Realizado em vinte animais, 60 dias após a sensibilização com inóculo contendo suspensão da cepa de M. bovis AN5, dos quais 14 constituíram o grupo experimental para a verificação de sensibilidade da pele à tuberculina em diferentes regiões corporais e seis o grupo controle. Os animais dos dois grupos foram preparados com tricotomia dos locais que receberam a aplicação de PPD bovino, nas seguintes regiões anatômicas (Esquema 1): I – cervical (C) cranial (Cr) e caudal (Ca), II – torácica (T) dorsal (Do) e ventral (Ve), III – abdominal (A) dorsal (Do) e ventral (Ve) e IV – prega da cauda (PC). Com exceção da prega da cauda, as demais regiões foram testadas pelo lado esquerdo e pelo lado direito.
Esquema 1 – Figuras esquemáticas assinalando as regiões da pele do animal que foram submetidas à prova de tuberculinização: I – região cervical, II – região torácica, III – região abdominal e IV - prega da cauda, Cr – cranial, Ca – caudal, Do – dorsal e Ve – ventral, D – animal visto pelo lado direito e E – animal visto pelo lado esquerdo. Os locais assinalados com “X” foram os da aplicação de PPD bovino ou de solução fisiológica
Nestas regiões tricotomizadas foram aplicados 0,1 mL de PPD bovino (1 mg/mL) no grupo experimental, intradérmico, a uma distância de pelo menos 7 cm entre locais de aplicação. Nos animais do grupo controle aplicou-se solução fisiológica ao invés do PPD bovino nestas regiões. Realizou-se a mensuração da espessura da pele nos seguintes momentos: 24h antes, 0h, 24h, 48h, 72h e 96h após a tuberculinização.
3.7 ANÁLISE ESTATÍSTICA
A interpretação estatística dos resultados foi efetuada utilizando-se o método preconizado por Zar (1984). Todas as análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o programa ASSISTAT 7,5, considerando a diferença significativa, nos casos em que “p” foi menor que 0,05.
I II III III IV IV D E Cr Cr Ca Ca Do Do Ve Ve
Para avaliação de diferenças entre o grupo controle e o grupo experimental usou-se o teste de Student-Newman-Keuls. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para avaliação da mesma região nos diferentes momentos (amostras independentes) e o teste de Friedman para avaliação das diferenças das espessuras de pele nos diferentes locais em relação a um mesmo momento (amostras dependentes).
4
RESULTADOS
Nenhum dos animais utilizados no experimento apresentou qualquer alteração detectável em seu estado geral. Mantiveram-se sem modificações significativas das funções vitais e outros parâmetros considerados na avaliação de possíveis reações além da de hipersensibilidade.
No estudo da reação ao PPD em diferentes locais da superfície corpórea, as medidas individuais obtidas encontram-se dispostas nos apêndices C a H. Os dados dessas tabelas em anexo foram devidamente processados para a obtenção da diferença entre leituras efetuadas nos momentos de 24, 48, 72 e 96 horas pós-tuberculinização (p.t.) em relação ao momento inicial de 0 horas, imediatamente antes da tuberculinização (Tabelas 1 a 4).
Tabela 1 – Medidas das diferenças individuais da espessura da pele dos animais (mm), e suas médias e desvios padrões, nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea, aferidas 24 horas após a aplicação do PPD bovino (grupo experimental) ou de solução fisiológica (grupo controle), menos as mensuradas à 0 hora respectivamente – São Paulo – 2008
REGIÃO CORPÓREA CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
GRUPOS ANIMAL
ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA
PREGA DA CAUDA 35 0,40 0,60 2,60 0,20 0,40 ‐0,80 0,30 ‐0,80 1,20 ‐0,10 0,40 1,80 ‐0,20 2063 2,90 0,90 1,00 0,60 1,10 1,00 0,20 0,30 2,10 1,50 0,00 0,50 ‐0,60 928 0,40 2,30 0,60 0,80 5,20 1,70 ‐0,80 0,90 0,40 0,30 0,10 0,70 0,50 4233 0,70 2,00 0,30 0,40 0,90 0,50 1,00 1,00 1,40 0,30 ‐0,30 ‐0,10 0,50 4197 1,50 2,90 2,60 0,30 1,30 0,20 0,60 0,10 0,00 0,90 0,20 0,20 ‐0,10 4235 2,10 3,60 0,90 0,90 2,00 2,10 0,00 ‐0,80 0,80 1,10 1,60 0,50 1,30 4202 0,30 2,40 ‐0,50 0,10 1,70 2,70 1,20 1,10 1,50 0,50 ‐0,10 ‐0,30 0,20 4205 0,10 2,00 0,50 ‐0,30 ‐0,10 0,80 0,30 ‐0,90 0,40 1,40 0,50 0,30 ‐0,30 4239 2,60 2,10 0,60 0,90 0,90 1,30 1,40 0,80 0,80 0,50 0,00 1,50 0,10 4236 1,70 0,90 0,70 0,60 0,30 0,90 2,70 1,30 0,50 0,20 0,80 0,60 0,90 4201 1,40 0,40 ‐0,10 0,60 2,20 0,90 0,70 0,30 0,20 0,70 0,10 0,60 0,30 4216 ‐0,30 ‐0,10 0,70 0,10 1,00 0,60 0,60 ‐0,50 0,80 0,90 0,20 0,40 0,20 4206 ‐0,10 0,00 0,20 0,30 ‐0,60 0,00 ‐1,10 2,40 0,40 0,50 0,60 1,20 0,50 EXPERIMENTAL 4198 0,80 0,10 0,70 1,90 0,50 0,70 0,00 ‐1,00 0,60 ‐0,70 0,30 0,80 0,10
MÉDIA 1,04±1,01A 1,44±1,18A 0,77±0,87A 0,53±0,52ª 1,20±1,38A 0,90±0,88A 0,51±0,94A 0,30±1,01A 0,79±0,58A 0,57±0,58A 0,31±0,47A 0,62±0,57A 0,24±0,49A
4200 ‐0,10 0,60 0,40 0,20 ‐1,40 ‐0,60 ‐1,00 0,00 0,10 1,00 ‐0,40 ‐0,10 ‐0,40 4240 ‐0,10 0,80 0,50 0,60 ‐0,70 ‐0,90 0,00 ‐0,20 1,50 ‐0,10 ‐0,10 0,20 ‐0,60 4229 0,30 0,10 0,50 0,20 0,60 ‐0,10 0,00 0,00 ‐0,20 ‐0,20 0,20 0,70 ‐0,20 4214 ‐0,70 ‐0,10 ‐0,40 ‐1,00 ‐1,20 0,20 ‐0,40 ‐0,20 ‐2,10 ‐0,20 ‐0,90 0,30 ‐0,60 4249 0,10 0,10 0,10 0,20 0,50 0,10 0,00 ‐0,50 0,40 0,10 ‐1,00 0,20 0,10 CONTROLE 4208 0,40 0,10 ‐0,60 ‐0,20 1,10 ‐0,60 0,10 0,60 1,50 0,10 ‐1,20 0,20 ‐0,40
MÉDIA ‐0,02±0,39B 0,27±0,35B 0,08±0,48A 0±0,55A ‐0,18±1,05B ‐0,32±0,44B ‐0,22±0,42A ‐0,05±0,37A 0,2±1,33A 0,12±0,45A ‐0,57±0,55B 0,25±0,26A ‐0,35±0,27B
Nota: Valores médios com letras maiúsculas divergentes, nas mesmas colunas, indicam diferença estatística significativa entre grupo experimental e grupo controle na mesma região (teste de Student-Newman-Keuls, p < 0,05)
Tabela 2 – Medidas das diferenças individuais da espessura da pele dos animais (mm), e suas médias e desvios padrões, nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea, aferidas 48 horas após a aplicação do PPD bovino (grupo experimental) ou de solução fisiológica (grupo controle), menos as mensuradas à 0 hora respectivamente – São Paulo – 2008
REGIÃO CORPÓREA CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
GRUPOS ANIMAL
ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA
PREGA DA CAUDA 35 1,00 0,70 3,20 1,10 2,10 2,10 1,20 0,20 1,60 ‐0,10 0,90 0,90 1,00 2063 2,50 1,10 1,30 1,40 1,10 0,70 1,90 0,60 2,90 2,10 1,00 0,90 1,50 928 1,40 1,60 1,30 1,30 5,70 3,00 ‐0,30 0,10 2,40 1,40 1,00 2,00 0,90 4233 0,70 0,20 0,10 1,40 0,90 2,10 0,20 1,50 2,00 1,60 0,00 0,00 1,40 4197 1,20 2,00 1,30 ‐0,10 1,40 1,10 0,90 0,10 1,20 1,80 1,00 1,80 1,90 4235 2,50 5,90 1,70 1,80 1,60 1,10 0,90 0,80 1,10 2,30 1,70 0,40 1,30 4202 0,60 0,40 0,00 0,70 2,70 2,70 0,10 1,90 1,60 2,00 0,70 ‐0,30 0,20 4205 0,80 1,30 1,90 1,10 2,90 2,00 1,10 0,30 2,10 2,70 1,20 2,80 0,70 4239 2,60 1,40 1,40 1,00 1,70 1,20 1,90 1,00 1,70 1,10 0,10 1,20 0,60 4236 1,90 1,20 1,30 1,40 0,90 1,00 1,40 2,10 1,30 2,10 1,50 0,50 0,80 4201 1,90 1,20 1,60 1,50 2,50 1,70 0,80 0,60 2,10 1,50 1,30 1,40 1,00 4216 0,50 1,30 1,60 1,90 0,90 1,80 1,00 1,00 1,60 0,70 1,70 0,50 0,90 4206 ‐0,10 0,60 0,50 0,50 0,10 0,90 0,60 1,40 1,50 0,70 0,40 1,20 0,60 EXPERIMENTAL 4198 1,00 1,00 1,00 2,20 1,10 1,20 1,40 0,40 1,30 0,50 0,20 0,70 1,10
