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Ninas  tekst

4   EMPIRI  &  ANALYSE

4.3   Gjennomgang  og  analyse

4.3.1   Ninas  tekst

Há vários fatores que justificam a crescente demanda por cursos de LEs online, dentre os quais Zhang e Goel, (2011) destacam a globalização, o avanço tecnológico de nossa época e a natureza dos aprendentes e da força de trabalho de hoje, procurando justificar a necessidade de proficiência em LE, em especial a língua inglesa, como forma de possibilitar a comunicação entre indivíduos de diferentes países. White (2003, p. 38) acrescenta que

com a demanda crescente pela aprendizagem continuada, a população de aprendentes é composta, cada vez mais, por trabalhadores adultos em busca de soluções educacionais eficientes, efetivas e flexíveis. Essas demandas em mutação representam um desafio que não pode ser prontamente superado pelas instituições e estruturas educacionais convencionais.72

Embora a língua inglesa tenha se tornado a língua franca nos negócios, nos encontros científicos, eventos esportivos e seja a língua de comunicação em grande parte do conteúdo que está disponível na Internet, bem como a língua adotada nas indústrias de entretenimento (jogos eletrônicos, música e filmes), a necessidade de se atingir a competência linguístico- comunicativa nesta língua não é o desafio maior para o aprendente adulto que busca no curso

online uma via de aprendizagem e a solução para sua falta de tempo.

Zhang e Goel (2011) questionam se a aprendizagem online é para todos, pois implicitamente desenham um perfil de aprendente online que vai além das descrições anteriores. Na verdade, minha hipótese de que haja um perfil de aprendente que melhor se adapta a essa modalidade baseia-se na premissa de que não basta reunir um conjunto de necessidades para que o aprendente busque um curso online de LE, como alternativa aos

72

No original: “With the growing need for lifelong learning, the student population is increasingly composed of adult working people, looking for flexible, effective and efficient educational solutions. These changing demands represent a challenge that cannot be readily met by conventional education structures and institutions”

cursos tradicionais, e finalize esse processo com uma aprendizagem bem-sucedida; isso o ajuda a buscar alternativas, mas não seria capaz de mantê-lo no curso, nem de tornar a aprendizagem de LEs mais fácil e rápida como prometem alguns cursos online.73 Para tanto, apoio-me nas palavras de Blake (2008) ao dizer que:

[O] formato de aprendizagem a distância não é ambiente de aprendizagem apropriado para todos; tende a ser autosseletivo. Um curso completamente virtual atrai, em particular, pessoas que trabalham em tempo integral e possuem necessidades especiais de acesso à instrução, assim como àqueles que preferem trabalhar independentemente. (...) Muitos alunos mais tarde descobrem que o formato de aprendizagem total ou parcialmente a distância requer muito mais auto- motivação e autodisciplina do que eles gostariam de oferecer.74 (p. 108)

Mais adiante, Blake (2008, p. 123) descreve os aprendentes que optam por um curso

online como, em geral, mais velhos, maduros e automotivados do que seus pares mais jovens

que frequentam cursos tradicionais presenciais, pois para ele, os cursos online tendem a ser autosseletivos como já havia dito no excerto anterior. Uma característica importante notada por Blake (2008) é que esse tipo de aprendente de L2 é sem sombra de dúvidas mais consciente de suas necessidades e do custo envolvido na aprendizagem de uma LE, por isso é, em geral,

mais eficiente, autônomo e responsável já que paga adiantado pelo curso a distância e não pode arcar com o desperdício de tempo e dinheiro. Os aprendentes em potencial que não possuem essas qualidades tendem a abandonar no início do curso.75 (p. 123)

É interessante notar que, embora concorde com Blake (2008) no que concerne ao perfil de aprendente mais adulto, maduro, autônomo e consciente do custo dos cursos online, não posso me eximir de apontar o contraponto oferecido por Zhang e Goel (2011) que, numa perspectiva mais voltada para o perfil do novo aprendente da era digital (PRENSKY, 2001a, 2001b; TAPSCOTT; WILLIAMS, 2008), se baseia claramente em sua atitude. Segundo Zhang e Goel (2011, p. 198) os aprendentes que possuem uma forte atração pela inovação em

73 Por uma questão de ética, deixo a critério do leitor pesquisar os cursos online que prometem uma

aprendizagem rápida e fácil.

74 No original: “…DL format is not an appropriate learning environment for everyone; it tends to be self-

selecting. A completely virtual course appeals, in particular, to people who work full-time and therefore need special access to instruction, as well as to those who prefer to work independently. (…) Many students belatedly find out that either partial ou total DL format require much more self-motivation and self-discipline than they are willing to give.”

75

No original: “more efficient, autonomous, and responsible as they pay in advance for the DL course and they cannot afford to waste their money or time. Those potencial learners who do not possess these qualities tend to drop out at the beginning.”

tecnologia da informação76 estão mais propensos a se matricularem em cursos online, assim como aprendentes que já passaram por uma experiência positiva nessa modalidade de ensino tendem a retornar. Esse apelo à inovação tecnológica perpassa questões como a facilidade e o prazer em lidar com novas tecnologias, típicas dos aprendentes ditos “nativos digitais” (PRENSKY, 2001a, 2001b; TAPSCOTT; WILLIAMS, 2008), geralmente mais jovens do que os adultos descritos por Blake (2008).

Em suma, o perfil do aprendente online está intimamente associado às condições de vida do mundo moderno e traduz uma necessidade de mercado. De modo geral, necessita atingir um bom grau de proficiência em LE, é adulto, está empregado em tempo integral, já constituiu família e, portanto, não dispõe de tempo livre para frequentar um curso tradicional, presencial, com dia e hora marcados. A flexibilidade de horário e a possibilidade de estudar em praticamente qualquer lugar são os grandes atrativos. Em um mundo de economias globalizadas e com a facilidade de comunicação internacional existente, a tendência é que profissionais com proficiência em outras LEs elevem sua empregabilidade, convertendo a pressão de mercado em motivação extrínseca que impulsiona os aprendentes a buscarem qualificação, sendo a língua inglesa, quase sempre a primeira escolha.

Presumo que a autonomia do aprendente, a capacidade de organização e de administração do tempo, a responsabilidade, a facilidade de uso da Internet e o interesse pela inovação que as novas tecnologias representam sejam alguns dos fatores que contribuem sobremaneira para que o aprendente sinta-se à vontade e motivado ao longo de sua jornada de aprendizagem, conforme descrevo a seguir.