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Oversettelsen og intern kontroll i praksis

4 Analyse

4.4 Oversettelsen og intern kontroll i praksis

De acordo com Marcuschi (2005), o uso da internet na sociedade contemporânea tem afetado intensamente diversificadas esferas sociais nas quais a linguagem se manifesta e, consequentemente, surgem novos gêneros. O ambiente digital, portanto, influencia as formas de interação entre os falantes de uma língua em função desses “novos formatos de interação virtual” (p.10). O autor propõe que esses contextos promoveram o surgimento de uma “nova gramática de interação e compreensão” (p.10) em função, por exemplo, da rapidez com a qual as informações circulam.

Tendo em vista que, segundo Marcuschi (2005), a Internet tem se tornado uma mídia abrangente, não se pode deixar de considerar a sua influência no cenário escolar. Nesse sentido, Pereira (2004) comenta sobre a necessidade de o professor expandir suas metodologias de ensino na sociedade contemporânea, porém “isso não significa dizer que o educador precisa deixar de lado tudo o que aprendeu e aplicou na sua trajetória profissional, mas sim que ele precisa acrescentar algo mais na sua profissão” (p. 47).

Ribeiro (2012) concorda com a concepção de Marcuschi (2005) e de Pereira (2004), já que ela propõe o uso do Google Docs como ferramenta capaz de auxiliar o ensino da elaboração do resumo acadêmico. Segundo a pesquisadora, planejar uma aula desse conteúdo a partir do uso de tecnologias permite um acompanhamento mais íntimo do professor com a produção do texto do estudante e, consequentemente, o docente passa a ajudar o aluno durante todo o processo de construção do texto ao invés de concentrar o seu trabalho apenas na correção quando a produção textual já se encontra pronta.

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O contexto virtual, segundo D’andréa e Ribeiro (2012), pode contribuir significativamente para a produção de textos colaborativos, tendo em vista a existência de ferramentas como a Wikipédia e o Google Docs que possibilitam a construção de textos por meio de vários escritores colaboradores caracterizados por compartilharem os mesmos interesses e por terem capacidades complementares. As autoras mostram que tais recursos possibilitam um contato e um diálogo maior entre os alunos e a professora, tendo em vista que é possível dar feedbacks e tirar dúvidas, pois o professor pode acompanhar de perto a produção textual dos estudantes. Isso é possível, por exemplo, porque Google Docs permite o acesso ao histórico do texto que está sendo construído. Essa experiência positiva de escrita a partir do uso de tecnologias nos mostra como elas podem ser benéficas à escrita acadêmica.

Araújo Jr (2008) defende que a sociedade contemporânea sofreu alterações em relação aos paradigmas educacionais tradicionais, pois o ensino atualmente tem sido mais pautado em uma perspectiva colaborativa e cooperativa. Assim, a relação entre professor e aluno tende a ser mais democrática por focar no aluno, por trabalhar em grupos e por utilizar a Internet e o computador como ferramentas mediadoras. Nesse sentido, as tecnologias, para Ribeiro (2012), transformaram a relação entre docente e discente, pois o professor deixou de estar adiantado em relação ao conhecimento do aluno. Isso ocorre em função da facilidade de acesso a informações, promovendo o acesso de todos ao saber.

Moran (2000) menciona que as tecnologias proporcionam uma facilidade em adquirir muitas informações e, portanto, cada vez mais o aluno dependerá menos do professor para conhecer sobre novas coisas. Diante desse grande fluxo de informação, “hoje temos um amplo conhecimento horizontal - sabemos um pouco de muitas coisas, um pouco de tudo. Falta-nos um conhecimento mais profundo, mais rico, mais integrado (...)” (p. 2). Em razão disso, o professor precisa criar novas metodologias para ajudar os alunos a organizarem e a selecionarem essas informações a fim de que eles possam atribuir sentido às mesmas.

Reis (2009) menciona que a escola é uma das mais importantes instituições com o objetivo de preparar o aluno para a vida social e, consequentemente, não pode deixar de lado as transformações da sociedade ligadas ao amplo uso tecnológico. Além disso, ela aponta que “a escola é articuladora de saberes e tecnologias, além de ser promotora de conhecimentos contextualizados” (p. 100) e, por isso, a autora acredita que o docente

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deve desenvolver práticas metodológicas que ajudem a escola a atingir tal objetivo. Ribeiro (2012) enfatiza que o docente precisa incluir tecnologias nas práticas escolares, não se esquecendo do sentido e da importância dos conteúdos e das competências presentes nos currículos escolares que, no caso, precisam ser desenvolvidos com os alunos.