MÉDIA 1,32±0,84A 1,42±1,37A 1,30±0,79A 1,23±0,59A 1,83±1,37A 1,61±0,70A 0,94±0,64A 0,86±0,66A 1,74±0,50A 1,46±0,79A 0,91±0,56A 1,00±0,82A 0,99±0,43A
4200 0,10 0,00 0,00 0,20 ‐1,70 0,30 1,50 0,20 0,10 1,40 0,20 0,00 0,40 4240 0,30 0,70 0,90 0,60 0,90 0,40 0,00 0,80 0,90 0,10 0,40 0,30 1,30 4229 0,40 1,20 0,60 0,50 0,50 0,00 0,70 0,10 0,70 0,10 0,30 0,50 0,00 4214 0,20 0,80 0,80 0,40 1,00 0,10 0,20 0,40 0,70 0,30 1,00 0,10 0,00 4249 0,40 0,00 0,40 0,60 0,50 0,60 0,70 1,50 0,40 0,40 0,30 0,70 0,20 CONTROLE 4208 0,10 0,30 0,70 0,90 1,20 0,30 0,10 0,70 1,80 0,10 1,80 0,80 0,10
MÉDIA 0,25±0,14B 0,50±0,48A 0,57±0,33B 0,53±0,23B 0,40±1,06B 0,28±0,21B 0,53±0,56A 0,62±0,51A 0,77±0,58B 0,40±0,51B 0,67±0,62A 0,40±0,32A 0,33±0,50B
Nota: Valores médios com letras maiúsculas divergentes, nas mesmas colunas, indicam diferença estatística significativa entre grupo experimental e grupo controle na mesma região (teste de Student-Newman-Keuls, p < 0,05)
Tabela 3 – Medidas das diferenças individuais da espessura da pele dos animais (mm), e suas médias e desvios padrões, nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea, aferidas 72 horas após a aplicação do PPD bovino (grupo experimental) ou de solução fisiológica (grupo controle), menos as mensuradas à 0 hora respectivamente – São Paulo – 2008
REGIÃO CORPÓREA CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
GRUPOS ANIMAL
ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA
PREGA DA CAUDA 35 2,30 0,80 3,00 1,60 2,30 2,40 1,20 0,20 2,20 1,90 1,60 1,90 0,90 2063 1,90 1,10 2,20 2,00 0,80 1,20 1,60 0,90 2,50 1,70 1,60 1,00 2,00 928 2,20 3,30 2,90 1,50 5,80 3,80 1,10 0,60 2,90 1,70 1,30 2,10 1,30 4233 1,60 0,20 0,20 1,20 1,40 2,20 0,70 1,90 1,80 1,60 0,50 0,50 1,40 4197 1,50 2,30 1,60 0,50 1,40 1,10 1,00 0,40 2,20 3,10 1,70 1,80 1,90 4235 3,00 4,70 1,70 1,90 1,70 2,40 1,50 1,60 1,90 2,50 1,60 0,80 1,70 4202 1,40 2,00 0,60 2,10 2,90 2,60 0,50 0,90 3,20 2,00 0,80 0,20 1,30 4205 1,90 1,40 2,80 1,70 3,10 2,10 1,10 0,60 2,80 3,50 1,20 2,80 0,70 4239 2,40 2,90 1,90 1,90 1,70 2,00 1,70 1,40 2,50 2,00 0,20 1,70 1,10 4236 2,80 2,00 2,70 2,40 1,80 1,90 1,60 1,00 2,10 2,20 1,70 1,40 1,10 4201 1,70 1,30 1,90 2,90 2,70 2,10 0,80 0,60 2,40 1,70 1,30 2,40 1,20 4216 1,70 2,30 2,30 2,40 1,40 1,90 1,10 1,30 1,80 0,80 1,70 2,40 1,40 4206 0,00 0,40 0,60 0,60 0,20 0,50 1,50 0,80 0,60 0,90 0,60 1,50 0,80 EXPERIMENTAL 4198 0,30 0,40 1,10 2,00 0,90 1,10 0,40 0,50 1,30 0,50 0,60 1,00 2,60
MÉDIA 1,76±0,83A 1,79±1,27A 1,82±0,91A 1,76±0,66A 2,01±1,36A 1,95±0,81A 1,13±0,42A 0,91±0,49A 2,16±0,67A 1,86±0,82A 1,17±0,53A 1,54±0,77A 1,38±0,52A
4200 0,10 0,20 0,20 0,20 ‐1,60 0,30 1,70 0,30 0,40 1,20 0,20 1,30 0,10 4240 0,30 0,80 0,70 1,20 1,10 0,40 0,10 1,00 0,60 1,40 0,90 0,90 1,20 4229 0,00 1,80 0,60 0,10 0,50 0,70 0,50 0,60 0,40 0,40 0,30 0,50 0,10 4214 1,00 0,80 0,10 0,60 1,10 1,30 0,70 0,40 1,40 0,40 1,30 0,20 0,20 4249 0,60 0,10 0,10 0,40 0,70 0,40 0,60 1,10 0,30 0,90 0,90 1,00 0,20 CONTROLE 4208 0,10 0,40 0,70 0,30 0,50 0,40 0,70 0,60 1,70 0,20 1,90 0,80 0,10
MÉDIA 0,35±0,38B 0,68±0,62A 0,40±0,30B 0,47±0,40B 0,38±1,01B 0,58±0,38B 0,72±0,53A 0,67±0,32A 0,80±0,60B 0,75±0,49B 0,92±0,63A 0,78±0,39B 0,32±0,44B
Nota: Valores médios com letras maiúsculas divergentes, nas mesmas colunas, indicam diferença estatística significativa entre grupo experimental e grupo controle na mesma região (teste de Student-Newman-Keuls, p < 0,05)
