8 Spørreundersøkelse
8.4 Oppfatning av samarbeidet mellom hjem og skole
Desde seu surgimento, em 1948, como uma consequência do holocausto judeu realizado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, o Estado de Israel vive em insegurança com relação a seus vizinhos muçulmanos. Marcado por guerras e ações de violência, sobretudo terrorista, fizeram com que a política israelense tivesse por parâmetro a segurança e a manutenção da existência acima de qualquer outro fator, sendo pautada pelo realismo político e pela lógica do poder entre as nações, se importando pouco com a opinião pública ou com o Direito Internacional.
De tamanho reduzido, com apenas 22.072 quilômetros quadrados18, e população que não
faz frente, em números, aos vizinhos, fizeram com que os israelenses desenvolvessem uma elevada capacidade dissuasória militar, que só fez aumentar a desconfiança dos vizinhos em seu uso.
Foi nesse cenário que o Iraque, governado por Saddam Husseim deu inicio a um programa nuclear. Difícil imaginar a necessidade de que tal programa tivesse fins pacíficos, já que o Iraque, por sua geografia, é rico em petróleo, não necessitando de outra fonte de energia.
Esse avanço tecnológico iraquiano não foi tolerado por Israel, que resolveu intervir. Após ser informado por seu serviço secreto que o reator de Osirak poderia estar em operação em 1981 ou 1982 o governo israelense resolveu agir. Em 07 de junho de 1981 aviões da Força Aérea Israelense bombardearam o centro de pesquisas de Tuwaifha, próximo a Bagdá. O bombardeio durou dois minutos e ao final restavam apenas ruínas de doze centímetros de altura, do que antes era parte da usina nuclear (GOLPE..).
O Iraque, que pautava sua política externa por ameaças retóricas a Israel e travava uma guerra havia nove meses contra o Irã foi um vexame. Ter um projeto conduzido com prioridade, mostrou que o país que era governado por Saddam Husseim não conseguia proteger seu espaço aéreo nem em torno de regiões vitais ou que seriam alvo preferencial de inimigos, sendo que os únicos aviões que podiam circular no seu território eram os de carreira, aos quais eram feitas muitas exigências, inclusive sobrevoar com as luzes apagadas (GOLPE...). O Iraque foi ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmou sua intenção pacífica e alegou que havia assinado o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT). O Conselho de Segurança condenou o ataque, mas este já estava realizado, sendo de pouca utilidade tais condenações.
O ataque preventivo de Israel se inseriu na lógica da defesa preventiva, já que foi
18 Disponível em <http://embassies.gov.il/brasilia/AboutIsrael/Land/Pages/TERRA-Geografia-Clima.aspx>. Acesso em 15/08/2013.
identificado um avanço do inimigo contrário a sua soberania, que redundaria possivelmente em um ataque nuclear a Israel, por parte do Iraque, ou em uma diplomacia conduzida pela chantagem iraquina contra o estado judeu. Mesmo assim a reação internacional foi de surpresa com a atitude do governo de Israel, conforme observamos a publicação da Revista Veja de 16 de junho de 1981 (GOLPE...):
O gesto de Israel também abre um precedente perigoso. Baseando seu ataque na suspeita de intenções ofensivas por parte do Iraque, os israelenses dão vida a um princípio que pode ser tentador para vários outros países do planeta, com suspeitas de ver sua superioridade nuclear ameaça.
[…]
AÇÃO DEFENSIVA - Para todos os efeitos, Begin e Israel convenceram-se de que a destruição das instalações nucleares do Iraque - e consequente violação de meia dúzia de normas internacionais - justifica-se plenamente como uma "ação defensiva", ou como "legítima defesa por antecipação". Ou seja: se a política oficial do Iraque é a destruição do Estado judeu e se o Iraque pode vir a ter armas nucleares, o certo, no raciocínio israelense, é atacar o inimigo para impedi-lo de ter essas armas. Yehuda Blum, embaixador de Israel junto às Nações Unidas, resumiu em poucas palavras o sentimento nacional: "O Iraque é um país rico em petróleo e com pequena população", disse ele na semana passada em Nova York. "Não precisa de outras fontes de energia pelo menos nos próximos cinquenta anos. Se está desenvolvendo tecnologia nuclear, é com um objetivo - a bomba." E essa bomba, no caso, seria inexoravelmente dirigida contra o Estado judeu.
Conforme Henry Kissinger (1999, p. 664):
A Era Nuclear tornou possível, pela primeira vez na história, alterar o equilíbrio de poder por acontecimentos internos de um estado soberano. Um país que chegasse à bomba atômica alterava mais o equilíbrio de poder que qualquer aquisição territorial do passado. No entanto, com a única exceção do ataque israelense a um reator nuclear iraquiano, em 1981, nenhum país, em toda Guerra Fria, usou de força para impedir esse aumento de poder de um adversário.
A principal alteração no quadro de poder, de acordo com Kissinger, nos anos posteriores a Hiroshima, é a posse de artefatos nucleares. Foi isso que o governo de Saddam Husseim tentou obter e caso conseguisse alteraria a dinâmica do poder na região.
Foi visando essa alteração que o governo israelense usou a força para evitar que os iraquianos chegassem a bomba atômica. Viram que a ameaça de um inimigo nuclear era inaceitável. É fácil perceber que poucas armas de destruição em massa inviabilizariam a existência de um Estado de pouco mais de vinte mil quilômetros quadrados.
Olhando em retrospecto poucos casos um ataque preventivo se mostrou tão acertado. Mesmo tendo gerado forte reação internacional à época (GOLPE..), o ataque evitou que a sanguinária ditadura de Saddam Husseim pusesse as mãos numa arma nuclear. Caso tivesse tal artefato, a invasão ao Kwait em 1990 não poderia ter sido repelida, a perseguição aos curdos teria sido continuada e Saddam Husseim teria chantageado não só Israel ou o Oriente Médio com suas exigências, como o mundo inteiro. Sem contar que armas assim poderiam ter sido usadas contra o
Irã na guerra travada nos anos 80. Poucos na época compreenderam o alcance da medida, sobretudo porque Israel não teve habilidade política para explicá-la ao mundo.