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Oppsett og bruk av mobile prosjekter

3. ArcGIS Mobile

3.2. Oppsett og bruk av mobile prosjekter

Feita a carga, ou seja, após o preparo de todo o equipamento (coletes, capacetes e remos para os clientes, rádio, cabo resgate, água potável e o kit de socorros de urgência) e de empilhado o número suficiente de botes ou outras embarcações nos reboques nos barracões de suas respectivas agências - habilidade incrível uma vez que as pilhas de botes podem ser tão altas quanto os próprios ônibus e eles precisam ser capazes de escalá-las e permanecer em seu topo para posicionar as embarcações que são jogadas do chão pelos outros nas posições mais altas, prendendo-as com fitas e cabos ao reboque - os condutores de rafting aguardam, na avenida, pelos ônibus que os levarão à atividade.

Conversam entre si, sentam-se ao chão, externam jocosidades ao cantar as aludidas músicas e outras sertanejas enquanto esperam pelos ônibus que os levam até o ponto de partida da atividade, aproximadamente dez quilômetros distante do centro da cidade. Este trecho do rio dispõe de corredeiras condizentes com a expectativa daqueles que pretendem praticar rafting. Neste caso, quedas que podem chegar a mais de três metros de altura, ou seja,

aquelas que, por seu tamanho são percebidas como oferecendo algum perigo, em seus termos aquelas que “dão adrenalina,” mas que são transponíveis e possíveis de navegar.

Antes de separar os clientes em grupos e destinar cada grupo a um condutor, enquanto eles descarregam e enchem os botes com uma bomba de ar e separam o número necessário de remos, coletes e capacetes por bote, o coordenador da atividade demonstra aos clientes as técnicas de remada, flutuação93, no caso da embarcação ser deixada por acidente ou para se

refrescar, e resgate a serem utilizadas, se necessário. Alongamentos são brevemente ministrados pelo coordenador e depois cada grupo com seu condutor ocupa um bote no açude ao lado do rio para treinar na prática as demonstrações, antes feitas pelo coordenador,e em acordo com comandos que serão utilizados pelo seu condutor. Neste momento, o condutor os incentiva a criar um “grito de guerra” que será usado no rio sempre que um desafio for superado, elevando os remos e tocando suas pás, como em uma comemoração. Segundo os

condutores, para dar mais emoção à descida e motivação aos clientes.

Cada condutor é responsável por saber direcionar o bote que lhe fora atribuído de maneira a transpor de forma segura as corredeiras. Para tanto, ele posiciona metade dos clientes de cada lado do bote e se utiliza de comandos com os quais orquestrará os turistas em suas ações com este objetivo. Os comandos mais utilizados são: “Frente” (significa remar para frente), “Ré” (remar para trás), - pode ser preciso usar o comando “Esquerda frente, direita ré” e vice-versa, para fazer o bote virar em uma ou outra direção – “Parou” (parar de remar), “Segurou” (parar de remar e segurar com a mão de fora do bote, por cima do remo - para travá-lo e evitar que ele acerte os companheiros de bote - na corda que circunda o barco e inclinar o corpo para dentro dele, para evitar cair para fora com o impacto de uma queda ou pedra) e “Piso” (quando este impacto é muito intenso e segurar apenas não é suficiente, tornando-se preciso que o inexperiente cliente deixe o equilíbrio instável do assento lateral, sentando-se no fundo do bote e parando de remar).

Durante a descida do rio os botes são acompanhados por safety kayaks, que auxiliam na segurança e em um eventual resgate. Quanto maior o número de botes maior o numero de

safeties. Mas o usual é um à frente do grupo e outro depois do último bote que pertence a esse grupo. Além da segurança, um fotógrafo, que pode fazer as vezes de safety kayak, usualmente acompanha a descida em caiaque e depois vende suas fotos.