Tabela 4 – Medidas das diferenças individuais da espessura da pele dos animais (mm), e suas médias e desvios padrões, nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea, aferidas 96 horas após a aplicação do PPD bovino (grupo experimental) ou de solução fisiológica (grupo controle), menos as mensuradas à 0 hora respectivamente – São Paulo – 2008
REGIÃO CORPÓREA CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
GRUPOS ANIMAL
ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA ESQUERDA DIREITA
PREGA DA CAUDA 35 1,40 0,50 2,80 1,50 2,30 2,50 1,20 0,00 1,50 1,80 1,30 0,70 1,90 2063 1,50 1,10 1,90 1,80 0,80 1,20 0,40 1,20 1,80 0,70 0,70 0,20 1,20 928 1,70 3,30 2,60 1,90 2,10 2,50 0,80 1,10 2,60 1,30 0,50 2,70 2,20 4233 1,60 0,50 0,30 1,30 1,60 3,10 2,20 1,50 1,20 2,30 0,00 0,50 2,00 4197 2,60 2,60 2,20 1,50 2,20 1,40 0,10 0,40 2,00 2,20 1,80 2,30 2,90 4235 2,70 1,50 2,60 3,10 1,40 1,30 2,70 1,60 2,40 2,30 1,90 2,30 2,00 4202 1,80 1,80 0,10 2,10 2,60 2,10 0,30 0,70 2,50 2,10 1,30 0,20 1,30 4205 1,70 1,60 2,80 1,30 3,10 2,10 0,50 ‐0,30 2,40 3,70 1,10 3,00 1,10 4239 2,20 2,70 2,70 2,60 1,50 2,20 1,50 0,80 2,40 2,10 1,60 1,70 0,80 4236 2,50 2,00 1,10 2,10 1,40 1,80 2,60 1,00 2,50 2,20 2,10 1,50 1,40 4201 2,40 2,20 2,10 2,80 2,90 1,90 1,50 1,90 2,60 2,30 1,90 3,50 1,80 4216 1,90 2,40 2,60 1,90 2,10 2,50 1,40 1,90 2,50 1,50 2,00 1,60 1,00 4206 ‐0,10 0,20 0,80 0,30 0,20 0,50 1,40 0,60 0,20 0,60 0,70 1,00 1,00 EXPERIMENTAL 4198 0,10 0,20 0,40 2,00 1,40 1,90 0,20 0,50 0,90 0,00 0,70 1,20 1,50
MÉDIA 1,71±0,84A 1,61±1,00A 1,79±1,02A 1,87±0,70A 1,83±0,80A 1,93±0,66A 1,20±0,87A 0,92±0,67A 1,96±0,75A 1,79±0,92A 1,26±0,66A 1,60±1,05A 1,58±0,58A
4200 0,00 0,40 0,20 0,20 ‐0,60 0,40 1,70 0,40 0,10 1,20 0,20 0,00 0,10 4240 1,70 0,90 0,30 0,20 1,50 0,40 0,60 0,70 0,50 0,20 0,30 0,60 1,10 4229 0,00 2,10 0,70 0,10 0,40 0,60 0,40 0,10 0,20 0,10 0,20 0,50 0,10 4214 1,20 0,50 0,10 1,10 1,50 0,30 0,40 0,10 1,40 0,10 1,60 0,20 0,10 4249 0,10 0,00 0,00 0,20 0,30 0,40 0,50 0,20 0,10 0,20 0,90 0,80 0,40 CONTROLE 4208 0,40 0,40 0,70 0,20 0,30 0,50 0,30 0,30 0,70 0,30 1,90 0,20 2,30
MÉDIA 0,57±0,72B 0,72±0,74A 0,33±0,30B 0,33±0,38B 0,57±0,81B 0,43±0,10B 0,65±0,52A 0,30±0,23B 0,50±0,50B 0,35±0,42B 0,85±0,75A 0,38±0,30B 0,68±0,88B
Nota: Valores médios com letras maiúsculas divergentes, nas mesmas colunas, indicam diferença estatística significativa entre grupo experimental e grupo controle na mesma região (teste de Student-Newman-Keuls, p < 0,05)
Observa-se nas tabelas 1 a 4, a presença de diferença significativa (teste de Student- Newman-Keuls) entre médias do grupo controle e do experimental, nos diferentes locais de aplicação, comprovando-se que houve uma resposta imunoalérgica do grupo experimental.
Dos valores das tabelas de 2 a 4 obtiveram-se as médias e os desvios padrões das diferenças das espessuras referentes aos momentos de leitura de 48, 72 e 96 horas p.t., excluindo-se os resultados referentes às 24 horas p.t. por serem estes interpretados como resposta inflamatória inespecífica devido ao trauma da inoculação (Tabelas 5 e 6). Tomou-se o cuidado de se efetuar uma análise estatística para avaliar a interferência das diferenças significativas quanto aos momentos (Tabela 5) e quanto aos locais de aplicação (Tabela 6). A análise estatística prévia desses resultados revelou que não houve diferenças significativas (p < 0,05) em todas as comparações feitas entre os dados do lado direito e aqueles do lado esquerdo, sendo estes agrupados conforme momento e local do corpo na tabela 5 e gráficos 1 a 8 (momento) e na tabela 6 e gráficos 9 a 12 (local do corpo).
