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Os dados coletados a partir das questões que tratam sobre políticas de gestão, permitem verificar que tais políticas têm contribuído para causar impactos nas ações, porém de modo inexpressivo, o que se confirma pelas respostas um tanto em número acentuado, em relação aos dados solicitados pela variável algumas vezes (Tabelas e Gráficos 34 e 35).

Vale ressaltar que a Instituição escolar se dá como lugar do entrecruzamento do projeto coletivo da sociedade com os projetos pessoais e existenciais de educandos e educadores/gestores. É ela que viabiliza que as ações pedagógicas se tornem educacionais, na medida em que as impregna das finalidades políticas da cidadania (BRAGA, 2007) e da identidade da Escola Católica como um processo humanizador.

Neste sentido, a fala do diretor geral da Escola A se confirma ao traduzir seu entendimento quanto a políticas e programas que trazem impacto. O grande diferencial, diz ele, “é a parte humana aliada à estrutura e à tradição”, o que esclarece, “[...] na Instituição a pessoa recebe acolhida e tratamento de pessoa para pessoa”. Vê-se que o dinamismo do cotidiano da vida é o que tece as relações entre as pessoas, levando-as ao encontro do outro e à convivência. Isto se expressa ainda na satisfação percebida no gestor ao discorrer sobre a comunidade educativa em que tenta unir o antigo à modernidade “[...] mas o pedigree é que tivemos aqui experiências maravilhosas: o amor que as famílias têm pela Escola levam pela vida inteira [...] então este é o diferencial nosso, a parte humana [...] a gente tá no pátio, trata todos pelo nome, conhece as famílias [...]”. Criar uma escola para a pessoa e das pessoas constitui um dos objetivos do pensamento pedagógico cristão. E a Escola Católica não pode deixar de perseguir os grandes objetivos que justificam a sua existência. Em cada curva da história ela precisa redescobrir por onde passa a concretização dos seus sonhos e metas, pois o fazer sem sonho conduz a uma realidade vazia de significação humana (VALLE, 2001). Não são suficientes recursos financeiros, tecnologias avançadas, planejamento estratégico, instalações modernas [...] é preciso, sim, perseguir a centralidade da missão da Escola Católica que é a vivência dos valores que promovem as pessoas na consolidação de sua identidade.

Já na Escola B transparece uma preocupação positiva que se projeta na manutenção da identidade da Escola Católica, quando assim se expressa o diretor geral: “Nós temos um crédito pedagógico, mas muitas vezes deixa de ser, de evidenciar-se né, de testemunhá-lo

também [...] dentro da nossa organização religiosa, eu creio [...]”. Caracterizando o fazer administrativo e pedagógico, um dos gestores administrativos assim se expressa: “Eu acho que, em minha opinião, assim é o que caracteriza esse trabalho é de fato, é aquilo que procuramos aqui divulgar e viver entre nós – esse espírito de família que nós precisamos [...]”. Diante dos impasses que se vive, hoje, na sociedade nessa questão familiar, este espírito de família que se intenta criar na escola também é absorvido pelas muitas influências provindas do meio externo e que se reflete no interior da comunidade educativa.

Neste sentido, a Escola C coloca um destaque especial à família o que se percebe na fala de uma gestora pedagógica “[...] o que mais aflige hoje o gestor ou então o pedagógico e o administrativo [...] é a questão da família né, toda essa desestrutura familiar que tem interferido demais na escola”.

Esta situação se confirma por um gestor administrativo da Escola D ao afirmar: “nós participamos de uma Escola Católica, de uma escola tradicional; dentro do mercado, nós passamos por constantes evoluções em nossa sociedade. As crianças de hoje não são as crianças que cresceram num convívio familiar diferenciado das décadas de 70 e 80. Hoje nós enfrentamos uma realidade social muito mais moderna, digamos assim, nós convivemos com muitos casais separados, muitas crianças que vivem ou somente com os pais ou somente com as mães”.

Inclui-se ainda na perspectiva de busca de resultados, a Escola E que salienta a importância de se ter um diferencial. A diretora geral dessa Escola, em sua fala, destaca dois momentos como sendo marcos que a diferenciam, ou seja, “nossa escola é extremamente acolhedora, entendeu, isso os alunos, os pais também, eles adoram estar aqui dentro [...]; o segundo é em função da proposta pedagógica. A nossa proposta pedagógica é uma proposta centrada na aprendizagem, mas que respeita a individualidade do aluno por sermos uma escola de inserção”. Na mesma direção, a gestora pedagógica assim se expressa: “[...] uma coisa que eu sempre coloco para nossos alunos [...] a escola tem que ser parte da vida deles [...], por isso a nossa escola é uma escola aberta. As pessoas que trabalham aqui criam vínculo [...] porque essa é uma escola que cativa”.

