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Den nye bestemmelsen om midlertidig ansettelse (generalparagrafen) . 71

Nesta seção é apresentado como os autores dos capítulos de revisão do ARIST definiram a área de processamento de linguagem natural, o que permitiu definir as operações lógicas usadas para combinar as quatro categorias de conceitos definidas no critério de seleção automática.

Segundo Bobrow et al. (1967), a área de processamento automático de linguagem cobre, numa visão ampla, qualquer uso do computador para processar qualquer tipo de linguagem. No entanto, os autores destacam que, durante a elaboração do seu capítulo de revisão, o escopo da área foi delimitado: somente foi considerado o processamento de linguagem natural, desconsiderando assim linguagens artificiais como linguagens de programação. Além disso, segundo Bobrow et al. (1967) preocupou-se somente com processamento analítico e não estatístico das linguagens naturais, excluindo assim a maioria dos trabalhos em indexação automática, sumarização, análise de conteúdo e de estilo (p. 161). Bobrow et al. (1967) afirmam que, de uma maneira resumida, deu-se ênfase a

trabalhos que geram e analisam sentenças em linguagem natural baseando-se em alguma gramática ou base de dados.

Walker (1973) afirma que, a expressão “processamento automático de linguagem” foi usada de maneira mais genérica englobando todos os estudos teóricos e práticos do uso do computador ou de técnicas computacionais no processamento de linguagem, especialmente a linguagem natural. Esta discussão acerca das terminologias e das áreas é apresentada por outros autores envolvendo outras expressões como, por exemplo, linguística computacional e processamento automático de linguagem. Walker (1973) afirma que a linguística computacional é um subconjunto da área de processamento automático de linguagem, apesar da primeira ser o foco principal de toda a área. Ainda segundo Walker (1973), a linguística computacional é um campo interdisciplinar; e a linguística é o principal ponto de partida para as pesquisas tanto em processamento automático de linguagem como em ciência da informação. No entanto, Walker (1973) afirma que, a linguística não aceita o computador ou qualquer computação como um componente metodológico essencial para seu campo, e que, inúmeros linguistas têm questionado não somente a relevância dos resultados das pesquisas em linguística computacional, mas a existência de tais resultados (p. 73). E complementa que técnicas computacionais (computadores) podem ser aplicadas em campos onde alguma formalização e/ou sistematização das descrições têm sido alcançados.

Walker (1973) foi o primeiro a destacar as pesquisas oriundas da ciência da computação, especialmente da Inteligência Artificial (IA), e a apresentar uma nítida preocupação com os recursos computacionais usados nos experimentos realizados na área.

Procedimentos para dedução e inferência têm se tornado mais sofisticado, e desenvolvimentos em ciência da computação, especialmente em IA, têm resultado em novas técnicas de programação e novas heurísticas (WALKER, 1973, p. 76).

Esta abordagem foi ratificada no capítulo de revisão seguinte, quando Damerau (1976) afirmou que a influência da linguística no processamento de linguagem tem tido uma pequena evidência, e que as principais inspirações advêm de trabalhos em IA e psicologia cognitiva (DAMERAU, 1976, p. 108). Além disso, ele cita Moyne (1975) que compartilha desta opinião e justifica usando o número de simulações linguísticas realizadas pelos cientistas da computação, com sistemas

que requerem um nível específico de detalhes, os quais os linguistas não estão acostumados. Damerau (1976) ressalta que a maioria dos projetos conhecidos tem sofrido mais influência da IA e da psicologia cognitiva do que da linguística, e como consequência, vários, se não a maioria dos trabalhos nesta área, são produtos de departamentos de ciência da computação ou psicologia e não de linguística. Segundo ele, a linguística estuda a linguagem em todas as suas manifestações; a linguística Teórica (Theoretical Linguistics) é a parte da linguística voltada a explicar os princípios gerais da organização da linguagem; a linguística Computacional é a parte da linguística onde algoritmos são aplicados a coleções de material de linguagem; enquanto que o processamento de linguagem natural estuda como o computador pode ser usado para processar coleções de dados em linguagem (language data) para o propósito de reorganização, extração, etc...

Becker (1981), autor do primeiro capítulo de revisão da década de 80, define processamento automático de linguagem como sendo a manipulação, por computador, de dados não-numéricos (normalmente palavras em Inglês). Segundo Becker (1981), desde o capítulo do ARIST de Damerau (1976), o processamento automático de linguagem (ou ALP do inglês automated language processing) tem sofrido mudanças pelos avanços de hardware e software: a popularização dos sistemas para computadores domésticos com capacidade para processar atividades de ALP, tais como manter arquivos bibliográficos e arquivos de dados; o desenvolvimento de dispositivos de talking e listening; desenvolvimento dos sistemas de OCR; além dos avanços em software, tais como os analisadores (parsers) de linguagem, representação de significado por computador, inferência lógica e organização de base de dados.

Warner (1987), autor do primeiro capítulo com título “processamento de linguagem natural”, definiu a área como sendo:

uma área de pesquisa e aplicações que exploram como a linguagem natural, usada como entrada em sistemas de computadores, pode ser manipulada e armazenada de forma que preserve certos aspectos do original (WARNER, 1987, p. 79)

Segundo Chowdhury (2003), autor do capítulo do ARIST mais recente, processamento de linguagem natural (PLN) é uma área de pesquisa e de aplicação que explora como os computadores podem ser usados para processar e manipular texto ou discurso em linguagem natural para fazer coisas úteis. Segundo ele, as

bases da área de PLN encontram-se em diversas disciplinas, tais como ciência da computação e da informação, linguística, matemática, engenharia elétrica e eletrônica, inteligência artificial e robótica, psicologia, etc.