Tabela 5 – Valores médios e desvios padrões (mm) das diferenças das mensurações das espessuras da pele obtidas nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea dos caprinos do grupo experimental, no decorrer dos momentos (48 horas, 72 horas e 96 horas) pós tuberculinização menos os valores aferidos no momento 0 hora, avaliados com análise estatística das diferenças entre momentos – São Paulo – 2008
Nota: Valores médios com letras maiúsculas divergentes, nas mesmas colunas, indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal-Wallis, p < 0,05)
CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
REGIÃO
CORPÓREA CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
PREGA DA CAUDA
48 horas 1,37 ± 1,12A 1,26 ± 0,69A 1,72 ± 1,07A 0,90 ± 0,64A 1,60 ± 0,67A 0,95 ± 0,69A 0,99 ± 0,43A 72 horas 1,78 ± 1,05A 1,79 ± 0,78A 1,98 ± 1,10A 1,02 ± 0,46A 2,01 ± 0,75A 1,35 ± 0,67A 1,39 ± 0,51B 96 horas 1,66 ± 0,90A 1,83 ± 0,86A 1,88 ± 0,72A 1,06 ± 0,77A 1,88 ± 0,83A 1,43 ± 0,87A 1,58 ± 0,58AB
Tabela 6 – Valores médios e desvios padrões (mm) das diferenças das mensurações das espessuras da pele obtidas nas diferentes regiões testadas da superfície corpórea dos caprinos do grupo experimental, no decorrer dos momentos (48 horas, 72 horas e 96 horas) menos os valores aferidos no momento 0 hora, avaliados com análise estatística das diferenças entre locais da reação - São Paulo – 2008
Nota: Valores médios com letras minúsculas divergentes, nas mesmas linhas, indicam diferença estatística significativa entre locais em dentro de cada momento (teste de Friedman, p < 0,05)
CERVICAL TORÁCICA ABDOMINAL
REGIÃO
CORPÓREA CRANIAL CAUDAL DORSAL VENTRAL DORSAL VENTRAL
PREGA DA CAUDA
48 horas 1,37 ± 1,12ab 1,26 ± 0,69ab 1,72 ± 1,07a 0,90 ± 0,64b 1,60 ± 0,67a 0,95 ± 0,69b 0,99 ± 0,43b 72 horas 1,78 ± 1,05bc 1,79 ± 0,78ab 1,98 ± 1,10ab 1,02 ± 0,46d 2,01 ± 0,75a 1,35 ± 0,67c 1,39 ± 0,51c 96 horas 1,66 ± 0,90ab 1,83 ± 0,86a 1,88 ± 0,72a 1,06 ± 0,77c 1,88 ± 0,83a 1,43 ± 0,87bc 1,58 ± 0,58abc
Gráfico 1 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região cervical cranial, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal- Wallis, p < 0,05)
Gráfico 2 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região cervical caudal, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal- Wallis, p < 0,05)
Gráfico 3 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região torácica dorsal, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal- Wallis, p < 0,05)
Gráfico 4 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região torácica ventral, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal- Wallis, p < 0,05)
Gráfico 5 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região abdominal dorsal, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal- Wallis, p < 0,05)
Gráfico 6 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região abdominal ventral, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal-Wallis, p < 0,05)
Gráfico 7 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), da região de prega da cauda, em relação aos diferentes momentos avaliados após a tuberculinização (48, 72 e 96 horas). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Kruskal-Wallis, p < 0,05)