Resultados e impactos também são apresentados pela escola F na fala de sua gestora: “é [...] depois que nós começamos essa parte de formação da equipe gestora, a gente tem percebido um avanço nos resultados mesmo. Exemplo: Resultados em termos de números de alunos e em termos de metas a contento”. Essa afirmação se complementa quando se percebe que na escola, novos termos são agregados por conta das mudanças que exigem novas posturas. Continua a gestora: “Porque hoje é assim, até numa linguagem que se não usaria [...]

rentabilidade, lucratividade, e que se não usaria numa Escola Católica, vamos dizer assim, [...] mas nós fomos aprendendo isso pra ter a noção do que é gerir uma escola e tornar essa escola auto-sustentável; [...] pra isso a gente está trabalhando [...] então, assim, tem metas para nós, gestores, [...] tem metas para o pedagógico e o administrativo financeiro. [...] A gente só acredita que todo mundo vai abraçar a missão quando eles sabem qual é a nossa proposta”.

Essas ideias se complementam com (LÜCK, 2006) ao afirmar que as mudanças significativas nas Instituições decorrem do desempenho e da valorização das pessoas nelas envolvidas.

A análise desses dados nesta pesquisa evidencia três enfoques importantes que, certamente, sintetizam e trazem no seu bojo importantes características, implícitas e, ao mesmo tempo, diluídas no sonhado processo da inter-relação entre a Gestão Administrativa e a Gestão Pedagógica e os impactos sobre os resultados que as Instituições pesquisadas almejam alcançar, quais sejam a Gestão, a Avaliação nas três dimensões: Institucional, Aprendizagem e Desempenho; e o Relacionamento aliado à Comunicação, expressos na figura a seguir:

ASPECTOS

Figura 6 - Mapa sobre os aspectos da Gestão – Avaliação – Comunicação/Relacionamento

Constata-se que as informações colhidas por meio da pesquisa nem sempre encontram ressonância na perspectiva dos colaboradores e nas ações dos gestores como observado nas entrevistas com esses realizadas e pelas respostas dos questionários.

- Institucional - Aprendizagem - Desempenho

GESTÃO 1º Aspecto

Em todas as seis Escolas os aspectos da Gestão, da Avaliação Institucional, da Avaliação da Aprendizagem e Avaliação de Desempenho bem como a difícil arte da Comunicação e do Relacionamento, estiveram muito salientes nas falas de todos que contribuíram para o desenvolvimento dessa pesquisa, sob diferentes enfoques. Por isso, considera-se de suma importância trazer presente algumas falas dos gestores que aprofundam estes enfoques e ou deixam antever certa preocupação no sentido de melhoria quanto ao cenário das escolas envolvidas, de acordo com a figura 7 que segue:

Figura 7 - Mapa sobre práticas discursivas referentes ao enfoque da Gestão

Fonte: Adaptação do mapa apresentado por Leite (2006) [...] se eu pudesse dizer o

que concentra o processo de gestão tanto no administrativo quanto no pedagógico, é o saber lidar com as pessoas. A gestão passa, passa pela questão humana [...] a grande sacada da gestão é trabalhar com pessoas [...] é saber das celeumas e fraquezas de cada pessoa e convergir para o objetivo central - Escola

A

[...] é ter a visão geral da escola, suas necessidades, as dificuldades, as reivindicações [...] é ter um crédito pedagógico, evidenciá-lo e testemunhá-lo [...] é estar atualizado e atento a essas mudanças [...] e trabalhar para humanizar mais – Escola B

No administrativo, eu acho hoje, é muito mais importante [...] além do conhecimento, termos certa habilidade política para mobilizar as pessoas, criar um ambiente favorável, cooperativo [...] criar uma comunidade entrosada para o trabalho [...] esse aspecto da política, talvez das relações humanas para fazer esse entrosamento é muito importante [...] Escola C

Olha, hoje, um gestor educacional tem [...] tem que ter passado pela sala de aula [...] vivenciado

um pouco de

coordenação [...] é saber lidar com pessoas [...] tem que ter gestão de pessoas [...] precisa administrar conflitos e saber escutar [...]

