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OPPFØLGING OG RAPPORTERING

CONCLU CONCLU CONCLU CONCLUSÃOSÃOSÃOSÃO

Em jeito de conclusão, e revendo o que se considerou fulcral ser compreendido neste

estudo, consideramos que, em termos gerais, a nossa dissertação cumpriu, em grande medida,

os objectivos iniciais que apontavam para um maior e melhor esclarecimento acerca do

contributo da musicoterapia para um processo de reabilitação e desenvolvimento global, de

educação para a saúde (permanente e ao longo da vida), independentemente do estado de

saúde apresentado pelo indivíduo.

Invocando as perguntas de partida desta pesquisa, percebemos que o sentido de cura

tem uma clara inter – relação com o sentido de cuidar. Assim sendo, percebemos como a

musicoterapia pode potenciar mecanismos de cura internos que se encontram em repouso,

despoletando um estado que pode permitir ao sujeito um maior bem-estar ou a manutenção

mais estável de um bom estado de saúde.

Apreendemos ainda como é vasta a dimensão da musicoterapia, seu alargado campo de

conhecimento e de aplicação. Ela é por nós percebida como tendo uma natureza educativa e

promotora de saúde, mas também como possuindo componentes de uma natureza

multidimensional.

Nesta análise, pudemos compreender a forma como entra a música no corpo humano,

os mecanismos neurológicos que são activados e a respectiva resposta produzida pelo sistema

nervoso central e restantes sistemas do corpo humano que potenciam o restabelecimento do

estado de saúde do sujeito.

Toda esta abordagem foi globalmente realizada considerando a componente mais holista

do ser humano; ser alvo da musicoterapia, enquanto ser pleno de consciência e detentor de uma

multiplicidade de dimensões, todas elas a serem trabalhadas e exploradas pela musicoterapia

para induzir uma maior e melhor resposta saudável. Nesta medida, salientamos que, no ser

humano, através da musicoterapia, pode ser desvendado, como refere um autor, o caminho

para “a subjectividade da consciência. Os seres humanos têm visão, audição, paladar, olfacto,

tacto, sentido de equilíbrio, percepção de dor, emoções, racionalidade e muitas outras estruturas

cognitivas” (Curado, 2007: 71), e todas elas são abarcadas no processo musicoterápico

provocando a constante evolução educativa dos sujeitos (pacientes ou educandos).

Naturalmente que houve dificuldades neste trabalho de investigação. A principal

nós. Tendo formação na área da música e, mais tarde, em Educação, foi um desafio tentar

articular, e pôr em diálogo, duas vertentes de uma biografia. Por outro lado, apesar da literatura

ser vasta, tal como frisamos no início desta dissertação, sentimos bastante dificuldade em

conseguir bibliografia em língua portuguesa e, por conseguinte, tivemos de recorrer a diversos

meios para conseguir obter material da área. Finalmente, não foi facilmente acessível o contacto

com profissionais musicoterapeutas disponíveis para atender ás nossas solicitações.

Apresentamos algumas sugestões que percebemos serem essenciais para investigações

futuras pois consideramos que este trabalho, essencialmente de carácter exploratório, se

percebe ainda bastante inicial no que concerne às ciências que suportam a musicoterapia.

Julgamos também ser pertinente uma posterior análise de distintas metodologias de

musicoterapia, avaliando-as como promotoras da educação para a saúde e considerando

também a análise respectiva das patologias a que são aplicadas.

Faltou ainda uma análise mais prática e de introdução de novas técnicas e métodos de

musicoterapia em grupos específicos. Desta forma, consideramos que poderia ter sido útil

acompanhar mais largamente processos de intervenção, nomeadamente em programas

especificamente orientados para determinadas patologias ou para formas de educação ou

reeducação.

Estas e outras preocupações poderão ser retomadas em trabalhos futuros uma vez que

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