Gráfico 8 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), de diferentes regiões corpóreas de caprinos, em relação aos momentos após a tuberculinização (48 horas, 72 horas e 96 horas) (C Cr – cervical cranial; C Ca – cervical caudal; T Do – torácica dorsal; T Ve – torácica ventral; A Do – abdominal dorsal; A Ve – abdominal ventral e PC – prega da cauda)
Gráfico 9 – Médias e desvios padrões das diferenças das espessuras da pele (mm), 48 horas após a tuberculinização, em relação aos diferentes locais da pele avaliados (C Cr: cervical cranial; C Ca: cervical caudal; T Do: torácica dorsal; T Ve: torácica ventral; A Do: abdominal dorsal; A Ve: abdominal ventral e PC: prega da cauda). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Friedman, p < 0,05)
Gráfico 10 - Médias e desvios padrões das diferenças das espessuras da pele (mm), 72 horas após a tuberculinização, em relação aos diferentes locais da pele avaliados (C Cr: cervical cranial; C Ca: cervical caudal; T Do: torácica dorsal; T Ve: torácica ventral; A Do: abdominal dorsal; A Ve: abdominal ventral e PC: prega da cauda). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Friedman, p < 0,05)
Gráfico 11 – Médias e desvios padrões das diferenças das espessuras da pele (mm), 96 horas após a tuberculinização, em relação aos diferentes locais da pele avaliados (C Cr: cervical cranial; C Ca: cervical caudal; T Do: torácica dorsal; T Ve: torácica ventral; A Do: abdominal dorsal; A Ve: abdominal ventral; PC: prega da cauda). Letras maiúsculas divergentes indicam diferença estatística significativa entre momentos dentro de cada local (teste de Friedman, p < 0,05)
Gráfico 12 – Média das diferenças das espessuras da pele (mm), de diferentes momentos (48 horas, 72 horas e 96 horas após tuberculinização), em relação às diferentes regiões corpóreas de caprinos, avaliadas (C Cr: cervical cranial; C Ca: cervical caudal; T Do: torácica dorsal; T Ve: torácica ventral; A Do: abdominal dorsal; A Ve: abdominal ventral e PC: prega da cauda)
Observa-se, na tabela 5 e gráfico 8, analisando os resultados obtidos para cada região, nos momentos estudados, que a maioria dos locais não apresentam diferença significativa entre os momentos (teste Kruskal-Wallis, p < 0,05), com exceção da região da prega da cauda. Nesta região, há uma evolução progressiva e crescente nos valores de leitura obtidos, sendo mais perceptíveis e significativas as diferenças nos momentos de 72 e 96 horas p.t.
A análise da tabela 6 e do gráfico 12, evidencia que os dados obtidos na leitura em um mesmo momento, conforme a região, apresentam diferença estatística significativa (teste de Friedman) às 48 horas p.t. na torácica dorsal (1,72 ± 1,07) e abdominal dorsal (1,60 ± 0,67) em relação à torácica ventral (0,90 ± 0,64), abdominal ventral (0,95 ± 0,69) e prega da cauda (0,99 ± 0,43). Às 72 horas p.t., a reação na torácica ventral (1,02 ± 0,46) diferiu (teste de Friedman) de todas as outras regiões com o menor resultado e os maiores valores foram constatados nas regiões abdominal dorsal (2,01 ± 0,75), torácica dorsal (1,98 ± 1,10) e cervical caudal (1,79 ± 0,78). Às 96 horas p.t., os resultados foram semelhantes para as regiões torácica ventral (1,06 ± 0,77), abdominal ventral (1,43 ± 0,87) e prega da cauda (1,58 ± 0,58), mantendo-se maiores nas regiões torácica dorsal (1,88 ± 0,72), abdominal dorsal (1,88 ± 0,72) e cervical caudal (1,83 ± 0,86).