Escola F

A direção [...] não vai fazer a gestão sozinha [...] o que é preciso fazer sempre a gente tenta junto, inclusive o planejamento estratégico, a gente faz junto. [...] gosto da administração [...] na direção é não ter medo, é você olhar para o futuro [...] é empreender, empreender porque senão você morre [...] Escola E [...] a diretora administrativa

responde por tudo o que é administrativo [...] o gestor administrativo deve ter abertura para acolher sugestões [...] a direção administrativa atua mais com a responsabilidade de acompanhar todos os processos legais, toda a organização financeira, tesouraria, contabilidade, embora centralizamos o serviço [...] decorrente do sistema de gestão estratégica, acredito que estamos melhorando [...] Escola D

2º Aspecto

Não se pretende fazer aqui um aprofundamento maior destes três itens, apenas intenciona-se tecer algumas considerações a respeito, uma vez que o foco central da pesquisa está sobre a inter-relação da Gestão Administrativa e da Gestão Pedagógica. Entende-se, no entanto, que todos eles fazem parte dos processos que se desenvolvem nas instituições e que merecem reflexões para serem levados em frente ao visarem resultados eficazes.

Um dado que chamou a atenção foi referente ao questionamento sobre a gestão da escola ser considerada participativa, e a obtenção de respostas (dos 67 respondentes) de 26 destes (38,8%) que a atribuem com a variável algumas vezes, conforme demonstrado na Tabela e Gráfico 32.

O novo jeito de olhar e gerir a Escola Católica, hoje, exige um novo jeito de ser gestor capaz de contribuir para a convivência fundamentada no poder que lhe advém do conhecimento. É preciso gostar de gente e marcar o fazer administrativo e pedagógico por um grande sentido de amorosidade. Isso permite ver e considerar a Escola Católica, mesmo com todas as dificuldades existentes, como focos irradiadores de formas novas de gestão e de uma convivência humana mais solidária. Este olhar conduz para uma compreensão mais clara da importância da função educativa e das tarefas exercidas entre os gestores administrativos e pedagógicos, complementarem-se no âmbito escolar. Portanto, qualidade administrativa e excelência acadêmica caminham juntas, muito embora a gestão de pessoas, processos e estruturas seja uma prática complexa e sempre que se vê um empreendimento é porque alguém antes tomou uma decisão destemida (DRUCKER, 2007).

O segundo aspecto que transpareceu de forma evidente na análise dos dados das seis escolas pesquisadas foi o da Avaliação nas três dimensões supracitadas; algumas Instituições já possuem uma perspectiva um pouco mais avançada, ou melhor, dizendo, mais sistematizada; outras necessitam de um olhar mais aguçado, com indicações claras das funções e nos encaminhamentos das ações educativas. Considera-se interessante apresentar alguns itens de como se estrutura e se organiza, nas instituições, este enfoque da Avaliação, acrescido de pequenas falas de gestores as quais demonstram debilidades na caminhada educacional, assim como necessidade de maiores estudos e esclarecimentos a respeito do assunto. A figura que segue expressa uma visão ainda que tênue de como se encontram as Instituições neste aspecto da Avaliação:

“[...] está um pouco falha [...] Estamos um pouco longe do ideal. A gente não conta com um instrumento de avaliação ainda.” Gestor Escola B

“[...] não temos uma prática de Avaliação sistemática, a não ser com relação ao corpo docente”

Gestor Escola C

“Temos avaliação anual; esse ano a gente fez a Avaliação do ENADE; Essa avaliação é elaborada pelo Conselho Técnico Pedagógico e aplicada em todo mundo [...], a gente teve muito sucesso com o questionário dos pais”. Gestor Escola E

“A minha avaliação [...]

Acabei de fazer há duas semanas [...] e fui validada.

Por meio de documento de Auto-avaliação e diálogo sobre a mesma. Temos “uma Avaliação de Desempenho”

Gestor Escola F

"[...] nós fazemos um feedback com o educador para percebermos as riquezas e as mazelas [...] a gente faz com cada setor, incluindo os gestores".

Gestor Escola A

"Então, a Avaliação Institucional abrange todos os setores [...] proposta pedagógica, infra-estrutura [...]; em cada local e em âmbito de província. Estou fazendo a Avaliação da Aprendizagem e criando a Avaliação de Desempenho [...]."