93 Esta posição que visa evitar afogamento e choques contra pedras - corresponde à deitar na água de barriga para cima, a cabeça apoiada contra a aba flutuante do colete salva-vidas, braços estendidos à noventa graus para os lados para facilitar o equilíbrio, quadril o mais alto possível e pernas e pés flexionados - é chamada posição de

As corredeiras menores são descidas remando e nas corredeiras maiores é preciso fazer piso. Dependendo do condutor, pequenas variações podem acontecer, tais como: descer uma corredeira de costas, ele passar da parte de trás para a da frente do bote para fazer graça em uma foto, ou virá-lo propositalmente.

Em alguns trechos os clientes são estimulados a remar mais intensamente para ultrapassar outro bote, a jogar água nos botes vizinhos ou, em trechos calmos, a descer do bote para nadar ou flutuar com a correnteza. Além disso, eles podem fazer um surf, isto é, colocar o bote onde a corrente de água o mantém na mesma posição deslizando por debaixo dele, mas balançando-o e jogando água dentro dele.

Dependendo do nível do rio, pode-se parar o bote em uma corredeira chamada Escorregador, formada por uma única pedra longa e lisa, para descer sentados, como no brinquedo infantil, utilizando apenas o colete salva-vidas. E dependendo da agência há parada para uma pequena tirolesa que fora construída de forma que cruza o rio a fim de permitir observar de cima algumas de suas corredeiras e adicionar esta emoção vertical à atividade.

Por isto, e também porque as cordas são usadas em resgates e transposição de trechos de rio de difícil navegação, é preciso que os condutores de rafting tenham domínio mínimo do manejo dos equipamentos de vertical e dos tipos de nós. São eles que desembarcam os

clientes no ponto da tirolesa (que é fixa, ou seja, não demanda técnicas de ancoragem), percorrem com eles a trilha até sua plataforma, os equipam e desequipam e manejam a

tirolesa. Depois disso, as cadeirinhas são guardadas em um saco estanque, compartimento impermeável utilizado para levar tudo o que não pode ser molhado, e se retoma o curso do rio. No final da atividade, pede-se aos clientes que retirem e agrupem os seus equipamentos. Enquanto os condutores os organizam no reboque, ou seja, fazem a carga, é oferecido suco ou água, e, no inverno, chocolate quente ou pinga com mel em uma cabana rústica que fica em frente ao ponto onde o ônibus vem buscá-los.

Em seguida, são encaminhados ao ônibus enquanto os condutores perguntam se gostaram da experiência e se farão algum outro passeio. Durante o trajeto de volta à agência as fotos da descida são passadas no monitor do ônibus, se os condutores estiverem dispostos, ao som das músicas compostas por eles, cantadas e batucadas nos bancos. Chegando ao

barracão de equipamentos da central, o coordenador da atividade comumente agradece a

participação dos clientes e explica o procedimento para a compra das fotos e demais itens de interesse tais como camisetas da equipe ou souvenires temáticos e alguns equipamentos oferecidos pelas lojinhas das agências. No barracão, antes de se trocarem, os condutores

guardam os botes e remos e lavam e penduram coletes e capacetes. Em sua maioria, deixam a

agência em bicicletas.

Nos finais de semana, feriados e alta temporada, o trecho da avenida onde estão localizadas as empresas que oferecem aventura, é tomado pelos turistas e condutores de

rafting que entram e saem das agências no começo e final da manhã e da tarde. Se uma competição está próxima, as equipes podem treinar das sete às oito e meia da manhã, aqueles que são escalados seguem para uma descida às nove, se há clientes, outra às duas da tarde, depois do almoço fornecido pela agência, da qual retornam aproximadamente às cinco e meia e às seis e meia estão de volta à água no trecho do rio próximo à agência, para um treino até aproximadamente às oito da noite.

Ou seja, esses condutores-atletas saem da aventura segura e, por vezes, até entediante de suas rotinas de trabalho, para sua também controlada rotina de treinamento. Como bem diz a palavra rotina, embora os treinos também possam ser repetitivos são, entretanto, a condição de possibilidade da aventura em rio cheio ou em um rio extremo e desconhecido, seja por ocasião de um empreendimento de lazer, seja uma competição.