5
DISCUSSÃO
Inicialmente deve-se destacar que nenhum animal utilizado no estudo apresentou qualquer alteração perceptível no estado geral. As funções vitais permaneceram dentro dos limites fisiológicos conforme os valores de referência descritos por Birgel, Benesi e Araújo (1990) e Smith e Sherman (1994). Este fato pode ser explicado, pois o teste tuberculínico baseia-se em uma reação de hipersensibilidade tardia (tipo IV), geralmente sem manifestações sistêmicas e caracterizada por uma resposta inflamatória no local da aplicação da tuberculína (TIZARD, 2000).
Silva (2004) e Silva et al. (2006) trabalharam na padronização do teste de tuberculinização utilizando sensibilizante semelhante ao usado nesta pesquisa e verificaram resultados com média e desvio padrão para a região cervical de 9,01 ± 0,96, no intervalo de 72 horas. Pode-se justificar a diferença de reação nos momentos, na região cervical principalmente devido à quantidade total de tuberculina injetada simultaneamente em todas as regiões corpóreas dos animais. Corrêa (1975) e Riet-Corrêa (2006) destacam que uma das causas de resultados falsos negativos pode estar relacionada ao período da aplicação ou à dose. Estudos mais apurados deverão ser realizados diminuindo a quantidade total do PPD injetado por animal. Convêm ressaltar que Mota (2003) utilizou maior quantidade de doses, e conseqüentemente do PPD, porém em bovinos que são animais de maior porte com peso e superfície corpórea muito mais amplos.
A não observação de valores estatisticamente significativas nas diferenças das médias obtidas entre o lado direito e esquerdo (Tabelas 1 a 4) concordam com os achados de Mota (2003), que trabalhando com regiões corpóreas de bovinos também não encontrou diferença estatística entre os lados.
As reações de tuberculínica nos momentos de 48, 72 e 96 horas foram estatisticamente iguais em todas as regiões com exceção da prega da cauda, quando foram maiores com 72 e 96 horas (Tabela 5 e Gráfico 8), atingindo um pico máximo com 72 horas na região cervical cranial, com 96 horas na região cervical caudal, com 72 horas na torácica dorsal, com 96 horas na torácica ventral, com 72 horas nas regiões abdominais dorsal e ventral, e finalmente, às 96 horas na região da prega da cauda. Este perfil reacional concorda com aquele constatado por Silva (2004) e Silva et al. (2006) que verificaram um pico reacional na região cervical com 48 horas p.
t., não havendo diferença estatística deste com aquele das 72 horas. Doherty et al. (1996) ao trabalharem com bovinos, determinaram que a reação obteve maior intensidade com 48 e 72 horas. Da mesma forma, Suther, Franti e Page (1974) não encontraram variação na resposta tuberculínica em bovinos, quando comparadas àquelas das 48 e 72 horas, contudo a maioria dos autores que trabalharam com esses espécimes animais utilizaram 72 horas como momento padrão para a leitura do teste tuberculínico (ROSWURM; KONYA, 1973; LESSLIE; HEBERTY, 1975; DUFFIELD; NORTON; STREETEN, 1985; RANDUNZ; LEPPER, 1985; WOOD et al., 1992; LLAMAZARE et al., 1999; RAGASSA; GOBENA, 2001). Não fugindo deste momento padrão, o MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (2001) recomenda que a leitura do teste tuberculínico, em bovinos, seja realizada com 72 horas (± 6 horas) após a aplicação de tuberculina.
Nos caprinos, em relação ao momento ideal para a leitura da reação à tuberculina, a tendência é a mesma, devendo considerar-se que Acosta et al. (2000) e Wanashinghe et al. (1973) realizaram leituras dos resultados do teste tuberculínico em 48 horas, enquanto, Lesslie; Ford e Linzell (1960); Thorel e Gaumont (1977); Cousins, Casey e Mayberry (1993); Gutiérrez, Tellechea e Marín (1998); Liébana et al. (1998); Arellano et al. (1999) e Seva et al. (2002) e adotaram 72 horas como o momento padrão para essa leitura.
