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Norge
og
Nansen
Dialog
på
Lillehammer

4.
 Empirikapittel

4.4
 Nasjonal
tilnærming
og
det
internasjonale
samfunnets
rolle

4.4.3
 Norge
og
Nansen
Dialog
på
Lillehammer

Tendo como base as diferenças segundo a escolaridade relativamente ao significado atribuído ao trabalho (Tabela 5.4) apresentaremos os resultados que referem duas subamostras, uma relativa aos participantes que só frequentaram o ensino fundamental, independente de terem ou não concluído esse nível de escolaridade e, a outra relativa aos participantes que frequentaram o ensino médio, independente de

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terem ou não concluído esse nível de escolaridade. Os participantes da subamostra que só frequentou o ensino fundamental coincidem com os da subamostra de idade entre os 50-65 anos. Por sua vez, a subamostra que frequentou o ensino médio corresponde aos participantes com idades entre os 18 e os 25 anos. Esta sobreposição das subamostras levou que os resultados em função da idade fossem semelhantes aos resultados sobre diferenças entre grupos em função do nível de escolaridade. O resultado revela ambivalência dos participantes com escolaridade no ensino médio quanto ao que consideram ser trabalho e ao que não consideram trabalho.

No domínio o que é o trabalho, os participantes com escolaridade no ensino médio, respondem com frequência típica para as “atividades desenvolvidas no espaço privado” como sendo atividades de trabalho. Por sua vez, os participantes com escolaridade no ensino fundamental respondem com frequência variante. Este resultado sinaliza o efeito da escolaridade atenuando a dicotomia, anteriormente referida, entre público e privado. Isto é, o currículo como artefacto cultural (Silva, 1999) propicia o envolvimento com outras realidades que contrastam com as do contexto cultural de pertença. Além desta explicação focada no efeito dos currículos nas significações atribuídas ao trabalho, também é possível, como referido anteriormente, que os jovens, por passarem mais tempo em casa envolvidos com os trabalhos escolares, acabem por apoiar a realização de afazeres domésticos, o que os leva a considerar as atividades no domínio privado como sendo de trabalho. Por sua vez, os participantes com escolaridade no ensino fundamental, portanto os mais velhos, estão no espaço público com a responsabilidade de manter o sustento familiar e por isso, esse fator pode contribuir para que não considerem com tanta frequência que as atividades no espaço privado sejam de trabalho.

No domínio o que não é o trabalho, os participantes com escolaridade no ensino médio respondem com frequência típica para o “ócio” como atividade de não trabalho. Por sua vez, os participantes com escolaridade no ensino fundamental respondem com frequência variante para essa mesma categoria. Este resultado reforça a ideia de que o tempo sem fazer nada é percebido na sua realização dentro do espaço doméstico como lugar de descompromissos com o trabalho. Este resultado pode explicar-se com recurso à anterior explicação de que os mais escolarizados, também mais jovens, tendem com mais frequência a atribuir conotação negativa ao ócio, relativamente aos participantes entre os 50 e 65 anos de idade.

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que se traduz na diferença de respostas dos participantes do ensino fundamental relativo aos participantes do ensino médio. Assim, os participantes com escolaridade no ensino fundamental respondem com frequência típica que o trabalho é importante para se “ter sentido de vida”. Por sua vez, os participantes de escolaridade no ensino médio respondem com frequência variante. Este resultado evidencia a essencialidade do trabalho à vida, para participantes com a escolaridade no ensino fundamental.

Compreender o que é essencial “na” e “para” a vida, não necessariamente requer grau de escolaridade avançada. Neste caso, o que se supõe estar em questão, são as experiências e atitudes tomadas por esses participantes, perante os acontecimentos. Isto é, atitudes balizadoras dos valores atribuídos ao trabalho que consequentemente ocupam um lugar central em suas vidas (Blustein, 2006). Outra possibilidade explicativa pode resultar destes participantes, na sua maioria estarem numa fase de generatividade McAdams, 1993) e como foi referido, mais sensíveis ao significado do trabalho para a sua vida.

No domínio Importância do trabalho, a categoria “ajudar a comunidade” é típica nos participantes com escolaridade no ensino fundamental e, variante para os participantes com ensino médio. Este resultado evidencia como o trabalho conecta as pessoas a um amplo contexto social e cultural de suas vidas e gera um sentido de comunidade, proporcionando o sustento emocional necessário à jornada de vida satisfatória e significativa (Blustein, 2006). Por outro lado, o resultado pode ser expressão do efeito geracional, isto é, os participantes com menor escolaridade, mas também os de maior idade, estiveram menos expostos ao efeito da cultura individualista veiculada nos currículos e media do que os mais escolarizados.

No domínio perda da cultura, as diferenças entre as respostas referem frequências variante e rara, no entanto, surge um novo padrão que vale ser ressaltado pois, revela a tendência para as diferenças nas frequências de respostas serem favoráveis aos participantes com nível de escolaridade no ensino fundamental. Isto é, raramente os participantes de ensino médio referem perdas culturais na “alimentação tradicional”, nos “processos de produção” e nos “hábitos comportamentais”, enquanto os menos escolarizados referem com frequência variante. Este padrão, na linha do resultado em que os menos escolarizados referem com mais frequência do que os participantes mais escolarizados, a importância do trabalho para apoiar a comunidade, pode explicar-se com a possibilidade da escolaridade tender a impor os valores da cultura individualista, ao mesmo tempo que também pode resultar do efeito idade. Isto

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é, são os participantes menos escolarizados e que também são os mais idosos os que sinalizam com pesar pelas mudanças geradoras de algumas perdas referidas à cultural, nisso, demonstram atenção para os fatores que outrora lhes concebiam o fortalecimento de sua identidade social étnica (Barth, 1998; Poutignat & Streiff-Fenart, 1998).

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Capítulo 6

Satisfação de indígenas Macuxi com a vida e com o