Gestor Escola D

Figura 8 - Mapa sobre Práticas discursivas a respeito da Avaliação Escola D - Avaliação Institucional - Avaliação da Aprendizagem - Avaliação de Desempenho (em construção) Escola F - Avaliação sistematizada (formulário) - Gestor/Diretor – Avaliação/ Equipe da Província Escola B

- reunião dos professores (diálogo)

- avaliação dos alunos Escola A - Avaliação sistematizada (instrumento) -Feedback - Consultoria/Processos AVALIAÇÃO - Institucional - Aprendizagem - Desempenho Escola C - Corpo docente (formulário) - Avaliação do trabalho Escola E

- Avaliação anual (elaborada pelo Conselho Técnico Administrativo- CTP - ENADE

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional trata da avaliação em diversos momentos: (1) na definição da organização nacional, atribuindo à União a incumbência de “assegurar processo nacional de avaliação de rendimento escolar [...] objetivando a definição de prioridade e a melhoria da qualidade de ensino” (Art. 9º VI, Lei 9.394/96); (2) atribui à União a incumbência de assegurar processo nacional da avaliação das instituições [...] e os estabelecimentos de seu sistema de ensino (Art. 9º, VI, Lei 9.394/96); (3) atribui aos Estados as funções de autorizar, credenciar, supervisionar e avaliar [...] estabelecimentos de seu sistema de ensino (Art. 9º, VI, Lei 9.394/96).

O processo de avaliação numa Instituição deve ter em vista o produzir resultados e a busca de excelência, além de constituir um valioso instrumento para a gestão. Não avaliar o que se planejou é perder o rumo. “A avaliação é uma atividade humana de múltiplas dimensões, mas nas organizações formais como escolas, por exemplo, se acaba enfatizando apenas a dimensão técnica”, segundo Gonzaga (2007, p. 27).

Já para Trigueiro (apud GONZAGA, 2007), a grande diversidade conceitual da avaliação resulta do emprego de diferentes enfoques teóricos e da grande variedade de situações práticas. Assim, para este autor:

A Avaliação Institucional permite oferecer informações sobre o objeto avaliado, a construção de juízos acerca do que se avalia, [...] alimentando os processos de tomadas de decisão, propondo alternativas para aperfeiçoamento do que se avalia, oferecendo elementos de planejamento de ações que melhorem ou transformem a qualidade do objeto de avaliação (TRIGUEIRO apud GONZAGA, 2007, p. 29).

A Avaliação Institucional (gestão) é, portanto, um processo sistemático e permanente

que permite captar informações e pode ser um efetivo e poderoso instrumento de transformação da instituição para buscar maior sintonia com o contexto local e determinar rumos mais promissores à entidade, à organização. Neste sentido, esse processo avaliativo transforma-se em um instrumento de gestão, uma ferramenta necessária para identificar os esforços da instituição para construir a qualidade e os resultados esperados. Desse modo, não bastam colher dados, mas é preciso ter clareza do que se pretende fazer com os resultados, e além do porquê e para quê avaliar, imbuir-se do caráter político que engendra possibilidades múltiplas para o processo caminhar.

A Avaliação da Aprendizagem (acadêmica) sinaliza para a coerência entre os

elementos que definem a prática pedagógica dos profissionais da educação e os objetivos da avaliação. Dito de outra forma, ensino, aprendizagem e avaliação constituem situações que exigem interação e coerência. Tanto as situações de ensino e de aprendizagem quanto os procedimentos de avaliação são dinâmicos. Por isso, a avaliação da aprendizagem requer

3º Aspecto

critérios claros e elementos definidores para a prática pedagógica (GRILLO, 2007), pois a aprendizagem do aluno resulta da convergência de uma série de fatores, como conhecimentos, atitudes, habilidades, relações interpessoais etc.

A Avaliação de Desempenho (docente) faz parte de um processo mais amplo dentro

da Avaliação Institucional. A Avaliação de Desempenho docente nas instituições qualifica o trabalho do professor em termos formais e ou técnicos. Auxilia para a consolidação das práticas docentes e contribui para o desenvolvimento profissional. Para o docente é importante se sentir sujeito do processo e que sua participação garanta a qualidade do trabalho. Certamente, a melhoria da qualidade política dos professores é consequência de uma maior formação sobre si mesmo, sobre seu trabalho e sobre o contexto em que vive. A avaliação de desempenho deve ser um processo contínuo. Isso se confirma com o que diz Penna Firme:

É hora de incentivar uma avaliação interativa, inovadora e humanizante [...] a excelência do corpo docente, no seu papel de avaliador, pode ser percebida no impacto dos seus procedimentos de avaliação sobre o aluno. A avaliação de desempenho constitui um instrumento propício que ilumina concepções e possibilita a construção de novas práticas no interior da escola (PENNA FIRME, 1998).