A diferença observada na reação obtida na prega da cauda (Tabela 5 e Gráfico 8) após 72 horas comprova que esta é uma região com certas interferências relacionadas, por exemplo, ao modo de realização da leitura, sujidades locais e possível presença de ectoparasitas que poderiam interferir e até desencadear reações inespecíficas atrapalhando a realização da leitura. O teste na região cervical tem a vantagem desta ser uma região mais sensível (SUTHER; FRANTI; PAGE, 1974) e com facilidade para mensuração da espessura de pele sem os inconvenientes observados na região de prega da cauda , além de propiciar a melhor contenção do animal.
Os padrões estabelecidos para a interpretação do teste cervical simples, às 72 horas p.t., por Silva et al. (2006) – positivo para valores acima de 3,9 mm – diferem deste estudo, e caracteriza- se como tendo pequenas diferenças dos valores padrões utilizados por Thorel e Gaumont (1977) e Liébana et al. (1998) – positivos para valores acima de 4,0 mm. A diferença observada nesta pesquisa pode estar relacionada à quantidade de antígeno total empregado em cada unidade experimental.
O teste tuberculínico pode apresentar limitações, porém tem sido o procedimento diagnóstico chave em programas nacionais de controle da tuberculose bovina (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2001), tendo seu uso facilitado à erradicação da doença em muitos países (MONAGHAN, 1994).
Os resultados obtidos e apresentados na tabela 6 e visualizados no gráfico 12 mostram que as melhores regiões de leitura, considerados cada momento, foram às regiões abdominal dorsal, cervical caudal e torácica dorsal (48, 72 e 96 horas) e as regiões com reações menos evidentes foram às regiões torácica ventral e abdominal ventral (48, 72 e 96 horas). Convêm ressaltar que os resultados obtidos na prega da cauda não foram melhores que aqueles das regiões abdominal dorsal, cervical caudal e torácica dorsal, todavia suplantaram aqueles das demais regiões não destacadas. Isto pode servir de incentivo à utilização deste local que favorece a aplicação, a leitura e o manejo do animal, sem ser região de resposta tão pobre como aquelas das regiões torácica e abdominal ventrais. No teste cervical simples, Llamazare et al. (1999) encontraram uma sensibilidade de 80,2% e Ragassa e Gobena (2001) determinaram uma especificidade média de 87%. Enquanto no teste caudal, Wood et al. (1992) destacaram uma sensibilidade de 68,1% e uma especificidade de 96,7%. Dados semelhantes foram obtidos para bovinos no teste simples, por Suther, Franti e Page (1974). A escolha do local para a realização do teste de tuberculina, tanto para as regiões abdominal dorsal, torácica dorsal e cervical caudal, como para a região da prega da cauda será determinada por diversos fatores, tais como: tricotomia, exposição e os número de animais.
Na legislação do PNCETB, (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2001), as regiões recomendadas para a realização do teste simples são a cervical ou a escapular, realizado no mesmo lado para todos os animais da criação. Esses dados, juntamente com aqueles obtidos nesta pesquisa, tornariam viável a introdução da espécie caprina na legislação.
6
CONCLUSÃO
Os resultados obtidos neste estudo, com a utilização do PPD bovino para o teste de tuberculinização simples, permitem as seguintes conclusões:
I. As melhores regiões para a utilização do teste de tuberculinização simples são as abdominal e torácica dorsais e cervical caudal.
II. Apesar da região da prega de cauda não atingir os maiores resultados, ainda é uma região de melhor resposta do que aquelas das regiões ventrais (torácica e abdominal).
III. As respostas ao PPD bovino não diferem estatisticamente entre os momentos de 48, 72 e 96 horas p.t. nas diferentes regiões corpóreas, com exceção para a prega da cauda, na qual se obteve melhores respostas para 72 e 96 horas.
REFERÊNCIAS
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ACOSTA, B.; REAL, F.; LÉON, L.; DÉNIZ, S.; FERRER, O.; ROSARIO, I.; RAMIREZ, A. Elisa for anti-MPB70: an option for the diagnosis of goat tuberculosis caused by Mycobacterium bovis. Australian Veterinary Journal, v. 78, n. 6, p. 423-424, 2000.
ALAKU, S. O.; MORUPPA, S. M. Tuberculosis condemnations in livestock slaughtered for meat in northeastern Nigeria. Preventive Veterinary Medicine, v. 15, p. 67-72, 1993.
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ANUALPEC, Anuário da Pecuária Brasileira. Consultas rápidas, rebanho caprino no Brasil. São Paulo: FNP, 2001, p. 306-307.
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* Conforme as normas ABNT/NBR 6023, 2000 (Diretrizes para apresentação de dissertações e teses, 4 ed. rev. São