Nesse sentido, Araújo (2013) deixa claro que o uso dos instrumentos virtuais não substitui o professor, pois, na verdade, eles são uma maneira de o docente aumentar a sua esfera de atuação em relação ao ensino e à aprendizagem, devido a características interessantes que podem ser exploradas pedagogicamente. Araújo Jr (2008) argumenta que os ambientes virtuais promoveram uma reconfiguração do processo de ensino- aprendizagem, pois atividades dessa natureza eram desenvolvidas somente na escola e agora estão se manifestando cada vez mais de forma on-line. Assim, é fundamental conhecer as vantagens e as desvantagens dos recursos digitais para utilizá-los na esfera educacional.

O autor propõe que a Internet é capaz de promover a explicação de conteúdos, o compartilhamento de informações e a realização de tarefas de forma cooperativa e colaborativa, construindo no aluno uma postura pautada na sua independência. Tendo isso em vista, deve-se considerar que

vencer uma cultura de ensino presencial torna-se um desafio não apenas dos professores, pois se espera dos alunos uma autonomia responsável diante dessa não-presencialidade do professor, e a este docente se aplica sucessivas tarefas, dentre elas a busca por “novas competências” em favor de um novo fazer pedagógico. Ambos ganham, portanto, novas responsabilidades e novos perfis. (SANTOS; MACHADO, 2010, p. 1).

As autoras destacam o importante papel do professor de experimentar novas práticas didáticas e, além disso, os pesquisadores precisam desenvolver novas teorias relacionadas ao ensino mediado por tecnologias. Santos e Machado (2010) acreditam que não deve haver uma ruptura entre o ensino presencial e o virtual, pois um pode contribuir para o sucesso do outro, já que eles apresentam pontos convergentes. Entretanto, não se deve descartar que essa mudança acarreta desafios para os professores que, no caso, precisam descobrir o real potencial dos recursos virtuais a fim de atingirem seus objetivos educacionais.

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Assim, o docente precisa estar preparado para construir, à distância, uma relação harmônica com os seus alunos. Ele precisa conseguir motivá-los e ajudá-los a se organizarem nesse novo contexto de aprendizagem, que privilegia a auto-aprendizagem do estudante. Além disso, nem sempre o contato físico garante o estabelecimento do diálogo entre professor e aluno, pois isso ocorre apenas quando se constrói uma relação de confiança. Isto é um aspecto fundamental para quem deseja interagir à distância, pois o aluno precisa sentir a “presença” do professor durante a interação (SANTOS; MACHADO, 2010).

De acordo com Araújo Jr (2008), as ferramentas virtuais voltadas para o ensino podem ser utilizadas como uma forma de complementar as aulas presenciais ou como a principal ferramenta explorada pelo professor para o ensino-aprendizagem, já que eles possibilitam a exposição de informações e de materiais de apoio e também permitem o uso de chats, de fóruns e de e-mails. Essas particularidades ajudam a potencializar o processo de aprendizagem e a torná-lo mais colaborativo.

Baker et al (2008) desenvolveu um artigo que corrobora tal ideia, pois eles utilizaram o chat e o chat-gráfico como ferramentas para facilitar o ensino do debate educacional a partir da argumentação sobre um determinado assunto. Entretanto, os autores chamam atenção para a importância de o professor preparar materiais adequados e uma sequência de atividades que possibilitem atingir os objetivos propostos. As escolhas do docente também devem estar sempre de acordo com o tempo disponível por ele e pelos alunos. Segundo Ribeiro (2012), também é importante que o professor conheça a infraestrutura da escola, os recursos aos quais os alunos têm acesso em suas casas e o grau de letramento dos mesmos. Tais aspectos são importantes para o professor conseguir realizar um bom planejamento, pois, segundo Santos e Machado (2010), planejar os procedimentos didáticos é essencial quando se pensa em ensino digital.

Nesse sentido, Araújo Jr (2008) destaca que os ambientes virtuais de aprendizagem não são por si só potencializadores da aprendizagem. Portanto, os educadores e os estudantes devem utilizar essas ferramentas a fim de tornar a educação mais flexível. Além disso, o processo de ensino-aprendizagem precisa ser mais dinâmico, isto é, o professor deve ser um facilitador e motivador da aprendizagem com o intuito de o aluno adquirir maior autonomia. Nesse sentido, Fortunato (2012) acredita que as tecnologias digitais podem motivar os estudantes em relação à produção escrita.

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Entretanto, para isso realmente acontecer é fundamental que o docente esteja envolvido durante todo o processo a fim de planejar a atividade e de orientar os alunos, deixando sempre claro o objetivo daquela tarefa para os estudantes. A autora destaca também que o aluno deve ter consciência de que tal atividade é importante para a participação ativa do aluno na sociedade.