O terceiro aspecto constatado na análise dos dados desta pesquisa diz respeito ao relacionamento e à comunicação que envolve as ações educativas nas Instituições pesquisadas. Considerou-se oportuno apresentar algumas falas colhidas por meio das entrevistas relativas ao assunto em evidência, como o demonstra a figura 9 que segue abaixo:

Figura 9 - Mapa sobre práticas discursivas no aspecto do Relacionamento e Comunicação

Fonte: Adaptação do Mapa apresentado por Leite (2006)

Segundo Fernandes (2001), tempos de mudanças exigem líderes fortes, capazes de viverem em rede de comunicação e que tenham comunicação fluente e ágil. O cenário da globalização na sociedade do conhecimento torna cada vez evidente e necessária a busca da comunicação que tem tudo a ver com o relacionamento. Uma comunicação eficaz só existe se promove o relacionamento entre as pessoas. Assim, relacionamento é uma ação que pode e deve gerar interação e participação. Hoje, cada vez mais, o conviver, o compartilhar e a reflexão sobre as ações, no seu todo, são indispensáveis para a sadia relação entre as pessoas para se chegar a resultados eficazes.

Escola A

O grande problema sempre é [...] as informações transitar dentro do universo como o nosso. Nós temos problemas, temos problemas [...] temos informações truncadas [...] hoje ela acontece no boca em boca [...] muitas vezes temos informações que são passadas equivocadas e geram problemas [...] Já melhoramos tanto a comunicação interna quanto externa, mas [...] é o calcanhar de Aquiles nosso [...] também passa por pessoas

Escola B

Nós não temos maiores problemas assim em relação, porque os encontros semanais nos ajudam muito [...] é o momento das comunicações. Tomadas de decisões também são comunicadas. Agora não é uma caminhada fácil [...] há que ter empenho todos os dias e procurando melhorar [...]

Escola C

E [...] aqui nós temos uma prática de fazer esta situação de informação através de uma reunião semanal com as coordenações [...] é preciso procurar fazer uma integração maior [...] uma escola que tem 50, 60 participantes tem lá os seus problemas [...] A área da informação é o grande pecado nosso [...] a gente fica sabendo das coisas talvez não pelo canal correto [...] Então a comunicação em termos de informações é falha [...] aqui o diálogo deveria ser melhor.

Escola F

Falhas acontecem. A gente sabe que é difícil. É um trabalho que a gente está tentando aqui é a comunicação interna [...] as informações influem muito [...] porque a gente tem muitas fofocas, acabam influenciando, impactando [...] Em termos de comunicação, a gente tem que melhorar bastante ainda.

Escola E

Acho que as informações afetam, sim, o administrativo e o pedagógico; tem coisas que às vezes não funcionam bem [...] a gente está sempre retomando, não dá prá dizer que a coisa é perfeita [...] eu acertei bem em algumas coisas (o marketing) e noutras não, por exemplo, a recepção [...] nós nos preocupamos com o retorno das conversas, as conversas paralelas; a gente administra para construir e reconstruir de uma maneira nova [...]

Escola D

Nós temos vários fatores que favorecem a comunicação (reuniões semanais, intranet, e- mail, site da escola) acredito que dentro do possível satisfaz. [...] Nós procuramos trocar informações não verbais e deixar tudo por escrito [...] Eu acredito que toda informação afeta ou para melhor ou de repente por um obstáculo [...]

RELACIONAMENTO COMUNICAÇÃO

Percebe-se que o volume e a variedade de comunicação, hoje, causam até efeitos antagônicos no dia-a-dia das pessoas, quando não tratados com cuidado e atenção. Isso se torna evidente na fala do gestor da Escola A [...] “muitas vezes temos informações equivocadas que geram problemas [...] tanto na comunicação interna quanto externa. Conseguimos dar um upgrade na comunicação externa, a interna, porém, ainda estamos em processo”. Na Escola C não é diferente [...] “então a comunicação em termos de informação, ela é falha, a gente fica sabendo por terceiros [...] ela é o suficiente pra talvez sobreviver”. São as pessoas que fazem a grande diferença nas organizações/instituições. As pessoas e as suas ideias somadas à criatividade podem indicar diferentes olhares no fortalecimento e na busca de ferramentas que possam ampliar a comunicação e o relacionamento, de acordo com Pestana (2003).

Já na Escola D, percebe-se que existe falta de uma comunicação mais aberta, o que se confirma pelo depoimento [...] “no administrativo é difícil resolver alguma coisa de forma verbal”. Então “nós informamos de forma oficial para que uma informação não seja passada