1 Bakgrunn og tidligere forskning
1.2 Tidligere forskning
1.2.4 Oppsummerende diskusjon og kritikk
de Sistemas de Informações Gerenciais há um número relativamente pequeno na literatura de modelos estruturados que auxiliem ou que norteiem empresas e consultorias neste processo.
Observa-se algumas experiências de sucesso assim como inúmeras situações expostas que não deveriam acontecer em implantações de TI dessa natureza se a companhia almeja obter retornos sobre investimentos.
Colangelo Filho (2001) propõe algumas recomendações, chamadas de ‘as melhores práticas’ para investimentos em SI:
- concentrar-se em habilidades e benefícios, não apenas no uso do sistema; - alinhar a organização ao destino, isto é, aos objetivos da implantação; - promover mudanças em pessoas, processos e tecnologia;
- aplicar métodos de planejamento e gestão de projetos;
- utilizar-se do estudo de viabilidade como ferramenta gerencial; - definir métricas e gerenciar o processo com base nessas métricas; - estender as habilidades além do âmbito do sistema ERP;
- ensinar a organização a utilizar as novas capacitações criadas;
- não desmantelar a equipe de projeto após o sistema entrar em produção; - expandir o conhecimento de processos obtidos com a implantação do projeto; - promover homogeneização de processos organizacionais após implantação do sistema.
Fator Desdobramento
Envolvimento do usuárioOs usuários certos participam? Os usuários estão envolvidos desde o início? O relacionamento com os usuários é bom? A participação dos usuários é encorajada? Busca-se definir as necessidades dos usuários?
Apoio da direção
Os executivos-chave estão envolvidos? O executivo- chave tem interesse nos resultados? O fracasso é tolerável? Há um plano bem-definido? O time de projeto tem interesse nos resultados?
Definição clara das necessidades
A visão é concisa? Há uma análise de funcionalidades? Há uma avaliação de riscos? Há um estudo de viabilidade? O projeto pode ser medido? O escopo está bem definido?
Planejamento adequado Há uma definição de problema? Há uma definição de solução? A equipe é adequada? Há especificações claras? Há marcos intermediários alcançáveis?
Expectativas realistas Há especificações claras? As necessidades estão priorizadas? Há marcos intermediários? Pode-se gerenciar as mudanças? Pode-se prototipar?
Marcos intermediários
Usa-se a regra 80/20 para focar-se? Usa-se desenho top-
down? Há prazos limite? Há uma ferramenta de
prototipação em uso? Pode-se medir o progresso? Equipe competente
Sabem-se as habilidades necessárias? A equipe é adequada? Há um programa de treinamento? Há incentivos? A equipe tem visibilidade sobre o projeto? Comprometimento Os papéis estão definidos? A organização está definida? Todos sabem seus papéis? Os incentivos estão ligados
ao sucesso? Todos estão comprometidos?
Visão e objetivos claros A visão é compartilhada? A visão está alinhada com as metas da empresa? Os objetivos são mensuráveis? A medição é confiável?
Equipe dedicada
Há incentivos? Há foco em produtos quantificáveis? Todos os integrantes estão comprometidos? Todos trabalham em equipe? Há confiança nos resultados?
QUADRO 7 – Principais fatores de sucesso na implantação de SI. Fonte: COLANGELO FILHO (2001, p.40-41).
Mañas (2003) expõe que é importante evitar o investimento em ‘modismos’, tendo em vista, que os fatos têm comprovado que a eficácia da implantação ou dos resultados obtidos nem sempre corresponde aos argumentos de quem faz tais propostas.
Bergamaschi e Reinhard (2000, 2003) também apresentam alguns dos fatores críticos para a implantação de TI: missões claras e bem definidas; apoio da alta administração; usuários capazes e envolvidos; planejamento detalhado do projeto;
gerente de projeto com habilidades necessárias, presença de consultoria externa e mudança nos processos de negócios da organização.
Medeiros e Ferreira (2002) destacam a importância do planejamento daquilo que será ou não implantado e dos seus possíveis impactos na organização bem como do patrocínio, ou seja, apoio de membros do alto escalão da empresa para a implantação do pacote ERP.
