre que se incorporam novas experiências, ou seja, novos conteúdos históricos empíricos, entram em jogo processos de formação, constituição ou desenvolvimento da denominada competência experiencial; tal processo acontece de forma consciente pelo sujeito. A formação da competência da experiência acontece quando
(...) o sujeito transcende seus próprios limites e do saber histórico que lhe é dado e põe-se à busca de novas experiências históricas Nesse movimento, ele agrega a si novas dimensões da experiência histórica, correspondentes a seus próprios interesses, aspirações e esperanças. O sujeito desenvolve um sentido para alteridade temporal e para os processos temporais, que o conduz do outro experimentado ao eu vivenciado, tornando esse eu muito mais consciente e conferindo-lhe uma dinâmica temporal interna muito mais elaborada. (RÜSEN, 2007b:113).
No entanto, nem sempre é possível atingir a alteridade histórica desejada, quando as experiências históricas apresentadas no momento da formação forem esvaziadas de sentido que não permitam uma relação com o presente nem orientação na vida cotidiana. Entretanto, isso não significa afirmar que a experiência histórica deva ser apenas ligada às questões do presente. Voltar-se para passado é uma atividade de percepção das peculiaridades do seu próprio tempo, identificando as condições históricas específicas de cada momento sem anacronismo e simplificações, contribuindo para ação no tempo.
Rüsen denomina a competência da experiência quanto ao nível narrativo correspondente ao conteúdo, ou seja, na narrativa é possível visualizar os elementos da experiência histórica remetendo aos conteúdos históricos. (RÜSEN, 2010).
Partindo desses pressupostos teóricos, expostos, principalmente, no terceiro livro da trilogia, Rüsen transforma-os em critérios a serem observados em livros
didáticos denominando essa competência baseada na experiência, também de competência perceptiva. Ele divide tal competência em três critérios: a maneira em que se apresentam os materiais históricos, a pluridemensionalidade em que se apresentam os conteúdos históricos e da pluriperspectividade da apresentação histórica.
No primeiro, que trata da apresentação, temos como indicadores as imagens, quanto à função que desempenham e ao estimulo que promovem (estético, interpretativo, comparativo); os mapas e esboços e sua relação com a representação do tempoe os textos, principalmente, de caráter historiográfico ou exemplos de documentos históricos e a função que eles desempenham.
O segundo referente à pluralidade da experiência histórica, de um lado a perspectiva sincrônica relacionada aos âmbitos da experiência humana: a economia, a sociedade, a política e a cultura; de outro lado têm-se a abordagem diacrônica. Refere- se ao nível temporal das mudanças ao longo prazo, no nível das estruturas, e às mudanças em curto prazo, no nível dos acontecimentos.
O terceiro a pluriperspectividade ao nível dos afetados. A apresentação histórica deve ser realizada em várias perspectivas, demonstrando aos alunos que o mesmo fato pode ser percebido de forma diferente, inclusive contrária pelos sujeitos históricos.
Sendo assim, a análise desses três elementos norteou nossa pesquisa nos livros didáticos selecionados, procurando identificar as proximidades e distanciamentos entre o apontado por Rüsen e apresentado na coleção didática estudada. O livro didático teve suas partes analisadas como fontes, conforme o indicado nos critérios de Rüsen. Desse modo refletimos sobre imagens, material gráfico, textos complementares (quando traziam textos historiográficos ou documentos históricos) e o texto principal (dimensões da vida humana e pluriperspectividade).
Para sistematização das informações colhidas utilizamos o programa de processamento de dados, o Microsoft Access 2007, e quando necessário para alguma apresentação estatística, recorremos ao Microsoft Excel 2007.