Pinto e Slevin3 (1988, apud Albertin, 2001) descrevem alguns dos Fatores Críticos de Sucesso (FCS) de projeto e sua distribuição no ciclo de vida dos projetos. Seu sucesso foi medido baseando-se nas seguintes características:
- aderência ao orçamento: o projeto deve ser adequado ao seu orçamento original ou ao orçamento aprovado por todas as partes envolvidas para que seja realizado;
- aderência ao cronograma: da mesma forma que deve haver aderência ao orçamento, faz-se necessário existir aderência ao cronograma de implantação;
- nível de desempenho atingido: o projeto deve atender ao nível de desempenho esperado e acordado entre as partes envolvidas;
- validade técnica: o projeto deve ter as soluções e qualidades técnicas nas suas atividades e produtos, aderentes às necessidades especificadas;
- validade organizacional: o projeto deve contribuir direta e indiretamente com a corporação. Ademais, não pode comprometer os outros componentes e aspectos do ambiente onde ele é desenvolvido;
- efetividade organizacional: os resultados e produtos da implantação devem ser utilizados pela organização de forma efetiva.
Os Fatores Críticos de Sucesso identificados e utilizados foram:
- missão do projeto: definição inicial dos objetivos, metas e direções gerais; - apoio da alta gerência: a alta gerência deve prover os recursos e autoridade/poder necessários para o sucesso do projeto;
- planos e cronogramas do projeto: especificação detalhada das etapas de ação requeridas para a implantação do projeto;
- consulta ao cliente: envolver todas as partes afetadas no projeto;
3 PINTO, J.K.; SLEVIN, D.P. (1988). Corporations of the 1990s: information technology and
organizational transformation. Oxford University Press, Oxford. apud ALBERTIN, A.L. (2001). Valor estratégico dos projetos de tecnologia de informação. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v.41, n.3, p.42-50, jul./set.
- pessoal: recrutar, selecionar e treinar o pessoal necessário para a equipe do projeto;
- tarefas técnicas: disponibilidade de tecnologia e especialização requeridas para completar as etapas de ação técnicas;
- aceitação do cliente: ‘vender’ o projeto final para os usuários que farão uso do sistema;
- monitoração e feedback: disponibilizar e monitorar as informações de controle em cada fase no processo de implantação;
- comunicação: obter e disponibilizar-se de uma rede apropriada e de dados necessários para todos os fatores-chave na implantação do projeto;
- solução de problemas: habilidade ao tratar crises inesperadas e desvios em relação aos planos.
Além desses Fatores Críticos de Sucesso, os autores incluíram outros quatro: - características do líder de equipe do projeto: o líder de equipe de projeto deve possuir competência administrativa, interpessoal e técnica e a autoridade para desenvolver suas responsabilidades;
- poder e aspectos políticos: grau de atividade política na organização e percepção do projeto, assim como nos próprios interesses dos membros da empresa;
- eventos ambientais: impactos positivos ou não dos fatores externos à organização ou ambientais nas operações da equipe de projeto;
- urgência: a percepção da importância do projeto ou da necessidade de implementá-lo em menor tempo.
Para Silva e Fischmann (2002), as condições básicas para uma implantação bem-sucedida são as seguintes:
- ter confiança na tecnologia escolhida;
- buscar desenvolver abertura e confiança mútua entre empresa e fornecedor; - ter consciência de que os significativos benefícios virão a médio e longo prazos e não a curto prazo.
Para os autores, por “implantação bem sucedida de uma Tecnologia de Informação entende-se organizações que conseguem apropriar-se de seus benefícios e integrá-la com outras ferramentas de gestão, aprimorando-as” (SILVA; FISCHMANN, 2002, p.13).
Albertin (2001, p.47) complementa expondo que “os Fatores Críticos de Sucesso de projetos de TI visam melhorar o tratamento das variáveis dos projetos para
considerar de forma otimizada os seus aspectos e aumentar as chances de obter o máximo de contribuição da utilização”.
Umble, Haft e Umble (2003), também expõem alguns fatores críticos para o sucesso de implantações de sistemas ERP:
- compreensão clara dos objetivos estratégicos; - comprometimento da alta direção da empresa; - gerenciamento eficiente do projeto;
- gerenciamento de mudanças organizacionais; - boa equipe de implantação;
- respeitar o cronograma;
- educação e treinamento extensivos; - medidas de desempenho focadas.
Graeml (2000) disserta que o primeiro passo para uma decisão acertada em TI é ter consciência de que os benefícios advindos dos investimentos não estão diretamente ligados ao próprio investimento, mas ao uso que é feito dela. Acrescenta que o próximo passo é descobrir se o projeto realmente faz diferença para a competitividade da empresa. Conclui expondo que “são os novos produtos e serviços, ou o valor agregado a eles e aos processos de negócios afetados pela TI, que garantem o retorno do investimento para a empresa”. (GRAEML, 2000, p.24).
Colangelo Filho (2001) acrescenta que a maioria dos fatores de sucesso envolve aspectos relacionados às pessoas e que, normalmente, a relevância dos aspectos tecnológicos é pequena.